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26/09/2018

A foto digital como morte da fotografia


[Texto para o público em geral]

A minha geração é, talvez, a última a realmente olhar um álbum de fotografia com o intuito de recordar o passado ou entende-lo, e talvez mensurá-lo com o presente. Pessoas que não são dos anos cinquenta, mesmo que estejam se considerando “mais velhas”, pertencem ao mundo da fotografia digital. Afinal, possuem filhos para os quais prepararam álbuns de fotos virtuais – que se perderam ou que estão guardadas em grandes cemitérios cibernéticos não visitados.

Pessoas que vieram do Pós-Guerra, como eu, aprenderam a olhar fotos no papel, virá-las para ver se há uma marcação de data, comparar a própria textura da folha para tecer comentários sobre que processo “revelou a foto”. A foto, para os da minha idade, é (ou era) realmente um túnel do tempo. A foto virtual é estranha porque ela repete o presente. O Facebook coloca fotos do passado para que você não se perca completamente no presentismo de nossa época. Mas é um esforço em vão, são imagens de você com outras pessoas que você já não tem mais amizade. Pois eram “amizades virtuais”. São fotos que você postou, mas na proliferação de tantas outras, não significam mais nada e nem há o que lembrar nelas ou delas. Elas foram feitas de modo fácil, não implicaram em escolha de poses a serem levadas para a “revelação”.

A fotografia perdeu a sua função. Ou melhor, transmutou-se. Sua função atual é apanhar o presente para quem está presente e que, portanto, nem precisaria dela. Aliás, fotos virtuais são descartadas – até mesmo por profissionais da fotografia. Elas não são registro. Elas não são história. São fogos de artifício.

O filósofo germano-coreano Byung-Chul Han é mais jovem que eu. Mas ele ainda guarda algo de quem viu a velha função da fotografia. Ele chama a atenção para algo importante que distingue a fotografia digital da fotografia antiga: “Na fotografia digital toda a negatividade é expurgada”.[1] Ele não está dizendo o óbvio, também verdadeiro: a foto atual é quase sempre produto do Photoshop. Se fosse isso, não precisaria ser dito por um filósofo.

O que ele está falando é que a foto digital, a foto atual, “não precisa mais de câmara escura nem de processamento, não precisa ser precedida por nenhum negativo. É um puro positivo”. A tese geral de Han é que vivemos numa sociedade do excessivo positivo, da exposição, da transparência e, nesse sentido, da auto-exploração. Na foto, isso significa que “extintos estão o devir, o envelhecer, o morrer”. Ele cita Barthes, lembrando do desbotamento da foto de papel e seu possível desaparecimento. Ou seja, Barthes ligou a fotografia a uma “forma de vida para a qual a negatividade do tempo é constitutiva”. Mas a fotografia digital, Han insiste, “caminha de mãos dadas com uma forma de vida totalmente distinta, que se afasta cada vez mais da negatividade.” “É uma fotografia transparente sem nascimento e sem morte, sem destino e sem evento. O destino não é transparente, e à fotografia transparente falta o adensamento semântico e temporal. Assim, ela não fala.[2]

“A figura temporal do ‘foi assim’ é para Barthes”, diz Han, “a essência da fotografia: a foto dá testemunho do que foi. Por isso seu humor de fundo é a tristeza”. Para Barthes, “a data é parte da foto, ‘porque faz que se note a vida, a morte, o desaparecer inevitável das gerações’”. Ora,  a fotografia de hoje, totalmente tomada pelo valor expositivo, mostra uma outra temporalidade”. Assim, a foto de nossos dias “está determinada pela atualidade sem negatividade, sem destino, que não admite nenhuma tensão narrativa, nenhuma dramaticidade de ‘romance’. Sua expressão não é romântica”.[3]

E Han continua: “na sociedade expositiva cada sujeito é seu próprio objeto-propaganda; tudo se mensura em seu valor expositivo. A sociedade exposta é uma sociedade pornográfica; tudo está voltado para fora, desvelado, despido, desnudo, exposto”. E sabemos bem, diz ele citando Baudrillard, que o excesso de exposição transforma tudo em mercadoria que ‘está à mercê da corrosão imediata, sem qualquer mistério’”.[4]

A tese de Han é que a fotografia atual participa do mundo da pura obscenidade. “O porno não aniquila apenas eros, mas também o sexo”, diz ele. Essa superexposição, que tem a ver com positividade nossa em todos os sentidos, na sociedade atual, onde não já o Outro, mas só nós competindo conosco mesmo – no auge do individualismo da sociedade liberal atual que cultiva o Mesmo –, se apodera do espírito do fotógrafo digital. E aqui não é mais Byung-Chul Han falando, mas eu mesmo. Ponho minhas cartas na mesa: Não há a proliferação da foto pornô com o advento da foto digital, mas a transformação de toda e qualquer foto em foto pornô. O mundo das imagens e da hiperexposição condiz com a pornografização da vida, da política, do jornalismo, da ideia de que tudo tem que estar à mostra enquanto acontece; tudo deve ser registrado, não visto. Tudo deve ser registrado para nunca mais ser visto. A foto se tornou inimiga de uma sua maior amiga: a história.

Talvez seja por essa via que podemos entender a propaganda do Dia dos Namorados de título “Brumar”. Eles, Neymar e Bruna Marquezine, aparecem de roupa íntima, em preto e branco, posando para si mesmos. Bruna e Neymar rolam na cama e no quarto, fazendo fotos um para o outro – ou melhor, exercitando a arte de fazer fotos. Para ninguém. São fotógrafos e modelos ao mesmo tempo. Qual seria o recado dos tempos? Talvez este: “ninguém faz sexo se pode tirar foto do outro, brincando de fotógrafo”. Ou ainda: “veja como não sabemos fazer outra coisa com uma máquina profissional nas mãos senão brincar de celular”. Ou pior: “vejam como somos só modelos, e não um jogador de futebol e uma atriz”. Ou ainda, de maneira mais realista: “curtam agora, pois logo será outro casal fazendo isso e essas poses digitais estarão no grande cemitério chamado Youtube”. Um cemitério sem lápides. Sem visitas.

Que tenhamos claro o resultado de recente pesquisa: as pessoas que vão aos grandes shows de todo tipo e ficam filmando o evento não participam dele e depois jamais recorrem ao que foi filmado, nunca mais. E não são poucas que fazem isso.

Podemos integrar a tese de Byung Chul Han, que é a de que nossa época está presa à hiper-exposição e à performance liberal-positiva, a algo que não insinua o pesado, como poderia parecer de seus próprios escritos. Mas a algo que é o leve – a “sociedade da leveza”, teorizada sociologicamente por Lipovetsky e filosoficamente por Peter Sloterdijk. A fotografia digital e seu atrelamento ao culto da super exposição, e não às funções da memória ou mesmo da arte, é, antes de tudo, mais um dispositivo “leve”. Leve no sentido literal, gravitacional, e leve no sentido mais amplo: uma foto que ao contrário das outras, do passado, antes desonera  que onera. A foto antes era motivo de testemunho. A foto agora é motivo de exposição de tal forma que até mesmo quando serve de testemunho – como em um crime, por exemplo – acaba por ser desqualificada. Aliás, dizem os advogados de gente que praticou o crime do colarinho branco: “foto não é elemento de prova”. É que a foto digital está já no âmbito da imagem que não conta nada. A imagem diz, mas não conta. Na verdade, não fala. Não faz parte mais de uma narrativa.

Preparar uma foto, no passado, era a função do desenhista. Todo fotógrafo era, antes de tudo, um desenhista. A foto digital colocou o fotógrafo sob a batuta do maquinário programado. Assim, ele também é uma peça no jogo de super-exposição. Ao invés de criar uma peça do mobiliário do mundo, ele é o administrador de um mobiliário que nada mobília. Um pretenso ontologista que não preenche o mundo, mas o mantém mais vazio ainda. As imagens de foto sobrevivem na propaganda, e não mais como a “descoberta da face” ou do indivíduo, o que se deu no Renascimento, a partir da pinturas encomendadas, função essa ocupada depois pelos fotógrafos. O fotógrafo digital atual é alguém que é uma peça a mais, uma lente a mais, em função da proliferação do ato de clicar. Pode imprimir sua sensibilidade na foto, ainda, claro. Mas não pode mais conviver com a foto, que não significa nada no âmbito histórico, a não ser um elemento a mais em um portfólio profissional.

As fotos não registram mais mistérios. Elas são apenas o anti-registro.

Paulo Ghiraldelli Jr, 60, filósofo.

[1] Han, B. C. A sociedade da transparência. Petrópolis: Vozes, 2017, p. 30.

[2] Idem, ibidem, p. 31.

[3] Idem, ibidem, p. 31.

[4] Idem, ibidem, p. 33.

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22 Responses “A foto digital como morte da fotografia”

  1. tiago
    24/06/2018 at 02:51

    “resultado de recente pesquisa”

    Que pesquisa?

    Desculpe, TCC acaba nos revestindo de um academicismo irritante…

    • 24/06/2018 at 08:41

      Tiago, há centenas delas na Internet, feitas por universidades e companhias de marketing e vendas etc. Só neste ano já saíram umas dez.

  2. Eduardo Rocha
    21/06/2018 at 13:35

    Os Direitos Humanos pode ser considerado uma metanarrativa? Uma metanarrativa ou um princípio do (d.C – depois de Deus)? Um princípio ou uma narrativa ou um direito novamente universalizador em um horizonte moderno de unidade?

  3. Tiago
    21/06/2018 at 10:20

    Exato, perdeu a dimensão da temporalidade uma vez que só parece fazer sentido publicar uma foto se for recente tbm.

    Os stories do Instagram e Snapchat são o clímax disso: só compartilhe se está acontecendo agora, seu post morrerá em 24h. Facebook e o próprio modelo tradicional do Instagram não são tão populares entre os jovens como é o Stories e o Snapchat.

    Os fotógrafos tentam se adaptar a todo custo, mas a fotografia não perdeu só sua dimensão temporal (o que significa que ele vai trabalhar às vezes dias numa fotografia para essa ser consumida num arrasto de timeline e morrer) ou, no caso do fotojornalismo, ter sua credibilidade questionado, perdeu também sua aura estética. Como uma vez disse um dos fotógrafos mais famosos de casamento do mundo: “na época do filme, nós fotógrafos eramos vistos como mágicos. Agora todo mundo registra e compartilha a cerimônia antes de nós, de modo que quando entregamos o album semanas dps, não lhes parece tão mágico com era antes”.

    Acho interessante, Paulo, que apesar disso tudo, quando vc amplia uma fotografia em um quadro, ou dá a um jovem uma revelação, um fotolivro (coisas perdidas nos nossos tempos), ele meio que acha aquilo de outro mundo. Tão acostumado está a lidar com a fotografia como algo instântaneo, numa tela de monitor e que morre de um dia pro outro, que lhe parece algo fascinante uma revelação fotográfica.

    • 21/06/2018 at 10:24

      Voltar a ter memória física será um horizonte para os países ricos, no futuro.

  4. Tiago
    20/06/2018 at 17:11

    Como fotógrafo, acho que valeria dizer que quando se fala em “fotografia digital”, há duas coisas: há a popularização dada pela fotografia digital, que basicamente automatizou toda a mecânica de exposição (fotográfica) e processamento da imagem, tornando a fotografia algo fácil e barato. Isso é a fotografia de celular, o Instagram da vida.

    E há a fotografia profissional, cuja mecânica não é tão diferente do tempo do filme. A exposição fotográfica é feita da msm forma (abertura ISO e obturador) e a IMG devem ser processada. O antigo filme (negativo) é hoje o dado RAW, que deve ser processado. O que se fazia num laboratório com química hoje se faz num software: quero mais contraste aqui, mais sombrar ali, menos satursção de cores. Isso não mudou. Isso sem falar em todo o processo que é “desehar com a luz”, que é exatamente o mesmo desde a época de Rembrandt. Um retrato pode envolver até 5, 6 luzes. A questão é desenhar com luz e sombra. Isso não muda do digital para o analógico.

    O que “matou” a fotografia foi o primeiro aspecto aliado ao culto da super exposição, que basicamente tornou o processo fotografico algo totalmente fácil, mas banal.

    Eu faria a seguinte comparação: a fotografia profissional é o chef fazendo um risotto que leva 40min pra ser feito pq ele faz o caldo de legumes com legumes, frescos, dps cozinha um arroz arbóreo em 20 min…. O prato é complexo, bonito, muitos aromas…

    A fotografia de celular, que é essa da superexposição, é o “risotto” de pacotinho, industrializado, barato e que cozinha em 10min, que tem vários sabores mas é tudo a msm merda.

    Aí, o “risotto” industrializado domina o mundo e ressignifica o termo risotto. Tá todo mundo tão acostumado com aquela merda que qnd se experimenta um risotto de verdade, nem sabe dizer oq é, pq os sentidos já foram deseducados e banalizados.

    Nesse mundo, os chefs podem começar a dizer adeus a seus empregos, pq, afinal, “qualquer idiota saber fazer um risotto”, é só colocar o pacotinho na água. E isso já tem acontecido com os fotógrafos, que é uma classe que volta e meia se vê em debates sobre o significado da fotografia na contemporaneidade.

    Nos EUA os fotógrafos falam “snapshot” para fotos do tipo instagram e “photography” para o que restou da fotografia como arte, que está em decadência.

    • 21/06/2018 at 09:35

      Tiago, como filósofo, a questão para mim é a da temporalidade. A foto atual perdeu o contato com o tempo humano, a memória.

  5. LMC
    19/06/2018 at 11:34

    Graças ao Youtube,posso
    ver vários vídeos do PG,
    porque se depender da TV,
    só aparecem aqueles
    filósofos que,na verdade
    são palestrantes.

    • 19/06/2018 at 12:04

      LMC acho que você não entendeu nada do que escrevi.

  6. Matheus
    18/06/2018 at 21:29

    Acho que o negativo, seria o tempo da reflexão (e revelação) aquele momento de parada, de espera, de convívio com a dúvida (teria a foto ficado boa? Teria eu pensado ou agido certo?) Seria essa, a diferença do outro, do negativo, que se está abolindo?

    O tempo da experiência, da absorção e da incorporação do diverso de um algo “anterior”, “primeiro”, mais importante (a foto final)?

  7. LMC
    18/06/2018 at 13:40

    O Youtube não é cemitério.É
    um armazém da memória,
    como os acervos de jornais
    e revistas.Encontrei muitas
    imagens e sons de TVs e rádios
    americanas quando Kennedy
    foi morto,por exemplo.

    • 19/06/2018 at 08:54

      E um cemitério, acervo é bem outra coisa. Visite um acervo. Há vários bons no Brasil.

  8. Tony bocão
    18/06/2018 at 12:04

    Minha esposa comprou recentemente uma câmera que imprine fotos, igual as antigas polaroids. Então em um aniversário, em uma pizzaria, a câmera chamou atenção, parte pela novidade, parte pela experiência de esperar a revelação da foto, aquela expectativa, e depois a materialidade de ter essa foto. Notei que várias pessoas daquela noite, ainda guardam essa foto, algumas até penduraram em seus quartos, ou como marcador de livros. Julguei ali que havia essa negatividade escondida, prestes a florescer, mas acho que é um tipo de perceção que realmente não tem volta

  9. wandyr sachsida
    17/06/2018 at 19:30

    professor, juro que não sabia! obrigado pelo esclarecimento. mas, por favor, o que substitui o conceito de “p-os-modernidade””, já em desuso,como diz o senhor?

    • 17/06/2018 at 23:09

      Ele acabou datado, com o significado de “fim das grandes metanarrativas”. Mas, na verdade, voltamos a fazer metanarrativas de grande porte. Não damos a elas o mesmo crédito de antes, mas, enfim, elas voltaram a ser de interesse dos filósofos. A Teoria das Esferas é uma narrativa de grande porte, uma quase “metanarrativa”.

  10. wandyr sachsida
    17/06/2018 at 18:47

    “pós-modernidade”…ou contemporeinidade, ou cultura contemporânea foi um conceito muito em voga até o fim da década de 19990. cheio de ambiguidades, com a famosa polêmica, dos anos 80, entre lyotard e Habermas. um contra-iluminista e o outro, defensor do iluminismoe suas conquistas.

    • 17/06/2018 at 19:21

      Pós-modernidade é uma coisa, contemporaneidade é outra.

  11. wandyr sachsida
    17/06/2018 at 13:24

    gosto muito dos seus artigos. mas, a propósito, tudo isso que o senhor descreveu acima, não cairia no que alguns denominam de “pós-modernidade”, inclusive baudrililliard, nesse caldo de cultura todo?

    • 17/06/2018 at 13:35

      Wandyr o termo caiu em desuso, paramos de usá-lo.

  12. Amarildo Da Silva
    17/06/2018 at 10:04

    Nossa. Filosofia da mudança de midia.

    Faça um texto sobre o negativismo do vinil.

    Quem sabe do radio? E das carroças, fogão a lenha, Maria Fumaça, etc.

    Ou quem sabe, fale da época que nem foto existia. Então, o negativo dx história tambem não.

    Cada uma. Uma mistura de piscologismo com imagens subliminares políticas.

    Quando é que vai deixar a APOESP?

    • 17/06/2018 at 13:36

      Amarildo, você não entendeu o texto. O negativo não é o passado. Mas se ler de novo, e de novo, pode ser.

  13. Francisco
    17/06/2018 at 02:48

    Comecei a me interessar por fotografia na era digital, no início dos anos 2000. Era muito mais barato adquirir equipamento de filme na época, então logo acumulei uma coleção de lentes de foco manual e câmeras reflex usadas. O ponto alto dessa trajetória foi quando comecei a revelar filme preto e branco em casa, em 2008. Revelava só o negativo, na verdade, e depois gerava o positivo digitalmente com um scanner. Depois desse momento, que foi o auge do meu interesse por fotografia, fui abandonando a prática gradualmente, passando a usar apenas câmeras digitais compactas e, por fim, celulares. Ainda tenho o meu museu de câmeras e lentes numa cristaleira, e alguns Kodak Tri-X vencidos espalhados pelos armários. Era muito trabalhoso, e o pior era lidar com os escassos laboratórios que ainda processavam filme. Mandava revelar cromo e revelavam como negativo; pedia para “puxar” o negativo e revelavam na sensibilidade padrão do filme, tornando todas as poses subexpostas e inutilizadas.

    Essas pequenas decepções foram se somando, e acabei me rendendo à positividade da fotografia digital. O modo “HDR” dos celulares é o ponto alto da positividade: toda a cena fica impecavelmente exposta. Não há mais sombras nem contraste. Essa superexposição é tediosa e broxante. Não consigo usar o Instagram mais de uma vez por ano. Quando uso, ainda fico insatisfeito com o resultado. A última vez que tive prazer em fotografar foi no dia das mães, quando minha avó pediu que eu tirasse umas fotos para imprimir. Confesso que usei o celular e apliquei um pouco de HDR… mas ainda assim, restava um pouco do isso-foi do Barthes.

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