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28/04/2017

Rir da direita é o melhor remédio?


Uma revista de direita dos anos sessenta, que não faltava em um lar de classe média escolarizada no Brasil, a Seleções do Reader’s Digest, vinha com o seguinte título em sua página de humor: “rir é o melhor remédio”. Não era propriamente um humor contra a esquerda. Naquela época, mesmo uma revista de direita, não fazia humor contra a esquerda, não se fazia humor político. Ou quase não se fazia. Não era de bom tom. O humor estava acima da merda. 

O humor propriamente político veio com a esquerda, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, mais ou menos de meados dos anos sessenta para diante, em se tratando do texto curto enquanto chiste (a piadinha), da charge e do cartum. Só depois de anos de hegemonia da esquerda no campo da crítica é que surgiram cartunistas francamente de direita. Antes, até mesmo a crítica contra a esquerda era de esquerda, ao menos no campo do cartum. Liberais, anarquistas, socialistas democráticos, trotskistas, eurocomunistas eram as posições políticas dos cartunistas, quando tinham posições, que ridicularizavam Fidel Castro e Brejnev, já símbolos de regimes carcomidos que tinham enorme dificuldade de lidar com “drogas, sexo e rock-and-roll” – principalmente com sexo! Principalmente com gays! O estalinismo como um ódio a mulheres emancipadas e gays foi uma marca dos partidos comunistas tradicionais, ainda que na propaganda dissessem o contrário. Garotos do PSOL e da juventude do PT de hoje, e muito mais ainda adoradores jovens do Bolsonaro e outros do tipo, não fazem a menor ideia do que é isso.

Depois da Queda do Muro de Berlim e do fim da URSS tudo mudou. Os cartunistas começaram a se especializar em situações locais, regionais. A ideia de “socialismo versus capitalismo” deixou de contar e os novos cartunistas e criadores de chistes retomaram um movimento menos visível, mas que estava presente também no borbulhar do início do mundo, ou seja, nos anos sessenta. O anticlericalismo se somou às observações mordazes contra papas, igrejas em geral e, depois, contra conflitos do oriente médio e contra o terrorismo de origem árabe. Claro que um presidente como Bush podia atrair a atenção de cartunistas de esquerda, mas, mesmo assim, os cartuns não eram mais propriamente “de esquerda” ou “de direita”. Piada feita para ridicularizar a esquerda stalinista ou neo-estalinista havia perdido a graça. A própria piada contra o “politicamente correto”, que no Brasil teve duas ondas, uma segunda mais recente (meio que devida à nossa incultura geral e defasagem em relação ao Primeiro Mundo), esteve presente nos Estados Unidos, mais ou menos contra a esquerda – mais muito mais contra grupelhos da esquerda acadêmica – nos anos oitenta.

E hoje no Brasil? O que é fazer humor político no campo do cartum ou no campo do que seria o “estilo Millor”, por exemplo? O que é o humor da imprensa escrita?

Pode-se gozar o cara de esquerda? Claro! Mas, hoje em dia, quem faria isso? Quem iria tentar rir de um cara de esquerda hoje, a não ser o Pondé, que chegou ao mundo da escrita mais ampla só agora, e que acredita que o Leonardo Boff e, talvez, o Frei Beto, estejam “na crista da onda”? Não! Não dá para rir do já rimos antes tantas vezes. Rir de um cara vestido de revolucionário de esquerda, hoje, é só para quem não teve infância ou juventude. Já rimos demais de gente assim. Rir deles, agora, não seria mais rir do que falam, mas apenas da existência deles. Posso rir do Zizek?  Sim, todavia não do que fala – pois não prestaria muito a atenção – mas do que é. Ah, tem dó, convenhamos, isso não tem tanta graça assim!

O engraçado hoje é rir da direita. Todavia, não mais como se riu dela quando Chaplin fez Hitler se tornar igual a Mussolini, um tonto. Nem se trata de rir dos nossos generais pós-64, como fez O Pasquim e adjacentes. Rir da direita hoje, se quisermos aceitar a escrita no estilo de Millôr e o cartum como um horizonte, é um riso mais leve, sem programação, quase que apolítico. Rir da direita hoje é rir de um modo até elitista, pois nada se tornou mais popularesco, analfabeto e desajeitado que a direita. Você abre hoje a Internet e vê que todo cara de direita não para de usar a palavra “cu”, é quase uma obsessão, e isso pode ser até engraçado, mas o que realmente dá o toque de piada nisso tudo é que todos eles acentuam a palavra. Escrevem “cú”. Dá até para saber se um carinha é de direita por conta disso. Dê-me duas letras juntas, “c” e “u”, e as colocarei na mão de um carinha e então saberei se é alguém de direita ou não!

Esse tipo de coisa é matéria do chargista, do cartunista hoje – o cartunista de humor, não o desenhista que faz “denúncias sociais”, este sempre será um chato. O cronista que cria chistes, o contador de “causos” escritos, piadinhas, ou o criador de aforismos no estilo Millôr, o cartunista, têm nessa pista o que é engraçado hoje. O engraçado hoje é esmagar a direita não por ela ser direita, mas por causa das pessoas de direita hoje representarem um tipo de gente tosca. Claro que o tosco sempre foi vítima da risada, mas ser tosco de direita é algo peculiar, mais engraçado do que qualquer tosco. No caso do Brasil de hoje, ele é praticamente um personagem que tem na testa um aviso: “ria, pode rir”.

Pense nas figuras da direita na Internet ou em cima de um caminhão fazendo protestos ou então dando aulas sem dominar o vocabulário ou então ensinando como é fabricada a Pepsi Cola. É difícil não ver ali material volumoso para o cartunista e para o criador de chiste para a imprensa escrita. Há uma incultura generalizada na direita política, na militância da direita (principalmente por só ela acreditar no comunismo), que é imperdível como material para o cartunista. Você abre a revista Veja e nota ali as figuras, os colunistas. Todos eles já são caricaturas prontas. Isso sem contar o rosto de alguns outros, que ainda não conseguiram se empregar na Veja, e que rodam por aí, uns com cara de coiote ou de porco falando contra cotas, outros com caras de Angry Birds neuróticos com o PT, outros como bonecos de Olinda, sem pescoço, escrevendo calhamaços não lidos contra todo tipo de socialismo etc. Escrevem sobre o que não existe e alimentam um monte de gente que não escreve nem com arma apontada para a cabeça, gente que, se escreve, o faz de modo ininteligível. A marca da direita virou não só a burrice, mas a incultura, o analfabetismo e, ao mesmo tempo, por causa das redes sociais, o direito de achar que sabe escrever. Isso então se tornou a grande piada.

Dê-me um “ad hominem” e um “cú” e lhe direi que logo depois virá algo como “Newton estava errado, a gravidade não existe de modo geral”. Rir da direita pode não ser o melhor remédio, mas é o que está aí para rir. Ricos e pobres de direita se tornaram toscos a ponto de não conseguirmos mais ter pudor diante deles – rimos ao vê-los gesticulando. Claro, claro, posso rir sim de um professor leninista vestido de Lênin. Mas, confesso, eu ria disso nos meus 17 anos.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

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29 Responses “Rir da direita é o melhor remédio?”

  1. Joao Neto Pitta
    14/02/2016 at 06:18

    Os intelectuais sérios de direita no Brasil estão mais escassos do que repertório autoral de banda cover. A direita virou um circo, seus representantes vociferadores esbravejam e ,às vezes, até ostentam a ignorância e o preconceito. Em toda minha vida, nunca vi isso.

  2. LMC
    21/02/2015 at 11:17

    Ao USP10,o Richard
    sem querer querendo
    bota a política no
    meio.Ele fala em
    coxinhas,regulação
    da mídia,etc.Só
    disse que achei
    uma baita coincidência
    o telejornal que ele
    vê ser patrocinado
    por uma estatal
    federal.É como a
    Fox News que ataca
    tudo que Obama faz
    porque o canal é
    ligado ao Tea Party.
    São apenas
    constatações e não
    opiniões.Putz…

  3. Alex Souza
    18/02/2015 at 02:43

    Você tem razão… Só mexeu com meus brios ao dizer que o Zizek não é digno de atenção… e outra, não há espaço editorial na grande mídia para a crítica à direita

    • 18/02/2015 at 17:51

      Não quero criticar a direita e a esquerda. Não ligo para a política. Falei aqui de uma questão cultural, o humor. Sobre isso minha filosofia fala, sobre a cultura.

  4. Alexandre Chagas
    16/02/2015 at 12:20

    Importante observar, que no processo de conquista de poder pela esquerda, também se riu muito. Ridicularizar seu lider maior era figura fácil nos diversos meios de comunicação, analfabeto, tosco, bêbado, etc.
    Ao que a galhofa serviu além de boas gargalhadas? Aproximação popular, querbra do estereótipo do político como ser extra terrestre e assim a empatia de quem decide com o voto.
    Rir da Direita hoje é somar ao seu processo o marketing necessário para aceitação popular, rir da Direita é bom sim e necessário para que quem decide veja a possibilidade de se redimir de erros passados.

    • 16/02/2015 at 17:45

      Alexandre rir da direita não tem muita graça. Rir da esquerda tinha graça porque a esquerda estudou para fazer burrada. A direita é, em geral, inculta (sociológica e filosoficamente) e, portanto, não se espera dela nada que não seja burrada.

  5. 15/02/2015 at 11:44

    Mas antes de alguém rir da direita convém antes dar uma espiadinha no humor negro da esquerda genocida que chama Hitler e Mussolini de direitistas quando eles eram apenas membros de partidos tão revolucionários como o comunista só que eram nacionalistas. Piada encomendada por Stálin que chamava os seus dissidentes de fascistas.

    A esquerda não se exerga mesmo.

    • 15/02/2015 at 11:59

      João Emiliano. Primeiro, quem só pensa o mundo políticamente é fraco de cabeça. E quem responde qualquer coisa lembrando que o oposto é pior é mais fraco ainda. E terceiro: o meu texto é simples, e mesmo assim você não entendeu.

    • 15/02/2015 at 15:28

      {João Emiliano. Primeiro, quem só pensa o mundo políticamente é fraco de cabeça.}

      Minha resposta: Eu não penso o mundo exclusivamente de forma política. Mas a esquerda é mestra nisso, pelo menos a brasileira, pois que proíbe a publicação de obras de conservadores como Gustavo Corção, Otto Maria Carpeaux ou Olavo de Carvalho.

      {E quem responde qualquer coisa lembrando que o oposto é pior é mais fraco ainda.}

      Minha resposta: A esquerda por todos os seus crimes (mais de 100 milhões de mortos nos regimes de esquerdas) e mentiras, pois, por exemplo, ignora aqueles que são dos seus no caso os nazistas e fascistas é com todo o direito e justiça pior que a força política inimiga chamada de direitista.

      {E terceiro: o meu texto é simples, e mesmo assim você não entendeu.}

      Minha resposta: O texto é um simples panfleto pró-esquerdismo o mais desonesto possível.

    • 15/02/2015 at 15:44

      João Emiliano quando alguém é seguidor, como no seu caso, já dançou, é cabecinha pequena. Agora, você põe o Olavo-Repetente-de-Carvalho no mesmo rol do Carpeaux, então você mesmo se desqualifica. Ou seja, você não entende o que lê. Caso entendesse, não faria isso. Ninguém normal faz isso. Você é igual ao seu mestre analfabeto, tudo que vem de qualquer outro lado é esquerdismo. Essa é a doença do Olavo-Repetente-de-Carvalho, que também não entende o que lê. Afina, saiu da escola e se meteu com livro de adulto, e aí ficou meio tonto. Tudo tem sua idade. Quando ele tinha de ler historinha infantil, começou a ler coisa que não dava para a cabeça dele – abobou! Você é aquele cara cujos amigos contam uma piada e a explicam para você. Cinco vezes. Não é?

  6. Afrânio
    04/02/2015 at 16:59

    Achei uma grande sacada a sua visão de que hoje, no Brasil, ser de direita é coisa de pobre ou gente inculta (mesmo que tenha grana). Ser de direita no Brasil é popular, tá na boca do povão! Não que o pensamento de direita gere necessariamente isso, mas ao que parece a crise no meio conservador brasileiro é maior do que nos meios ditos progressistas. Talvez culpa dessa massificação midiática do discurso de direita. Risos a parte, isso já mostra suas consequências nefastas ao país….

  7. Richard
    03/02/2015 at 20:21

    Vale lembrar também LMC que o governo federal injeta 600 milhões na globo anualmente. Por essa lógica, só se falaria “bem” do governo federal, e sabemos que não é o que ocorre. Imagino que a ideia de regulação da mídia vem justamente disso…

    • LMC
      04/02/2015 at 10:23

      Richard,o Bom Dia Brasil é um
      jornal que só critica o Alckmin
      e o JG do Waack só critica a
      Dilma.As Senhoras de Santana
      reclamavam que na Globo
      só tinha viado e sexo nas
      novelas.Hoje,os Nassifs
      e os Amorins da vida
      reclamam que a Globo é
      tucana,etc,etc.Cheguem
      num acordo,pô!

  8. Usp10
    03/02/2015 at 11:51

    O Pondé é uma caricatura do filósofo Alain Finkielkraut!

  9. LMC
    03/02/2015 at 10:53

    Dá pra rir bastante da
    esquerda quando o
    titio Fidel diz que não
    confia nos EUA,
    recentemente.Eu
    racho o bico com ele.
    kkkkkkkkk

  10. Cesar Marques - RJ
    02/02/2015 at 21:41

    Li o texto que o senhor escreveu em relação ao novo Ministro da Educação, e gostaria de apontar especificamente sobre uma especulação feita pelo senhor no texto:

    “Se não me enganei com a entrevista de Cid Gomes, ele parece saber disso mais do que eu.”

    Sim, ele sabe. Afinal, tendo sido Governador, ele foi beneficiário de muitos desses convênios.

    Sobre o texto aqui do blog, eu faria duas observações sobre assuntos que não são centrais nele:

    – Não acho que seja muito justa a igualação que o senhor fez entre o Leonardo Boff e o Frei Betto. Não sou entusiasta de nenhum deles, mas acho que o Boff é mais culto e menos dogmático. Ele não fica preso às questões de justiça social ou de “Direita X Esquerda” como o Frei Betto. O Boff trata sobre Ecologia e questões de Teologia propriamente dita. O Boff me parece ter a mente mais arejada que o Frei Betto.

    – E sobre a homofobia do Fidel Castro, não sei se o senhor sabe, mas ele já fez uma mea culpa. Ele diz que realmente o modo como o período inicial da Revolução tratou os homossexuais foi horrível e que é uma mancha que eles carregarão para sempre, mas que essa homofobia não ocorria pelo fatos deles serem socialistas (pois muitos conservadores acusavam-no de serem homofóbicos por serem esquerdistas radicais), mas sim pela herança ibérica que os muitos anos da colonização espanhola legaram aos cubanos, e os revolucionários de 59, não conseguiram escapar dessa herança.

    Valeu professor, abraços.

    • 03/02/2015 at 12:58

      Cesar o que tem a ver a cultura de um cara com o fato dele falar do que não existe nem mais em ficção, utopia etc? Há coisa envelhecidas boas, e há coisas que são simplesmente envelhecidas, podres. O comunismo é uma coisa que não está mais em pauta. Sobre o seu arranjo de defesa da homofobia de cara de esquerda eu lhe diria o segundo: com argumento histórico deslocado eu consigo justificativa para TUDO.

    • Cesar Marques - RJ
      03/02/2015 at 13:58

      Professor, como eu havia dito na primeira postagem, eu não sou entusiasta nem do Boff, nem do Betto, só que eu acho que o primeiro tem um arco intelectual mais amplo que o segundo, pois o Boff fala e escreve sobre outras coisas que não sobre Socialismo X Capitalismo. Mas francamente, não tenho certeza, e já que o senhor disse ser um equivoco da minha parte, vou prestar mais atenção.

      Quanto ao lance do Fidel e a homofobia, não foi um arranjo meu, pois essa mea culpa foi feito pelo Fidel ao Ignacio Ramonet, e o próprio governo cubano já produziu um vídeo com sua explicação e com suas desculpas, acho que está disponível no You Tube, inclusive. Vale lembrar que os movimentos LGBT a anos tem podido atuar com liberdade em Cuba, promovendo paradas, chegando a eleger uma prefeita, e que uma das mais destacadas ativistas LGBT em Cuba é a Psicóloga Mariela Castro (filha do Raul Castro).

      Mas é isso professor, e quanto ao artigo que o senhor escreveu sobre o MEC e o seu novo Ministro, a questão dos convênios ao Deus dará, me parecem uma solução insolúvel a curto prazo. Não esqueçamos que o atual Ministro beneficiou-se de tais convênios, quando foi Governador do Ceará e Prefeito de Sobral.

      Abraços.

    • 03/02/2015 at 14:49

      Cesar sua resposta aí me faz manter as MESMAS respostas que já dei, agora elas valem mais ainda. Leia novamente e verá. Não vou reescreve-las explicando-as.

    • Sônia
      05/02/2015 at 10:45

      Se a União Soviética ainda existisse eles diriam a mesma coisa e lá os gays também foram perseguidos logo não cola essa justificação do Fidel.

    • 05/02/2015 at 23:24

      Sônia você é o pensamento único. Você não consegue pensar. É unidirecionada.

  11. Richard
    02/02/2015 at 19:16

    Li seu artigo na Folha sobre o MEC e me chamou a atenção o seguinte trecho: “medida que faça com que prefeitos e governadores apresentem resultados de melhoria da capacidade intelectual dos alunos e da condição de estudos dos professores, não há”.
    Poderia explicar melhor como isso funcionaria na prática, pois em uma primeira análise fiquei com a impressão que se parece muito com algumas medidas que já vem sendo tomadas e que não vem apresentando resultados positivos.
    Veja o caso da rede estadual paulista, por exemplo, temos o SARESP para os alunos, prova de “mérito” para os professores e ainda cursinhos de atualização EAD, na verdade, uma especialização que a rede estadual oferece em parceria com usp, unicamp e unesp. É gasto uma grana tremenda com isso, sem efeito… os professores continuam mal pagos, com uma formação ruim, sobrecarga de aulas, etc.

    • 02/02/2015 at 19:33

      Richard há dinheiro envolvido, dinheiro. Convênio é dinheiro. Não há prestação de contas em termos de serviços do dinheiro que se pega porra! O MEC faz questão de manter a coisa como uma torneira aberta sem que qualquer prefeito ou câmara ou qualquer coisa seja responsável pelo que gastou, não digo em obras, digo em resultados. Que Saresp? Que merda é essa? Estamos cada dia pior e vamos cobrar de quem se o MEC mesmo não cobra nada? Entende? Cobrar é cobrar mesmo. E cobrar como quem cobrar responsabilidade. Não deixar os prefeitos enfiar o dinheiro da educação em outra coisa que não educação foi uma medida, há lei para tal. Mas isso não basta, é pouco. Os convênios são no sentido de fazer o professor e o aluno melhorarem, mas não melhoram e o prefeito simplesmente NÃO responde por isso. O professor e a escola, sozinhos, devem responder? Ora, como? Não faz sentido. Quem tem de responder é diretamente o prefeito, a secretárias de cultura, os conselhos municipais (que o PNE previa criar). Nada disso ocorreu. O dinheiro foi e serviço como sempre para o governo ir à cidade “dar dinheiro”. Ninguém tem coragem de cobrar prefeito. É dar sem cobrar, para não perder o aliado.

    • Richard
      02/02/2015 at 23:22

      Paulo Ghiraldelli, concordo com todas questões apontadas e o viés político envolvido. Mas essa cobrança de resultados a que você se refere seria em relação a notas? Em caso afirmativo, a solução simplista das secretarias da educação seriam a manutenção ou pequena modificação nessas avaliações de larga escala, daí o governante diz: vejam, nossa nota era 2 e agora chegamos a 4,2! Hoje mesmo passou uma extensa reportagem no bom dia SP mostrando escolas da rede paulista totalmente destruídas, não tem nem papel higiênico! salas de aula com 45, 47 alunos e os professores escondendo o rosto na entrevista por conta da lei da mordaça!

    • 03/02/2015 at 12:56

      Richard é tão fácil fazer isso, saber avaliar e ter mecanismos para tal, que não sei onde está sua dúvida.

    • LMC
      03/02/2015 at 15:08

      Richard,quem patrocina o
      Bom Dia Brasil é o BB,do
      governo federal.Esse
      noticiário é um Jornal
      da Globo do Waack ao
      contrário.Tá mais pra
      Bom Dia Carta Capital.

    • Richard
      03/02/2015 at 20:18

      LMC, como bem comentou o Paulo Ghiraldelli anteriormente, essa mesma reclamação é feita pelo pessoal do PT, ou seja, que a globo é PSDB. Lembra-se dos cânticos na posse da Dilma? Na marcha dos coxinhas também acusam a globo de ser petralha… Enfim, a questão é que a matéria do Bom Dia Brasil mostrou a realidade da imensa maioria das escolas estaduais paulistas, possivelmente é o retrato da educação básica pública no Brasil. Quando assisti a reportagem, mostrando as escolas destruídas, no mesmo instante pensei na escola que leciono, é igual!

    • Usp10
      05/02/2015 at 10:49

      Putz, esse LMC é demais. O Richard falando sobre educação e ele falando sobre PT e PSDB!
      O pensamento binário é demais!

    • 05/02/2015 at 23:23

      Sim, USP 10, ele realmente só pensa em política e tudo ele sabe.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo