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24/10/2017

O estupro nosso de cada dia, nos dai hoje ..


… Jesus, Maria e o pedófilo, rogai por nós.

A pior filosofia é aquela que aponta para a hipocrisia humana. A hipocrisia faz parte da vida social e sem ela não haveria nenhuma “humanidade”. Denunciá-la tem seu valor na fala de Jesus, que adorava fazer isso, mas fora da Bíblia é uma acusação vazia. Não explica nada e não melhora nada.

Há filósofos que amam denunciar a hipocrisia, mesmo que não usem a palavra. Revestem a coisa por meio de um termo epistemológico-político, chamado “realismo”. Mostram que todos estariam sendo ingênuos e dando com uma mão o que querem tomar com a outra. Fazem isso para, em seguida, negar valor a qualquer perspectiva utópica ou não de mudança. Isso é filosofia para alguns. Não creio que possa ser filosofia. Parece-me que, nessa hora, o filósofo deixa de lado a filosofia para erigir seus ensaios na base do pior da realpolitik.

Meu amigo Pondé gosta dessa fórmula. Ele denuncia a ingenuidade daqueles que combatem determinada coisa, para em seguida mostrar que essas mesmas pessoas fariam e fazem coisa pior. Exemplo: ele reclama de gente que protege animais (como militância) e, não raro, as associa a pessoas que poderiam estar fazendo aborto sem qualquer culpa. Essa prática de sua escrita me parece sempre nada de seu melhor. Ele abandona a filosofia ao fazer isso. Nem se trata de honrar uma perspectiva trágica, como talvez ele diga que faz.

Tenho tentado evitar isso. Tenho tentado me manter fiel à filosofia. A filosofia que perde sua dimensão de busca de melhoria, de utopia (ainda que saibamos muito bem o quanto de bobagem se faz em busca de melhorias!), perde toda sua condição de filosofia, torna-se ou senso comum ou religião do demônio ou ciência.

Desse modo, quando digo que damos mais importância ao estupro, inclusive chamando-o diferenciadamente de “crime hediondo”, que a qualquer outra violência, mesmo que exista nessa outra violência uma humilhação terrível, de modo algum faço isso querendo mudar escalas de valores tresloucadamente. Nossa cultura considera que uma mulher esfaqueada na vulva está sofrendo uma violência menor que uma mulher que recebe na vulva, mesmo sem sangrar, um pênis, enfiado contra a sua vontade. Não quero aqui pesar os crimes para dizer que deveríamos igualá-los. Minha investigação filosófica é outra.

Quero mostrar algo que não está no centro das pesquisas do Luiz Eduardo Soares sobre violência. Ele faz pesquisas de análise antropológica da violência institucionalizada, relativa ao estado e suas investidas contra indivíduos e minorias. Isso tem sua importância enorme e não há melhor intelectual para fazer isso que ele (com em muitas outras coisas, aliás). Minha observação antropológica serve a outro tipo de investigação, menos política e mais no âmbito da psicologia social.

Quero mostrar que o nosso diagnóstico contra a violência que envolve sexo pode (estou dizendo pode, não que é necessariamente isso) estar teleguiado por problemas não do crime em si, da violência que analisamos, mas de questões mal resolvidas no olho social, no olho de quem denuncia e qualifica a violência. Estamos em uma sociedade imatura ao falar de “crime hediondo” e talvez mais perigosa que aquele que pratica o tal crime.

Estupro de Ganimedes, por Reembrandt. Ora, mas na lenda Ganimedes é possuído e protegido, não estuprado.

Estupro de Ganimedes, por Reembrandt. Ora, mas na lenda Ganimedes é possuído e protegido, não estuprado.

Isso enraivece as pessoas mais que a técnica do Pondé. A dele chama todo mundo de bobo e deixa tudo como está. A minha não chama ninguém de bobo, chama todos de perigosos e não quer deixar tudo como está. A dele é legítima segundo um tipo de conservadorismo. Todavia, entendo que a política possa ser conservadora, não a filosofia. Denuncio nossa periculosidade porque quero entender nossa violência para diminuí-la. Não acredito nem um pouco que nós todos, ao nos horrorizarmos com violências que envolvem sexo e, ao mesmo tempo, não pararmos para conversar sobre outras violências bárbaras, não estaríamos não revelando uma face estranha. Não estaria aí um elemento de periculosidade que é visível e, no entanto, quer tolamente se esconder ao apontar outros lados da maldade?

O que perturba é isto: postei aqui uma carta de uma professora violentada e depois um artigo sobre pedofilia e estupro. Como a carta da professora não é uma carta de vítima chorosa e como ela não se comporta senão como professora, os comentários sobre ela vieram de gente completamente normal, sem ódio. Mas o artigo sobre pedofilia e estupro, que põe o dedo na ferida, na nossa ferida, dizendo que nós mesmos temos um interesse estranho em caçar pedófilos e estupradores (sendo estes realmente criminosos ou não), despertou todo tipo de comentário odioso. Mais uma vez salta aos olhos: o estupro não é o problema, o problema é o estuprador – não como estuprador, mas como um tipo de revelador social. Explico.

As pessoas não querem que o estupro desapareça. Isso as deixaria frustradas. Elas querem caçar o estuprador. Um mundo sem pedófilos e estupradores para serem apontados seria como um mundo sem “subversivos” para a nossa “ditadura militar”. Um mundo sem estupradores e pedófilos seria como um mundo sem black blocs, sem “vândalos” – todos jornalista sensacionalista viveria triste nesse mundo sem tudo isso. Um mundo em que ninguém fizesse crime usando orifícios sexuais seria como um mundo sem gays para Feliciano, Bolsonaro e outras pessoas que tiveram dificuldades escolares.

Minha construção filosófica tem uma atenção para com isso. Não para a violência que envolve sexo, mas para as pessoas que querem desesperadamente, como uma obsessão que denota uma patologia (não encontro outra palavra), caçar os violentos com uma violência vingativa que ultrapassa em muito a regra de Talião.

Toda vez que falamos que alguém que perde a liberdade para o estado tem de ter sua dignidade preservada, somos atacados violentamente porque aqueles que respondem: “quero ver se agiria assim se o estupro que ele cometeu fosse com sua irmã”. Não tenho irmã. Caso tivesse, ela não seria uma babaca. Ela não tomaria sua vingança pessoal como regra para a ação do estado. Até porque se eu tivesse irmã ela seria escolarizada. Bem escolarizada.

Essa ligação entre escolarização e busca da vingança para além da vingança pessoal, denotada em estatísticas, e bem interessante. A escola socializa. Ela mostra que a vingança pessoal gera uma guerra infinita e que a vingança do estado, e não a justiça, gera o descrédito do estado e, pior, também da própria sociedade. A escola mostra isso não porque tem lições de conteúdo para tal, mas simplesmente porque ela põe as crianças juntas pra viver juntas, para encontrar regras de convívio. Crianças juntas se olham, mostram seus orifícios umas para as outras (queiram os adultos ou não), desencantam seus corpos e os reencantam de um modo historicamente corriqueiro. Crianças sem esse convívio (ou com este convívio, mas também com convívios perversos, no lar) não sabem apreciar os orifícios próprios e de outros. Aprendem a olhar para esses orifícios como aquilo que é preciso amaldiçoar, já que eles são todos fontes de prazer. Ora, o prazer não é algo bom em um mundo em que há sofrimento ao redor, não é verdade? Uma vez crescidas, infelizes, querem ver esses orifícios tampados, anulados. O que faz o estuprador ou o pedófilo senão trazer à tona esses orifícios dizendo: eles existem. Há prazer neles e eu, só eu, os domino, fala o ato do estuprador e do pedófilo. Nessa hora, a competição salta aos olhos. O que condena a pedofilia e o estupro entra em cena para dizer: não, esses orifícios não existem, se você insistir em mostrá-los, em escancará-los, e ainda por cima ousar dizer que pode tirar prazer unilateral deles, eu o calarei. Eu não pude tirar prazer unilateral e egoístico deles, então, você vai morrer por ter conseguido o que eu não consegui.

O caçador fanático de pedófilos e de estupradores é um pedófilo e estuprador que não deu certo, um covarde, um derrotado mais que o derrotado pedófilo e estuprador. Um derrotado porque não consegue sequer atacar outros. Não conseguiu prazer a dois com os orifícios, e nem mesmo sozinho! Masturba-se com dificuldade. Então, tem raiva daquele que, ao menos por um segundo, aparece no programa de TV como tendo sido “o rei do orifício”.

Essa minha teoria é solitária? Não! Mas ela não é uma teoria. Ela é esboço para uma construção filosófica que pretende entender nuances de nossa violência, em especial a violência medrosa, covarde, imbecilizada, em especial a que vem contra mim por que quer entende-la.

Ela tem ligação com as pesquisas de Luiz Eduardo Soares, meu parceiro de rortianismo? Sim, tem, pois esse detalhe que levanto pode talvez ajuda-lo a considerar algumas formas de vingança que certos setores sociais assumem como necessárias, em detrimento da justiça correta como função do estado.

© 2014 Paulo Ghiraldelli, filósofo

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28 Responses “O estupro nosso de cada dia, nos dai hoje ..”

  1. Luciana Alcântara
    08/03/2014 at 15:20

    Certa vez, quando frequentava um curso de conselheiro em dep. química, ouvi de um dos orientadores a seguinte frase: ” Quando eu foco no outro, no problema do outro, eu deixo de focar em mim, no meu problema. E desta forma o meu problema fica embaixo do tapete, sem ninguém notar.”
    Já se passaram alguns anos e eu nunca esqueci, e aplico esta frase em vários setores do cotidiano. Quando eu aponto o dedo para o outro, os holofotes ficam no outro e ninguém vai ver o que estou fazendo, isso me facilita.
    Quando eu aponto o dedo para o estuprador/pedófilo eu faço com que não percebam as minhas frustrações. E aí eu levanto a voz, alimento o ódio que existe dentro de mim, exijo vingança, faço barulho. E escondo meus problemas, me escondo.

    Foi mais ou menos por aí que seu texto me atingiu. Se entendi errado, aceito outras explicações.

    • 08/03/2014 at 16:00

      Luciana, há validade nisso sim. É uma psicologia meio barata, não deve ser usada para se criar mais cegueira ainda. Mas é algo que devemos notar. Claro que no que escrevi aqui há algo mais: estou falando de um dado específico, sexo. O sexo quando aparece nos deixa abobados. Não conseguimos pensar direito. Deveríamos ser capazes de pensar direito mesmo quando alguém fala a palavra sexo perto de nós. Muitas pessoas não conseguem.

  2. 06/03/2014 at 21:35

    Olá Paulo,
    Achei interessante quando sua frase ” caçar os violentos com uma violência vingativa que ultrapassa em muito a regra de Talião”.
    Sou brasileiro, mas moro na Carolina do Sul há três anos. Tenho um colega brasileiro, que só me procurava pelo skype para criticar os estadunidenses, principalmente quanto ao seu belicismo e beligerância, mas sempre o fazia de maneiro verbalmente agressiva e beligerante. Com comentários do tipo: eles despejaram duas bombas sobre o Japão e agora estão recebendo de volta a radiação de Fukushima que chega ao litoral da Califórnia. E coisa piores!
    Tentei, por diversas vezes, argumentar e mostrar que ele ao fazer esses comentários se expressava de maneira, maldosa, até perversa. Sempre dando ao entender que eles tinham mesmo que sofrer tais coisas por serem, como ele acha, perversos. Sem com isso, ver que ele mesmo está se manifestando verbalmente com perversidade.
    É a projeção sobre o outro, o ser externo, das características ou atos que falso bonzinho gostaria no seu intimo de praticar, mas não tem coragem para isso.

    • 06/03/2014 at 22:40

      Olha, Edison, o antiamericanismo é talvez a manifestação humana de nossos tempos mais imbecilizante que já encontrei. Pega inclusive gente culta – mas burra.

  3. LENI SENA
    05/03/2014 at 21:08

    Muito boa a discussão que o senhor levantou a partir do desabafo da professora. É, exatamente o que eu esperaria que fosse debatida caso fosse a vítima em questão. Como bem falou: “As pessoas não querem que o estupro desapareça”, querem mais é alimentar o ódio e a vingança. Elas estão mais preocupadas consigo mesmas, temem serem reveladas. Para os imbecis de plantão, seria como naquela piada do travestir prostituto que vai a delegacia prestar queixa do cliente caloteiro. Quando interrogada pelo policial acerca de como foi, ela responde: EU ADOREI!…

  4. Carlos Lenine
    05/03/2014 at 17:46

    É incrível como apenas certos assuntos fazem aparecer o opinioso politizado revoltado. Apenas quando o tema envolve partidos políticos ou algo relacionado a direitas e esquerdas ou quando a coisa é passível de ser pega a partir de uma visão moralistóide. Quando os assuntos dos textos aqui do blog ou mesmo das postagens do Paulo no facebook envolvem temas um pouco mais intrincados, que precisam de um nível de leituras e estudo a mais, às vezes relacionados diretamente a outros filósofos consagrados, nada, comentário nenhum, poucos “likes”, apesar de muitas vezes se tratarem de assuntos que filosoficamente poderiam render “polêmicas”. Isso demonstra claramente a desescolarização generalizada desses patrulheiros da internet.

    • 05/03/2014 at 18:48

      Carlos Lenine, o número de leitores não cai (o site tem um mais de mil acessos por dia) e, no entanto, o comentário muda radicalmente, como você notou. Você tem razão e realmente estamos sozinhos nisso. O governo ou os governos nos abandonaram.

    • 06/03/2014 at 21:39

      Penso que quanto mais o assunto fica próximo do nossa realidade de maneira mais fácil de fazer alguma associação as pessoas se sentem mais cutucadas, por isso de mais manifestações.

    • 06/03/2014 at 22:38

      Edison, isso é um lado, mas o entorpecimento cerebral devido a uma infância emburrecida em lares emburrecidos faz o resto. As leituras aqui que vem para atacar e não entendem o texto são frutos, certamente, de lares cuja função cerebral era castigada, não premiada.

  5. Nelson
    05/03/2014 at 14:28

    Impossível não lembrar de Freud lendo seu texto. E do Luiz Eduardo também, no ‘Cabeça de Porco’, quando analisa a psicologia social dos assaltos e outras situações violentas.

    Paulo, seria possível montar uma força-tarefa intelectual pra desenvolver seu esboço? Ou no fundo temos, como sociedade, medo de chegar perto de qualquer conclusão? Esses dias atrás uma perna mecânica foi confundida com um molestador em uma piscina, na Inglaterra. A cena, também da piscina, no Little Children, mostra o nível de desespero das pessoas quando percebem a presença do pedófilo na piscina.

    • 05/03/2014 at 14:47

      Nelson, nossa sociedade já foi mais ingênua e, por isso, mais opressiva em alguns casos, mas mais inteligente noutros. Estamos passando pelo confronto mais acirrado entre burrice e inteligência, agora, porque mais pessoas sem escolaridade possuem dinheiro para estar na net. Temos que encontrar formas de educar essa gente, mas, justamente nesse período, nossa educação ainda ruim. Veja o comentário de um Wanderson aí, como é carregado de puro ódio e fracasso. Como lidar com esse cara. Ele já é adulto e se comporta como fracassado. Como tirá-lo disso?

  6. oRevoltado
    05/03/2014 at 13:20

    Não pode ser sério o que vc escreveu… as crianças não são ensinadas a não aproveitarem seus orifícios com prazer. Elas são ensinadas que tem o direito natural de escolher a FORMA como vão ter prazer. Simplesmente pune-se o estupro por essa violação ao direito que uma pessoa tem de escolher com QUEM ela terá prazer. E essa baboseira de função social do pedófilo. sabe que na natureza nenhuma espécie de animal pratica o estupro contra um ser que não está anatomicamente pronto desempenhar suas funções sexuais. Assim é ridículo pensar que um ato pedófilo possa ter algo de proveitoso. Aproveitando gostaria desejar meus votos de 2014 ao Sr. Que neste ano seja somente uma vez estuprado, para que vejas que não és tão escolarizado assim!

    • 05/03/2014 at 13:47

      Orevoltado, mude de nome para “o revoltado burro”. Ah, mas agradeço por ter lido e mostrado que o personagem do texto existe. Outra coisa, sobre orifícios como elemento de prazer e dor, esqueça, você é como aquela mulher do Chico Buarque. Beijos amor.

  7. Tiê
    05/03/2014 at 12:32

    Tem mais: todo crime se manifesta numa pessoa ou num criminoso.Me diga qual é a lógica de recriminar a pedofilia e o estupro sem necessariamente recriminar o pedófilo e o estuprador?

    • 05/03/2014 at 13:52

      Tiê no meu texto não há criminalização, o texto não trata disso querido. Leia de novo, por favor. Obrigado

  8. Tiê
    05/03/2014 at 12:26

    Ghiraldelli vejo que você gosta de polêmicas.Para alguém que prec isa se auto-promover é necessário muitas vezes uma certa polêmica.

    • MARCELO CIOTI
      06/03/2014 at 10:05

      Tiê,você é aquela cantora,por acaso?
      kkkkkkk

  9. Fabiana Milletium
    05/03/2014 at 07:42

    O texto contem frases muito interessantes . ” As pessoas nao querem que a pedofilia desapareca . Isso as deixaria muito frustradas ” .
    Acredito que o autor , mesmo sendo um filosofo nao poderia adotar uma generalizacao tao ampla. Afirmando que as pessoas querem um mundo onde exista pedofilia , coloca todas numa escala de prazer em ver dor e sofrimento . Todas no mesmo nivel do jornalista de crimes . Bem , obviamente existem seres humanos que Gostariam MUITO de um mundo em que nao exista pedofilia , nao exista pagina policial .
    De fato , podemos dizer que a maioria das pessoas deseja um mundo onde esses crimes estupidos nao acontecam .
    Seu texto so faltou dizer tambem que todos os seres humanos gostam de sofrer e adoram guerras , que o mundo sem elas seria chato .

    Um texto como o seu quase afirma que o estuprador ter um dever social !! o de divertir a populacao e dar vazao as tensoes sexuais da sociedade .
    Carece tambem o texto de compreender que alguns seres humanos podem ter motivacoes pesdoais altruisticas … que busquem realmente melhorar o mundo , de forma a existirmos em um ambiente melhor que o atual . Tais pessoas poderiam sim se tornar ferrenhas defensoras de penas fortes contra criminosos e estupradores . O fato de querer o fim desse crime nso os torna ” criminosos latentes” essa eh a maior inversao de responsabilidade que ja vi …

    • 05/03/2014 at 11:33

      Fabiana quem critica qualquer texto dizendo “não vale generalizar” não entende textos nenhum. Leia de novo, fale com gente instruída, perceba que quando usamos “as pessoas” não estamos falando de todas as pessoas do mundo. Não temos que escrever “algumas pessoas”, isso é bobagem. Leia mais coisa e ´preste atenção na sua própria fala e verá que essa minha fórmula é correta. Leia também algo sobre sinódoque.

    • Fabiana
      05/03/2014 at 15:50

      Novamente nao entra nos pontos que comentei, se defende lancando cortina de fumaça…
      O titulo é ridiculo de uma fraqueza intelectual que faz qualquer filosofo de verdade lastimar…
      um pedofilo rogai por nós?
      lamento muito que sua doença seja tão grande.
      lamentável… alem do que..já li coisas decentes.bem melhor que esse seu lixo.

    • 05/03/2014 at 18:54

      Fabiana, você vem com cantadinhas para que eu a estupre. Mas não posso bela, pois sou contra a zoofilia. Você compreende e me perdoa? Um cara que sei que poderia atender você: o Frota. Pede. Vai que ele, com nariz tapado, não topa? Obrigado por ler e beijos e beijocas para você. No focinho.

  10. Cesar Marques - RJ
    04/03/2014 at 22:13

    Fiquei com um pouco de dúvida na relação “Desescolarização-Vingança em detrimento da Justiça”, que o senhor colocou no texto. Muita gente escolarizada é a favor da vingança pura e simples. Vide a Sherazedo.

    Abraços.

    • 05/03/2014 at 11:37

      Pois é, o ouvinte da Sherazedo é o mais desescolarizado entre os ouvintes de telejornal. O ouvinte mais escolarizado é o do Jornal Nacional.

    • Roberto William
      05/03/2014 at 21:46

      Paulo, e o que você me diz do ouvinte dos telejornais da TV Record?

    • 05/03/2014 at 22:01

      Roberto, quando eu li as últimas pesquisas eu não me importei muito com os lugares, mas com o fato do Jornal Nacional EXIGIR das pessoas um grau de escolarização alto, do ensino médio para cima. A maioria das pessoas que metem o pau na Globo nem chegam a entender o Jornal Nacional. Isso me chamou a atenção. Acho que escrevi sobre isso nesse Blog e acho que há algo sobre isso no livro que lanço dia 15. Agora, notei que o SBT sempre foi o lugar dos menos escolarizados, prá quase tudo.

  11. Daniel Mota
    04/03/2014 at 20:16

    O estupro dá discussão, de fato, Paulo, coloquei um post recentemente no Facebook e nunca houve um debate tão amplo em uma postagem minha. Creio que é necessário deliberar e muito diante do julgamento dos considerados “criminosos”, sejam eles pedófilos ou estupradores. Gostei do texto, serviu como um complemento para algo que venho refletindo desde um passado recente e essa discussão tem que ser e muito ampliada-mais do que já é. Abraços!

  12. Alexandre Aparecido Almeida
    04/03/2014 at 14:40

    A Antropologia é uma fascinação sem fim . Amo fóruns , e os assuntos polêmicos e as vezes pitorescos são os que revelam ( inevitavelmente ) a verdade das pessoas . E quão constrangidas e bravas ficam qdo descobrem esse monstro adormecido ! Eu chamo isso da infância da alma .

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