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24/03/2017

O burro e as pelancas


O burro e as pelancas

Meus leitores são inteligentes. Poucos burros aparecem por aqui, e em geral não são meus leitores.

Adorno e Horkheimer diziam que “a burrice é uma cicatriz”. É mesmo. É uma marca que, em determinado momento, sulcou a carne. No caso aqui, eu diria: destituiu os neurônios da capacidade de poderem efetivar sinapses. O burro é aquele que empaca, porque diante e uma pequena dificuldade de raciocínio, ou ele para e desiste ou ele continua e vocifera contra o autor que lê ou contra o problema que não resolve. O burro, não raro, é raivoso.

A postura do burro é uma das coisas mais interessantes de notar na Internet, no leitor de blogs. Alguns comentários tolos no meu blog eu até deixo ficar, exatamente para o divertimento de outros leitores – os meus mesmo – que, de fato, chacoalham a barriga de tanto rir ao notarem o burro zurrando e se contorcendo.

Em um pequeno texto sobre a Betty Faria, a burrice de alguns leitores apareceu reluzente como ela só! O leitor tosco achou que o artigo é preconceituoso. Ele não conseguiu perceber que o assunto do texto NÃO é a Betty Faria e as suas pelancas. O texto é sobre o uso carcomido, banalizado da filosofia frankfurtiana somado a algum pudor de feminismo fraco. O uso banalizado do feminismo e da sociologia frankfurtiana leva muitos jornalistas a requentarem críticas e, então, não apresentarem uma visão mais elegante, menos carregada do desnecessário que enfeia um texto, tornando-o um copião do que já se fez mil vezes.

Betty 71 anosPosso inventar mil e uma razões teóricas para dizer que Betty Faria não deveria ser tratada como foi por twitteiros simplesmente porque exibiu pelancas na praia. Posso dissertar páginas e páginas sobre o “culto à juventude”, “estética padrão”, “ditadura da beleza da mídia” etc. Posso, mas não devo. Tudo isso é “over” sociologização. Por uso indiscriminado, virou senso comum banal que não diz mais nada. É como a palavra “machismo”, que nada é que uma palavra, não diz mais nada. Palavras são como moedas, ficam gastas e um dia não sabemos mais para qual valor apontam. Nesse sentido é que o bom escritor procura, às vezes, voltar à narrativa pouco teórica, embora não menos reflexiva. Que tal simplesmente, sem teoria nenhuma, apontar para o fato de que a praia do Rio de Janeiro é antes de tudo um palco, não uma praia? E Betty Faria já a utilizou como palco, por isso mesmo deveria saber que estando afastada das telas, quando aparecesse, iria causar comentários por conta do efeito de espanto do envelhecimento súbito aos olhos do público. Espanto momentâneo que nada tem a ver com o preconceito, mas com aquele susto que nós mesmos temos no espelho, se ficarmos uns dias sem nos vermos. Espanto que todos tiveram com “Arnoldão Shuasneguer” (Schwarzenegger), quando ele se apresentou como um político velho na praia, e não como o Exterminador do Futuro.

Essa opção pela narrativa sem sobreteorização era um dos conselhos de Richard Rorty que, aqui entre nós, Luiz Eduardo Soares, Jurandir Freire Costa e eu mesmo tentamos seguir. Há momentos em que devemos utilizar de um procedimento semelhante ao da  Navalha de Ockhan. Isso fornece uma perspectiva a mais, talvez uma mais simples, que devolve ao objeto olhado um encanto assustador que é o necessário para criar ponderações diferentes. Falar sem teoria é uma opção teórica interessante no perspectivismo nosso, rortiano, talvez pragmatista.

Adorno escrevia os seus artigos várias vezes, mudando as palavras, de modo que elas não caíssem no uso sem valor. No entanto, ele mesmo, por ironia do destino, tem sido um autor utilizado ao máximo, até à exaustão, exatamente nos textos em que descuidou no uso de tal procedimento. Quem utiliza o termo “indústria cultural” é quem, não raro, mais nos obriga a suportar a sobresociologização, especialmente quando o assunto é o corpo, o “visual”, os aspectos psicossociais do campo estético.

O leitor burro não consegue perceber tudo isso. Ele é burro. Ele sequer nota que o texto não tem o corpo como tema central, mas a filosofia, o uso de uma determinada filosofia ou sociologia de maneira banalizada. O uso da filosofia como quem usa shampoo barato. O leitor burro é burro. E nós sabemos bem que o leitor burro, quando se acha inteligente, vocifera. Mas isso não muda nada, ele continua burro.

A existência do burro não deve fazer o filósofo agir como muitos de meus colegas fazem. Temem ser desrespeitados pelo internauta tosco e, então, não participam da nova Agora. Isso é uma tremenda bobagem, covardia e, de certo modo, inaptidão para a filosofia. Sócrates era agredido nas ruas de Atenas, inclusive fisicamente. Mas ele jamais se refugiou em qualquer lugar. Sócrates era filósofo da rua. Ele dizia que era nas ruas de Atenas que tinha seus professores. Eu aprendo com o meu leitor, que é inteligente, mas aprendo com o burro. Tanto aprendo que este artigo aqui foi motivado pelo leitor burro.

Sou grato ao burro, ainda que ele não possa ser meu leitor assíduo.

Paulo Ghiraldelli, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

PS1: no Brasil não podemos usar a palavra “burro” para o burro, pois ninguém é burro, é um país de gênios. Um país que não é uma potência mundial e, no entanto, tem uma população inteira sem burros, só gênios.

PS2: Pelanca é carne mole, pele que perdeu elasticidade. Caro leitor, eu usei “pelanca” para manter o termo nos moldes que a visão de Betty se fez na retina dos que se espantaram ao vê-la.

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55 Responses “O burro e as pelancas”

  1. Luiz Motta
    21/07/2013 at 10:34

    Paulo, também sou mais um burro, mas agradeço sua paciência. Claro que se eu fosse burro demais procuraria um blog de um veterinário. Estou aqui para melhorar mesmo. Um abraço.

  2. camila
    13/07/2013 at 21:25

    “Arnold Shuasneguer”

    parei de ler aqui.

    • 13/07/2013 at 22:33

      Camila, sua anta! Puta merda, como você pode ser burra assim? Você é aquela pessoa que lê a historieta do Chico Bento e vai denunciar que ele fala errado! Eu escrevi de acordo com o público que ficou falando dele na net. Era uma brincadeira cabível no texto, já utilizada no título, ao manter a palavra utilizada pelos internautas! Acorda múmia! Meu Deus! Tô perdido.

  3. Helton Delgado
    11/07/2013 at 18:50

    Realmente a dificuldade de se ver algo acrescentado na discussão é enorme. Pouquíssimos comentários podem ser aproveitados. Na maioria são pseudo-entendedores de tudas as situações.

    O fato da pessoa ser burra não é o pior de tudo. O pior é ela continuar burra e não fazer nada pra mudar isso. E pior ainda é a pessoa burra, se achar a mais inteligente de todas. Usando uma pseudo-argumentação sem base nenhuma.

    Tentar convencer que as pessoas não nos compreendem e nem se compreendem é muito difícil.

  4. Paulo Santos
    11/07/2013 at 01:29

    Os comentários que fiz em relação a alguns expoentes e o sentido do exercício de pensar. Vi alguns postarem sobre puxa-sacos e como o professor disse, filtra com sabedoria. Esta ultima que faz lembrar Einstein que apesar de não ser filosofo coloca duas frases interessantes: a mente que se abre para uma nova idéia e o referencial que voce adota para tecer as observações. Pois bem. Convidaria alguns críticos a refletirem a idéia de Peter Novak ou até mesmo Jules Lequier. A abordagem quântica da filosofia. Assim, academicamente comentando como ” puxa-saco ” ou burro talvez o meu referencial não seja tão deterministico.

    • 11/07/2013 at 01:54

      Paulo Santos, não creio que se deva levar a sério essa coisa de “quântica em filosofia”. Não tem a ver com o que fazemos em filosofia, nos moldes de nossa herança que, enfim, tem Platão como fundador. Talvez seja por isso que eu insisto que, em filosofia, o autodidatismo não cabe.

    • Jonathan Adam
      13/07/2013 at 18:21

      Por favor, não misture desta forma a bela Mecânica Quântica com a Filosofia e estas coisas de espiritualismo … (sorry my intromission)

    • 13/07/2013 at 18:43

      Pois é!

  5. Patrícia
    10/07/2013 at 12:35

    meu Gódi !! Quanta arrogância …mas ler os comentários me fez até definir a barriga kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk gostei daqui dessa treva

    • 10/07/2013 at 14:42

      Patrícia, você precisa melhorar sua noção de arrogância, orgulho, acerto e erro. Talvez esteja acostumada ao filósofo que diz amém. Esses que dizem amém, não discutem aqui, se trancam, fogem.

  6. Fabiana Seixas
    10/07/2013 at 11:57

    “E nós sabemos bem que o leitor burro, quando se acha inteligente, vocifera. Mas isso não muda nada, ele continua burro.”

    Burrice e “Arrogância” não tem cura.

    • 10/07/2013 at 14:49

      Fabiana, você é burra porque se magoa com o que falei. E o burro é o que se magoa, o inteligente, diante da minha frase, fica de bom humor. Mas a besta como você, que já experimentou várias vezes o adjetivo “burra” cair na sua cabeça, fica magoadinha.

  7. Ana Cristina
    10/07/2013 at 11:28

    Andando na contramão dos comentários, adorei o seu texto…

  8. Rafael
    10/07/2013 at 09:57

    Qual a diferença entre ser burro e ser seu puxa saco?

    Abraço

    • 10/07/2013 at 10:48

      Rafael, a resposta está na antiga TV Colosso.

    • Rafael
      10/07/2013 at 12:22

      TV o quê?

    • 10/07/2013 at 14:42

      TV Colosso.

    • Rafael
      10/07/2013 at 18:49

      Hahaha
      Por quê isso cara?

    • 10/07/2013 at 19:01

      Isso o quê? Que maluquice.

    • Rafael
      10/07/2013 at 19:20

      Por que a TV Colosso?

    • 10/07/2013 at 20:22

      Não chegou a ver os personagens, o “Capaxão” etc.

    • Rafael
      10/07/2013 at 21:20

      Só lembrava da abertura do programa, mas depois de procurar por isso http://www.youtube.com/watch?v=daPyoYPP3aI ficou claro

    • Rafael
      10/07/2013 at 21:25

      * ficou claro que eu não sei diferenciar o burro do puxa saco

    • Rafael
      10/07/2013 at 21:28

      aliás, ambos parecem se recusar a pensar.
      Mas o puxa saco não se dá nem a oportunidade de empacar.

    • Rafael
      10/07/2013 at 21:39

      (o que também pode ser burrice)

  9. Marco Vasconcelos
    10/07/2013 at 07:06

    Professor, de verdade, como o senhor tem paciência?Sério mesmo. O que me assusta é que, em sua maioria, estes que não sabem ler são estudantes universitários…Formação excelente,viu?!. Coisa difícil.Abraço!

    • 10/07/2013 at 09:34

      Marcos, e tem os que eu elimino, as olavetes que seguem lá o cara que não conseguiu passar no vestibular.

  10. Paulo Santos
    10/07/2013 at 01:56

    Professor, quem sou eu para comparar ao ” Jô “. E um senhor profissional em tudo que faz. So presenciei algo em que o mesmo afirmou que o ” Eneas ” era defensor do nazismo. O ” falecido ” deu uma aula de história para ele. Acho, na minha humilde opinião, que ele e prepotente. Produto de um meio. Sou 30 anos mais novo que o Jô e minha formação e mais acadêmica. Por isso, admiro as suas escritas. Sigo a linha de José Saramago onde fala que somos” poeira cósmica ” perante o todo. O que, de repente nos galga para algo diferente e a capacidade de assimilar o Macro e que nos cerca. Filosofia e espiritualidade são bons remédios para isto, na minha humilde opinião.

    • 10/07/2013 at 02:49

      Paulo, o Eneas era maluco e defendia vários itens meio que nazistas. Depois foi mudando. Foi acusado de corrupção etc.Agora, se você achou que Eneas deu aula ao Jô, aí meu caro, sua formação tá complicada. Eneas falava abobrinha e era, em Humanidades, um tolo. O Jô toca como pode as entrevistas. Grava um monte por dia. Às vezes está cansado, de saco cheio. Mas se você gosta de Saramago e Eneas, siga em frente. Entre os três, fico com o Jô, claro.

    • Paulo Santos
      10/07/2013 at 03:41

      De forma alguma sigo o ENEAS. Maluco mesmo. Meu comentário na essência e como o Jô se comporta. Como tentativa de impor certas verdades. Quanto a Saramago, o convite a refletir o que o ser representa no todo. Não sou adepto deles mas sim ao convite em refletir. Acredito que todos beberam água na fonte: Marx; Weber… E se me permite gostaria de perguntar sua opinião em vossa senhoria escrever um livro ligado a pensadores como Lao-tse?

    • 10/07/2013 at 04:01

      Paulo, você deve ser bem jovem. Ou então nunca viu como nasceu o talk show no exterior ou no Brasil. Lao-tse, nem pensar.

    • 10/07/2013 at 14:25

      Lao-tse, só conhecendo chinês: chinês clássico, chinês moderno e, claro, o chinês dos documentos soterrados em Mawangdui e Guodian, cuja forma de escrita é completamente diferente do chinês moderno. Fora o Lao-tse, o cara tem que ler os mais de 30 comentários ao Lao-tse presentes no cânone daoísta da dinastia Ming. Também tem que ler em francês e em japonês, pois os grandes sinólogos (não são especialistas em sino, mas sim em China) do século XX foram os franceses e os japoneses. Motivo: durante as invasões praticadas por ambos contra a China, homens de grande visão levaram embora para seus respectivos países muitos documentos sem os quais não se faria pesquisa hoje em dia. Ainda bem, pois esses documentos poderiam ter sido completamende destruídos durante a “Revolução Cultural”. Por favor, não pensem que Lao-tse é filosofia. Mas também não pensem que Lao-tse e cia. são algo inferior à filosofia. Mais ainda, não pensem que vocês sejam capazes algum dia de entender Lao-tse (lembrem do percurso árduo: português ? francês ? japonês ? chinês moderno ? chinês clássico). Ainda mais no Brasil, onde o cara estuda filosofia mas lê tudo traduzido. A elite universitária brasileira tem um dois mamelucos capazes de ler em grego ou latim. Quando o cara arranha no francês já se acha no direito de não responder e-mail. Mas se tiver alguém interessado em sinologia aqui, uma dica: Lao-tse é um tema batido, os sinólogos praticamente já saíram dessa faz tempo, procurem outro assunto. A assim chamada “filosofia chinesa” foi uma criação européia, não tem nada a ver com o pensamento chinês.

  11. Carlos
    09/07/2013 at 23:14

    Fiz o curso do Olavo, me apaixonei por ele. Ele sabe muito! Ele sabe mais que todos que são da universidade. É o meu homem, meu guru, meu tudo.

    • 09/07/2013 at 23:20

      Tá bom Carlos, você gosta do cara que não passou no vestibular e, por isso, tem mágoa do mundo. Não conseguiu ser nem professor e nem jornalista porque não conseguiu ser sequer aluno! Tá bom Carlos, se você ama esse homem, agora que o casamento gay foi aprovado, vá adiante.Agora, saiba, esse seu maridão, o Olavo, se ele disser que não quis fazer faculdade no Brasil, é mentira. Ele quis, prestou exame, não entrou. Quando era jovem tomou pau. Depois, mais velho, tomou pau de novo. No exterior, teve medo de fazer o exame. O cara mal fez o ensino médio. Só fala tonteira. Fica bravo porque o pessoal da universidade não dá bola para ele. E agora, nem mesmo os jornais do interior dão bola para ele. Os conservadores começaram a perceber que podem alimentar suas doutrinas por meio de Pondé e outros. Que não precisam mais recorrer a um cara inculto, meio maluco.

    • 17/01/2014 at 17:06

      Não conhecia esse blog. Agora vou acompanhá-lo só por esse seu comentário sobre o “professor” (sic) Olavo! (rindo muito aqui!)

  12. caca
    09/07/2013 at 23:07

    Eu sou burro, eu não entendo o que leio. Tudo bem, tudo bem, sou olavete e talvez não entenda mesmo. Mas eu vou continuar olavete até morrer. Não tomo vergonha, eu sou fiel ao Olavo.

    • 09/07/2013 at 23:10

      OK OK Carlos, tudo bem. Fica em paz então! Volte lá para o seu chefe que não conseguiu passar no vestibular.

  13. Paulo Santos
    09/07/2013 at 22:24

    Será que Jô Soares e tao intelectual? Vi uma entrevista dele como o inesquecível ” Eneas “. Fez uma apologia do PRONA ao nazismo. O professor Eneas colocou-o no devido lugar…

    • 09/07/2013 at 22:45

      Paulo, pelo que você falou você não entende o que lê e o que assiste. O Jõ é um intelectual na acepção do GRamsci ou do Weber. Talvez menos na do Sartre. Chamar alguém de intelectual não é um juizo de valor. Agora, no caso do Jô, você deve ignorar que ele é um bom diretor de teatro, um bom autor e um escritor cuidadoso. Um humorista que está há 45 anos em cartaz. Agora, você, bem, diga-me o que você escreveu nos últimos 45 anos.

  14. Marta Sica
    09/07/2013 at 19:39

    PS. Jô Soares, um dos maiores intelectuais do Brasil. rsssss

    • 09/07/2013 at 20:05

      Marta, não não, a maior é você. Tanto é que todo mundo conhece você.

    • Jonathan Adam
      13/07/2013 at 18:09

      essa Marta está fazendo o quê aqui ???? Que doida!
      (Desculpe a intromissão)

  15. Marta Sica
    09/07/2013 at 19:37

    Oi! Mesmo sendo uma burra declarada ( sic. só para usar chavão. Paulo Freire adoraria caracterizar as pessoas como burras. rsss), creio que não errei quando escrevi “uso do nome”, talvez, o que tenha me faltado, seja deixar bem claro o quanto te achei arrogante em criticar as pessoas que dão voz ao pensamento do Adorno. Quem sabe seria melhor dar voz a Goebbels? E no caso da “coleguinha” Márcia, o problema é falar uma coisa e viver feito a maior “Pati Alienada”, cercada pelo “amiguinhos” da RBS. Pelo que vi de tuas fotos, também, adoras “grandes intelectuais”. Amei a “fotinho Soares. Estou tão chocada que acabo de rasgar meu diploma de professora de história. Ui!Ui!Ui! Eu gosto do Adorno. Eu acho legal dizer “indústria cultural! Ai!Ai! Eu acho que a Beti pode ter pelancas! Ai!Ai! Eu, ainda, não tenho pelancas. Caso desejares conhecer minha “beleza madura estonteante”, podes me procurar no “face”, Marta Sica. Uma ruiva lindinha! rssss

    • 09/07/2013 at 20:04

      Marta, você não é uma ruivinha linda. E sua mágoa do Jô e do mundo me parece meio doentia. Sem contar o fato de que não entendeu porra nenhuma do que leu.

  16. David
    09/07/2013 at 19:08

    Ontem eu li um folheto do Sindicato de TI, do qual infelizmente por lei sou vinculado, e tive dor na barriga de tanto rir. Ali sim é melhor do que revista de piada do Ari Toledo!!! “Capitalismo Turbinado” “É tudo culpa da globalização neoliberal” “Socialismo Globalizado é a solução das economias mundiais” e afins…
    Deixo aqui o meu agradecimento por desfrutar dos seus textos.

    • 09/07/2013 at 20:10

      David, jargões de direita, tipo “petralha”, ou de esquerda tipo “tudo é culpa do neoliberalismo”, é alguma coisa que já nao me faz rir, começo a ficar com vontade de dar cintada nesse tipo de débil mental que está proliferando.

  17. Marcy
    09/07/2013 at 18:36

    Nossa, cara, como eu sou burro…

  18. Giovane Martins
    09/07/2013 at 18:24

    Admito que quando começo a ler seus textos, fico ansioso para ler os comentários, é muito engraçado!

  19. Marta Sica
    09/07/2013 at 18:20

    Ui! Sou burra e sei! Pobre Adorno, ninguém mais aguenta é pequeno burguês usando o nome dele, como neste texto. Como gaúcha já tenho que aturar a “Pati alternativa” da Márcia Tiburi, agora me aparece este Et. Sugestão: Esquece o Adorno, e vê se aguenta Albert Camus. rssssssss

    • 09/07/2013 at 18:38

      Marta, o que você escreveu mostra que você não entendeu. Parece que você acredita que EU usei Adorno. Não, eu critique o uso de Adorno de maneira a repetir jargões.

  20. Cristiano Matias
    09/07/2013 at 17:48

    Eu sou Cristiano Matias, tudo bem, sou um pouco burro mesmo, mas você vive ofendendo os burros.Eu não tenho direitos?

    • 09/07/2013 at 18:19

      Cristiano, já vi sua participação aqui. Você pode melhorar.

  21. Mesquita
    09/07/2013 at 15:16

    Eu quero ver as pelancas do Paulo.

    • 09/07/2013 at 15:33

      Sendo uma olavete, é natural que queira, pois o Olavo e as olavetes são homossexuais homofóbicas enrustidas. Vivem me adorando na net.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo