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23/06/2018

Os neomagoados e a campanha contra os magistrados


[Artigo indicado para o público em geral]

HÁ NO BRASIL não uma discussão séria sobre a moradia de juízes, mas apenas gente magoada choramingando. Repentinamente todos falam em justiça e injustiça. Mas cada pessoa que fala – inclusive os neoliberais – pertence a uma categoria profissional, e é um indivíduo que pede que seu sindicato lute desesperadamente para lhe arrumar uma coisa como o auxílio moradia ou similar. Uma vez de posse desse tipo de direito, as pessoas que estão hoje reclamando dos juízes não abririam mão dele. E não são poucos que possuem direitos desse tipo no Brasil, tanto no funcionalismo público quanto no setor privado.

Eu gostaria que os professores do ensino básico tivessem esse direito e acho que a educação só melhoraria se a profissão fosse tornada atrativa por mecanismos desse tipo, do mesmo modo que se faz com a profissão de juiz, de militar, de político etc. Aliás, em certo sentido o Vaticano usa da mesma política para todo o clero! Várias universidades americanas usam de tal política para atrair alunos bons e professores de destaque. Os “prêmios”, “incentivos” ou “direitos trabalhistas” variam conforme o lugar e conforme a política instaurada para empurrar a profissão a ser tornar algo mais desejado.

Estou bem longe daqueles que pensam que uma categoria profissional ou um grupo social (ou classe) só se beneficia em detrimento da outra – quem pensa assim são os adeptos do “comunismo de inveja”, que Marx sempre denunciou e odiava. “Comunismo de inveja” é parente bem próximo do sentimento que gera o fascismo: a ideia não de revolução, mas de tomar do outro, de empobrecer o rico e de tirar quem está em cargo de destaque do lugar – principalmente juízes, só depois generais e professores.

Em todos os lugares do mundo há profissões e carreiras que são incentivadas através de mecanismos extra salariais, de modo a colocá-las como mais atrativas e garantir que elas não caiam nas mãos de incompetentes. Nisso, a opção dos países (ou empresas ou categorias) varia. Mas, de um modo geral, dá resultado. E volto a dizer: isso não é prática só da empresa pública. A iniciativa privada também faz política parecida, em todo lugar do mundo onde há sociedade de mercado. O mercado usa disso de todas as maneiras. Do salário maior no Alaska e em Brasília passando pelo auxílio transporte de operário ou casas de engenheiros em obras de lugares não centrais, até casas que professores universitários também possuem em várias universidades federais, aqui no Brasil (sabiam?), sempre há benefícios aqui e ali. Trata-se de política de incentivo, que o país ou empresa criam para uma determinada carreira, segundo necessidades regionais.

Quem fica de fora disso, tenta entrar. Mas há os que, fora ou dentro, querem colocar pessoas na berlinda. No caso atual do assunto do direito ao auxílio moradia de magistrados, há gente fomentando a modinha de caça às bruxas (bem arquitetada dentro do PMDB e do PT, contando com a simpatia do PSDB) que visa chegar até Moro, Bretas e a turma da Lava Jato (aquela mágoa já posta contra Joaquim Barbosa – lembram?). É que os promotores públicos e os juízes andaram pegando os chefetes desses neomagoadinhos. Esses neomagoadinhos nada são senão os ressentidos que existem em todos os lugares e tempos, os fracassadinhos (no amor, no trabalho e na escola), os tipos que, segundo a história, foram utilizados em seu ódiozinho por Lênin e Hitler. É a ralé, a patuleia, os vingativos, os invejosos e, enfim, os pagos para fazer o cordão da mágoa andar.

O que está ocorrendo contra os magistrados brasileiros é algo que foi avisado pelo pessoal da Operação Mãos Limpas, da Itália, que iria ocorrer. Esperava-se esse frente de magoados mobilizada nas redes sociais pelas principais forças políticas do país contra promotores e juízes.

Paulo Ghiraldelli Jr., 60, filósofo.

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46 Responses “Os neomagoados e a campanha contra os magistrados”

  1. Anderson Silva
    12/03/2018 at 17:04

    olha….. não ligo nenhum pouco para o salário dos juízes, a minha única preocupação é se eles estão mesmo comprometidos com a justiça…… Nem falo de juízes de primeira instância…….. estão lotados de trabalho e vivem nos porões do sistema judiciário, kafkatizando o tempo……. O que me assusta são os desembargadores e todos os indicados pelo poder executivo. No Estado do Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem um ex governador que fez tanta merda que dá para sentir o cheiro a quilômetros de distância……. mas, “não sei” por que cargas d’água, está sempre de “bem” com a justiça……. sempre tem um desembargador para livrá-lo da cadeia ou da tornozeleira.

  2. José Pedro
    17/02/2018 at 18:47

    Caro Paulo, muito esclarecedor seu artigo, de fato importa perguntar a quem interessa enfraquecer e desautorizar o Poder Judiciário. Sou Juiz de Direito há 5 anos, tendo exercido com muito orgulho a advocacia anteriormente ao meu ingresso na carreira. Estudei por conta própria, advogando e trabalhando, e sempre procurei honrar o cargo que ocupo, tratando todos com respeito e urbanidade. Para os que dizem que há juízes sem aptidão para o cargo, a resposta que coloco é de que a solução para tanto deve dar se pelas vias adequadas, e não pelo sistemático enfraquecimento do Poder Judiciário. Já tive inclusive apontamentos positivos em minha ficha profissional, advindos também da Ordem dos Advogados do Brasil. Deixo meus agradecimentos ao autor.

    • 17/02/2018 at 22:53

      José Pedro! É isso! A quem interessa acabar com a carreira de juiz, como fizeram com a de professor e médico?

  3. Victor Arce
    13/02/2018 at 12:31

    O problema dos juízes é que eles são todos de direita e odeiam a esquerda. Você não vê juiz sendo homenageados por associação de trabalhadores e sim por organizações empresariais poderosas, então o juiz vai defender a quem lhe convêm. Judiciário no Brasil é uma organização política infelizmente com tendências pró-mercado e de centro-direita.

    • 13/02/2018 at 19:30

      Vitor leia meu artigo 25 vezes. Talvez você entenda. Vai! Torço por você.

  4. Joao bosco
    11/02/2018 at 15:59

    O concurso para Juiz no Brasil atrai em geral pessoa arrogante gananciosa sem escrúpulos o bom profissional honesto Idealista se identifica com advocacia o cidadão Progressista Costuma se identificar com advocacia OAB advocacia é a profissão Progressista a esquerda do direito advocacia está sempre lutando contra injustiça e abuso de juízes Eu frequento a Ordem dos Advogados do Brasil eu assisto audiência de juízes

    • 11/02/2018 at 19:37

      João Bosco ouvi dizer (será que é verdade?) que a profissão de padre também. A de médico idem. Mas acho que não é verdade não! Acho que só a de juiz mesmo atrai gente má. A profissão de advogado, então, essa sim atrai só gente boa. Mas lendo você eu finalmente enxerguei a vida. O certo, segundo seus ensinamentos, seria pagarmos pouco para todos, toda profissão, pois assim elas só atrairiam santos abnegados, e aí sim o Brasil funcionaria. Oh! Bosco, vi a Luz graças a você.

  5. Joao bosco
    11/02/2018 at 15:54

    Estatisticamente não se verifica verdadeiro que o incentivo de um alto salário para Juiz atrai um profissional honesto Eu trabalho na advocacia todo advogado que eu conheço é insatisfeito com 90% dos juízes o juiz direito líquido e certo e fundamental das pessoas, o que se observa juiz geralmente é meritocrático de direita juiz do Brasil é tirano, ditador, arrogante, com raras excessoes

    • 11/02/2018 at 19:38

      Sim sim João Bosco, é um absurdo, quanto mais alto é o salário, mais só os endemoniados vão. É por isso que a profissão de professor é a melhor, o salário é sempre mais baixo, e nossa educação a cada dia tem melhores professores, ensinando mais e mais. É uma beleza seu raciocínio JOão. Siga em frente.

    • Matheus
      11/02/2018 at 21:55

      J. Bosco, não duvido de alguns juízecos de primeira varinha por aí como o que “exigiu em assembleia dos moradores de condomínio que todos o tratassem por doutor (sendo que o referido nem tinha doutorado nem nada…)” E outros tipos caricatos.

      Mas como ja bem diz o Paulo, tem gnt assim na medicina, tem delegados assim, tem professor universitário assim… Até uns que frequentam televisão. Então não dá pra generalizar.

      Óbvio que se vc for ler alguma boa historiografia do Brasil com pegada sociológica vai encontrar esses tipoes conservadores da “Senzala e Casa Grande”, mas alguns exemplos são observáveis até no Supremo, pra mim o mais claro de todos é o de Rosa Weber que parece ter um alto grau de isenção em sentenças de ordem política é um bom engajamento na consecução de um Brasil mais justo e igualitário.

      Enfim, mais.do que as estatísticas acho que o importante são os exemplos!

    • Joao bosco
      12/02/2018 at 00:09

      Eu quis dizer que é mais comum um professor honesto do que um juiz honesto é claro que o professor deveria ganhar mais, eu vejo abuso de Juiz todo dia contra o direito do cidadão quanto a prerrogativa do advogado, injustiça, advogado sendo humilhado, tenho nada pessoal contra você é apenas uma provocação filosófica você vive o sonho liberar o que aprendeu nos Estados Unidos e ainda não acordou. Estou falando para você da realidade que eu vejo, vou te dar uma sugestão que você pode recusar saia do seu gabinete e vejo a vida como ela é existe uma diferença entre teoria e prática assim como você explicou a diferença entre a teoria marxista e a realidade marxista da União Soviética no seu vídeo filósofos essenciais se aplica o fato em questão você está na teoria esqueceu a prática.

    • 13/02/2018 at 19:33

      João Bosco, o “deveria ganhar mais” não é você quem escolhe e nem eu, são políticas que são definidas a partir de decisões históricas complicadas.

    • Joao bosco
      12/02/2018 at 00:12

      É claro que todo profissional tem que ganhar bem para ser bom mas isso não funciona com o juiz não no Brasil você está no sonho Liberal americano e não acordou lá o juiz não é onipotente se ele fizer um trabalho ruim ele não se elege na próxima eleição aqui o cargo de Juiz é vitalício por isso ele abusa do poder

    • 13/02/2018 at 19:32

      João, o sistema americano de posicionar juízes é completamente diferente do nosso. Não dá para comparar.

  6. VANDERLEI
    08/02/2018 at 21:34

    É EVIDENTE QUE NEM TODO MAGISTRADO É PERFEITO. ELE É SER HUMANO E COMO TAL COMETE ERROS. MAS TEM MAIS ACERTOS QUE ERROS. DIGO ISSO COM CONHECIMENTO DE CAUSA. ENQUANTO AINDA NA ATIVA COM ELES CONVIVI DIARIAMENTE POR MUITOS ANOS E OS CONHECENDO E O SEU TRABALHO OS RESPEITO E ME ORGULHO QUE COM ELES TER CONVIVIDO. EM FRENTE MAGISTRADOS. PRECISAMOS DE VOCÊS

  7. EDSON DE MELO
    08/02/2018 at 16:59

    Contudo essas interpretacoes marotas,capciosas e malandras que magistrados fazem para manterem esses belos penduricalhos são
    ridiculas chicanas á cara de todos nós.

    • 08/02/2018 at 17:09

      Edson, todo mundo faz interpretações marotas quando pode e há dubiedade nas leis. Nenhum de nós acha que nossa profissão não vale um incentivo.

  8. Eduardo Martins Boiati
    08/02/2018 at 11:08

    Paulo, parabéns pelo excelente artigo.

  9. Marcos Matos
    04/02/2018 at 10:57

    Parabéns pela clareza do artigo. Seguindo o roteiro do que ocorreu na Itália, após a desmoralização da magistratura e do MP, os políticos investigados aproveitarão cochilos da imprensa e da opinião pública – como ocorreu na madrugada após o acidente que vitimou a equipe da Chapecoense, quando desvirtuaram o projeto contra a corrupção apresentado pelos procuradores da Lava Jato – para aprovar leis que beneficiem os condenados, como, por exemplo, alteração dos prazos prescricionais, extinção de determinados crimes etc. Quem viver, verá!!!

  10. Ana Cláudia R. de Faria
    04/02/2018 at 08:45

    Excelente reflexão. Desejo que os magoados e invejosos, que vivem atacando os Magistrados, estudem bastante e consigam êxito em algo que os deixe menos recalcados.

  11. André Pereira
    04/02/2018 at 01:35

    Prezado Paulo, mais uma vez, grato pela lucidez. Realmente, tanto a iniciativa privada quanto a pública possuem esses incentivos, com o propósito de manteça dos melhores profissionais.

  12. Wilson Cesca
    03/02/2018 at 22:06

    A função de Magistrado é o desejo da grande maioria que cursou uma boa Faculdade de Direito, foi aprovado no Exame da OAB, exerceu a atividade jurídica por 3 anos e teve a sua inscrição para o Concurso da Magistratura deferida.
    Ultrapassada essa fase, tem início a etapa de provas escritas e orais, com verificação de sua vida pregressa e de pessoas próximas, como pais e irmãos. Antes de sua aprovação o candidato passa por avaliações psicológicas e acompanhamento por profissionais competentes, de confiança do Poder Judiciário.
    Aprovado e nomeado, tem mais 3 anos de avaliações, atuando como Juiz Substituto.
    Somente depois de percorrer essa longa caminhada sem deslize é efetivado na função.
    Portanto, o Juiz é uma pessoa diferenciada e ímpar. Somente quem é dotado de cultura, inteligência, princípios sólidos com conhecimento jurídico excepcional galga esse cargo. Dentre 8.000 candidatos e pretendentes, menos de uma centena é eleita.
    Por conseguinte, a sociedade tem o dever de pagar para essas raridades remuneração condizente com os seus talentos, dons e serviços que prestam para os jurisdicionados. Não importa se é por meio de salário ou de outra forma de retribuição. Caso contrário esses gênios irão para o Setor Privado e perceberão o dobro, o triplo do que percebem. Os bandidos, sobretudo os chamados de colarinho Branco, ficarão impunes e a Sociedade indefesa.
    Pessoas dignas não desejam isso

  13. Diego
    03/02/2018 at 21:07

    Mestre, Paulo! Saudações! A julgar pelos comentários, infelizmente seu texto está sendo lido com uma lupa muito em voga, a do pró ou contra. Pelo vocabulário utilizado nos comentários, até então, tudo indica que as carreiras jurídicas (notadamente magistratura, MP…) estão aqui em peso. E, como de costume, estão normatizando textos analíticos. Particularmente, temos de falar sobre puxadinhos, lajes e que tais. Sobre princípios que viram valores, legalidade, dentre outras coisas.

    • 04/02/2018 at 09:23

      Diego, quando falei sobre médicos cubanos, muito médico de direita veio me aplaudir. Cabe a mim ser objetivo, agora, meu leitor não é filósofo, nem sempre, e quando é, nem sempre é bom. Agora, nos comentários aqui, apesar do nítido corporativismo, há muita verdade.

  14. Paulo Arena
    03/02/2018 at 15:26

    Parabéns pelo texto, Paulo. Texto claro e luminoso, em um contexto de muita gritaria, muito ruído e pouca reflexão. Como juiz federal, que gosta e se envolve com a sua profissão – e que dela vive exclusivamente -, o ataque baixo que objetiva nos equiparar a criminosos é sem sentido.

    • 03/02/2018 at 15:53

      Paulo Arena, faço o que posso para manter a objetividade.

    • Marcos Elis Costa
      04/02/2018 at 10:35

      Paulo parabéns pela matéria !!
      Não sou magistrado , sou engenheiro Mecânico , mais compartilho com a mesma ideologia sua !
      Vejo nas empresas privada benefícios , como carros , aluguel 14 e até 15 salários para atrair bons, ou seja os melhores profissionais !!
      Ninguém reclama do bônus de toda a Petrobras que já chegou a 10 salários , que não são baixos ! Sabe o que é isso ??
      Vejam a segurança pública ! Compartilho da ideologia que os polícias militares também deveriam ter incentivos também diferenciados, para conquistarem as melhores pessoas e profissionais

  15. Acir
    03/02/2018 at 15:23

    Dr. Paulo, poucos os que conseguem ler o cenário nacional com tamanha precisão e ponderação. Creio que traduz o sentimento dos homens e mulheres de boa vontade neste nosso País. Parabéns e, por favor, brinde-nos com mais pensamentos assim.

  16. Fernanda Sborgia
    03/02/2018 at 14:59

    Paulo Ghiraldelli sua abordagem foi perfeita. Parabéns pela lucidez do artigo!!!

    • David Diniz Dantas
      03/02/2018 at 18:26

      Endosso as palavras da Fernanda.

  17. Fernanda Sborgia
    03/02/2018 at 14:57

    Parabéns Paulo Ghiraldelli pela lucidez do artigo!!! Aborgadem perfeita!!!!

  18. Fernanda
    03/02/2018 at 14:57

    Parabéns Paulo Ghiraldelli pela lucidez do artigo!!! Aborgadem perfeita!!!!

  19. David Diniz Dantas
    03/02/2018 at 14:08

    Perfeito, em meu modo de ver – e original – a abordagem. Acrescento um dado em relação à magistratura federal. O concurso para juiz federal é considerado por muitos como o mais difícil concurso publico do Brasil. São cinco fase e inclusive com prova de títulos. Para se ter uma idéia, ocorre a cada 3 anos no TRF3 em SP, sendo que no ultimo entre 8600 candidatos passaram pouco mais de 30. Um diferencial é o nivel dos candidatos nesse concurso. Há entre os juizes federais de carreira ex diplomatas, ex juizes militares, ex procuradores da republica, ex juizes estaduais etc. Grande parte tem doutorado em Direito. Ou seja, como vc colocou muito bem, para que as pessoas tenham os casos federais de seu País julgados por magistrados tecnica e moralmente habilitados impõe-se que a carreira ofereça o mínimo de segurança e conforto para que o profissional atue com a independência que a funçao judicante exige

  20. Deborah Cavalcante
    03/02/2018 at 12:20

    Paulo, muito Bom! Não são poucos os cargos vagos de juiz no Brasil. Algo em torno de cinco mil. Há anos não se consegue prover tais vagas porque com a carreira, além de muito penosa para o magistrado e a família, não conta com incentivo algum. A sociedade está precisando refletir sobre que tipo de profissional deseja ter para decidir seus conflitos: juízes sobrecarregados e estressados, além de remunerados indevidamente, ou profissionais com boas condições de trabalho e vida. Parabéns!

    • 03/02/2018 at 13:32

      Débora nada fiz senão lembrar que incentivos de carreira são políticas usadas no mundo todo por sindicatos, empresas, países, cidades etc.

    • David Diniz Dantas
      03/02/2018 at 14:18

      Uma observação no tocante ao não preenchimento de vagas. Este nao ocorre por nos concursos da magistratura haver escassez de candidatos. Pelo contrario. O que se dá é o baixo nível dos candidatos, os quais, por exemplo, não conhecem filosofia do Direito, sao incapazes de esboçar idéias mínimas sobre AS RELAÇÕES HERMENÊUTICAS DO DIREITO COM A ARTE, por exemplo. O concurso para juiz federal é considerado por muitos como o mais difícil concurso publico do Brasil. São cinco fases e inclusive com prova de títulos. Para se ter uma idéia, ocorre a cada 3 anos no TRF3 em SP, sendo que no ultimo entre 8600 candidatos passaram pouco mais de 30.

    • 03/02/2018 at 14:31

      David, entendo, mas a questão aqui é outra: os auxílios variados são sempre usados para alavancar carreiras e regiões. É isso que os magoados e os de má fé não querem entender.

  21. LMC
    03/02/2018 at 11:42

    O Hélio Schwartsman deve estar
    vibrando com esta notícia sobre
    o Moro.Ele acha que a cadeia
    não seja o lugar pra Lula e Maluf.
    Eles são guerreiros do povo
    brasileiro,né?kkkkk

    • 03/02/2018 at 13:31

      LMC você é sempre assim? Incapaz de ler um artigo e entender. Leia o artigo do Hélio não mais dez vezes, mas vinte. Puta merda cara, usa a cabeça, leia direito.

    • LMC
      05/02/2018 at 11:08

      Se Maluf não fosse preso,ele
      estaria em plena campanha
      de reeleição pra deputado
      federal.E não fingiria estar doente.

    • 05/02/2018 at 19:05

      No caso do artigo do Hélio, subiu para 30 vezes a leitura que você precisa fazer – pois ainda não entendeu o texto. E olha que é simples.

  22. Alceu
    03/02/2018 at 10:10

    Paulo, muito bom. Traz uma nova perspectiva. Divulgarei seu artigo pois vale a pena. Uma sugestão, fora do tema: testar outras fontes para as letras. Elas embaralham um pouco para quem tem miopia.

    • 03/02/2018 at 11:21

      Alceu, sobre as letras, estou preso um pouco ao formato do blog, cada um reclama de uma letra.

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