Go to ...

Paulo Ghiraldelli on YouTubeRSS Feed

01/05/2017

Travesti e gramática


Como falar com minorias? Todo cuidado é pouco. Garanto: é pouco. 

TRAVESTI & GRAMÁTICA. Toda minoria cuja identidade não é adquirida só positivamente, mas negativamente, como o caso de negros e gays, tem entre seus indivíduos gente que passou e passa os diabos de sofrimento. Então, a sensibilidade dessas pessoas é acentuada. Algumas pessoas do grupo GLBT me criticaram pelo uso de “o travesti” no texto, queriam “a travesti”. Mas vejam, eu procurei me adaptar ao uso gramatical, nesse caso, fui pelo hábito, induzido CORRETAMENTE pela regra:

Segundo os dicionários Aurélio, Michaellis e Houaiss, travesti é um substantivo comum de dois gêneros, ou seja, a definição do gênero ocorre pela alternância do determinante: o travesti e a travesti, significando:

1- Indivíduo que, geralmente em espetáculos teatrais, se traja com roupas do sexo oposto;
2 – Homossexual que se veste e que se conduz como se fosse do sexo oposto.
Deve ser usado, portanto, para homens ou para mulheres. Se o indivíduo (travesti) for do sexo masculino, usa-se o travesti; se for do sexo feminino, a travesti.

Mais um dado: Viviany Beleboni no Hora da Coruja se definiu como “um homem feminino”. Ela foi ofensiva a quem? A ninguém. Foi doce!

Tags: , , , ,

2 Responses “Travesti e gramática”

  1. roberto quintas
    30/06/2015 at 15:01

    eu queria ter a sorte de conhecer a Viviany.

  2. Cássio Vasconcelos E Silva
    29/06/2015 at 15:52

    Os substantivos do Português possuem apenas dois gêneros. Isso não ocorre em outras línguas, como no Alemão e no Latim por exemplo, que possuem, além daqueles dois, o gênero neutro. Acontece de se confundir, entretanto, gênero gramatical com gênero sexual. Naquelas línguas onde há o gênero neutro, o gênero das palavras não é marcada de acordo com uma lógica unicamente referencial, ou seja, masculino e feminino nem sempre é utilizado para referentes sexuados, assim como o neutro nem sempre marca a assexualidade do objeto. O gênero gramatical obedece a uma ordem intralinguística, servindo para regular as flexões do sistema. Apesar disso, o gênero gramatical pode, muito bem, assumir função simbólica e semântica. Por isso é totalmente compreensível que minorias queiram jogar com as regras do sistema linguístico para se afirmarem.

    P.S. Achei fantástica a entrevista com a Viviany, Professor. Parabéns para o senhor e para a Fran.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

About Paulo Ghiraldelli

Filósofo