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15/12/2017

Probleminha filosófico do Reivellon


Problema inteligente para antropológos e filósofos não exclusivamente militantes

REVEILLON 2015 – COPACABANA. A passagem do ano em Copacabana põe uma questão antropológico-filosófica. No passado recente, tratava-se de uma festa de uma religião brasileira, própria da cultura afro-brasileira. Ia-se na passagem do ano para a praia para as oferendas a Iemanjá. O povo negro, na maioria, fazia a festa. A festa foi oficializada pelo estado e isso, de certo modo, se deu como forma de reconhecimento das nossas raízes populares, em geral negadas. A missão civilizatória do estado, como Hegel diria, se cumpriu. O evento foi transformado em show nacional oficial. Foi incorporado ao calendário turístico do Rio e depois reconhecido mundialmente. Virou mais um local de ganha-pão de artistas e de gasto estatal com o circo. Todavia, como problema e não como conclusão, vale sim colocar a questão do preço cultural pago pela oficialização. Por quê? Porque é doce ver o Papa no telão da praia dando benção para a cidade do Rio pelo seu aniversário embora se tenha de sentir um certo gosto amargo no final da bala: o Papa não pertence ao Candomblé. Há um telão para o que foi posto de lado no processo cultural civilizatório e, de certo modo, imperialista? Ou seja, Iemanjá teve chance no telão? Volto a dizer, este pequeno texto é filosófico. É para fazer pensar, não para atrair militância político ou religiosa. PGJr.

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2 Responses “Probleminha filosófico do Reivellon”

  1. 03/01/2015 at 00:35

    Parece que tudo que é voltado a cultura afro é submetida. Por que será que isso acontece?

    • 03/01/2015 at 02:13

      Enoque, os negros foram escravos, não lembra?

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