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21/10/2017

Como o Brasil começou?


AO VIR PARA O BRASIL fugindo de Napoleão, D. João preferiu não pegar o mesmo navio que o das riquezas de Portugal, que também seriam despachadas para cá. Para tudo sair certo, seguiu o conselho inglês. Seria melhor, como sugeriram os ingleses protetores da esquadra portuguesa, separar os navios, e isso por segurança. Um possível ataque francês ou corsário jamais seria em cima de todas as naus, facilitando então o revide e a abertura de passagem.

E então partiram! Portugueses para a colônia que iria, agora, ser o centro do Império. E do lado, claro, os famosos protetores ingleses, ou seja, os banqueiros, digo, os generais britânicos que tinham D. João em altíssima conta. E põe conta nisso! Sem Portugal, os britânicos não conseguiam exercer seu humor e, além do mais, se tornavam insuportavelmente só cruéis, não mais forçosamente desonestos.

Quando D. João aqui chegou, os navios ingleses com o seu ouro não aportaram, claro. D. João deu graças a Deus por ter escapado. O plano havia dado certo. Os corsários franceses, segundo informaram os ingleses, afundaram o navio com o ouro, toda a riqueza de Portugal, deixando passar o navio com D. João. “Viva viva” gritou D. João! “Nós os enganamos!” Os ingleses fizeram enorme esforço para não rir na cara do rei, embora, se rissem, nada seria percebido. O rosto de D. João dizia tudo o que um britânico precisa saber a respeito de um devedor.

E assim, feliz por estar vivo, D. João começou o seu reinado aqui, com o caixa zerado. Mas sem grandes problemas, pois os ingleses, seus amigos do peito, não deixaram de oferecer empréstimos. Sim, seria o obtido com a própria riqueza portuguesa sumida.  Logo veio o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Jardim Botânico e tudo o mais deu seu ar da graça na praça urbana que seria a Cidade Maravilhosa, essa que conhecemos por ter o Cristo de braços abertos para todos, principalmente para o tráfico e para uma taxa de mortalidade de negros inaudita. Nem a África do Sul sob Apartheid fez o que a polícia do Rio faz!

Talvez Lula esteja certo, sem o saber (claro!), quando disse que o nosso problema começou “bem antes”, já na colonização e Império. De fato, nosso problema foi esse, o de sermos lusitanos. Gênios! Tivemos de esperar a imigração e a libertação dos escravos para melhorarmos e não sermos completamente imbecis, que era nosso destino escritos em todas as estrelas do Condado Portucalense, de onde tudo começou.

Claro, demos no demos por conta daquele desejo bem retratado na música de Chico-Brigão-de-Bar-Buarque, da peça Calabar: “ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal”. Filha da puta de um anjo torto passou nessa hora e disse amém. Se fosse um anjo de outro país, teria vingado seu “amém” e então tudo, tudo mesmo, teria dado errado por aqui.

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo.

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6 Responses “Como o Brasil começou?”

  1. LMC
    06/01/2016 at 13:21

    Em Portugal tem voto facultaivo,
    tem Parlamentarismo e não tem
    Senado,que aqui no Brasil só
    serve pra ex-prefeitos,ex-
    presidentes e ex-governadores
    que não tem o que fazer na
    vida.Fizemos uma mistureba
    de EUA com França,não foi
    uma coisa nem outra no sistema
    político e deu no que deu.
    kkkkkkkkkkkkkk

    • LMC
      06/01/2016 at 13:21

      “Voto facultativo” eu corrigi acima.

  2. 06/01/2016 at 11:10

    Um país fundado por alguém que bateu na mãe só podia dar nisso. Este ato normalmente indica a estupidez de alguém, quer dizer, genialidade!

  3. euridan
    05/01/2016 at 14:53

    os portugueses não tem nada de bestas, quando o brasil proclamou a independência e Portugal viu que não tinha como evitar o que fez, disse que aceitava a independencia desde que o brasil assumisse a divida de portugal com a Inglaterra,divida essa saudada apenas no século XX, então quem são os bestas afinal

    • 05/01/2016 at 15:40

      Euridan sua lusitânia sabedoria precisa de uma pontuação e maiúsculas corretas. Sobre o que disse, não faz sentido, nada havia de brasileiro nessa negociação, muito menos D. Pedro I.

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