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20/11/2017

Realidade e verdade: desconexões contemporâneas


Uma boa escola de Direito seria aquela que levasse a sério uma frase colocada acima de seu portão de entrada: “Que só entre aqui aquele disposto a jamais pronunciar ‘contra fatos não há argumento’”. Claro! Qualquer advogado que vier a pronunciar uma frase desse tipo só pode estar esperando advogar em um meio de completos bobos, e quem espera viver entre bobos para poder se sobressair denuncia que tem um horizonte curto e uma ambição débil. 

Quem faz um curso universitário no qual a interpretação da lei é o carro chefe e onde toda e qualquer ocorrência se transforma em algo real só depois de uma narrativa, onde conta uma descrição que por mais seca que seja tem sempre um resquício argumentativo, não pode dizer “contra fatos não há argumentos”.

Um advogado não deve dizer “contra fatos não há argumentos”, mas não para mostrar que leu Nietzsche ou, mais sofisticadamente ainda, dizer que conhece as objeções da filosofia, inclusive as de Bertrand Russell, contra a noção de verdade como “correspondência aos fatos”. Agora, claro que, com um pouco de filosofia, ele pode melhor o entendimento das razões pelas quais não deve dizer isso.

A filosofia logo ensina o jovem que para definir “correspondência” é necessário usar a noção de “fato” e para usar a noção de “fato” é preciso falar em “correspondência”. “João trombou no poste” (S) é uma frase verdadeira se e somente se João trombou no poste (s). A frase S é verdadeira se ela corresponde ao fato s. Ora, mas o fato s nos é relatado, mesmo que tenhamos estado presente na ocorrência, pela frase S (se estamos presente, nos vamos nos ater ao ocorrido s à medida que formulamos a frase S). Desse modo, a noção de verdade como correspondência, tão usada entre nós, mostra-se pouco explicativa. É fácil a partir daí ver que, ao menos filosoficamente, nossa mais comum, trivial e aparentemente noção de verdade é problemática. Contra fatos há, portanto, toda a argumentação do mundo e o advogado é aquele que, para fins jurídico-criminais, constrói essas interpretações várias.

Em suma: o chamado fato, ou seja, a ocorrência real, a “realidade”, é algo que nós, contemporaneamente, temos como problemático. Não dá para se fazer de analfabeto histórico e filosófico e achar que isso não está presente também no senso comum. Claro que está. Somos todos de uma época em que, em algum nível, falamos de “realidade” como um conjunto de argumentos antes que um “fato”. Ou seja, a palavra “fato” continua  ser usada, mas sem um sentido brutal. Contra argumentos ótimos não há melhores argumentos – essa é a divisa atual e assim deve admitir um advogado para não passar por tolo ou cínico ou, o que é pior, as duas coisas, o que não é raro.

O problema é, portanto, o da nossa noção de “realidade”. Junto com esse problema, nosso modo de entender o que dizemos quando dizemos a palavra “verdade”.

Em um texto em que a tese é a de que nosso interesse em reality show é porque perdemos nosso cotidiano, e este nos dava a noção de realidade que, então, queremos repor através de uma ficção desesperada e escabrosa montada pela TV, o teórico da literatura Hans Ulrich Gumbrecht dá um sucinto itinerário sobre a noção de realidade. Ele a tira do filósofo e historiador das ideias Hans Blumenberg, falando então em quatro ‘conceitos de realidade’: o conceito antigo de realidade seria o de ‘evidência momentânea’, em que “a experiência da realidade foi marcada por uma situação infalível de certeza”; “o conceito de realidade da Idade Média, ‘garantida’ por Deus” e reconstruída pelo pensamento (eu acrescentaria, pela lógica embutida na linguagem); “o conceito de realidade do início dos tempos modernos de um ‘contexto coerente’ segundo o qual se consideravam reais todas as experiências que se conformassem com um mundo que se considerasse já apreendido” (o fato é a realidade e verdadeiro é o enunciado que corresponde a tal fato – a noção tradicional de verdade); e, finalmente, o conceito de realidade que se constitui na experiência de resistência de percepções em relação à apreensão pelos conceitos. Nessa última situação, que é a nossa, temos que aquilo que é o cotidiano, que por alguma maneira escapa do trabalho do espírito, é talvez o mais real. Como esse cotidiano tradicional parece evaporar à medida em vivemos agora envoltos com várias tecnologias e, em especial, com o mundo virtual, então podemos acabar acreditando que a realidade é inacessível. Podemos continuar falando em “verdade”, mas sem que isso tenha parentesco com a “realidade”. (1)

Claro que Gumbrecht não é tolo para não lançar a hipótese, ao final de seu texto, em que diz que seu espanto sobre a perda da realidade por conta da perda do cotidiano pode ser apenas uma impressão isolada dele, como quem ainda não se acostumou a esse novo mundo e, portanto, ainda não construiu um novo cotidiano – e talvez jamais construa.

Creio sábias suas últimas palavras. Mas acredito que ele tocou em um ponto correto, ao menos para o momento. O que é real? Ora, para os escolarizados, o real é o que não está nas mãos da experiência imediata: acreditamos mais em buracos negros, micróbios, partículas atômicas e coisas desse tipo, tudo aquilo que a ciência diz que é a realidade, e que ao mesmo tempo nos foge de nossa percepção e, em certos casos, de nossa compreensão cognitiva. Para não sucumbirmos na falta de uma “realidade”, temos o cotidiano. Todavia, que cotidiano? Temos um cotidiano? Ou apenas a construção de mundos individuais, que podem não perfazer a noção até agora existente de cotidiano, por meio da intercomunicação eletrônica? Não estamos sem cotidiano no qual nos relacionávamos como pessoas corporais, com tempos humanos? Não começamos a já perder isso quando a TV começou a roubar esse cotidiano, expulsando nossa vida de nós mesmos, ao menos durante à noite, diante da novela e do noticiário?

Gumbrecht fala de individualismo extremo nessa vida envolta aos meios eletrônicos. Como que uma centralidade do ego exacerbada. Não creio que essa visão seja a melhor. Aqui, prefiro seguir a observação do filósofo Boris Grois (2): podemos estar funcionando apenas como canais de retransmissão de fluxos de informações eletrônicas, sem capacidade de crivo ou resistência. Na minha imagem, que gosto de expor: somos que “Ts” em canos eletrônicos, que apenas distribuem um fluxo de informações. Pode existir cotidiano, mas ele é completamente esvaziado de conteúdo à medida que lidamos com mais e mais conteúdo de informação. Um “T” é um distribuidor, nele não pode ficar resíduo algum, caso fique ele entope e é trocado. Um bom “T” para ter o seu cotidiano deve ser um “T” que não tem qualquer depósito de experiência. Ele faz só o experimento de deixar passar. Ele é um guarda de trânsito que faz os fluxos do trânsito ocorrer se o semáforo quebra.

Ora, em qualquer dos casos, como Gumbrecht, Grois ou eu tematizamos essas divergências entre verdade e realidade, serve como exemplo dessa situação a maneira como Nietzsche tomou a verdade, transformando-a em mulher. Refiro-me aqui ao prefácio de A gaia ciência. Parece-me que Nietzsche foi o primeiro a perceber que iríamos entrar em uma época na qual a noção de verdade, mesmo para o senso comum, ao menos em parte, iria deixar de ser a concepção tradicional (o enunciado S é verdadeiro se corresponde a um fato s).

É desse livro, A Gaia ciência, um trecho altamente significativo, que às vezes é evitado pelos scholars:

“Já não acreditamos que a verdade continue a ser a verdade sem os seus véus – vivemos de mais para isso. Fazemos agora uma questão de decência de não querer ver tudo nu, de não assistir a tudo, de não assistir a tudo, de não procurar compreender tudo e tudo ‘saber’. ‘É verdade que Deus Nosso Senhor está em toda a parte? Perguntava uma rapariguinha à mãe. Acho isso muito indecente …’ Indicação para todos os filósofos! Devia honrar-se ainda mais o pudor quando é certo que a natureza se empenha em se esconder atrás do enigma e das incertezas. Talvez a verdade seja uma mulher que tem as suas razões para não deixar ver as suas razões. Talvez o seu nome, para empregar o grego, seja Baubô”! … Ah! Esses gregos, como eles sabiam viver!”. (3)

Aqui Nietzsche liga a verdade à decência ou, mais exatamente, à discrição, e, em seguida, quase que paradoxalmente, cogita ver a verdade como uma mulher – justamente uma mulher, Baubô, que faz um gesto indecente! Ora, decifrando esse aparente enigma, toda nossa questão sobre a divergência entre verdade e realidade, que estamos vivendo, nos parecerá mais bem equacionada em Nietzsche que em qualquer outro filósofo continental.

O trecho é claro sobre como Nietzsche está falando em verdade. Não se trata mais de manter a noção moderna de verdade, ligada à adequação de enunciado e ocorrência e, também, ao crivo da certeza, cujo critério cartesiano é a “clareza e distinção”. Não se trata mais de querer ver tudo! Quem vê tudo é Deus! Ele e somente Ele tem a chamada perspectiva máxima. Thomas Nagel chamou tal coisa de “a perspectiva do Olho de Deus”. Trata-se da perspectiva que não é uma perspectiva, uma vez que não tem qualquer parcialidade. Trata-se da postura mais indecente do mundo, não à toa algo que faz tremer uma garota de nove anos. Já imaginaram o que uma garota de nove anos está começando a sentir com seus ursos e bonecas? Já imaginaram o que é, para alguém que está prestes a conhecer o valor de alguma privacidade burguesa, receber a notícia que “Deus tudo vê” e, pior, que vê tudo? Mas o caso é que a verdade não é uma garotinha, mas uma mulher! Quem? Balbô!

A história de Baubô está na obra homérica em uma passagem sucinta. A deusa da fecundidade e da agricultura, Demeter, está triste por causa do sumiço de Persófone. Não come e não bebe há dias. Eis que Baubô salta à sua frente e levanta suas saias, mostrando uma figura desenhada na barriga (que pode ser a do filho de Demeter ou mesmo Dionísio, que, inclusive, pode mesmo ser seu filho). O gesto faz Demeter sorrir. Finalmente ela parece poder sair da crise depressiva, e a própria fecundidade da terra está salva. A colheita ocorrerá. Na leitura desse episódio, Sarah Kaufman alerta para a semelhança desse mito grego que, por sinal, permaneceu nos tempos romanos e até chegou à modernidade, com outros semelhantes em culturas como a japonesa e irlandesa. Levantar a saia e, então, provocar riso torna-se algo cuja finalidade é eliminar a má sorte. (4) O gesto está ligado ao retorno da vida, e Baubô também é o nome de kolia, palavra usada para denotar os órgãos sexuais da mulher – a vulva, a entrada para o lugar da vida, o útero. Não à toa as figuras de Baubô na história são as de uma mulher que ou abre a vagina ou que tem um rosto desenhado na barriga, não raro fazendo a boca coincidir com vulva.

Desse modo, se há uma mulher que não é nada sutil é Baubô. Nada cristã, essencialmente grega, talvez uma anunciadora do deus do êxtase, Dionísio, que nunca vestiu roupa alguma. Baubô faz rir e anuncia vida. Baubô mostra as partes pudendas com desenhos inscritos (tatuagem?), faz rir e afasta o azar. Baubô faz um gesto que tem conotações obscenas. Ela é aquela que “tem razões para não mostrar sua razão”. Em outras palavras: a que apresenta algo – a verdade – sem dar fundamentos ou mesmo justificativas. Nenhuma razão. A verdade mostrada sem razão é, sem dúvida, a verdade na concepção de Nietzsche, quase que uma concepção pragmática: se a palavra verdade fez o que tinha de fazer (no caso, rir e salvar colheita), o que mais se quer dela?

Aliás, nesse caso a concepção de Nietzsche da verdade se aproxima da de Donald Davidson: a verdade é um conceito primitivo, sabemos usá-lo e, se o sabemos, temos uma linguagem, mas não há possibilidade de reduzir um tal conceito a outros e explicá-lo sem cair num círculo. (5) Quando queremos explicar a verdade recorremos ao significado e para explicar este precisamos da verdade. Talvez se Nietzsche tivesse vivido um pouco depois, ele pudesse gostar de filosofia analítica, ao menos esta não fundacionista de Davidson e Rorty. Uma verdade vista por seus efeitos, portanto, pelo seu resultado pragmático, e não pela sua profundidade, pelo seu dom explicativo (Rorty nomeia três usos do termo “verdadeiro”, criando assim uma teoria da verdade totalmente descritiva e pragmática, sem precisar lançar mão de qualquer metafísica para falar algo sobre verdade). (6)

A verdade como Baubô. Então, uma verdade que nada tem a ver com adequação entre enunciado e realidade, mas como o que produz efeitos como o fazer rir, isto é, a verdade como o que é útil no sentido de ser um expediente para lidar com o mundo, algo mais ou menos dito desse modo por William James. No caso: Balbô faz o gesto  que satisfaz, dá alegria e nos leva a se livrar da má sorte. Não tem razões? Pode ter, mas está dispensada de mostra-las. Ou seja, se autodispensa. Ser nietzschiano é, então, se acostumar com o uso de “verdadeiro” (e “falso”) de modo a ter um expediente para lidar com determinadas situações, sem querer ver tudo, sem querer ser indecente. Ver tudo é deixar a garota de nove anos apavorada com a indecência de um olho que não quer ser perspectivista porque tem todas as perspectivas de uma só vez, que é “a perspectiva do Olho de Deus”. Nós terráqueos não temos essa capacidade de indecência. Podemos ter desejado tê-la. Podemos ter acreditado que a teríamos, mas ao nos encontrarmos com Nietzsche optamos por algo que a filosofia analítica veio chamar de “desinflação” metafísica. O conceito de verdade é o conceito de verdade, e nada mais. Seu uso é o de resolver situações de um certo tipo; serve para encerrar discussões, não para iniciá-las.

Fica mais fácil agora notar uma adaptação de Nietzsche aos tempos contemporâneos: se a noção de realidade se torna complicada, se a vemos como inapreensível, como Gumbrecht expõe, por que não fazer da noção de verdade alguma coisa que não passa do uso do termo “verdadeiro” para efeitos de afastar o que não se quer, ou seja, a má sorte?

Dizendo não algo sobre a verdade, mas somente emitindo frase do tipo “é verdadeiro”, estou usando de um expediente que não aponta para a realidade, mas está apenas querendo dizer “Ok, isso está correto e assim fazendo as coisas vão dar certo”. Para que mais? Não querer ver “para além”, não querer encontra “a realidade do Real”, que é algo em relação ao qual nós contemporâneos tomamos como nossa condição, o uso do termo “é verdadeiro” como apontando para situações boas é bem plausível. Nietzsche parece estar, portanto, nomeando a verdade como mulher, especificamente Balbô (a personagem que fabrica efeitos satisfatórios em momentos decisivos), apenas tornando o conceito de verdade mais adaptável aos nossos tempos, tornando-o plausível, do contrário teríamos de jogá-lo fora, tirá-lo dos nossos jogos de linguagem, o que certamente inviabilizaria vários deles.

Quando rimos com alguém que levanta a saia e isso nos da a sensação de bem estar nos fazendo afirmar, por exemplo, “sinal de sorte”, somos pessoas atingidas, atingíveis, somos afetados pelo ocorrido. Se não queremos mais, então somos pessoas do nosso tempo. Não é questão de, aqui, dizer se isso, essa aparente dispensa de perguntas a mais, perguntas metafísicas, essa aceitação da distância ocorrida entre realidade e verdade, é algo bom ou ruim, mas de entender que Nietzsche fez um esforço para tornar a nossa linguagem coadunável com nossas crenças, com o modo como iríamos viver e estamos vivendo. Estamos vivendo uma distância entre “realidade” e “verdade”, e se não temos uma nova linguagem para continuar conversando, nos atrapalhamos. Nietzsche e os pragmatistas nunca quiseram outra coisa, ao menos nesse aspecto, que não nos deixar nos atrapalharmos ao usarmos a linguagem, uma vez que somos falantes e, pelo que tudo indica, continuaremos a sermos falantes.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

(1) Gumbrecht, H. U. Perda do cotidiano. In: Graciosidade e estagnação. Rio de Janeiro: Contraponto e Editora da PUC-Rio, 2012.

(2) Grois, B. O que é a filosofia da mídia alemã. Redescrições. Número 3, ano V. < http://gtpragmatismo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/TRADUCAO-2-GROYS-Boris.-Filosofia-da-m-u00A1dia-Paulo-Francisco.pdf> consultada em 01/02/2015

(3) Nietzsche, F. A gaia ciência. Lisboa: Guimarães Editores, 1987, pp. 14-5.

(4) Kaufman, S. Baubô: Theological perversion and fetichism. In: Oliver, K. Feminists interpretations of Friedich Nietzsche. University Park, Pennsylvania: The Pennsylvania State University Press, 1998, p. 44.

(5) Ghiraldelli, P. Introdução à filosofia de Donald Davidson. Rio de Janeiro: Luminária, 2010.

(6) Ver Ghiraldelli, P. O que é pragmatismo. São Paulo: Brasiliense, 2001. Ou ainda: Filosofia da educação e ensino. Perspectivas neopragmáticas. Ijuí: Unijui, 2000.

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11 Responses “Realidade e verdade: desconexões contemporâneas”

  1. Afrânio
    04/02/2015 at 19:14
  2. Rodrigo
    03/02/2015 at 21:18

    É possível ter uma realidade verdadeira a todos?

  3. João Pedro
    02/02/2015 at 13:54

    Concordo professor. Certas coisas são verdadeiras porque funcionam, por exemplo o modelo atômico ensinado nas escolas. Pra quem estuda física de partículas ele está bem longe de como é um átomo de verdade porém para crianças e adolescentes ele funciona para explicar certos fenômenos físicos, como as cores dos objetos.

    • 02/02/2015 at 16:24

      Eu não diria que são verdadeiros porque funcionam, eu diria que são verdadeiros, ou seja, a palavra verdadeiro já basta.

  4. LH
    02/02/2015 at 11:43

    a “verdade” funcionaria como um placebo?

    • 02/02/2015 at 16:31

      NÃO! A verdade funciona. Você não consegue experimentar isso? A palavra verdade é importante. Realmente importante. Se você diz “isso vai me curar, curou outros” e recebe em troca, “é verdade”, você se sente falsamente estimulado? Você recebe ali o que precisa. Para entender mais, veja o livro “Richard Rorty”, que fiz para a Vozes, ou então meus artigos sobre a noção de verdade em Davidson e Rorty. Você realmente não conseguiu entender o que Nietzsche escreveu na Gaia Ciência, debulhado por mim?

    • Usp10
      02/02/2015 at 16:42

      Professor, não sei se o platonismo não saiu de mim mas dizer só “é verdadeiro” não traz confiança. Se eu tomo um certo remédio é porque várias pessoas já tomaram e tiveram resultados positivos e eu não vou levar a sério minha mãe dizendo “tome esse chá, funciona de verdade contra a gripe”. Se for seguir o raciocínio de Davidson que vc mencionou, “verdadeiro” é uma palavra de consolação.

    • 02/02/2015 at 17:13

      USP10 não é tão difícil entender quanto parece. O texto se explica, basta ler com atenção. Mas se precisar de mais veja meus livros. Por exemplo, este: Filosofia da educação e ensino – perspectivas neopragmatistas (Unijui)

  5. Guilherme Gouvêa
    01/02/2015 at 20:48

    Paulo, a maioria dos operadores do Direito são técnicos. Puramente técnicos.
    *
    O advogado vem se transformando em “despachante de interesses alheios”, e no dia-a-dia forense sucumbem as discussões de teses das ciências jurídicas.
    *
    O problema já começa nos bancos das faculdades: as matérias de filosofia, filosofia jurídica, sociologia e história do direito, TGE e ciência política causam espécie à maior parte dos alunos, que as enxergam apenas como obstáculo para acesso àquelas que julgam interessantes.
    *
    Eu, por outro lado, estou feliz por iniciar minha (terceira) graduação, agora em Filosofia 😉 E você ajudou na escolha…

    • 01/02/2015 at 21:48

      Guilherme meu texto nada tem a ver com Direito. O advogado aí no meu texto é um personagem apenas, algo para introduzir o assunto. Você precisa tentar entrar no assunto do texto, não sair dele.

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