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11/11/2019

A sala de aula da USP e seus negros


Cada indivíduo negro, eu sei bem, não precisa de cota para entrar na universidade. Ao menos em tese. Mas as cotas não são um presentinho para cada um. Não são uma esmola estatal para o indivíduo. Também não se trata de política educacional. Em todos os lugares em que a cota é utilizada, a cota se insere em uma política étnica. É uma forma de trazer mais negros para a universidade e tornar o lugar um campo de convívio étnico maior do que até até então tem sido, e de maneira mais rápida do que o que se conseguiria por outros meios.

Isto é, a cota não é ressarcimento pela escravidão. Caso fosse, seria uma ofensa. A esquerda ao dizer isso está errada. Muito menos a Cota é algo para inferiorizar o negro, como a direita diz. Quando a direita diz isso, fazendo da cota instrumento de racismo, erra feio. Há aí, na cabeça de quem diz isso, a hegemonia do liberalismo conservador, isso quando não se trata simplesmente de maldade que leva à mentira. Afinal, todos sabemos que a meritocracia é doutrina, e boa, mas em um regime de desigualdades econômica, social e étnica grandes, se torna mera ideologia.

Uma política étnica assim, como a que inclui cotas (e outros adendos) muda o Brasil, pois diminui o preconceito à medida que amplia a convivência e distribui imagens variadas. Diminuindo o preconceito, então, tudo se torna mais igual socialmente para os negros e os brancos do futuro. E igual em um sentido bom, não igual no sentido da perda de identidade étnica. (nos Estados Unidos as cotas variam de universidade e estado, mas não são uma prerrogativa da esquerda, muitos republicanos são favoráveis a cotas étnicas).

É errado sociológica e historicamente dizer que uma escola pública de qualidade em nível fundamental levaria o negro para a universidade. Não levaria. Não no nosso caso. Se a escola pública melhora, ela é apropriada pelos brancos, pelo “valor branco” que é hegemônico, então se divide em duas, a do centro e da periferia, e os negros ficam na da periferia, e olhe lá se também nessa não ficarem de fora. O Brasil já teve uma boa escola publica fundamental e eu estudei nela. E nela o negro não ficava, não tinha vez. O preconceito o empurrava para fora. (Em um colégio de 2 mil alunos, durante mais de uma década, só vi uma negra terminar a Escola Normal, Berenice, minha irmã de criação.) As cotas são necessárias. 

Essa é uma situação objetiva. Mas também há uma outra situação objetiva.

As pessoas são de carne e osso e ser negro é ser preto. Cor preta! É uma marca real na pele que faz quem a tem saber muito bem o que é o preconceito quando se vive num lugar em que a cultura toda vê a cor branca como valor positivo, onde todos olham para um médico ou um advogado ou um juiz ou um professor esperando encontrar um branco. A mágoa e o ressentimento causado pelo preconceito não são fáceis de arrancar. Às vezes são postos de lado, por negros especiais, mas às vezes transformam o caráter de uma pessoa – em um sentido não elogiável. Assim, não raro, há magoados em vários níveis em um movimento de minorias. Muitos do movimento negro adotam medidas mais duras para fomentar a discussão sobre cotas e políticas de minorais, e o fazem motivados não pela mágoa, mas não conseguem deixá-la de fora. Nessa hora, não raro, podem deslizar para um tipo de postura que nada tem a ver com o que defendem. Há atitudes de minorias que às vezes lembram o fascismo. Eu disse lembram, não disse que são fascistas. (Há também os bobos manipulados – eu mesmo já enfrentei gente assim, que me chamou de racistas sem nunca ter sido meu aluno e jamais ter lido um livro meu.)

Dou um exemplo, que inclusive está em vídeo abaixo (invasão de aula na USP). Os alunos negros querem fazer uma discussão que lhes interessa, e em sala de aula. Eles sabem que se a discussão não for ali, ela não ocorrerá. Irão sempre os mesmos se não ocorrer em sala de aula. Então, a proposta da professora, de marcar uma hora para a discussão, de modo a não interromper a aula, é interpretada por eles como uma manobra ou uma desconsideração. Alguns exacerbados e mais magoados, olham para a cor da professora. Ela é branca. Então, proferem palavras verdadeiras até, mas que não conduzem a bom termo. Por exemplo, dizem: a “universidade é branca”. Ora, eles não sabem o quanto ela já foi “branca” e o quanto o que estão fazendo, ao interromperem a aula, pode sucateá-la de modo que quando ela deixar de ser “branca” para se tornar verdadeiramente pública, ela já não servirá mais para eles. Quando se interrompe um funcionário público sério que quer dar aula, quando se descarta o professor e sua autoridade, o tiro pode sair pela culatra. Pode-se construir uma universidade para todos, inclusive com maioria negra, mas não mais válida, apenas um “colegião”.

Aliás, o que um país classista nunca deve fazer é expulsar os ricos de um lugar. Com os ricos de fora, o lugar perde apoio governamental, mesmo que o governo seja levado adiante pelo “partido dos pobres”. Essa lição alguns das esquerdas custam a aprender.

Não se decide encerrar a aula de uma universidade por meio de invasão de sala. Pois essa decisão não é senão uma  decisão de grupo, sem conversa, levada adiante pela imposição. Essa é uma atitude impositiva e acaba por se tornar arrogante, antipática, violenta e, pior, uma arma na mão dos conservadores que querem acusar os negros de serem eles mesmos os “racistas”. Um Demétrio Magnoli ganha para fazer isso. E isso é o pior que pode acontecer, para todos.

É necessário então que se tenha a dimensão de como a universidade pública só é útil para o negro e para os pobres se ela continuar sendo o centro de excelência que tem sido enquanto tem sido “branca” e de ricos. A USP e boa porque nunca cedeu às política apressadas de democratização e porque há professores que lutam para dar aula, que acreditam que a aula é importante – e é mesmo. Sem ela, não há universidade. Sucateada por uma democratização descuidada, a universidade pode se tornar completamente antidemocrática, uma vez incapaz de manter suas aulas e seus sistema de ensino nos níveis de exigência que trouxe aos ricos e brancos mais anos de hegemonia do que eles próprios acharam que teriam.

É claro que ninguém tem o direito de calar a voz do negro que pede para a discussão ocorrer ali. Talvez ninguém tenha autoridade moral, no Brasil, para pedir para um negro que se exacerba e que xinga algum colega, que ele tenha calma, que “tenha modos” (vimos bem o quanto o ministro Barbosa foi malhado por não ser “polido”; se fosse branco, poderia não ser polido à vontade). Mas é claro que é preciso conversar com esse negro exacerbado pela mágoa. Algum professor negro deve alertá-lo. Talvez exista um professor negro que, como o professor do filme American History X, possa trazer a conversa para um nível mais pragmático que ideológico. Pode ser que um professor assim possa acreditar que o movimento negro deva ponderar sobre ganhos e perdas, e ponderar se a mágoa, o ressentimento, que são legítimos, são a melhor pedida para se sair ganhando historicamente. Particularmente, não creio que são. Creio que com isso o movimento negro perde estrategicamente e, no limite, perde quando for vitorioso, se o for – e será! Pois de nada vale ter a USP voltada para todos se ela não puder mais reproduzir o ensino que fez as elites, em parte, se manterem elites. Se não se puder continuar tirando elites culturais da USP, de onde vai tirar?

É difícil explicar isso para o herdeiro, a tão pouco tempo, de um lugar em que gente negra era vendida amarrada  e açoitada em praça pública. Mas um professor negro como o do filme citado talvez possa existir por aí, e ser capaz de encaminhar melhor as coisas. Um professor negro daquele tipo pode estar ali, no movimento negro, entre os estudantes. Caso existam alguns assim, pragmáticos, amantes da aula, do sistema de ensino vitorioso da USP, tudo pode mudar. Mudar para melhor. A universidade pode se democratizar e o prêmio por ela democratizada será ela mesma, não uma caricatura dela.

Um professor pragmático, pragmatista, como o do filme… falta alguém assim. Não falta?

Paulo Ghiraldelli Jr., 57, filósofo.

Veja a foto abaixo e o vídeo.

BOB SWEENEY: “There was a moment, when I used to blame everything and everyone for all the pain and suffering and vile things that happened to me, that I saw happen to my people. Used to blame everybody. Blamed white people, blamed society, blamed God. I didn’t get no answers ‘cause I was asking the wrong questions. You have to ask the right questions.”   DEREK VINYARD: “Like what?” BOB SWEENEY: “Has anything you’ve done made your life better?”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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15 Responses “A sala de aula da USP e seus negros”

  1. Racardin
    26/03/2015 at 23:41

    Professor Paulo, não querendo incomodar, mas o sr. tem algum link de alguma pesquisa norte-americana que comprova que as ações afirmativas reduziram com sucesso o preconceito racial nos EUA ou em outro país?

    É mais que evidente o resultado positivo, mas eu queria ver os números, estatísticas, pesquisas de opinião. Eu li que não há cotas nos EUA -estão proibidas pela Suprema Corte desde 1978. E que a última grande discussão sobre ações afirmativas nos lá ocorreu em 2003, quando, por 5 votos a 4, a Corte Suprema manteve a constitucionalidade dessas políticas.

    OBS: Eu ainda não aprendi o idioma inglês.

    Grato.

    • 26/03/2015 at 23:53

      Racardin existe um monte de coisas assim em inglês. Mas não é isso que vai instruí-lo e sim a história. A história americana, os filmes, os historiadores, os filósofos. A vida não é dada por estatísticas. Quem empurra para as estatísticas é a direita, claramente emburrecida ou de mau caráter. Não existe e nem pode existir um metrômetro de fim de preconceito meu amigo.

    • Racardin
      27/03/2015 at 18:09

      Parece muito simplista ter que dizer isso a um direitista. Eles só se convencem c/ números, dados.

      O sr. já ouviu falar de Michael Sandel? Eis um vídeo explicativo sobre seu argumento:

      https://www.youtube.com/watch?v=_jU544LdGxw

      E o Thomas Sowell? Ele fez um artigo exatamente sobre esse espinhosos assunto:

      http://www.hoover.org/research/affirmative-action-around-world

      -Pergunta capciosa: Qual o grau de distanciamento( nível ) do ensino médio norte-americano para uma boa universidade lá? é a mesma do ens. médio público daqui para uma federal daqui?

    • 27/03/2015 at 23:06

      Racardin o direitista NÃO se convence com números. O direitista brasileiro não se convence com nada que seja o uso da razão. É um cabeça dura parecido com o cara da extrema esquerda. Os republicanos americanos que aderiram ao emprego de cotas o fizeram pelo história, e hoje não são poucos. Mas a questão americana é um pouco diferente. Luther King já era doutor, meu caro. Aqui, o movimento negro às vezes não lembra que Machado de Assis, nosso maior escritor, é negro, e fica cultuando Zumbi, como se não tivesse heróis. Ou seja, estamos falando de um movimento negro brasileiro que está chegando na escola tardiamente. Os negros americanos eram oprimidos, claro, mas muitos já haviam alcançado graus escolares avançados. Estamos numa situação em que as cotas parecem ser coisa de favorecer o indivíduo, não o conjunto, exatamente porque aqui o negro é identificado com o pobre e sem estudo de um modo muito mais acentuado do que nos Estados Unidos, tomando esses últimos cinquenta anos.

  2. talvez quibe
    22/03/2015 at 00:28

    Paulo, sua resposta me pareceu preconceituosa em relação “aos mais pobres”. Burros porque pobres.
    Para você a inclusão deveria ser apenas étnica? Seu texto me passa
    uma certa percepção de racismo e outros preconceitos.Pobre é burro porque é pobre. Passa-se por cima de toda uma análíse pregressa sócio histórica do individuo.

    Há sempre uma resposta recorrente: Nosoutros ” não iniciados” não temos capacidade de entende-lo.Não estaria você se colocando de maneira dúbia?

    • 22/03/2015 at 02:49

      “Quibe” leia dez vezes meu texto, este sobre a USP. Depois leia mais dez vezes este: http://ghiraldelli.pro.br/pobre-e-minoria/ Não comente nada enquanto não ler dez vezes. Vamos ver se dá se em dez vezes você consegue entender. Viu como não acho que há alguém burro? É só ler mais vezes, oK? Depois leia dez vezes este:
      INCLUSÃO DE POBRE NA USP?
      Pobre é incluído institucionalmente na universidade pública pela frequência e aprendizado que teve na escola pública, obrigatória e gratuita. Tem de estudar e passar no vestibular. Se não passa, não é incluído. Não passa porque não sabe o que tem de saber, se não sabe, não deve fazer universidade. Não há obrigação do Estado de criar inclusão “por fora” dos canais normais. Inclusão é tarefa do aluno, ele se inclui estudando. Agora, se a escola dele é fraca, a sociedade tem de ver se ela está dando valor para escola pública básica e para os professores dessa escola, e se está, deve fazer valer a Constituição. Agora, se a sociedade não quer saber sobre os salários dos professores e não está nem aí para a escola básica, por que essa sociedade quer que seus filhos pobres, tendo ficado burros, entrem na universidade? Querem universidade boa sem terem feito boa escola? Eu fiz uma boa escola pública. Minha geração se preocupava com isso. As gerações atuais xingam professores quando eles fazem greve para melhorar o ensino. Então, azar dessas gerações atuais. Cota para pobre (diferente da cota para negro) é a pior desgraça que um país pode ter, é esmola energúmena, pois quebra com um fantástico elemento moderno, posto pelo liberalismo e defendido pelo socialismo: escola pública básica gratuita, laica, de boa qualidade, obrigatória. Tá na Constituição. No meu tempo isso foi cumprido. Agora o país tá mais rico, tem mais recursos, e não quer cumprir isso? Culpa de quem? Culpa da nossa sociedade que no fundo não dá valor para a educação. Se não dá valor para educação, por que quer estudar na USP? – PGJr
      PS: volto a dizer, a cota étnica é outra coisa, ela é necessária e pode inclusive estar prevista para outros lugares públicos. Sobre esse assunto escrevi diversos artigos no ghiraldelli.pro.br e aprofundei no Filosofia política para educadores (Manole).

  3. talvez quibe
    21/03/2015 at 20:12

    Paulo,que alternativa viável,não utópica, porém factível você apresentaria ao regime de cotas em instituições como a USP e similares,onde também os pobres fizessem parte da inclusão?

    • 21/03/2015 at 21:29

      INCLUSÃO DE POBRE NA USP?
      Pobre é incluído institucionalmente na universidade pública pela frequência e aprendizado que teve na escola pública, obrigatória e gratuita. Tem de estudar e passar no vestibular. Se não passa, não é incluído. Não passa porque não sabe o que tem de saber, se não sabe, não deve fazer universidade. Não há obrigação do Estado de criar inclusão “por fora” dos canais normais. Inclusão é tarefa do aluno, ele se inclui estudando. Agora, se a escola dele é fraca, a sociedade tem de ver se ela está dando valor para escola pública básica e para os professores dessa escola, e se está, deve fazer valer a Constituição. Agora, se a sociedade não quer saber sobre os salários dos professores e não está nem aí para a escola básica, por que essa sociedade quer que seus filhos pobres, tendo ficado burros, entrem na universidade? Querem universidade boa sem terem feito boa escola? Eu fiz uma boa escola pública. Minha geração se preocupava com isso. As gerações atuais xingam professores quando eles fazem greve para melhorar o ensino. Então, azar dessas gerações atuais. Cota para pobre (diferente da cota para negro) é a pior desgraça que um país pode ter, é esmola energúmena, pois quebra com um fantástico elemento moderno, posto pelo liberalismo e defendido pelo socialismo: escola pública básica gratuita, laica, de boa qualidade, obrigatória. Tá na Constituição. No meu tempo isso foi cumprido. Agora o país tá mais rico, tem mais recursos, e não quer cumprir isso? Culpa de quem? Culpa da nossa sociedade que no fundo não dá valor para a educação. Se não dá valor para educação, por que quer estudar na USP? – PGJr
      PS: volto a dizer, a cota étnica é outra coisa, ela é necessária e pode inclusive estar prevista para outros lugares públicos. Sobre esse assunto escrevi diversos artigos no ghiraldelli.pro.br e aprofundei no Filosofia política para educadores (Manole).

  4. Richard
    20/03/2015 at 23:09

    Oi, Paulo

    Li em seu facebook comentário contrário a cota social, que seria uma espécie de esmola. Mas, sem cotas, como os pobres poderão chegar a universidade? Sabemos que meritocracia nesse caso seria do tipo ideológica em uma sociedade tão desigual…
    Escola pública boa? Como vc mesmo diz, escola pública de qualidade expulsaria os negros e penso que expulsaria os pobres também, além disso, pensar em escola pública boa no brasil seria utópico, não?

    • 20/03/2015 at 23:15

      Richard acho que você descuidou da Constituição do país. Leia. Ela foi cumprida, sabia? No meu tempo. Depois deixou ser, ou seja, o estado deixou de dar escola pública de qualidade. Os pobres não eram expulsos dela, embora os negros fossem. Ela era obrigatória, gratuita e pagava bem seus professores. Havia vaga. Se você enfia a cota social você está chutando para fora essa obrigação do estado. A Constituição não foi utópica. Agora também não. Se não há escola pública gratuita pública boa não é por conta senão da inversão de nossa política educacional. Agora, preconceito é diferente, não é por conta de política nenhuma, é algo mais complexo, histórico, que para ser rompido é necessário outras estratégias. Apesar de meu artigo ser claro, você NÃO conseguiu pegar algo: política étnica não é política educacional. Ela não rompe com a Constituição. Ela pede licença para a Constituição, a respeito da igualdade perante a lei, para poder cumprir uma outra parte da Constituição, que é a busca da não discriminação étnica, de modo que a própria igualdade perante a lei possa vigorar. A cota étnica, além do mais, é transitória. Veja a análise disso no meu “Filosofia política para educadores” (Manole). OK?

    • Richard
      20/03/2015 at 23:27

      Paulo,

      Entendi sim que cota étnica não é política educacional (embora grande parte das pessoas envolvidas com a educação pensem ao contrário), aliás, texto excelente por sinal.
      Sua resposta sobre cota social agora me fez pensar algo novo, isto é, sobre a obrigação do estado em oferecer escola de qualidade, algo que eu não tinha me atentado. Mas vc acha mesmo que na atual realidade da educação básica brasileira isso é ou será levado em conta? Para ser mais claro: em algum momento o Estado será cobrado pelo pobre não chegar a universidade pública? Nesse sentido, as cotas sociais, mesmo que como medidas paliativas, não poderiam ser positivas?

    • 21/03/2015 at 00:15

      Richard sua questão é um pouco louca! O que você está falando é: se uma lei não está sendo obedecida, a lei é tirada e substituída pelo paliativo. O que você está dizendo? Que falta dinheiro para cumprir a Constituição? Ora, ora, ora!

  5. Rony
    20/03/2015 at 20:09

    Perfeito, Professor Paulo.
    Da ideologia ao pragmatismo.
    Inevitavelmente, sobrará a caricatura da boa universidade pública, se o rico dela sair. Demorei muito para entender isso.

  6. Thiago Carlos
    20/03/2015 at 13:06

    Eu nunca entendi porque o movimento negro do Brasil nunca teve um contato maior com o movimento negro dos EUA, trocando experiências e ideias publicamente. Nenhuma publicação com os filosófos dos EUA que são mais experientes em discussões relativas a inclusão de minorias e conflitos raciais, nenhuma discussão com os filósofos negros que participaram mais ativamente do movimento dos direitos civis nos EUA. Nunca vi o movimento negro do país querendo trazer figuras como Cornel West para discurssar nas universidades e levar sua experiência como intelectual negro para os brasileiros.

    • 20/03/2015 at 13:55

      Thiago! O movimento negro está inserido no Brasil no conjunto das esquerdas, viceralmente anti-americanas por conta de uma estupidez sepulcral.

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