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26/05/2019

O parvo entendimento de chanceler Araújo a respeito de Wittgenstein


O chanceler brasileiro do governo Bolsonaro é uma olavete. Há alguns meses, poucos acadêmicos veriam necessidade de corrigir de público uma olavete ou o próprio Olavo de Carvalho. Mas descemos vários degraus. O Brasil está com governantes aquém do que poderíamos imaginar nos nossos mais tenebrosos pesadelos, e nós, da universidade, nos vemos na obrigação de corrigi-los. Pois se nos omitirmos nessa hora, tudo pode ficar pior ainda.

Eis o que ele, Araújo, escreveu no Bloomberg:

“Acham que a única alternativa para o desastre de Lula na política externa é pensar pequeno, recitar a cartilha das Nações Unidas, e tentar fazer algum comércio. Lutam por algum tipo de mediocridade dourada. Querem que o Brasil simplesmente aceite “o mundo tal como o encontramos”, parafraseando a famosa expressão de Ludwig Wittgenstein. Curiosamente, essa referência aparece no mesmo item do “Tratactus Logico-Philosophicus”, parágrafo 5.631, onde Wittgenstein afirma: “o sujeito que pensa e tem ideias simplesmente não existe.” Essa espécie de desconstrução pós-moderna avant-la-lettre do sujeito humano e negação da realidade do pensamento está, portanto, associada à renúncia da própria capacidade de agir e de influenciar o mundo, implícita no pessimismo de tomar o mundo “tal como o encontramos”. Essas são as raízes filosóficas da nossa atual ideologia totalitária globalista: ao proibir a independência do pensamento e a substância das idéias, ela consegue cada vez mais dominar o ser humano, enquanto dita: ‘você não merece liberdade porque você não existe, você não existe como ser independente, você é apenas a soma das partes do seu corpo e suas idéias são apenas construções sociais, então cale-se.’ Não gosto de Wittgenstein. (Bloomberg)

Por que Araújo citou Wittgenstein?  Para mostrar às pessoas que ele é culto. Mas, o problema é que ele é olavete. E quem segue o Olavo não sabe que não sabe. E por isso mesmo, ele citou Wittgenstein acreditando que havia entendido Wittgenstein. Mas o que ele havia entendido é apenas a doutrina louca do olavismo. Como Olavo não consegue entender o que lê, e diz qualquer coisa da filosofia contemporânea, confundindo enunciados descritivos com normativos, Araújo acredita que a frase de Wittgenstein que critica o sujeito e o pensamento quer significar a negação da existência do próprio pensamento e a negação de que indivíduos humanos possam ser ativos!

Ora, se algum filósofo dissesse que indivíduos humanos não pensam e que eles não podem ser ativos, ninguém em sã consciência iria ouvi-los. Tirar isso da filosofia contemporânea é coisa da  cabeça do Olavo e, enfim, de Araújo, que ao fazer isso mostra sofrer de um tipo de retardo mental. Como ouviríamos a filosofia se a filosofia concluísse que o pensamento não existe e que o indivíduo não pode agir, só pode ser passivo? Como Olavo, Araújo não sabe ler não só filosofia, mas não sabe simplesmente ler. Ele não consegue distinguir entre o que é razoável e o que não é razoável que um grande filósofo possa dizer. Mesmo não sabendo nada de Wittgenstein, se ele fosse uma pessoa inteligente e normal, ele saberia que o filósofo austríaco não poderia estar dizendo tal coisa.

A crítica de Wittgenstein ao sujeito é ao sujeito moderno enquanto sujeito cartesiano. Sua crítica a tal figura advém de sua crítica ao que Donald Davidson chama de “mentalês”, e que entre outros leitores de Wittgenstein se chama “crítica à possibilidade da linguagem privada”. Do que se trata?

A linguagem privada ou o mentalês são linguagens hipotéticas, não sociais, que seriam inatas dos humanos. Vou explicar grosseiramente, de um modo didático, para o leigo. Quem acredita na existência da linguagem privada acredita que um bebê, ao chorar, está dizendo alguma coisa que, depois, irá se transformar em “ai” ou “ai que dor”. Mas Wittgenstein e outros dizem: não temos como saber se isso ocorre. Pois, quando aprendemos a falar “ai”, já não nos lembramos mais, e nunca nos lembraremos, se um dia, quando choramos, queríamos dizer “ai”. E, afinal de contas, por que iríamos trocar o choro pelo “ai”? Afinal, o choro é até mais eficiente que o “ai”! Desse modo, a ideia de uma linguagem privada, um mentalês, uma linguagem que é expressão do próprio pensamento, e que ficaria preservada como pensamento, tendo de ser traduzida para o “português” ou “inglês” etc, as linguagens sociais (naturais), é uma hipótese que não temos como transformar em tese e arrumar para ela uma defesa plausível. Sendo assim, o “eu penso” cartesiano não pode ser tomado como um dado que expressa uma linguagem privada, mas sim algo que já pressupõe a sociedade e a aquisição da razão e da linguagem, que pronuncia o “eu penso”. Assim, o sujeito cartesiano não pensa. Ou ao menos não pensa no sentido apriorístico da palavra.

Está criticado aí o Cogito cartesiano. Ele é criticado como ponto absoluto, ou seja, como polo metafísico. Wittgenstein colabora, então, com outras críticas ao sujeito cartesiano como base de uma metafísica, a “metafísica da subjetividade”, como a denominou Heidegger. Mas isso, nada diz da capacidade de cada um de nós termos pensamento, e dizer que são nossos pensamentos os pensamentos que expressamos, e nada diz de podermos agir segundo eles na transformação das coisas e com responsabilidade pelas nossas expressões e atos.

Assim, basta entender isso para entender como ler corretamente a frase citada por Araújo.

É triste demais ver que Araújo tenha conseguido entrar no Itamaraty. Quando o governo Bolsonaro acabar, será necessário rever os exames do Itamaraty para se descobrir como que Araújo conseguiu entrar. Ele é visivelmente alguém abaixo da média de inteligência pedida para qualquer cargo no staff daquela instituição. Talvez abaixo da média de inteligência em geral.

Paulo Ghiraldelli Jr., 61, filósofo.

 

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32 Responses “O parvo entendimento de chanceler Araújo a respeito de Wittgenstein”

  1. Marcio Silva
    13/05/2019 at 21:04

    Professor, assisto seus videos sempre que posso, e afirmo que são muito bons, pena que poucos conseguem entender o que de fato o senhor quer passar, mas o efeito tem surgido de forma exponencial, muito bom, parabéns professor pelo excelentíssimo trabalho.

  2. David Reis
    02/04/2019 at 15:02

    Creio que Wittgenstein qui dizer que aquele sujeito que somente pensa, sem expor seu pensamento, não existe. Pois, mantendo-se em silêncio, não seria notado por outras pessoas. Não sendo notado, portanto, ele não “existe” para as outras pessoas.

  3. Eduardo Henrique
    22/01/2019 at 17:22

    Uma das piores coisas nem é a ignorância em si e sim a ilusão do conhecimento (ou a arrogância de pensar que sabe o que não sabe). Esse Ministro Araújo representa o que há de pior na pseudointelectualidade brasileira.

  4. Marcos Antonio Ferreira de Araujo
    21/01/2019 at 11:00

    Acho que o chanceler Araujo deveria dar uma resposta ao apelo de um seguidor, que após aposse do presidente divulgou o seguinte vídeo, https://m.youtube.com/watch?v=E-_gcAuhMyk&t=601s Não se se ele concordaria, mas na minha opinião, um anjo levado puxou a máscara do mito e rapidamente este começou a desmanchar…

  5. andre ribeiro filho
    20/01/2019 at 13:29

    ….. ÔÔÔ Professor……. eu já tinha dado uma sugestão para o professor…. no caso de um hipotético impichima do bolsa…. que o Professor viajasse para o japão…. em comemoração…. só para tomar uma coquinha de garrafa…. e depois…. para materializar esse momento de conquista…. o senhor trouxesse essa garrafa de vidro vazia para o Brasil… para esse recinto…. onde o senhor faz os vídeos…. e poderia colocar essa garrafa…. vinda do outro lado do planeta… colocar ela do lado da corujinha aí atrás do senhor…. onde o senhor grava seus vidros…. numa caixa de vidro….bem elegante…. muito bem acabada….. pra lembrar do fato marcante….. Só que …. eu tive outra idéia professor…. meio sem querer…. eu notei…. em alguns vídeos recentes do senhor…… meio distante…… uns barulhos de latidos…. e pensei assim…. “”o professor deve ter cachorro… que legal…!!””” ….. e pensei …. certamente esse totó deve ter um nome…. ÔÔÔ Professor…. eu gostaria que o senhor apresentasse esse cachorro para os seus seguidores…. ele bem feliz… de língua de fora…bem serelepe…. abanando o rabo… ficará até melhor se esse cachorro for grandão…. daqueles bem estabanados… bem brincalhões… e o senhor falasse o nome desse totó….. e quando o senhor terminasse de dizer o nome dele…. o senhor daria o seguinte apelido pra ele… assim… “””gente… esse aqui é o totó … e eu queria que voçês soubessem de uma coisa….que ele vai ter um apelido de agora em diante”””” …. “””de agora em diante… o apelido desse cachorro vai ser…. o “””cachorro do impichima”””””….!!!! e o senhor continuaria…. falando assim…. “””gente… se o bolsa for impichimado…. eu vou levar esse cachorro até a barra da Tijuca, no Rio de Janeiro…. só pra fazer uma selfie com ele…. bem na frente da casa do Bolsa….””””””……. ou seja…. O senhor já teria uma rota….. japão…. e Rio de Janeiro…. e escolheria uma árvore bem na frente desse condomínio no Rio…. ou um coqueiro…. bem bonito…. pra tirar essa selfie com o totó….. e depois…. nessa mesma árvore escolhida… pra simbolizar esse momento de reprovação… o senhor tiraria uma segunda foto do totó…. uma segunda foto com o totó mijando nessa árvore …. e mandaria fazer um poster….. dois…. o da selfie também….. e tiraria os livros do seu recinto…. e colocaria esses posteres… mandaria fazer uns posteres da viagem ao japão também…. o Professor com a coquinha de vidro vazia no monumento da Bomba atômica em Hirochima…. erguendo essa coquinha como se fosse o Carlos Alberto Torres na Copa de 70……ou seja… a coquinha… os posteres….e a corujinha… tudo isso… como se fosse um “”mini-museu”””….. o mini-museu do Impichima…. isso seria legal demais… os seus parentes… os seus amigos…. esse mini- museu ficaria famoso…. todos gostariam de conhecer esse seu “””museu da resistência””” famoso……. sem falar no Bumbo…. que eu também sugeri para o Senhor….embaixo da mesa…. os seus parentes poderiam dar umas batidas nele também….os seus amigos…. convidados…. até a empregada…. e pra finalizar…. um livro…. um livro de assinatura de visitantes…..

  6. Heraldo Lima
    20/01/2019 at 11:56

    Poderia me recomendar um livro que explique em detalhes a diferença entre cada sistema econômicos? Por exemplo: em um dialogo com um amigo, eu disse que o Nazismo se inclinava para a direita, por perseguir minorias e pelo autoritarismo ( essa é minha percepção ). Mas o amigo retrucou que o Nazismo é de esquerda por ter sido estatal na Alemanha e argumentou que o comunismo também é autoritário e repressor. Gostaria de ampliar meu dialogo e compreensão sobre o assunto. Grato, professor.

    • 20/01/2019 at 17:18

      Heraldo se procurar neste blog você vai achar a explicação correta. Pegue pelo verbete nazismo. Não é por mais estado e menos estado que se fala em nazismo.

  7. Hilquias Honório
    18/01/2019 at 22:28

    Agora, algo que talvez não tenha tanto a ver com o texto: o Catraca Livre fez uma reportagem dizendo que a Globo deu uma surra de bom jornalismo no SBT, na Record. Não deixam uma certa bobagem ideológica de lado, sobre a CNN, mas é curioso que a esquerda pense melhor a mídia. Não sei até onde vai esse “esclarecimento”. Mas sinto que essa era do Bozo pode ser uma ótima oportunidade para discutir tudo o que pensamos, todos desenvolvermos uma maior capacidade de ver e propor narrativas, como o professor mesmo diz no Canal da Resistência.

    • 18/01/2019 at 22:58

      Será que a esquerda consegue aprender o que é uma empresa de mídia? Tenho dúvidas.

  8. pALOMEU
    17/01/2019 at 11:05

    Minha noiva, que se chama Paula, não se cansa de buzinar no meu ouvido que o senhor é um tremendo “reacionário” e que o Olavo de CARVALHO, AO CONTRÁRIO, UM PERFEITO “REVOLUCIONÁRIO”! pODE UMA COISA DESSAS, PROFESSOR? nÃO SEI NÃO, ESTOU SERIAMENTE COGITANDO EM DEIXAR ESSA “CRIPTO-OLAVETE” PLANTADA NO ALTAR NO DIA DO CASAMENTO… pIOR( OU MELHOR?) QUE O IRMÃO DELA, UM SARADÃO DE 20 ANOS E 1, 90M DE ALTARA, LOIRINHO E OLHOS VERDES MARES, É UM TESÃO! KKKKKKKKKKKK!e ELE ESTÁ DE OLHO EM MIM!

  9. Hugo Lopes de Oliveira
    16/01/2019 at 10:54

    Araújo – assim como Olavo – refletem o quão capengas ficamos em termos de cultura e conhecimento. Há no Brasil 3 gerações: a dos anos 60, com boa cultura e conhecimento forte, mas cada vez mais reduzida; a dos anos 80 em diante, já com uma escolarização fraca; e a dos anos 2000 pra cá que é formada por uma leva de gente que nada sabe, mas se sentem intelectuais.

  10. ezequias costa
    15/01/2019 at 22:28

    boa Paulo.
    parabéns.

  11. andre ribeiro filho
    14/01/2019 at 18:54

    A ERA DO “””INFANTILISMO”” NO BRASIL……. ÔÔÔ Professor…. Nós já tivemos um governante louco…. Dona Maria Primeira…. a “”louca””…. ÔÔÔ Professor…. eu tinha vontade de escrever alguns livros… um deles… sobre a orígem de frases feitas e de ditados populares…. talvez alguém até já tenho escrito sobre isso….não sei….mas vamos ao raciocínio do zuêro…. tem um ditado popular que diz…. assim… “””o diabo mora nos detalhes”””….. esse governo tá tão explícito…. que as vezes.. eu acho que…. ao analisar os “”detalhes”” …. esses detalhes ficam bem mais interessante do que o explícito…. vamos a um exemplo…. Eu conheci o Bolsa… mais ou menos em 2011 ou 2012…. sabe aonde, professor…??? na superpop….!!! ele só vivia no programa da Luciana Gimenez… e era sempre em participação de debates bizarros…. com discussão…. bate-boca…. e o Bolsa não era o “”contra-ponto”” em relação aos outros convidados bizarros…. ele era…. simplesmente…. “”mais um”” desses convidados bizarros….ou seja… ele fazia parte do espetáculo pra alcançar audiência…. o publico em casa… devia pensar assim… “””olha só Fulana… vem cá ver…. olha só como esse deputado de brasília é doidão também…!!!!”””” ou seja… era uma batalha de “”raros””…. só que todos na seara da bizarrice…. só que com o passar dos meses… dos anos…. o Bolsa voltava na superpop…. e numa dessas voltas…. foi por causa do seguinte motivo…. ÔÔÔ Professor…. Tem um Hotel de luxo que é vizinho ao condomínio onde mora o Bolsa na Barra da Tijuca… e esse Hotel instalou naquela época alguma melhoria…. só que o motor dessa melhoria…. ficava do lado de fora…. e durante a madrugada…. esse motor no mêio do silêncio…. potencializava o barulho… e o Bolsa se sentia incomodado pra dormir com esse barulho….. ÔÔÔ Professor…. imagina o que o Bolsa fez….???? o “”Trakina”” comprou vários rojões…. e pra incomodar a direção do hotel de luxo…. já de madrugada… ele começou a fazer barulho soltando esses rojões bem na frente do Hotel…..imagina que cena infantil…. um deputado federal…. de madrugada…. soltando rojões na porta de um hotel de luxo…!!!! esse comportamento impulsivo virou notícia na imprensa local … e ele nem se tocava que os Hospedes desse hotel de luxo não tinha nada a ver com essa pendência entre ele e o Hotel …. ou seja…. uma coisa bem de criancinha de primário… decidindo se vingar do coleguinha da escola…. então… como ele também ficou famoso com essa coisa infantil… a Gimenez decidiu chamar ele de novo na superpop…. pra soltar rojões no estacionamento da Rede Tv…. olha o nível…. e o bizarro aconteceu…. o Bolsa nem sabia soltar os rojões direito… e um deles quase explodiu na mão dele…. tá até no You tube…. então…. pra concluir…. vamos viver quatro anos de um presidente parecendo uma criança… ou seja…. vamos ter o inédito registro dos livros de história…. da “”era do infantilismo””” no Brasil…..

  12. LMC
    14/01/2019 at 12:20

    Em Israel tem parada gay.O Bolsonazi e
    seus puxa-sacos de Israel sabem disso?

    • 14/01/2019 at 22:05

      LMC não, não tem. Ela sai com muito sacrifício, quando sai.

  13. Felipe Costa
    14/01/2019 at 11:38

    Bom dia, professor. Antes de tudo, muito obrigado por compartilhar suas explicações conosco. Especialmente para mim, está sendo muito enriquecedor assistir aos vídeos produzidos no YouTube. Vi que o senhor indicou esse texto, hospedado em seu blog, que acabo de descobrir. Certamente, vou ter o prazer de ler suas postagens antigas.
    Quero dizer, também, que fiz a aquisição de seu livro “A Aventura da Filosofia”, volumes I e II.
    Pois bem.
    A partir de seus vídeos e desse texto, quero saber se o senhor aplica, em alguma medida, o método da fenomenologia-hermenêutica (Heidegger, Gadamer).
    Quero saber se a hermenêutica contribui para suas análises.
    Quero saber, também, se as questões relacionadas à linguagem, tradição, dentre outras, contribuem para suas análises. Se positivo, gostaria de saber de que forma isso ocorre.

    E antes de encerrar esse meu comentário, quero justificar minhas perguntas e meu interesse nesse tema da hermenêutica, em Heidegger, Gadamer e o método fenomenológico-hermeneutico.

    Sou advogado e me interesso muito pelo tema da hermenêutica. Ocorre que tenho sérias dificuldades em compreender as questões conceituais trazidas por Heidegger e Gadamer. Não obstante, estou lendo livros, artigos, colunas etc…Ocorre que, mesmo assim, não consigo compreender muito bem o que esses pensadores dizem.
    Felizmente, conheci o senhor através do YouTube. Desde então, passei a companhar suas aulas, incluindo as que estão imbricadas com a resistência política e intelectual que o senhor está a fazer ao atual governo.
    E, a partir de suas aulas, consegui perceber no senhor alguém que pode me ajudar a entender essas questões conceituais….
    Me apresento aqui como alguém que precisa de um mediador, de um professor, que me dê um norte, indique textos, livros, sites etc…
    Comprei seus livros porque acredito que neles terei uma grande contribuição para entender Heidegger.
    Ou seja, tenho total convicção de que sei que não sei, ao contrário das olavetes…
    Por isso, peço, humildemente, sua ajuda, professor.
    Como disse, sou advogado e, no momento, não tenho acesso à academia, por conta da minha vida que é muito corrida. Não obstante, não deixei de estudar o tema da hermenêutica. Faço isso em casa, praticamente, todos os dias (incluindo finais de semana). No entanto, como falei, estou com dificuldades de assimilar os conceitos, termos, etc…
    Enfim, quero saber se o senhor pode dar essa força.
    Obrigado, professor.
    Um forte abraço.

    Atenciosamente,

    Felipe Costa

    • 14/01/2019 at 22:07

      Felipe, não sei como você está de base filosófica. Como não sei, vou sugerir algo básico: os dois volumes de A aventura da Filosofia (Manole), de minha autoria. OK?

  14. Tony Bocão
    14/01/2019 at 10:54

    A pegada olavete, me parece configurar uma compilação de um movimento anti-iluminismo, anti-cientificismo contra o modo judaico-cristão de vida. Acredito que esse tipo de pensamento está se solidificando: rejeitar o que é acadêmico, os valores institucionais, o lance do uso do termo família como rolo compressor sobre minorias. Ou seja, estamos vivendo a formação das bases de uma era teocrática. Seria interessante pesquisar esse fenômeno, pena que não teria chance alguma de aprovarem uma bolsa para isso.

  15. Guilherme Picolo
    14/01/2019 at 09:07

    O professor poderia escrever no periódico CONJUR (Consultor Jurídico) uma coluna sobre FILOSOFIA DO DIREITO… O sr. já pensou nisso? Acho que a comunidade jurídica ganharia muito!

  16. José pereira
    14/01/2019 at 01:48

    Prezado professor, esse senhor é um discípulo do astrólogo, que possui a 4° série primária.

    Sugiro a leitura recente do mestre Lenio Streck ( que também admira muito o senhor) sobre a interpretação rasa do astrólogo sobre Dwowkin. Mais uma vez: dissecam um autor sem lê-lo.

    Talvez o senhor já tenha lido. Encontra-se no site ” Conjur “.

  17. Guilherme Picolo
    13/01/2019 at 21:51

    Tenho a sensação de que estamos sendo governados por gente com idade mental de 12 anos e com graves indicações de analfabetismo funcional…

  18. Guilherme Picolo
    13/01/2019 at 21:47

    Um off-topic: a prisão do Battisti era algo interessante para debater, pois houve a tentativa de transformá-la num espetáculo digno dos tempos atuais, a sociedade do dever-aparecer (com direito a selfie, desfile pelas ruas com o sujeito como troféu e tudo mais…), coisa que só foi frustrada porque o Evo Morales cortou o barato de Bolsonaro e de seus generais, mandando o italiano em voo direto para Roma…

  19. 13/01/2019 at 19:29

    Professor, o governo Bolsonaro quer legalizar o lobby, em suma, a corrupção! Temos que fazer um escarcéu pois os petistas não vão denunciar pois Lula responde um processo por ter feito lobby para as montadoras.

    https://istoe.com.br/decreto-que-regulamenta-lobby-sera-enxuto-com-foco-em-medidas-de-transparencia/

  20. Ernesto asnaújo
    13/01/2019 at 16:09

    Ah sim. Mas eu estava dando essa sugestão por causa do público que acompanha o seu canal.
    Por ela ser a base da DCP.. .

  21. Pedro
    13/01/2019 at 14:53

    Ah! Nesses dias que correm, professor, especialmente nesse atual governicho, não temos mais, à direita, um Gustavo Corção ou, ainda, o grande rival político deste, Alceu Amoroso Lima!

  22. Carlos
    13/01/2019 at 06:41

    Bom dia. Excelente texto. Penso que ler e compreender bem certos texto filosóficos requerem vários processos. Entre eles, um certo encadeamento que focaliza na leitura dos clássicos, uma mediação por bons professores e colegas e uma disponibilidade de tempo para amadurecimento.
    Um grande problema que acomete os leitores, os que não compreendem o que lêem, é pegar textos dos quais não têm capacidade de compreensão e começar a lê-los de forma autodidata. Cito meu próprio exemplo. Eu, ainda bem jovem, fui ler Nietzsche e acabei me encontrando na posição descrita pelo texto do Professor Ghiraldelli: a de que não sei que não sei. Pensei que tinha compreendido os textos e ainda por cima me achava o tal. Após, já na faculdade e tendo a mediação de professores, pude perceber o quanto errei não leitura. A leitura de textos complexos requer não apenas a possibilidade de compreensão do texto em si, mas de todo um contexto que o cerca. Isso é algo que definitivamente muitos não têm ou não querem ter, a exemplo do atual ministro da relações anteriores e seu mentor, este último penso mesmo até em má-fé, em algum tipo de sociopatia mesmo. Eles simplesmente não sabem que não sabem. Ainda são criancinhas nas leituras.

    • 13/01/2019 at 11:36

      Salve você Carlos! Você agora sabe o que é não saber. Poucos sabem isso.

  23. Ernesto asnaújo
    13/01/2019 at 05:32

    Seria legal se você desse uma mini-explicação da teoria da pseudocultura no youtube….

    • 13/01/2019 at 11:37

      Você pode ver isso na Hannah Arendt no livro Passad e presente (Perspectiva)

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