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30/04/2017

“Sexo com crianças” novamente!


Vou explicar mais uma vez.  E agora de maneira curta, bem simples, de modo que até os mais durinhos de cabeça possam entender. Vamos ver se agora dá até para esses heim?


Uma boa parte das pessoas usa a palavra “pedofilia” como sinônimo de prática de abuso sexual de crianças. Isso é um erro. E grave. A legislação psiquiátrica, médica e a semântica correta indicam outro caminho.

A legislação brasileira, sabiamente, não penaliza “pedofilia” e sim “abuso” contra a criança. Pedofilia não é crime no Brasil porque é considerada doença, e é uma doença vista como não agressiva, ou não necessariamente agressiva. A sinonímia entre tais palavras às vezes pega até especialistas no assunto, mas não deve, “pedofilia” é uma coisa, prática de abuso é outra. Uma não implica na outra.

Ou seja, o pedófilo não é um abusador de crianças, não necessariamente. E o abusador de crianças raramente é um pedófilo, segundo estudos e estatísticas (tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil). O pedófilo é alguém que tem uma disfunção, é um adulto que se mantém infantilizado em determinadas dimensões da vida; quer ter relações de amizade e conhecimento do corpo de pessoas iguais a ele, ou seja, crianças. Só que corporalmente ele não é uma criança. Não é criança em quase nada, a não ser na identificação de algumas coisas, e aí que ele se complica, principalmente quando ele, por medo ou vergonha não procura tratamento.

O pedófilo sempre tem alguns traços de comportamento infantil, embora não seja notado nisso, a não ser para quem convive com ele. Ele não é agressivo. Raramente machuca crianças. Aliás, raramente “faz” sexo com crianças. O abusador infantil, ao contrário, abusa de outros indefesos, e não tem doença nenhuma, ao menos não a da pedofilia. Pronto. Expliquei.

Agora, por que as pessoas teimam em confundir? Uma das razões é pelo fato de que a pedofilia, que é uma doença, cai como uma luva ideológica sobre o abusador. Se tivermos de tomar o abusador por abusador, teremos de notar que se ele não só abusa, mas faz outros crimes, e não tem preferência nenhuma por crianças, mas sim por quem está indefeso. Pode atacar mulheres e animais. Ele estampa maldade, e como não suportamos a maldade, a trazemos para o campo da doença. Então, o abusador tem de ser pedófilo. Decretamos isso. Falamos dele como “mau”, “sem vergonha”, “nojento” mas, enfim, acrescentamos a palavra “doente”, e então temos o “pedófilo”. Isso nos salva, principalmente numa conjuntura real onde, sabe-se bem, o abusador está sempre perto da vítima.

Paulo Ghiraldelli, filósofo.

Post scriptum1. Este texto didático foi produzido para explicar um texto que não fala de pedofilia propriamente: Sexo com crianças é bom O texto era sobre a semântica do sexo e a infância etc. Mas … O leitor de cabeça dura sempre precisa de mais e mais e mais um texto.

Post scriptum 2. Há os que tem dificuldades com letras, sentenças etc. Então, para estes, fiz um audio-visual. Veja se agora dá: PEDOFILIA EXPLICADA
https://youtu.be/J6zhqKYg5Hg

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38 Responses ““Sexo com crianças” novamente!”

  1. Marcio
    13/02/2017 at 09:36

    é como o termo homofóbico usado erroneamente enfiar num mesmo saco semântico tanto agressores, pregadores, agressores e assassinos. Homofóbico seria o pedófilo na seara gay.

  2. Renato
    02/10/2016 at 02:57

    Ah.. não venha com essa. Para um cínico como o senhor meia palavra basta.

    • 02/10/2016 at 06:51

      Cínico é uma boa filosofia, Sloterdijk escreveu uma homenagem a Diógenes, conhece?

  3. mario
    15/08/2016 at 03:04

    desculpe foi meu corretor quis dizer “me abra os olhos e me explique td isso

  4. mario
    15/08/2016 at 03:01

    Não estou tentando ofender nen acusar lhe de nada só quero que o senhor me abra os olhos e me etiqueta td isso

  5. mario
    15/08/2016 at 02:59

    Eu realmente não entendi esse negócio de sexo com crianças é bom se a pessoa diz isso td mundo pensa que é pedófilo então pq não pensar na possibilidade de vc ser um? já que disse que sexo com crianças e algo legal e pq mesmo se a criança quiser Ainda é crime?

  6. Luiz
    30/11/2015 at 10:52

    Li os dois textos sobre o assunto. Achei bom. Os dois.
    Só uma dúvida ainda permaneceu: o senhor é a favor de sexo com as crianças? Levando em consideração que a criança não sabe o que é sexo e não tem maturidade suficiente, o senhor acha que “tudo bem” copular (fazer sexo) com uma criança, se essa “”quiser””(várias aspas), se ela não se negar?
    A única dúvida que ficou, já que o senhor distingue pedofilia e abuso, mas não trata desse assunto necessariamente.
    Abraços

    • 30/11/2015 at 11:02

      Luiz, leia os textos novamente, por favor. Não quero ser chato não, mas por favor, leia novamente. Agora, sobre crianças copulando adoidado, isso não é minha praia, não sou pediatra.

  7. Abelardo Ocejo Rodriguez
    22/10/2015 at 03:38

    A intenção de explicar é válida, mas infelizmente nem todos estão preparados (ou mesmo querem) tratar assuntos sempre usando a forma técnica mais precisa possível. No imaginário popular, junta-se tudo no mesmo balde e dá-se um único rótulo: “é pedófilo”. É mais fácil… Aliás, poucos sequer sabem que existem pessoas com as descrições psicológicas acima citadas do distúrbio pedofílico. A mesma coisa se passa por exemplo com os umbandistas. O cara virou umbandista (e/ou semelhante) cai no rótulo genérico: macumbeiro.

    • 22/10/2015 at 10:15

      Abelardo esse tipo de gente que você denuncia existe em toda a sociedade, mesmo as mais escolarizadas que a nossa. Veja os republicanos americanos com o candidato deles!

  8. Jossi Borges
    30/07/2015 at 18:11

    Tô entendendo, seu Ghirardelli. Acha que ninguém lê o que está implícito no seu lindo texto? VOCÊ pode até dizer que tudo se resume à semântica… mas acha que nós acreditamos nisso? Por acaso acha que todo mundo é trouxa? É claro que isso é uma apologia à pedofilia! Se você quer CONTER essa nojeira toda (não me venha dizer que ‘pedófilo’ é só um ‘amiguinho’ da criança) basta uma sentença simples, curta e grossa: “PEDOFILIA É CRIME” – ponto! Sem semântica, sem insinuações, sem retórica para enfeitar a ideia que está inserida em todos esses seus textos absurdos. PEDÓFILO – seja lá quem for, seja pedófilo só em sonhos ou que concretize sua pedofilia cometendo crime – é uma desgraça no mundo. E não senhor, senhor progressista, os anos 1980-90 eram uma beleza de viver. Essa época em que vivemos, com a esquerdalha e suas inversões de valores é uma droga. Mas lutaremos contra isso. Ah, podexá.

    • ghiraldelli
      30/07/2015 at 19:08

      Jossi você não entendeu nada, pois seu cérebro está bloqueado por ideologia e por mais coisa talvez. Quem sabe uma situação quase patológica, um retardo? Nada do que você diz é verdade. Não há nenhum apoio a qualquer abuso de crianças ou qualquer coisa que venha a tornar pedófilo abusador. Só uma pessoa com retardo mental não entende meu texto. Você é a dona Consuelo de Jatobá.

  9. Luciano
    10/04/2015 at 12:41

    Paulo, sobre o texto “Sexo com crianças é bom”, percebi que seu blog tem mais santos do que a religião católica.

    Muitos leitores que criticaram provavelmente “tiveram” primeira experiência sexual depois dos 18 anos, e possivelmente apenas depois do casamento. Né?

    • 10/04/2015 at 12:45

      Alguns não tiveram nenhuma, Luciano, e muitos ali, pela raiva, tiveram apenas um estupro quando menores. Outros são abusadores de crianças disfarçados. Sou suficientemente escolado para conhecer cada discurso daqueles. Raramente erro.

  10. Ellen
    08/04/2015 at 22:01

    Olá, eu entendi o que o Sr. quis dizer. O pedófilo é o nome dado à pessoa que tem desejo sexual (fetiche) por crianças. É doença mental. Enquanto ele manter esse desejo “controlado” e não fazer mal a ninguém, ele não é criminoso, ele é apenas doente e considerado subversivo pela sociedade.
    O abusador é quem profere sexo com crianças. Pode ou não ter fetiche por crianças, ou seja, não necessariamente é pedófilo. Provavelmente é uma pessoa bem ruim, considerado a escória da sociedade, e muito justificadamente na minha opinião. A justiça condena quem abusa de crianças então ela não necessariamente irá condenar pedófilos, já que eles não necessariamente abusam de crianças.

    A idéia não é complexa, porém como é sobre pessoas que são alvo de muito ódio da sociedade (na minha opinião, justamente), o post é polêmico e as pessoas tendem a não refletir antes de comentar. O conteúdo do post em si não tem nada muito equivocado.

    As pessoas ficaram indignadas ao ler o texto principalmente ao presenciar um filósofo e etc. tentar eximir do pedófilo toda a conotação negativa do termo. Pedófilos, mesmo que não abusem de crianças, movem uma indústria cruel e absurda, que é a da pornografia infantil. E por isso é um absurdo sem tamanho dizer que enquanto eles não fazem sexo com uma criança eles não fazem mal a nenhuma delas. E sim, eles são o único grupo interessado em pornografia infantil então, sim, provavelmente eles não são tão inocentes. Acredito que, ao hostilizar as pessoas que ficaram indignadas nos comentários ao invés de entendê-las, tendo em vista que seu post foi altamente polêmico, você acaba perdendo uma boa parte do crédito e da validade do resto do post, que não necessariamente estava errado.

    Então, antes de xingar seus leitores e falar que nenhum deles é “inteligente o suficiente” para entender o que você quis dizer, tente você, o filósofo, entendê-los e se questione se você está realmente certo. Eu acredito que você errou, e acredito que reagiu de maneira infantil na seção de comentários.
    No mais, o texto está bom, o blog é interessante e lerei mais alguns de seus posts.

    Agradeço pela atenção,

    Ellen E. Pereira

    • 08/04/2015 at 22:04

      Ellen aqui cada um é tratado como merece. O infantil tem resposta infantil. Você estava indo bem, mas no final se atropelou, ficou com vontade de dar lição de moral. O propósito da minha atuação como filósofo não é ser político, ganhar voto, sem bem quisto. Não tenho que responder agradando energúmeno e muito menos energúmeno mal caráter. Eu sei bem o que estou dizendo. Se estivesse do lado de cá do balcão veria o quanto sou paciente. Aliás, sou o único filósofo e escritor que dou interlocução ao leitor. Só que há o leitor e a pentelho. Esse último, eu não levo a sério. Beijos bela.

    • Erik
      09/04/2015 at 03:11

      Aliás, haja disposição sua em responder!
      Não deixa um comentário sem resposta!

    • Ellen
      09/04/2015 at 23:19

      Achei engraçado que você IGNORA quando eu falo sobre a indústria da pornografia infantil e ao invés de argumentar, apela para a PRÓPRIA autoridade! Queres que questionemos porém ao te questionarmos, você simplesmente diz que sabe porque tem experiência! Oras, todos temos diferentes experiências, você tem como filósofo mas isso não te exime de questionamento, e não te exime de estar errado. Tua postura não me parece a postura de um sábio como insiste em dizer que és.

    • 10/04/2015 at 00:21

      ELLEN SÓ UMA pessoa desligada diz que o filósofo é um sábio. A filosofia é busca do saber. Portanto, o filósofo é quem não sabe e sabe que não sabe. Você, como é sábia e tem mais experiência que eu, pronto, já tem a resposta que precisa aí vinda de seus estudos, experiência e tudo que quer. Na sua fala já está a resposta que precisa. Não está perguntando algo para mim. Eu não tenho mais nada a lhe dizer que eu não tenha escrito nos meus livros e artigos, que alias, sobre esse assunto, são repetidos.

    • Ellen
      10/04/2015 at 18:06

      Eu não disse que sou sábia em momento algum. Disse que todos temos experiências pra te tirar do pedestal que te colocastes quando disse que sua experiência dava validez pra qualquer dos teus argumentos. Eu estou perguntando a VOCÊ, quem move a indústria da pornografia infantil se todos os pedófilos são inocentes como você julga? Você me respondeu em outro comentário que existem os pedófilos infantis que realmente, são pessoas com doenças mentais seríssimas mas que não fariam mal a uma criança, mas esses não são o único tipo de pedófilos existentes, existem os que fazem parte do grupo de abusadores e existem os que fazem parte do grupo não de abusadores, mas de consumidores de pornografia infantil. Desconsiderar esses dois últimos como pedófilos e denominar assim apenas o grupo que te interessa, e aí xingar todo mundo porque você decidiu definir como pedófilos algo diferente do que está no dicionário, oras, fica difícil pra entendermos o que tu queres não concorda?

    • 10/04/2015 at 23:44

      Ellen se você pegar uma introdução à filosofia, boa, ou vier fazer curso comigo, você vai ouvir a mesma coisa: filosofia cria significados, cria conceitos, redescreve. Mas não arbitrariamente. A situação legal e médica me obriga a redescrever como fiz. Eu não estou xingando todo mundo, eu estou lhe dizendo que você não sabe ler filosofia. Se a filosofia existisse para reiterar o que você quer, a partir do senso comum, ela seria uma tolice. O pedófilo está sendo redescrito aqui não para ficar menor, mas para ficar adequado ao fenômeno jurídico e médico. O código penal nosso não é tolo, ele está na ponta dos estudos, e isso lhe dá crédito. O senso comum não questiona o código. Eu questiono e chego à conclusão que o errado era eu, que o código estava certo, e aí eu recrio a narrativa do pedófilo para incluir o código, que, por sua vez, incorpora o saber médico (inclusive nas suas dúvidas). É isso. Acho que agora dá heim? Caso ainda não, venha fazer curso comigo no CEFA. Talvez ao vivo dê para você. Mas precisa baixar a bola um pouco. Senão fica cabeça dura.

    • Sônia
      10/04/2015 at 17:09

      Mas vc não gosta de responder. Mesmo que eu fosse filósofa e com doutorado na Sorbonne, ele iria dizer q eu não so competente e que ele é melhor. Aliás, é isso que faz com o Pondé e o Safatle.

    • 10/04/2015 at 17:23

      Sônia, está falando comigo, que não respondo? ha ha ha ! Dou longas explicações até para quem não merece. Acho que você não consegue nem mesmo entender como funciona um blog e ver os comentários! Putz!

    • Germano
      09/04/2015 at 16:39

      Com certeza o teu comentário foi muito melhor que o post.

    • 09/04/2015 at 22:04

      Germano o texto meu é bom, mas ele é para inteligentes.

    • Ellen
      10/04/2015 at 18:18

      Agradeço, Germano. Acredito que finalmente entendi o que gerou tanta confusão nesse texto. Além de ele ser muito polêmico, o autor decidiu usar, sem avisar a nenhum dos leitores, uma definição de pedófilo que não é a que está no dicionário, se referindo a pedófilo apenas àqueles que possuem uma sexualidade infantilizada mas que não fariam mal à uma criança. Sabe-se que pedófilo (no dicionário) é aquele que tem desejo sexual por crianças, e que, portanto, a definição usada pelo autor não abrange a definição usual. O que percebo é que o autor ERROU ao utilizar um conceito diferente de pedofilia do que é o padrão sem dar indicações aos leitores de que era essa sua intenção, e ERROU novamente ao hostilizar a todos nos comentários, chamando-os de burros, ignorantes, analfabetos, etc, antes de questionar a redação do próprio texto. É normal errar ao escrever um texto, o que é preocupante é um filósofo ter tanta dificuldade em questionar a si próprio, já que esse é basicamente seu ofício.

    • 10/04/2015 at 23:38

      Ellen o autor NÃO errou. Quem errou foi você que não conseguiu ainda perceber que filosofia cria conceitos. Mas não arbitrariamente. NOssa legislação não errou ao adotar a posição que eu adoto, se ele adotasse a posição comum, errada, ela criminalizaria o que não é crime. O fato de você não conseguir entender o texto a leva à soberba de acusar o autor de fazer o que você está fazendo. Assim você nunca vai aprender nada. Sua vida vira um inferno. Ou seja, você não acompanha a filosofia assim. Veja, mesmo um leigo entende o que eu falo.

    • Ellen
      11/04/2015 at 02:01

      Eu comentei que existe o pedófilo que não comete crime, e esse não deve realmente ser considerado criminoso. Eu não estou generalizando o conceito de pedófilos e dizendo que são todos criminosos, como eu claramente indiquei em todos os meus comentários. E sobre leigos entenderem seu texto, acredito que o Sr. está equivocado, já que eles têm se manifestado em peso na seção de comentários e o Sr. mesmo, aliás, os acusou de não terem entendido nada.

    • 11/04/2015 at 09:19

      Ellen você realmente não entendeu e pelo que vi não vai entender. A linguagem da filosofia ou, melhor, qualquer linguagem, a ultrapassa. Talvez seja um defeito de criação, algo que lhe ocorreu na infância. Pais dogmáticos que incentivaram você a não pensar, não conseguir concatenar logicamente as coisas. Lógica não é seu forte.

    • 11/04/2015 at 09:38

      Ellen. Pela milésima vez. O serviço da filosofia que faço é o de redescrição (Rorty), e o adaptado para meu caso, que é o de desbanalização do banal. Redescrevi a noção de pedofilia de modo que o código penal nosso e nossa medicina e psiquiatria mais avançada ficassem possíveis de não mentir. Ou seja, dei cobertura filosófica ao que a ciência tem dito e ao que o código penal fala. Usando outro jargão, o de Deleuze: criei o conceito de pedófilo de modo a tirar dele os defeitos que poderiam induzir alguém a achar que o nosso código penal estivesse errado e que estivesse em desacordo com a psiquiatria mais avançada na direção certa.
      Nesse caso, o que é pedofilia em alguns lugares não é em outros, mas é possível encontrar um fundo comum em que independente de cultura, possamos dizer que se trata de uma patologia. Ela tem a ver com uma infantilização do adulto, que procura se aproximar da criança e travar experiências, com sentimentos às vezes adulto às vezes infantil. Disso não brota necessariamente crime de abuso sexual. O abuso sexual é o crime e ele é algo que cria até legislação preventiva. No Brasil mesmo existe uma legislação que, sem considerar pedofilia crime, proíbe que as professoras limpem crianças (sim, tá valendo!). Caso o professor limpe, ele não será acusado legalmente de pedofilia, pois pedofilia não é crime, ele também não será acusado de abuso sexual, pois não é o caso, ele será acusado de desrespeitar uma norma que diz para ele não tocar a criança. Tudo isso cabe na minha redescrição ou re-conceito e, cabendo nela, ainda mantém psiquiatria e código penal cobertos. É só isso. Fácil de entender e simples. Acho que seu problema está, talvez, na não compreensão do que é “conceituar” (Deleuze), “redescrever” (Rorty) e “re-significar” (Dewey), que é, em suma, o “desbanalizar o banal” (Ghiraldelli). Ao invés de ficar esperneando, você deveria tentar se introduzir na coisa, ou via curso ou com livros introdutórios. Se quiser pegar os dois volumes de A aventura da filosofia (Manole) e conversar comigo, para ir se introduzindo na filosofia, tudo bem. Mas não posso ficar aqui explicando mil vez a mesma coisa para você. Espero que entenda. (olha, veja se este dá para você: http://ghiraldelli.pro.br/sexo-sem-crianca/)

  11. Victor Soares
    08/04/2015 at 18:30

    Imagino que os pais das coleguinhas da sua filhas não irão deixá-las fazer dever de casa na sua residência com medo de você. Quando irá abrir uma associação de pedófilos do Brasil? Você pode não ser filósofo, mas pelos textos, leva jeito como pedófilo.

    • 08/04/2015 at 18:51

      Vitor, como você não sabe ler, então eu fiz áudio-visual, veja se agora dá! PEDOFILIA EXPLICADA
      https://youtu.be/J6zhqKYg5Hg

    • Romeu
      09/04/2015 at 16:05

      Parabéns, professor. Concordo com você, anta deve ser tratada como tal. Quando será que irão entender que pedfilia não tem nada a ver com estupro ou estupro presumido? Acho que nunca! Não conseguem sequer, entender a base constitucional para saber de seus direitos e deveres….

    • 09/04/2015 at 22:04

      Romeu a anta é uma anta. Mas esses aí que reclama são antas profissionais.

  12. Raimundo Marinho
    07/04/2015 at 16:34

    Mestre; elabore um texto sobre a ironia, mesclando com a inveja.

    rsss

    Obrigado.

    • 07/04/2015 at 16:41

      Raimundo, já fiz textos sobre esse assunto, dê uma olhada nos meus últimos livros. E no blog.

  13. Raimundo Marinho
    07/04/2015 at 16:23

    Mestre Ghi, obrigado pelo texto.

    Tomara que aqueles comentadores do texto (Sexo com crianças é bom) – direitonas, olavetes, pondeístas, etc.. – voltem aqui, quero rir muito de novo….kkkkkkkkkkkk

    Quero ver o mestre mandar beijinhos de novo…kkkkkk;

    Interpretar um texto/artigo, desde o título, ainda é um grande problema, infelizmente.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo