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19/03/2019

Passear no shopping enquanto o policial não vem!


Os jovens da periferia marcam pelas redes sociais da internet um “rolezinho” num shopping qualquer. Os jovens da classe média fazem a mesma coisa, mas se chama “encontro” ou “passeio”. Os primeiros são recebidos pela polícia que, mesmo tendo filhos mais ou menos iguais a eles em termos de renda e, não raro, educação e cor, os vê como ameaça ao shopping. Os segundos passam tranquilos pela porta e, se são notados pelos policiais, é porque alguma “gatinha” (“cocota” nos anos setenta, “Lolita” nos anos oitenta para noventa – o “broto” dos anos cinquenta) já começa a mostrar seios com cédula de identidade e bumbum arrebitadamente legislador.

Não há dúvida que o primeiro grupo forma uma mancha morena no piso 1, vista do piso 3, enquanto que o primeiro, se é para ser visto como mancha, decepciona: não forma nenhuma. Branco não mancha o chão.

Os jovens brancos que cometem algum furto no shopping são vistos por câmeras e seguranças. Suas vestimentas, cor dos olhos e cabelos determina se vale a pena ou não acionar alguma medida. No máximo o segurança do shopping diz “será que você não pegou algo sem querer e se esqueceu de devolver?”. Faz isso olhando para os lados, pois pode existir nas redondezas um pai com grana, que quer que a filha decretada nesse momento cleptomaníaca não seja molestada. Rico quando rouba é, obviamente, um caso de psicólogo.

Os jovens da periferia não precisam cometer furto algum. Basta um olhar torto (todo olhar do rapaz de periferia é ameaçador por definição) e eles estão já para receberem o corretivo que merecem: o cassetete come no lombo, as ameaças são claras e, não raro, podem ser agredidos até mesmo por transeuntes que não são policiais. A indignação é clara por parte dos que já estão no shopping: “por que esses marginais não ficam à margem?” Eles ainda não são marginais, mas serão. Inexoravelmente serão marginais uma vez que os policiais os colocarão para fora do shopping e, isso ocorrendo, eles se sentirão como marginais e serão vistos por todos como tendo “roubado ou quebrado alguma coisa”.

Roseane Sarney está completamente certa ao dizer que há uma sociedade mais violenta por causa do aumento da riqueza. A culpa é mesmo do Lula e da Dilma, a partir do programa de transferência direta de renda. Mas a culpa também é da Internet: agora é possível ver o shopping, “onde andam os ricos”, já da casa de periferia, e se perguntar “ora, por que meu irmão mais velho, agora adulto, não passeava lá? Que boboca!”.

Caso os shoppings, Internet e um aumento de renda dos mais pobres tivessem ocorrido nos anos cinquenta, tudo isso seria um pouco diferente. Entre a classe média e os mais pobres havia um pelego, uma almofada de sela, algo para amortecer o cavalgar, evitando que o saco escrotal do cavaleiro fosse esmagado pelo lombo do cavalo a cada trote. Era a escola pública, gratuita, laica e com professores pagos condignamente. Nessa escola não estava o filho do ultra rico, mas o filho da classe média estava, e lá também estava o filho do mais pobre (ainda que não do negro, embora já do mulato), inclusive o filho do policial. O “rolezinho” e o “passeio” seriam palavras intercambiáveis. Nossa semântica traria outros dramas, não este. Agora não. Agora os do “rolezinho”, se olharem para as “gatinhas” loiras serão apontados como “gente que quer oferecer droga para depois estuprar a menina de quinze anos”, essa menina que, segundo os pais, ainda é virgem e só passou pelos estupros dos seus pares na escola, o que não conta como estupro.

©2014 Paulo Ghiraldelli, filósofo

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31 Responses “Passear no shopping enquanto o policial não vem!”

  1. noNato
    15/01/2014 at 01:25

    Depois eu ainda tenho que ler que um dos maiores filósofos desse país é racista, elitista. É só isso que sobrou mesmo de argumento mentiroso pra atacar àquele que nem conhece, pois se parasse para ler só uma hora esse blog veria que o Ghiraldelli é independente de posições ideológicas, e trata cada caso como um caso a ser debatido. É muito baixo nível não conseguir encarar alguns de seus post como uma retórica construtiva, às vezes irônica e/ou descontraída de assuntos polêmicos.
    O mundo precisa de mais professores assim.

    Abs.

  2. Ruy Mendes
    14/01/2014 at 21:35

    Temos que discutir sobre essa elitização toda, mas ela não passa apenas pelo espaço do shopping, passa por muitos outros espaços. Sair de clichês que reduzem a luta de classes ou de raças.

  3. Maria Madalena
    14/01/2014 at 21:23

    Bravo!
    Adoro ver o descabelar dos conservadores intelectuais(já viu?) ao ter que lhe dar com esse assunto ‘rolezinhos’.
    Que venham mais.

    • MARCELO CIOTI
      15/01/2014 at 12:07

      Contanto que não quebrem ou roubem nada.
      É só aparecer uma câmera da Globo que o
      sujeito faz qualquer coisa pra se exibir.Isso
      vale tanto pra polícia quanto aos “manos”.

  4. Hugo Lopes de Oliveira
    14/01/2014 at 16:22

    O Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que a PM não vai fazer patrulhamento preventivo no Shopping Leblon de pois da divulgação de que jovens teriam marcado um “rolezinho” no próximo domingo. Beltrame usou o argumento correto: “‘rolezinho’ não é crime nenhum. Se algo acontecer, a polícia intervem.”

  5. MARCELO CIOTI
    14/01/2014 at 16:09

    O mais interessante é quando mauricinhos que
    estudam na USP,PUC ou Mackenzie se entopem
    de drogas e vão pedir esmola na rua quando
    vão fazer aqueles trotes sem graça,não vejo
    ninguém indignado,ninguém gritando na mídia
    pedindo a polícia.Acho que esses tais rolês
    são uma versão moderna dos footings que
    aconteciam nos anos 50,60 e 70.Já teve até
    jornalistas comparando esse caso com o
    que vai ter na Copa do Mundo.
    Nada a ver,né?

  6. Henrique Corrêa
    14/01/2014 at 14:40

    Você colocou as coisas de uma forma muito simplista e não é bem assim. Um grupo com 6 mil pessoas que invadem um shopping não pode ser coparado com um grupo de 5 ou 6 jovens. Nunca ouvi notícias de que um jovem de Itaquera, Taipas, Jd. São Luis ou qualquer lugar da periferia tenha sido barrado ao entrar no JK Iguatemi ou qualquer outro shopping de São Paulo, mas um encontro como esse, que impede QUALQUER pessoa de se locomover ou mesmo comprar deve ser enquadrado perturbação da ordem pública. Note também que os shoppings não são ilhas de riqueza, muitos dos que estão lá fazendo suas compras são que classes desfavorecidas sim, até porque todos os shoppings invadidos foram em áreas periférias, aliás, apenas o JK Iguatemi não era. Temos que deixar essa romantização de lado e perceber que não é um movimento ideológico, mas sim pessoas que querem causar transtornos à terceiros, volto a frizar, não existe cunho ideológico nisso.

    • noNato
      14/01/2014 at 23:49

      Aí é que tá. Na falta de cunho ideológico, provoca-se, problematiza-se. Isso é fruto de uma incultura da parte mais excluída e ignorada das grandes cidades, empurrada para longe dos centros e da orla. Resultado nada mais daquilo que é a falta de ideologias intrínseca da nossa classe política; das casas legislativas, das casas executivas. Reduto de troca de favores escusos.

  7. Pacheco
    14/01/2014 at 14:09
    • 14/01/2014 at 14:16

      Pacheco, você não pode cair nessa, isso é muito ridículo para você cair. Leia meu artigo e depois leia a lei de igualdade vigente no Brasil. Caso uma girafa com cidadania venha a ferir um policial ela vai ser punida por isso, mas isso não a proíbe de entrar num shopping, uma vez que ela não perdeu a cidadania (a não ser que condenada e presa, aí ela perde a liberdade, mas não a cidadania completa). Consegue entender o conceito de cidadania? É nele que temos de nos basear para entender o problema do shopping.

  8. Junior Barbosa
    13/01/2014 at 19:40

    Retrato perspicaz! Outro dia, vi no shopping bourbon, um ser que, pelo que entendi, por ter sido catalogado como “mendigo” pelos seguranças, o retiraram de lá. O que estava fazendo por lá? reproduzo suas palavras: “estou apenas sentado no banco, descansando, e observando as lojas, as pessoas”. Estou aqui pensando: o que responderia Diógenes, se ele fosse o “mendigo”? será que chegaremos ao ponto de colocarem placas proibindo a entrada de pessoas – semelhante a que proíbe as pessoas de fumarem em espaço público -, só porque seus trajes e aparência, contrastam com a – ou problematizam a – “esfera” do shooping? será que vão reservar um espaço só para eles, fora do shooping, apenas para poderem descansar no banco e contemplarem o devir das compras?

  9. Rafael Costa
    13/01/2014 at 18:39

    Não sei de forma detalhada, mas me parece que tudo isso aconteceu pois foi colocada uma lei que proibia os bailes funks nas ruas ou em qualquer estabelecimento que esse pessoal frequentava. A vida do pobre já é um marasmo de miséria material e humana e sua diversão acaba sendo cerceada pelo Estado que ao invés de dar condições dignas pra sua vida, prefere cortar o que incomoda a classe média.
    E tem mais…
    Foi anunciado hoje que, três shoppings da capital e do interior de SP, em fins de semana, não irão admitir entrada de menor de idade sem acompanhamento dos pais…
    Ta ai, todos são culpado até que se prove o contrário.

    • MARCELO CIOTI
      14/01/2014 at 13:34

      Rafael,você fez o melhor comentário sobre este
      tema.Querer proibir bailes funks nas ruas em SP
      é o fim da picada.Como não existem centros
      culturais na periferia,os shoppings preenchem
      esta lacuna.Os políticos só fazem estádios de
      futebol caríssimos com o nosso pobre
      dinheirinho,enquanto dão uma banana pra
      educação e a cultura no Brasil.Depois,vão
      pra TV fazendo pronunciamentos a la Geisel
      falando em “guerra psicológica”.

  10. José Samuel
    13/01/2014 at 15:26

    Um país que se pretende ser liberal e ainda vemos esse tipo de afronta ao direito de ir e vir, ta certo que o shopping é um empreendimento privado, mas acho idiotice barrar a movimentação de pessoas e o pior, quanto a policia já não temos nenhuma novidade, sabemos que ela sempre foi utilizada como aparelho bastante repressor, mas até o judiciário também? Que devia ter a função de zelar pelas leis e garantir os direitos fundamentais? Liberdade para ir e vir.

  11. Saulo Almeida
    13/01/2014 at 14:58

    Todos sabem que isso que chamam de “rolezinho” quase sempre está associado a briga de gangues ou torcida de futebol. São encontros marcados para a socialização em grupo banhada á violencia dos arrastões.Isso acontece em quase todas as capitais do pais.A classe média também faz isso, mas ela compra no shopping.

    • 13/01/2014 at 21:09

      Explica isso para o Pondé.

    • Saulo Almeida
      14/01/2014 at 01:27

      É melhor. Você já está embrutecido.Espero que quando esses jovens desejarem se reunir em grupos de centenas, esqueçam o shopping e vão ás suas aulas, não estudar, mas dar um rolezinho.

    • 14/01/2014 at 12:21

      Saulo Almeida, sem escola básica vamos criar cada vez mais gente… como você. Agora, por enquanto, não se preocupe, os da periferia não vão atacar você, eles sabem distinguir um cocô, que é você, e o resto do mundo. E eles não põe a mão e cocô.

    • Ruy Mendes
      14/01/2014 at 21:25

      Mas o senhor lidaria como se fosse vítima de um rolezinho? Daria os pertences pensando em estar ajudando na distribuição de renda?
      Eu não gosto de shopping, acho de certo modo até bom isso acontecer em shopping, para ver se o povo vive menos essa onda de shoppings. Outro problema é que não temos espaços públicos de lazer, as cidades estão desumanizadas, só há tempo para a competição e para o trabalho. Seria preciso um mundo com uma vida mais cultural, de relações que não fossem apenas econômicas como hoje nas grandes cidades.

    • 15/01/2014 at 01:05

      Ruy sua pergunta não me parece fazer sentido, acho que você não sabe do que se trata.

  12. Danilo Henrique
    13/01/2014 at 14:49

    Professor, trabalho em um órgão que tem acesso a certas informações e posso dizer que os jovens envolvidos no “rolezinho” cometeram vários atos infracionais nos shoppings que “frequentam”

    O fato da sociedade ver com diferença o ato infracional de um menor de idade pobre de um outro rico não é desculpa para que os atos infracionais passem impunes.

    Todo caso, sei que a ênfase do seu texto era demonstrar as diferenças de tratamento, comportamento tão falso e hipócrita, que trata pessoas de forma tão desigual apenas devido a etnias, culturas, cifras…

    Mas fica a dica de que havia envolvimento criminoso nesse tal “rolezinho”. Portanto não é somente a etnia, ou classe social, mas sim certa estatística, certo perfil, tão recorrente a criminosos de certos delitos que os colocam como “suspeitos”.

    Todo um contexto, tanto da polícia, como social, deve ser analisado quando tratamos desses problemas “urbanos”.

    Negros, pardos e pobres estão claramente associados a delitos de roubos, furtos, homicídios e latrocínios, crimes de maior ocorrência no estado de São Paulo.

    Portanto, não se trata apenas de um preconceito, mas de uma condição social que leva pessoas desse perfil a práticas criminosas.

    Se por um lado deve haver um compromisso para que as pessoas desse perfil deixem de constar nas estatísticas, deve haver também um compromisso para a adequada contenção e pena dos agentes criminais.

    Para evitar mais crimes dessa natureza devemos dar prioridade a educação pública de qualidade e a efetiva reintegração dos criminosos, mas por outro lado também deve haver a prevenção das ocorrências, que passa pela adequada investigação e tática de combate ao crime.

    Ora, não existe como efetuar essa tática sem a monitoria do perfil recorrente dos crimes dessa natureza, que é justamente o pardo/negro de baixa renda. É como o crime de pedofilia, o qual o perfil recorrente caucasiano da classe média é recorrentemente investigado e monitorado.

    Portanto é uma dupla ação que deve ser realizada: Educação de qualidade junto a uma monitoria.

    O que deve ser sempre denunciado e observado é a presença sempre constante da monitoria, mas com violência gratuita, ameaças, execuções sumárias e toda sorte de desrespeito a dignidade.

    Isso é incabível! Mas a monitoria de um certo perfil associado a um determinado crime é necessária.

    • José Fernando
      14/01/2014 at 10:50

      Esse seu argumento para justificar a “monitoria constante de um certo perfil social” me parece muito delicado.

      É como se fosse necessário jogar todo mundo de um mesmo grupo étnico/social “no mesmo saco” para tentar evitar certos crimes. Ou seja, o preconceito vira regra. Eu não sairia por aí dizendo que todos os brancos de olhos claros são odiosos burgueses exploradores, ou que todo ameríndio é um boliviano seiláoque estatisticamente e por isso a polícia deve tratá-los de um modo específico.

      Se um crime (furto) for cometido deve-se executar a punição cabível. Mas, para prevenir a ocorrência é preciso conhecer a gênese do problema – o que leva esse grupo social a se destacar nas estatísticas de roubos e furtos?

      Simplesmente decidir a priori que o problema é falta de educação dos pobres e que monitorá-los constantemente é necessário porque vão cometer delitos me parece ser mais uma profecia auto-realizadora do que uma tática inteligente de prevenção.

      Aliás, você tem as estatísticas sobre o quanto a polícia mata nas periferias? E quem monitora a polícia?

    • 14/01/2014 at 12:17

      José Fernando, o Danilo Henrique propõe algo que tem esse perigo sim, claro.

    • Danilo Henrique
      14/01/2014 at 13:12

      Não é o que proponho, é assim que já é feito.

      É claro que essa medida acaba sendo uma restrição, mas é baseada em perfis estatísticos e não em uma exclusão social

      Se o perfil dos crimes de furto fosse o indivíduo branco, de classe social alta e boa escolaridade, seria esse o indivíduo a ser monitorado.

      No caso, esse é o perfil do estelionatário, e a polícia federal o monitora (se o prende, o acusa, o pune, aí já não sei dizer, sei que monitora)

      Eu tenho acesso a outros dados, mas seria ilegal e antiético divulgar.

      Entenda que não se trata de prever crimes, mas se trata de observar um perfil estatisticamente reincidente.

      Você está comparando 2 pontas distintas de tratamento. De um lado existe a contenção e a outra a educação.

      A grosso modo, cabe a polícia a ponta da contenção e cabe a escola a ponta da educação. A polícia realiza, até que satisfatoriamente, a contenção que se deve, cabe a escola a ponta da educação, que não é nem de longe realizada.

      Veja, nada adianta a polícia fazer seu trabalho quando o judiciário é moroso e não possui autonomia, quando o sistema penal é frágil, pouco contundente e não reabilita, quando a educação é péssima e não ajuda a cultivar cidadania.

      Isso resulta em reincidência dos criminosos, que é o cenário atual. Mediante esse cenário, aonde aumentamos os criminosos e não reabilitamos nenhum a única medida possível é a contenção

      São diversas pontas. A parte que o policial faz, ainda que ele faça de forma razoável, é insatisfatória quando feita sozinha.

      O perfil suspeito apenas obedece uma estatística, ele é um efeito e não a causa de uma problemática que vai muito além do policial.

      O policial, por se limitar a contenção de efeitos, não tem muito o que fazer. Com os recursos que tem e mediante a todos os problemas, acredite, ele já faz um bom trabalho

      Por isso que analiso essa crítica a postura policial como uma perda de tempo, a não ser em casos de extrema imperícia.

      Existem diversas causas para o abismo social que vivemos e a polícia só trata com os efeitos.

      Penso que uma reforma no sistema educacional, tanto nas escolas como nas penitenciárias, seria a mais contundente realização para acabarmos com o cenário de diferenças sociais. Além de uma reforma política dando autonomia ao judiciário.

      Ainda assim essas medidas seriam apenas parte de um todo que levaria anos a ser completo

      Agora se o policial não tiver autonomia nem para realizar o mínimo que ele faz, estaremos mais longe ainda de uma sociedade mais justa.

      O policial apenas age com as estatísticas, entenda isso. A causa das estatísticas é o problema de verdade!

    • 14/01/2014 at 14:23

      Estatística tem de ser bem lida. Não adianta fazer correlações malucas. Por isso falei das estatísticas das universidades, que agora tendem a ser não por “sim” e “nao”, mas com métodos qualitativos. É mais duro fazer, mas ajuda. Agora, nao é necessário estatística para saber que arma aumenta a violência. Esse é um problema lógico. Mais tiro em pessoas, mais violência, mais arma apontada e não disparada, ainda assim, mais violência. Isso é lógica, não estatística. Não é necessário investigação empírica porque a violência já é a arma sacada.

    • Ruy Mendes
      14/01/2014 at 21:21

      Arma diminui a violência, já que inibe a ação de criminosos contra aqueles que são portadores de armas. Todo mundo deveria ter o direito de andar armado. A criminalidade ia diminuir de modo significativo.

    • Danilo Henrique
      16/01/2014 at 14:20

      Como assim não é necessário investigação empírica?…kkkkkkkkk

      Basta a lógica então?

      E se sua lógica estiver equivocada, como saberemos?

      Bem, talvez por…hmmm…investigação empírica?…kkkkkkkkk

      Deixe o empirismo de lado, o que importa é a lógica! kkkkkkkk

      Professor, o senhor costuma ter até que bons artigos, mas dessa vez foi mals hein…

      “A arma sacada já é uma violência”

      É uma bela frase de efeito! Mas e aí, como poderemos investigar sem analisar perfis suspeitos?

      E além do mais, como o senhor propõe uma correta leitura estatística?

      Desde quando estatística foi “sim” ou “não”?

      Não são apenas com informações brutas professor, geralmente incorrem certas transformações lineares e algoritmos de interpolação que conseguem nos revelar dados que a simples leitura não nos mostra

      Esses dados geralmente nos mostram perfis bem delineados além de nos dar previsões de crescimento ou decrescimento do fenômeno estudado!

      Qualquer análise social realizada longe desses dados é mera ideologia!

      O senhor é um homem de bom conhecimento matemático, não é um leigo, sabe do que estou falando, mas talvez não saiba do potencial de aplicação dessas ferramentas matemáticas

      O estado possui a competência de agir pela nossa segurança, portanto quando ele possui um certo perfil ele deve ter a autonomia de investigar esse perfil.

      A polícia não pode chegar numa abordagem e perguntar:
      “Boa tarde, você faz parte de um perfil potencial de roubos, furtos e latrocínio, poderia por gentileza nos responder se você cometeu alguns desses crimes nos últimos anos?”

      Deve haver uma permissão implícita do cidadão para que sua vida seja investigada pelo estado, caso contrário não faz sentido existir polícia, ou justiça.

      Sem essa permissão do cidadão a justiça se torna apenas fachada.

      Como o senhor propõe então um Estado que possa investigar crimes sem a permissividade do cidadão?

    • 16/01/2014 at 15:22

      Danilo, acho que você não sabe o que é lógica e investigação empírica, e por isso você está fazendo essa confusão toda. Não tem como esclarece-lo por meio de um blog. Internet da informação, formação é na escola. Tente fazer uma legal, estudar para valer. Você está cultivando o pior em você, não o melhor.

  13. MARCELO CIOTI
    13/01/2014 at 13:44

    PG,por falar em Sarney,aquele maranhense puxa-
    saco deles chamado Ferreira Gullar disse que o
    Uruguai depois que o Mujica descriminalizou a
    maconha,vai se transformar numa Maconhabrás.
    Estou cansado de ver a direita gritar contra
    quem usa maconha.Parece que agora,querem
    caçar maconheiros debaixo da cama,como
    faziam no Regime Militar quando procuravam
    comunistas debaixo da cama.Ridículo.

  14. Guilherme Assis Aroeira
    13/01/2014 at 13:22

    A alta sociedade se assusta quando vê as pessoas de periferia entre elas, sem ser com domésticas e porteiros.

  15. Marco
    13/01/2014 at 13:21

    PONTO.

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