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25/09/2018

A nação que se tornou triste por si mesma


O anedotário brasileiro continha um chiste de sexo que a minha geração, e talvez uma anterior, adorava contar. Fizemos tanto isso que transformamos uma das frases da piada em bordão, jargão e, como se diz hoje, um meme. Do que estou falando? Ora, da piada da formiguinha e do elefante, uma versão de um conto, existente em várias culturas, sobre um bicho que ajuda o outro a atravessar um rio.

Todo mundo contava essa piada e alguns livros até fizeram-na cair para o tópico de “piadas para crianças”. A coisa era tão violenta e ao mesmo tempo tão inocente e, por isso mesmo, nada violenta, que conviveu com o êxito editorial de uma das mais famosas duplas da HQs brasileiras, Jotalhão e Rita Najura. Esses simpáticos personagens de Maurício de Souza, o elefante verde e a formiga marrom, propositalmente bunduda como (quase) toda formiga, fizeram todo tipo de sucesso. Durante um tempo a dupla foi um meme de amor para cartões e diários de pré-adolescentes!

Sim! Você pode não acreditar, mas Rita Najura, a de Maurício de Souza (dele mesmo), ficava corada de vergonha ao ver Jotalhão. Seu coração palpitava, embora ela e todos nós soubéssemos que, a essa altura, essa história infantil já estava fundida à piada. Ora, o que havia acontecido entre eles, a formiga e o elefante, era um amor daqueles que até Nelson Rodrigues e Charles Bukowski, bebendo juntos depois das três da madrugada, comentariam sim, mas em voz baixa. Coisa que deixaria o Alexandrelli e o Papa aposentado, dois experts na natureza humana tanto quanto Sade, de queixos caídos dizendo “eu nunca vi disso!”. Coisa de fazer Santo Agostinho, Agnaldo Rayol, Ronald de Golias, Delfim Neto, Juca Chaves, Moacyr Franco e Jean Paul Sartre rirem muito.

Mas, afinal de contas, como era essa piada? Tenho de conta-la, pois nos tempos em que vivemos ser educado não é mais saber fazer regra de três, não furar fila e abrir a porta do carro para a mulher, mas simplesmente ter dificuldade em lidar com a máquina de calcular, comprar lugar em fila e não saber qual a mulher que entrou no carro e nem por qual porta foi que isso se deu. Tenho de conta-la, pois estamos nos tempos em que o Pica Pau não pode mais usar a palmatória. Aliás, aquele cartoon sobre a fome, em que ele disputa com outro personagem seus próprios corpos, para o canibalismo final, é algo censurado pelos pais que, ao mesmo tempo, deixam suas crianças entregues aos pastores televisivos e aos telejornais que ensinam o desrespeito ao Presidente da República. Então, conto mesmo.

Um dia a formiguinha estava na beira do rio, pensativa, não sabendo como fazer para atravessá-lo. Eis que o chão tremeu. Era o elefante. Quando ele ia por a pata n’agua, viu uma vozinha lá de baixo: “ei, você, não pode me levar para o lado de lá do rio?”. O elefante olhou bem com um olho, depois jogando a tromba de lado olhou com o outro, e respondeu: “suba na minha tromba aqui que eu a ponho nas minhas costas, e vamos lá”. E assim lá se foram os dois. Atravessaram o rio. Chegando à margem oposta a formiguinha saltitante foi se preparando para ir embora, mas não sem antes dizer um feliz “obrigado elefante!”. E o elefante, com cara matreira (peço que nesse momento, quem for adulto, não continue a leitura), respondeu de bate-pronto: “obrigado não senhora, vai abaixando as calcinhas”.

(O adulto que teimou em continuar a leitura e, agora, nervosinho, quer me processar, eu  já aviso que rogo praga!).

O amor entre o elefante e a formiguinha nunca foi um amor impossível. Na base original, ele foi realizado? Ou não foi? Tudo sempre ficou como na clássica incógnita de corneamento no romance machadiano? Não era bem essa a questão, embora fosse também. A questão é que o amor tinha lá sua tensão e sua graça, seu medinho, seu pavorzinho. O frio na barriga da adolescente que sonha correr pelada no bosque, sendo perseguida sabe-se lá por qual lobo mau, era algo de todo e qualquer amor. Até mesmo quando a palavra fatídica era usada para dizer o que poderia até ter sido, ou o que foi de fato o consumo desse amor, não havia problema. Nossa linguagem tinha espaço semântico laureado por um espaço prévio que era o festival saudável de sinapses bem feitas. Em resumo, não éramos literatos, mas éramos bons no uso da língua e ouvíamos e líamos em vários diapasões.

Minha turma de juventude durante anos usou da piadinha. Sempre alguém da turma se esquecia e dizia “obrigado!” Nem era preciso responder com o “obrigado não senhora”, bastava olhar com aquele olhar de elefante matreiro, e então quem havia agradecido sabia que havia caído mais uma vez no que hoje chamamos de “pegadinha”. Éramos um bando de bandidos? Maurício de Souza era um incentivador da violência sexual? Nunca ninguém imaginou isso. Ninguém era tão tosco naquela época.

Claro que eu vi, recentemente, uma dessas pessoas “da atualidade”, escrever um artigo inteiro (sério!) condenando tudo de Maurício de Souza, principalmente a Mônica. Segundo esse texto Mônica nunca passou de uma inveterada praticante do bullying. Eu ia responder até, mas perdi a vontade no meio do caminho. O volume de pessoas que entraram no mundo da cultura pela porta errada aumentou demais. São pessoas que se pudessem saber quem foi Fernando de Azevedo, não saberiam que até ele podia rir, e assim fazia ao pedir licença para contar “um chiste para homens”.

Após os anos oitenta no Brasil, a democracia trouxe mais gente para a universidade e mais gente para a TV e, depois, com a Internet, muito mais gente para a cultura letrada. Mas essas pessoas vieram pela porta errada, pois todas essas três portas, em qualquer outro lugar do mundo (e aqui também, no passado), sempre contou com uma antessala: a escola básica (fundamental e média) pública, gratuita, laica e com um professor pago de maneira correta lá dentro. Isso fez da minha geração uma geração que podia entender não coisa muito complicada, mas coisa simples que nos fazia todos capazes de não nos tornarmos ressentidos.

O volume de ressentidos atuais é enorme, a maioria assim é pelo simples fato de ver na internet os produtos culturais e perceber que não pode consumi-los, que nunca irá entender um livro que quer comprar e que pode comprar. Muitos desses teimam em dizer que já entendem qualquer livro. Mas, uma boa  parte, se ressente porque logo percebe que não é verdade, que é tratada como café com leite pelos que entraram no mundo da cultura passando pela antessala correta.

Éramos pessoas, todos nós, que aprendíamos na Igreja o catecismo, mas que na Igreja mesma e na escola pública, aprendíamos também que tudo em religião era alegoria, mito, ficção, história moral, e ao mesmo tempo verdade, uma verdade que não precisava entrar em competição com a verdade científica. A professora de português havia ensinado muito sobre conotação e denotação e principalmente sobre a linguagem literal e a metafórica. Éramos obrigados (sim, essa palavra cabia bem na escola) a aprender as figuras de linguagem. Ninguém era idiota a ponto de não saber o que era uma sinédoque e, então, vir falar “não vale generalizar”. Tudo era contável e tudo podia ser trágico e engraçado, maravilhoso e engraçado, tenebroso e engraçado. Havia fair play no ar. Um tipo fair play lírico, de vez em quando filosófico. Havia até algo chamado “humor negro” em forma de HQ, e nacional! Mas até Stan Lee se dedicou a isso e o Brasil comprou tais histórias, que vinham encartadas no final das tradicionais histórias de super-heróis.

A violência daquela sociedade dos anos cinquenta e sessenta, proporcionalmente, não era maior ou menor que a de hoje. Havia mais humilhação aos pobres e minorias que, enfim, nem se reconheciam como minorias. Mas a escola pública boa ajudava a amenizar diferenças exageradas e colaborava em muito para que a cultura branca, masculinista, amante em parte do American Way of Life e ao mesmo tempo do estado corporativo varguista, de moralidade dura, fortemente mandonista e, enfim, meritocrática de um modo nem sempre saudável, fosse aos poucos se suavizando. É claro que só a escola não adiantava, era necessário também que o mercado capitalista fosse se ampliando, que a cultura urbana fosse absorvendo o ruralismo etc. Ora, isso também foi ocorrendo, ainda que aos trancos e barrancos. Essa sociedade, mal ou bem, permitia um Adoniram Barbosa comendo seu sanduíche bauru no Ponto Chic, em São Paulo.

Claro que nessa sociedade brasileira Carlos Drummond não publicou seus poemas eróticos, que guardou para serem publicados postumamente – ele sabia quem era ele e o quanto poderia ser importunado pela ignorância. Mas, em compensação, anos antes, nessa sociedade, Mário de Andrade coordenou a secretaria de cultura de São Paulo como um mulato grande de voz adocicada e que andava levemente maquiado, de batom inclusive.

Sou herdeiro de tudo isso, dessa sociedade meio “sem vergonha, mas bonitinha”. Uma sociedade que o Luís Milanesi conhece mais que eu. Que o Marcelo Coelho conhece por vias diferentes da minha, mas não tanto. Uma sociedade que a Fran e meu filho, uma filósofa e o outro quase, conhecem por mim e pelos livros. Uma sociedade que a Paula, minha filha, conhece pela literatura. Uma sociedade que, por não existir mais, me querem tirar dela.

Não há mais espaço para você, Paulo Ghiraldelli, dizem alguns. Desça, desapegue, vá para Plutão, lá sim você será amigo de Jotalhão, de Rita Najura e do Rei. Lá você mandará para a cama quem você escolher. Dizem isso? Sim. Quem? Os amigos dizem. Mas eu nunca levo meus amigos muito a sérios nessas coisas porque, meu Deus, eles não podem ter juízo, afinal, são meus amigos. Uma boa parte deles não se cansa de olhar torto, como elefante matreiro, diante de um “obrigado!” As mulheres minhas amigas fazem isso! Como podem me dizer que tenho de tomar meu café da manhã em Plutão?

© 2014 Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.

PS1: Meu amigo Jô Soares conta a piada da formiguinha e do elefante agora, como piada velha, e faz graça de tipo “vou usar vintage” – inteligente, como é do feitio dele.

PS2: Até mesmo a charge política hoje corre perigo. As pessoas não a entendem, toda charge virou agressão e há quem as comentem como se fosse artigos acadêmicos. Aliás, o acadêmicos perderam o que é um gênero literário, e leem tudo sob a mesma regra.

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30 Responses “A nação que se tornou triste por si mesma”

  1. Valdério
    21/01/2014 at 16:50

    Paulo,

    Ressucitei a piada da formiguinha aqui no trabalho. O pessoal na faixa dos cinquenta anos ficou espantado porque a turma na casa dos 20 anos não a conhece.

    Começam a surgir uns “Brigado nada” (sic) por aqui.

    Se eu for processado, vou te mandar a conta do advogado.

    Abç.

    • 21/01/2014 at 17:14

      Valdério, não aguento mais processo. Tem muito tonto hoje em dia. Aguente você aí por contar coisas assim, tão fortes.

  2. Guilherme Gouvea
    16/01/2014 at 12:19

    A piada recorrente da minha geração era a do cara que marcava um encontro amoroso e levava a menina para um local ermo de carro; a certo ponto, ela perguntaria “E agora?”, ao que ele responderia: “Agora, ou você dá ou você desce!”. Passamos a utilizar o “dá ou desce” em diversas ocasiões, não só para rir, mas principalmente para cobrar atitude nossa e alheia… mas hoje, é claro, receberia a censura do MP e da mídia… diriam que se trata de apologia à violência contra as mulheres…

    • 16/01/2014 at 12:27

      Guilherme, todos nós ainda usamos essa. Ou vai ou sai da moita. Era por aí. Tempos de gente que tinha feito uma boa escola. Mas agora com o meu caso aí na praça, ao menos ficou claro uma coisa: o tal “politicamente correto” não é algo da esquerda contra a direita, mas algo dos que não pensam contra todo mundo.

  3. Danilo Henrique
    13/01/2014 at 13:24

    Ta começando o ano bem professor!

    Ótimo texto!

    Infelizmente, as pessoas não possuem mais senso para discernir humor e ironia do mundo real.

    Talvez a sociedade tenha se enveredado por modelos tão abstratos, mas tão, tão abstratos que a objetivivdade da simplicidade tenha se abstraído também

  4. Alexandre
    10/01/2014 at 05:39

    Tem um outro Alexandre além de mim. kkk Que saco!

  5. Alexandre
    09/01/2014 at 13:02

    Apesar de ser mais novo que o professor, logo completo 4 décadas de existência, lembro perfeitamente disso e entre o pessoal da minha geração brincávamos com isso com absoluta naturalidade, sem crise e sem culpa.
    Lembro também esse episódio do Pica-Pau, não sei quantas vezes eu assistia quando era pirralho, hoje em dia o pessoal quer censurá-lo. Realmente é um absurdo. Ai de mim se eu apenas indagar, apenas serei tachado de adulto estragado.

    Com esse texto, consto que estou ficando triste e se o quadro piorar ao longo do tempo, a resposta está nas entrelinhas.

  6. Nelson Felipe
    09/01/2014 at 09:47

    Paulo, eu achei que fosse alguma expressão antiga, no sentido de: vá dar uma volta, esfriar a cuca. Verei. Abraço!

    • 09/01/2014 at 20:02

      Ah, de Plutão? Não não! É coisa um pouco mais culta.

  7. Rafael Costa
    08/01/2014 at 18:40

    Um colega meu, jovem que nem eu, quando comentei sobre Beatles, ele disse considerar muito monótono.
    Ao explicar a passagem do Mito ao logos, uma aluna disse que eu a estava ofendendo por ser evangélica.
    O que será que aconteceu com as pessoas? Que tipo de imbecilizante é esse? Será que está na água?

    • 08/01/2014 at 21:00

      Rafael, isso está se propagando rapidamente. É falta de água. A água chamada escola pública laica e gratuita, com professores bem pagos.

    • Rafael Costa
      09/01/2014 at 17:43

      rsrsrsrrsrs Realmente essa água está em falta.
      Paulo, estava conversando com alguns amigos há uns tempos sobre o nível da Educação no Brasil então uma amiga minha disse
      – Quero ver o que vai acontecer quando a educação aqui chegar ao fundo do poço.
      Ai fiquei com a reflexão, será que nós já não estamos la no fundo do poço?

    • 09/01/2014 at 19:59

      Rafael, diga para sua amiga que já escrevi sobre isso e que não há fundo do poço porque não há poço. O governo brasileiro tem know how, desde a escravatura, para importar mão de obra. Sempre fez assim. Delfim Neto defende isso. Gente do BNDES defende isso. O programa mais médico é balão de ensaio. Mas já há outros programas menos formais. Sempre fizemos isso durante toda a nossa história.

  8. Nelson Felipe
    08/01/2014 at 17:48

    Paulo, você está ficando velho, careca e surdo. Explico. Velho e careca é evidente; surdo, no seu caso, pois não entendeu o que seus amigos lhe disseram. Não era café da manhã em Plutão, era *café da manhã com Platão*. Joking aside, me emocionei com o texto. Ah, Alberto, quanto aos jovens espirituosos, somos poucos mas somos muito loucos 🙂

    • 08/01/2014 at 21:03

      Nelson, só para que não fique dúvida em outros leitores. Plutão não é qualquer um, é o do filme com o título que usei. Café da manhã em Plutão” é um filme espetacular.

  9. Erik
    08/01/2014 at 16:08

    Paulo, leio seus textos e aprendo muito. No entanto tenho uma dúvida. Porque tantos que não passaram pela Universidade são consagrados com títulos e honras por organizações respeitadas como ONU por exemplo, entre outras (caso do Olavo), além de tantos jornalistas que na verdade não são jornalistas de formação e sim pelo tempo de serviço e mesmo assim são condecorados, outro ponto que me chama atenção é o fato de muitos mestres e doutores não terem o minímo de atenção desses órgãos (principalmente os professores de Universidade privada), porque esse fato ocorre ? Abraços!

    • 08/01/2014 at 17:04

      Erik, as coisas são falsas e verdadeiras. A ONU pode dar prêmio para qualquer maluco, é uma organização política.

  10. Bruno Felipe
    08/01/2014 at 00:51

    Sinto-me hoje, ao ler este texto, “um texto’ menos sozinho no mundo, e “um tanto” mais instruído a respeito dele. Parabéns pelas sábias e inspiradores palavras professor!

    • 08/01/2014 at 01:14

      Bruno, o Manoel Marthos fez um vídeo emocionado sobre esse texto.

  11. LENI SENA
    07/01/2014 at 03:05

    Maria Virgem: “O Paulo Ghiraldelli tem de entender que ele não cabe mais no mundo em que ele foi criado. Ele pode não gostar, mas ele é sim um herdeiro dos sixties, um típico filósofo de estilo irriquieto, um Zizek sem ideologia, um Rorty que não quis ser padre. Ele lembra muito o Bento Prado em mesa de bar, mas falando alto e publicamente. É como ver o Bento na mesa do bar, mas sendo televisionado”.
    Digo eu: Aí é que cabe!… acho até que falta um colega de bar que torne a conversação ainda mais interessante, que se espoque na risada a cada aforismo desse “sem vergonha”, e que saiba retrucar a altura a cada um.
    Paulo, adoro o alvoroço que vc provoca nos seus textos!

    • 07/01/2014 at 11:31

      Leni, tô ficando como vinho, quanto mais velho melhor. Obrigado por me acompanhar.

  12. Pitongas
    07/01/2014 at 02:33

    Esse é o Brasil que o Geraldo Vandré diz não reconhecer mais.

  13. question
    06/01/2014 at 22:18

    Sobre aquele assunto que a histerica está o ameçando, o sr sendo ou não o autor das msgs, saiu um video em sua defesa: http://www.youtube.com/watch?v=4UWTRcFie60

  14. osmar castagna
    06/01/2014 at 14:43

    Tenho o prazer de receber tuas publicações, prezado Ghiraldelli – todas arquivadas com muito carinho, acredite!
    Mas o que quero mesmo é parabenizá-lo por este artigo incrivelmente bem escrito e descrito, que reflete muito daquilo que penso nestes meus 58 anos de idade – tanto eu como você também, viemos de uma geração em que e acreditava (e muito!) que o Brasil era o “país do futuro”, lembra? E você não imagina a carga de melancolia que carrego em meu ser quando olho pra trás e percebo o tamanho de tal engodo! Mais ainda, eu sinto e enxergo que nossa Educação começou a cair e retroceder após o golpe de 64 – é só prestar atenção, pois matérias importantíssimas como Filosofia, Psicologia e Sopciologia foram suprimidas do segundo grau a partir de 73, aproximadamente, sem deixar de mencionar que nessa mesma época foram introduzidos os “famosos” TD’s, ou seja, os Trabalhos Dirigidos das diversas matérias e eximidas as “perguntas e respostas”… você lemnbra disso, não é verdade?
    Muito triste em escrever tais linhas, Ghiraldelli, triste e sem esperanças!
    Te desejo tudo de bom e deixo aqui 1 forte abraço,

    the Osmar. (y)

    • 06/01/2014 at 23:25

      Osmar, não sou sem esperanças, mas não faço de utopias e desejos um mel para eu mesmo morrer no doce. É só isso. Obrigado querido.

  15. Alberto
    06/01/2014 at 08:32

    Paulo, ao ler o texto, tive um Dejà Vu espetacular. Eu dava aula em uma escola com cinco mil alunos, Dava aula em sete salas, cada uma com sessenta aluno(a)s. Aqui e acolá ou quase sempre os amada(o)s aluno(a)s eram a imagem e semelhança do diabo. Certo dia contei essa piada. Em outro dia agradeci por algo e me disseram em uníssono: “Professor, obrigado porra nenhuma, vá logo…” Caramba, que saudade deu desses aluno(a)s. Depois que sai dessa escola nunca mais encontrei nenhum jovem espirituoso.

    • 06/01/2014 at 23:32

      Alberto, você é dos nossos. Mas veja, percebeu como a direita, que dizia condenar o politicamente correto, mudou de opinião?

  16. Diego Michel
    05/01/2014 at 19:17

    Havia algum tempo que não comentava no seu blog, porém, diante deste texto, só me resta dizer: Bravo!

    Sou jovem, não fiz parte da sociedade por você narrada, porém, compartilho do mesmo entusiasmo.
    Só um parvo para negar o quão maravilhoso é o estilo jocoso de Os Mutantes. E olha que eles não são necessariamente da sociedade que você menciona.

    • 05/01/2014 at 19:56

      Sim, até eram sim! Rita Lee é mais velha. Quando eu era jovem, ela esta na onda. Ele produziu a verdadeira MPB.

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