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26/09/2017

Orgasmos


Você anda gozando ou não?

ORGASMOS. APÓS o gozo vemos todos os diabos irem embora. Uma mulher bem comida levanta de manhã e, diante de uma hecatombe nuclear ou no enfrentamento de alguém lhe dizendo “sua gorda” ela sorri. Mas uma grande parte das mulheres não goza e não vai gozar. Não são poucas não. Uma parte grande, no Brasil (!), não goza nem externamente! Essa parte está disposta a pegar em armas na defesa de qualquer tipo de terrorismo. Não temos coragem de enfrentar esse problema, essa realidade, e por isso inventamos dizer que “ah! sexo não é importante!”, e por isso os filósofos que falam em sexo sofrem todo tipo de tentativa de desqualificação (Reich que o diga!). Nenhum grupo de homens eunucos conversa sobre pênis. PGJr.

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21 Responses “Orgasmos”

  1. 26/04/2016 at 21:00

    Interessante! Ótimo artigo!

  2. 4F
    06/01/2015 at 18:08

    Tem o seguinte livro:

    Jonathan Margolis: A história íntima do orgasmo. RJ: Ediouro, 2006.

    Li faz tempo e não achei muito bom, mas pode ser um ponto de partida para pesquisas mais abrangentes.

    O Prof. Ghiraldeli escreveu mais acima, numa resposta a Wagner, que “Castrações, proibições e tabus não são privilégios das religiões.”

    De fato, este assunto tem interesse para mim, pois a maioria dos regimes políticos totalitários tentam exercer algum tipo de controle sobre a sexualidade das pessoas.

    Um exemplo sobre a Alemanha nazista é descrito no livro:

    Wilhelm Reich: Psicologia de massas do fascismo. SP: Martins Fontes, 2001.

    Um par de distopias famosas apresentam casos extremos, desde a repressão da sexualidade (1984 de G. Orwell) até o seu exercício irrestrito, com encorajamento oficial inclusive (Admirável mundo novo de A. Huxley). No segundo caso, trata-se de uma caricatura da sexualidade como “ópio do povo” por assim dizer, ou seja, melhor ficar na cama gozando do que sair na rua para fazer revolução contra o governo.

    Em fim, como já disse, achei uma questão politicamente interessante.

    • 06/01/2015 at 20:52

      4F os regimes totalitários são tolos, eles exacerbam um controle que os regimes não totalitários controlam melhor. A religião tem a ver com regras de conduta uma vez que ela tem grande peso na ética, na conduta moral, na vida prática, então fala-se dela como castradora. Mas não foi a religião católica a nossa castradora moral, e sim a era vitoriana.

  3. Guilherme Gouvêa
    05/01/2015 at 20:00

    Curioso é o caso desta gaja… teve que procurar ajuda médica, pois no caso o remédio é o veneno…

    https://www.youtube.com/watch?v=bXgkMrTjrRE

    https://www.youtube.com/watch?v=UwDb8Oodki0

  4. Sônia
    05/01/2015 at 15:14

    Ora, qual o problema da mulher não sentir prazer sexual? Ela pode estar satisfeita de outras maneiras e ser frígida não traz nenhuma consequência ruim.
    Queria saber porque não existe o homem que não goza?

    • 05/01/2015 at 19:26

      Sônia se você não goza e acha que chocolate é melhor, tudo bem. Sobre o homem, o problema dele equivalente é a ejaculação precoce.

    • 4F
      06/01/2015 at 18:32

      Sônia:

      Como escreveu William Blake, “He who desires but acts not, breeds pestilence”. (Marriage of Heaven and Hell: http://www.bartleby.com/235/253.html)

      Frigidez seria a falta de excitação ou libido:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Female_sexual_arousal_disorder

      Existe o conceito diferente de “anorgásmia” para denotar a falta de orgasmo “even with adequate stimulation”:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Anorgasmia

      Fisiologicamente, o orgasmo do homem é apenas um pouco mais do que um mero reflexo, por isso é mais facil.

      Já o orgasmo da mulher requer uma certa habilidade neuromuscular (como dirigir um carro, ou tocar piano) e portanto é algo que precisa ser “aprendido” e quanto mais cedo melhor.

      Quem quiser ler mais, tomo a liberdade de recomendar enfaticamente:

      Gerard Zwang: O sexo da mulher. SP: Edunesp, 19??.

  5. Bastos
    03/01/2015 at 23:47

    Eis o maior de nossos problemas!

  6. 02/01/2015 at 20:07

    Hoje obter orgasmos é mais acessível por termos vários recursos e certa liberalidade, mas os padrões morais reprimem o desejo das pessoas. Triste ouvir relatos de uma mulher que não é bem comida e sua feição desesperadora de gozar.

  7. Wagner
    01/01/2015 at 17:58

    Paulo, a mulher africana tem algo a ensinar para as brasileiras?

    • 01/01/2015 at 20:06

      Wagner não tenho a mínima ideia sobre isso. Agora, pela empiria pessoal, que nada vale nesse caso, a resposta é não.

    • Wagner
      02/01/2015 at 17:29

      Tenho a impressão de que a cultura e a religiosidade dos países africanos não agem como castração nas mulheres africanas. Penso que, para elas, o sexo seja algo mais natural. Talvez esteja errado…

    • 03/01/2015 at 02:14

      Wagner. Castrações, proibições e tabus não são privilégios das religiões.

    • João Pedro
      05/01/2015 at 11:49

      Paulo, uma pergunta: a frigidez feminina seria algo cultural ou biológico? É possível que possamos diminuir o número de frígidas chatas ou estamos condenados a suportá-las?

    • 05/01/2015 at 15:02

      João Pedro, davidsonianos, rortianos, sloterdijkianos não fazem essa pergunta “biológico ou cultural”, ela não faz sentido para nós, nem para a maioria dos homens de ciência inteligente. É coisa de médico velho. Ou burro. Entende?

    • João Pedro
      05/01/2015 at 15:11

      Mas você chuta alguma causa? Elas seriam fruto da nossa sociedade repressora?

    • 05/01/2015 at 19:28

      João Pedro nenhum filósofo sério iria dizer para isso “se p então q”. Primeiro porque seria uma tolice buscar causa única e segundo porque seria mais tolice ainda achar que se sabe alguma coisa em um terreno tão inexplorado.

    • Wagner
      05/01/2015 at 20:57

      Paulo, uma grande dificuldade pode ser a de distinguir o que é ou não é religião.

    • 05/01/2015 at 22:23

      Wagner os estudos sobre sexualidade estão engatinhando. Estamos todos engatinhando. Hoje descobriram na Turquia uma cidade subterrânea, inteira, enorme, feita na pedra natural, de 3 mil ano a.C. Três mil! Porra, não sabemos nada de nada.

    • Sônia
      06/01/2015 at 10:50

      O menino (João Pedro) pergunta e o filósofo não dá a resposta, depois reclama do Clóvis

    • 06/01/2015 at 12:43

      Sônia resposta é para gente inteligente, agora, sobre o Clóvis você não entendeu. Ele disse que filosofia não dá resposta. A filosofia dá. Eu é que não dou resposta para quem não sabe perguntar. Por exemplo, no seu caso às vezes há resposta, embora você não mereça, dado que nasceu de 11 meses.

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