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13/11/2019

17 Responses “A sociedade generosa de Peter Sloterdijk”

  1. 12/07/2016 at 13:12

    Impossível não lembrar desta passagem de Nietzsche:

    “Olha! Estou farto de minha sabedoria, como a abelha que juntou demasiado mel; necessito de mãos que se estendam. Quero doar e distribuir, até que os sábios entre os homens voltem a se alegrar de sua tolice e os pobres, de sua riqueza. […] Abençoa a taça que quer transbordar, para que a água dela escorra dourada e por toda parte carregue o brilho do teu enlevo!”

    Referência: Nietzsche – Assim falou Zaratustra, Trad. Paulo César de Souza, Companhia das letras, p. 11-12.

    • 12/07/2016 at 15:36

      Vale lembrar também Paulo, como exemplo de manifestação do Tymos, os índios Tupinambás, que praticavam a antropofagia e se recusaram a devorar um alemão chamado Hans Staden por considera-lo um covarde. Nesse grupo, se não me engano, o índio mais forte se oferecia em sacrifício para que todos pudessem comer de sua carne, como forma de adquirirem suas forças.

    • 12/07/2016 at 18:14

      Lucas, não, aí está envolvido outra coisa. O Thymos está ligado a auto estima e reconhecimento.

    • 12/07/2016 at 21:47

      Mas nesse caso não há uma auto estima? Um reconhecimento, por parte do índio? Ele buscava ser o mais forte e sabia que seria devorado, talvez eu tenha me expressado mal ao usar a palavra sacrifício, tal ato não era propriamente um sacrifício para o índio, era mesmo uma forma de reconhecimento, algo ligado a honra. Mas isso é como eu interpreto.

      Não sei se estou entendendo certo a diferença entre Tymos e Eros. Para mim o primeiro é de dentro pra fora, como uma externalização de forças, uma vontade de pôr para fora em meio a um deleite suas vitalidades. Já o Eros é o contrário, é de fora pra dentro, é como estar apaixonado, ou como se estivesse buscando algo que lhe falta fora de si, como no cristianismo. Disso eu penso que o Timos parece ser algo mais masculino, no sentido de ser fálico, e o Eros mais passivo, talvez por exemplo, em um ato sexual, uma mulher fosse incapaz de ter um a relação timótica, o homem pode ter uma relação tanto timótica com uma mulher ou erótica com um homem. Não estou querendo reduzir a distinção de Tymos e Eros ao sexo, isto é só um exemplo. Gostaria de saber de você se é por aí o raciocínio.

    • 13/07/2016 at 08:41

      Lucas, não. Justamente o contrário. Se há algo que falta e é suprido pelo outro, pela carne do outro, funcionam aí forças eróticas.

  2. Sérgio Lopes
    11/07/2016 at 18:45

    Dessa punção, thymos, nasceu o mito do bom selvagem. Confiar a sociedade a uma única vertente humana é recair nesse mito. Por outro lado, a vontade de potência de Nietzsche, identificada com o thymos, busca de identidade, fúria, coragem, dignidade… Não encontra a generosidade imediatamente, pois que aos sentimentos citados, primeiramente se opõe, encontrando a generosidade como concessão do orgulhoso e potente indivíduo nietzschiano, que conquistara o poder sobre a vida ou a morte do outrem, pelo bem da tal força universal, como teria tentado Hitler, que aliás usava a paz e a harmonia social como bases de justificativa de suas ações.

    • 11/07/2016 at 19:08

      Sérgio, realmente você não sabe do se trata o thymos e não entendeu o texto. Tomou a coisa como um tipo de “natureza humana”. O pior de tudo foi ligar o Thymos à psicologia de quem a destrui, a frase rousseauniana. Meu Deus. Como o senso comum é forte.

  3. Gabi Bianchini
    09/07/2016 at 13:21

    Sou social-democrata, para aplicar o modelo de social democracia a esses moldes, a depender da “caridade” alheia ou da vontade de potência generosa alheia, só mesmo a longo prazo, no contexto atual seria uma piada, impera uma lógica de lucro, individualismo ideológico, juntamente com o novo “ser” que virou significado de “ter” acumular, e não só ter, demonstrar que tem, a partir da sociedade do espetáculo onde todos nós somos empreendedores altruístas e somos muito felizes.

    • 09/07/2016 at 20:23

      Gabi esse modelo é uma afrontosa crítica à social democracia. A inspiração dele é maussiana e, portanto, do velho socialismo ou social democracia.

  4. José
    09/07/2016 at 10:57

    Seria estudos americanos pq fala de filósofos de toda a América (Norte, Sul e Central) ou só dos EUA? Se for só dos EUA, devia ser filosofia estadunidense.

    • 09/07/2016 at 20:26

      José América e Estados Unidos, em filosofia, são conceitos. Para entender isso dê uma olhada em Richard Rorty – a filosofia do novo mundo em busca de mundos novos (Vozes). A coisa é mais complexa em filosofia.

  5. vera bosco
    09/07/2016 at 09:07

    Paulo, não pude abrir o paper.Como fazer?

  6. Eduardo
    09/07/2016 at 02:32

    Paulo, o que você pensa sobre o filósofo húngaro István Mészáros? Nunca o vi comentar sobre ele e gostaria como você avalia o pensamento dele.

    • 09/07/2016 at 08:39

      Eduardo, li no passado alguma coisa. Não achei nada para mim ali.

  7. Lucas Sales
    08/07/2016 at 20:38

    Não é o liberalismo, defendido pelos liberais conservadores e não muito visível no Brasil, o que permitiria o surgimento da sociedade generosa expressa por Sloterdjik. Ou se não é isso, como criar uma sociedade tipo americana aqui onde eu só vejo um bando de gente rica e uma classe média egoísta, com empresários que pagam pouco, digo, a maioria na minha opinião, mas sem demonizá-los de maneira alguma, afinal eles movimentam a economia e isso é importantíssimo. Mas, enfim, eu acho os brasileiros, em geral, um povo egoísta mas metido a generoso.

    • 08/07/2016 at 22:54

      “Sociedade tipo americana”? Tipo quer dizer tipo, e sobre egoísmo isso é a sua visão particular.

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