Go to ...

on YouTubeRSS Feed

17/12/2018

“Macaquinhos” – performance para falar de ânus, mesmo?


É comum em cursos de Letras e em humanidades em geral se dedicar um pouco ao emprego do “cu” na obra de Rabelais. “Olho do cu” e “arte de limpar o cu” são expressões imperdíveis na sua obra. Mas há inúmeras outras referências a tal parte do corpo na literatura e nas artes em geral. Nem sempre elas são jocosas. Inclusive, por uma razão simples: o olho do rosto não produz som, e o olho do cu tem capacidade sonora. Às vezes, tais manifestações anais são trágicas. 

Na Crítica da razão cínica, Sloterdijk lembra da leitura do livro A guerra dos judeus (do historiador Flavio Joselfo) feita por Ernst Jünger, em que este comenta um trecho em que um dos soldados romanos mostra o traseiro para os judeus e, então, ‘proferiu um som indecente correspondente à sua posição’. E Jünger avalia: “Isso desencadeou um conflito que custou a vida de dez mil homens, de modo que podemos aqui falar do peido mais funesto da história universal”. (1) Dificilmente outra parte do corpo, a não ser o próprio cérebro, conseguiria algo mais trágico.

Não podemos deixar de dizer: o cu é provocador. Por isso mesmo, ele aparece no teatro. A performance “Macaquinhos” apresentada no SESC-CE prova isso. As reações foram as mais variadas, quase todas, quando incultas, condenando o trabalho que nada seria senão um “enfiar o dedo no cu do outro”. Aí vem aquela baboseira toda dos doutores autodidatas da vida, falando aqui e acolá e nunca disfarçando o moralismo e a incapacidade de conseguir ver o corpo humano nu sem se estar fixo nas partes pudendas. Pessoas que nem mesmo sabem assistir pornô querem ver teatro? Não pode. Mas, exatamente por isso, mais uma vez o teatro cumpriu sua função e, nele, o ânus venceu novamente.

Não vi o trabalho no SESC, mas em vídeo. No trabalho de vídeo a performance é apresentada em câmera acelerada e com cortes que, enfim, caracterizam o que entendo que tenha sido uma edição (veja abaixo). E o título da performance então se revela rapidamente. Quando observamos um aglomerado de macacos, é exatamente isso que notamos! Ou quase, ao menos à primeira vista. Eles procuram orifícios do outro, e não é difícil vê-los na atividade de colocar o dedo no ânus do outro para cheirar e fazer gestos engraçados. A performance “Macaquinhos” é chocante exatamente pela razão que nos devolve a uma animalidade insuportável. Nascemos para ficar bem mais próximos de Deus que dos animais, avaliou Heidegger, mas, com performances desse tipo, estamos novamente de volta ao reino da natureza, no sentido menos nobre dessa palavra.

Variações da performance. Sim! Poderíamos ter uma outra performance, algo como exploração de todos os orifícios. Poderíamos ter uma coletiva caça a piolhos. Mas a ideia de tornar os macaquinhos humanos bem macaquinhos na performance “Macaquinhos”, ao trazer o movimento corporal na exclusiva postura de procurar o ânus alheio, é sensacional. Dá ao macaco-humano sua característica um pouco diferenciada da do macaco-macaco: a localização. Localizar uma parte do corpo e torná-la temática – eis uma capacidade humana. O cão cheira o ânus do outro cão. O macaco não faz isso de maneira obsessiva. O homem faz.

Quando começamos a explorar o corpo do outro para fora da anatomia como aula só ministrada na cama? Bem tarde. No tempo de Descartes ainda não. Abrir o corpo de um defunto para estudá-lo ainda era proibido pela Igreja Católica, uma religião que cansou de nos dizer que deveríamos cuidar da alma mas que, por um materialismo extremo, sempre se preocupou com o corpo. Abrir, espionar, cheirar, tocar, explorar e romper. Jack o Estripador é para muitos um inaugurador da modernidade. A primeira Guerra Mundial tornou a anatomia e a fisiologia da abertura uma prática de todos. Só o pornô ginecológico fechou o uma era. “Macacaquinhos” segue essa linha: que tal se nos comportando como macacos nos revelemos como humanos? Essa ideia é bem exposta na performance.

Quando vi os movimentos todos dos corpos na performance “Macaquinhos”, a primeira impressão (não sou uma pessoa que só enxerga o ânus) me levou a dizer: “realmente é um bando de macacos”. “Somos nós!”. Mas logo em seguida, me veio à mente: “mas, macacos, diferentes de cães, não se obrigam a isso”. O homem se obriga. O homem explora orifícios com uma tenacidade e uma curiosidade muito maiores que a do macaco. E há algo mais que guerra e ginecologia nessa prática.

Curiosidade por orifícios. Sim. Esse é um tema caro a Bachelard em A terra e os devaneios do repouso. Nesse fantástico e inspirador livro, Bachelard inicia o trabalho lembrando uma frase de Hans Carossa: ‘O homem é a única criatura da terra que tem vontade de olhar para o interior de outra’. (2) É o que faz, diz ele, com que a visão do homem seja transformada em violência. Trata-se do ser que tem uma epistemologia inspetora, violenta, que está na criança que quebra um brinquedo para ver o que há dentro. Em filosofia fizemos escola com isso, a ideia de ir a fundo, ir dentro, para escapar da ilusão do que seria o superficial. Nesse mesmo livro, Bachelard lembra da observação de Sartre de que “é preciso inventar o âmago das coisas, se quisermos um dia descobri-lo”. (3) Ora, inventamos isso, o “dentro”.

“Macaquinhos” não podia ser uma peça, tinha que ser o que é: uma performance. É algo relativamente rápido, na base da velha pantomima (uma das melhores escolas do teatro), que nos traz à tona essa nossa tarefa de criar inúmeras práticas de “ver dentro”, dos quais uma delas se chama filosofia – ao menos, para a maioria da correntes que se autodenominam críticas.

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo.

1 [1983] Sloterdijk, P. A crítica da razão cínica. São Paulo: Estação Liberdade, 2012, pp. 213-14.

2 [1948] Bachelard, G. A terra e os devaneios do repouso. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 7.

3 Idem, ibidem, p. 20.

Veja o vídeo Macaquinhos: https://youtu.be/y6-cfyDN2TQ

Para os que querem saber sobre pantomima. 

Para os que nunca puderam ter algum conhecimento sobre gêneros no teatro.

cultura

317 Responses ““Macaquinhos” – performance para falar de ânus, mesmo?”

  1. Cláudio Pereira
    23/10/2017 at 08:24

    Sr Paulo Ghiraldelli, zombe a vontade, invista bastante na desconstrução dos valores éticos, morais e familiares, mas saiba que haverá um dia que vc dará conta de tudo isso perante o Criador.

  2. Patrícia
    13/10/2017 at 12:15

    Paulo li e reli o seu texto e infelizmente minha limitação interpretativa me deixou insegura quanto ao real significado.
    Por gentileza, esclareça você está falando da miserável personalidade humana de se preocupar mais com a vida do vizinho do que com a sua própria? Eu particularmente, acho a peça grotesca. Porém, o fato dela não me agradar, não me limita a não tentar entender o seu contexto. Acredito que as manifestações humanas, sejam elas, por meio da literatura, filosofia, pintura, música, teatro e etc devem ter uma motivação. Bem, com isto se enfiar o dedo no ânus do outro é uma crítica um tanto bizarra de como estamos nos comportando em sociedade. Confesso que a sua manifestação é plausível.
    Quando vejo o quanto estamos dominados por realitys, fofocas e redes sociais que na sua maioria só servem para ostentar, sinto que esta tal capacidade humana de raciocínio na verdade nos aproximas dos animais… Não apoio este tipo de arte, por não me agradar, porém, entendo que para a sociedade compreender o quanto é limitada e ignorante, performances grosseiras como está são necessárias.

  3. Bruno
    26/02/2017 at 02:12

    Reação mais do que comum das pessoas nos comentários, em uma sociedade ora liberal ora conservadora, ao ver cenas artísticas desse nível. Confesso que meu pau latejou. Sou comunista encubado, e para a maioria de nós comunistas, seja no teatro seja no cinema, pornografia, nudez, cu, pica, buceta, gozo, foda, além de excitante, é arte.

    Achei esse About Paulo um pouco mimado, respondendo os comentários. Será que ele achou que a maioria das pessoas na internet iria amar ver cenas artísticas como essa. Meu filho, eu também fico chocado com cenas de violência mostradas na televisão, em pleno horário nobre ou quando presencio pais batendo nos filhos. A maioria das pessoas comuns não está acostumada com cenas de cuzinhos sendo penetrados com o dedo, em uma peça de teatro.

  4. Ruth
    25/09/2016 at 12:55

    Em relação ao comentário anterior que publiquei, creio não haver relação. Afinal, cu não é grotesco. Talvez se tenha que refletir como Adélia Prado:Objeto de amor
    De tal ordem é e tão precioso
    o que devo dizer-lhes
    que não posso guardá-lo
    sem a sensação de um roubo:
    cu é lindo!
    Fazei o que puderdes com esta dádiva.
    Quanto a mim dou graças
    pelo que agora sei
    e, mais que perdôo, eu amo.

    Mas, consegui entender o que escreveu e agradeço pois estava procurando uma análise da obra fora do lugar comum.

    • 25/09/2016 at 13:03

      Ruth, acompanhe mais meus textos sobre corpo. Olha, o livro “A filosofia como crítica cultural” (Cortez)

  5. Erika pereira
    02/06/2016 at 16:46

    Paulo Ghiraldelli Ninguém te faltou com respeito , penso que todos somos livres pra nos expressar, como queremos, eu estou falando das desigualdade vc leva 10 milhões pode ter certeza que todos tomamos no cu com esta bosta que vc inventou pra levar 10 milhões , porque ai não vi nada pra gastar este valor, sua peça é uma porcaria, agora se vc não queria critica fizesse algo melhor, e aqui não é tua peça é comentário maneira no teu linguajar mal educado

    • 02/06/2016 at 18:03

      Erika, minha peça? Acorda moça, você não sabe nem onde está.

    • Dandara Feitosa
      13/08/2016 at 19:17

      A pergunta que não quer calar.

      Os atores e atrizes lavaram bem a bunda antes do espetáculo ?

      Foi consenso não peidar na cara do colega durante a apresentação ?

      Quem tinha ainda mais pregas no cú ?

      Os filosofos sofistas intelectuais absolutistas retrógrados bastardos ficaram felizes ?

      Quem financiou o espetáculo, viu essa merda ?

      Pessimo mal gosto esse espetáculo, que representa a anticultura da ignorância coletiva financiada por um governo corrupto que usou a Lei Rouanet para fazer caixa 2 !

    • 13/08/2016 at 19:47

      Dandara termine o ensino fundamental, pois veja, “cu” não se acentua. OK?

    • Roberval
      13/08/2016 at 19:06

      Gastou 10 milhões nessa bosta ? ou gastou 10.000,00 e fez uma bela doação para o caixa 2 para partido político corrupto mais sujo que seu Cú !!

    • 13/08/2016 at 19:48

      Roberval, a mesma coisa que falei para a Dandara, termine o ensino fundamental, pois você ainda não aprendeu que “cu” não leva acento e que também não deve ser escrito com letra maiúscula no meio da frase, só no início. OK? Faz isso?

  6. Micael Nascimento
    31/05/2016 at 04:59

    Boa noite , gostaria de fazer uma observação:
    Indivíduos que não assistem com frequência a espetáculos artísticos , não sabem exatamente o que esperar de uma performance artística . Performances de alto nível tem como objetivo levar os espectadores presentes a uma viagem interplanetária , cujo destino dependerá de quanto cada espectador se entregou ao espetáculo , este fato pode ser observado quando um individuo combate a sua resistência moral , ficando totalmente receptivo a mensagem principal da obra , porém para que esta mensagem seja entendida de forma correta se faz necessário ainda, que este possua um certo grau de sofisticação cultural , caso contrário , o próprio ficaria perdido , sem um rumo definido . Desta forma observamos que o uso da “nudez” corporal , é uma imoralidade necessária , e serve para impactar e avisar aos espectadores que a moralidade imposta pela sociedade é prejudicial ao verdadeiro significado do espetáculo , portanto livre-se dela ! Isto ao meu ver caracteriza a essência da arte , um estado de nobreza e pureza , que define a vida exatamente como ela é , através de viagens ao “politicamente incorreto” .
    Com base nas minhas palavras anteriores , posso dizer que “macaquinhos” possui um significado intrínseco, porém não compartilharei minha opinião sobre a qualidade do verdadeiro significado ,ao invés disso , deixarei que os internautas a qualifiquem por si só.

  7. EDUARDO MARTIN
    27/05/2016 at 20:47

    “Quando tudo é permitido, nada mais tem sentido. Quando tudo é arte, todo mundo é artista, e, portanto, ninguém o é”
    Quando a gente estuda o processo da história da arte não posso deixar de pensar nesta frase, quando todo e permitido na arte, chegamos a ser artista e ainda não presidimos que somos parte de esse processo de expressão artística.
    Já paro para pensar? Todos os dias podemos ter uma faze diferente para criar arte. A gente se levanto revoltado contra o governo ou qualquer outro motivo, e decide sair por as ruas nu como forma de protesto por todo o que está acontecendo em nosso pais, e sem persevere está fazendo arte, segundo alguns intelectuais e criadores das artes modernas.
    Quando eu estudo a história da arte algumas manifestações deixaram de ser belas artes e vieram a ser expressões pessoais. Para mim tivemos na história pensadores que quiserem colocar um norte nos processos artísticos como foram Walter Benjamin, que veria futuramente como um problema uma degradação das artes deixaria de ser hedonista que parando de buscar a sensações de prazer ao espectador, como algo digno de ser apreciado.
    Walter Benjamin chama essa unicidade de “aura”. Uma obra de arte possui aura porque é especial, e digna de contemplação. Possui um valor de culto. Está longe de nós e, portanto, é inatingível.
    Agora a situação e diferente, o dor e o grotesco não são agradáveis, mas ainda assim as manifestações de repulsa chegaram a ser artísticas ainda que não sejam agradáveis, e já não foi um jeito de transmitir beleza e pouco a pouco chegaram a ser manifestações internas, primeiro manifestavam conceitos e ideologias, já seja encontra da guerra ou encontra das desigualdades sociais, como o movimento Dadaísmo, mais depois só buscava sensações que fazer parte de nosso ser egoísta, fluindo em muitas vesses nossos instintos mais baixos.
    Não e por acaso que o pai da psicanálise Sigmund Freud dizia: Que os sentimentos mais profundos afloram quando não temos nenhuma repressão ou inibição.
    E isso que acontece agora, podemos ver arte popular da questionada obra “MACAQUINHOS” – PERFORMANCE PARA FALAR DE ÂNUS, MESMO?
    Pode ser comum em cursos de Letras e em humanidades em geral se dedicar um pouco ao emprego do “cu” na obra de Rabelais, mais acho a falta de criatividade de parte de esses peritos da arte.
    Assim, por exemplo, o jornalista Jean-Francis Held, em artigo de algumas décadas atrás, afirma: “Condenados a ir adiante, os melhores artistas contemporâneos batem com a cabe- ça no concreto de uma parede em que já não há porta.
    Ele ironiza: “Na verdade, é patético. Por que os criadores de hoje seriam mais desprezíveis do que os de ontem? Não é sua falta de talento que os condena à sua capacidade, é o esgotamento de um percurso terminado. ”
    Pois bem, corramos o risco de levar a sério essas duas conclusões: proclamemos que quando podemos fazer arte com qualquer coisa, o rei está nu, pois isso quer efetivamente dizer que qualquer um pode ser artista.
    Alguns até atribuem o feito unicamente a Marcel Duchamp, sempre ele: ao inventar o ready-made, Duchamp teria criado um novo gênero artístico e um novo personagem, o artista simplesmente. Essa opinião comete o erro de interpretação clássico ao fazer do mensageiro o responsável pela mensagem que traz. Minha discursiva de hoje tem o objetivo de corrigir esse erro de interpretação. A arte em geral não substitui os meios tradicionais, como a pintura e a escultura; não se vem juntar aos gêneros tradicionais com as expressões modernas é só um jeito de pensar.

  8. 25/05/2016 at 12:38

    Infelizmente, esta sua ideia de vangloriar um trabalho do mais baixo nível, sustentado por milhões de brasileiros que precisam de serviços básicos. E um bando de fdp enfiando o dedo no fiofó do outro, sendo considerado como “arte”; tenha dó. Será que é este tipo de arte que tenho que ensinar aos meus alunos, se é arte mesmo? Responda aí Paulo? Se tens filho é este aprendizado que queres para os mesmos em sala de aula, quando falaremos de arte e cultura? Acredito que você é da mesma estirpe de Jean Willys,um débil mental.

    • 25/05/2016 at 12:57

      Sydney vi que não entendeu meu texto, mas notei também que você parece ter ficado com um pouco de inveja dos atores. Tudo bem.

  9. SAULO MAULI
    22/05/2016 at 15:02

    lamentavel , se isso é arte ta na hora de acabar com essa merda! O orgão excretor virou até performance para esta geração decadente !

    • 22/05/2016 at 22:48

      Saulo fico com dó de gente como você.

    • Marco Antônio
      25/05/2016 at 01:45

      A arte que transcende o puritanismo fascista que reina entre os brasileiro. Querem cobrir os nus da arte Grega e Roma da antiguidade ? Querem rasgar o kamasutra de 2500 anos ?

  10. Camila
    19/05/2016 at 22:30

    Ora, ora, prezado Paulo…
    Um texto tão profundo, reflexivo, filosófico, acerca do mais encoberto significado dessa peça, “performance”, seja lá o que for… Acerca dos animais, da humanidade, da evolução ou do retrocesso… Acerca da reação do público e dos internautas… Acerca do “anus” em si… Mas já leu, o senhor, o significado por trás de tal “obra”???
    “A assessoria de imprensa do grupo emitiu a seguinte explicação:
    A peça não tem nada de imoral, ela é muito reflexiva e é inspirada no excesso de impostos que todos nós brasileiros pagamos e completa, ” que brasileiro não se sente assim com um dedo do governo naquele lugar de tantos impostos que pagamos?”
    Que surpresa, não… Nada a ver com tal reflexão. Menos ainda tem a ver com “macacos” e seus bandos…

    • 19/05/2016 at 23:52

      Camila, Hitler tinha pavor do surrealismo, ele dizia que aquilo de homens deformados iria contaminar a Alemanha. É seu caso, o que não é arte da cópia, lhe é estranho. A sofisticação cultural dos olhos demora, para alguns, nunca chega.

    • douglas mentzer
      30/05/2016 at 22:40

      rapaz…Charlie Chaplin deve estar morrendo de inveja…srrsrr

    • 31/05/2016 at 07:25

      Douglas o problema não é ele, é você. A palavra inveja surgiu da sua boca. Ato falho.

  11. NAZIR
    19/05/2016 at 09:39

    a peça ou performance, com queiram chama é muito ruim. e não é nenhuma novidade, no rs já havia um grupo que fazia estas “performances” ( oi nois qui traveis ) e já naquele tempo este tipo de trabalho era denominado lixo puro, a diferença é que naquele tempo quem bancava a performance era o espectador que comprava ingresso, agora que para é o assalariado que precisa de atendimento hospitalar e não encontra. simples assim, a questão não é o conteúdo da peça, mas quem banca a peça.

    • 19/05/2016 at 10:41

      Nazir “naquele tempo” não existiu e nem você pertenceu a tempo nenhum. Não fez nada. Mas o pior, não entendeu que o texto não é sobre o conteúdo teatral da peça, avaliando-o se merece ou não aplauso.

  12. Jardel Lucca
    16/05/2016 at 02:45

    Detesto a ideia dessa porcaria de Macaquinhos performance.

    Entretanto, sua análise é ótima.
    Parabéns e obrigado por disponibilizá-la por aqui.

    • 16/05/2016 at 08:05

      Jardel Lucca eu esperava leitor assim, que entendesse que não estou avaliando a peça.

  13. Maria
    13/05/2016 at 15:31

    Gente, que discussão inútil! o que se espera é que se avalie o destino do dinheiro público com critérios de necessidade, num país em que 70% não tem acesso a rede tratada de esgoto, em que somos obrigados a dar dinheiro através de bolsas, para que a população pobre não passe fome, num país de favelas com moradias sub humanas, de escolas depredadas com professores com salário de fome e sem bibliotecas, não dá pra ficar bancando arte NESTE MOMENTO com dinheiro público! os artistas deveriam reconhecer isso, independente da opinião pessoal do que é ARTE de cada hum, o que não legal é usar dinheiro público para isso neste momento!

    • 13/05/2016 at 16:10

      Maria, eu não estou avaliando a peça ou dinheiro público.

  14. 10/05/2016 at 14:24

    Paulo, infelizmente não assisti sua peça… Cada macaco no seu galho, não sou ninguém para te julgar. Respeito sua obra e sua opinião. Boa sorte em tudo na sua vida. Ore bastante porq nunca vi tanta carga negativa atirada contra alguém assim como o fizeram com vc aqui.

    • 10/05/2016 at 14:47

      Gleice, não é minha peça e não fiz a defesa da peça.

    • 11/05/2016 at 09:50

      Desculpa.

    • 11/05/2016 at 12:02

      Gleice, eu não a repreendi.

  15. Cuzona
    24/03/2016 at 23:36

    Vai tomar no cu …Pau..lo…ao invés de ficar querendo meter seu pau dedo ou idéias no cu dos outros. No meu cu você não entra com essa filosofia apelativa…e não vou ficar magoadinha também não …
    Tô rindo e cagando um monte pra você ….

    • Cuzona
      25/03/2016 at 00:27

      Brincadeira…entendi…parabéns pelo tema e abordagens ….é muito interessante perceber as reações que ele provoca.

  16. Valtércio Albuquerque
    10/02/2016 at 15:47

    Quantas vezes você viu um aglomerado de macacos? Macacos mesmo. Qual foi o contexto? P. ex: zoológico, expedição, televisão. Onde e quando foi? Enfim, poderia, objetivamente, falar mais sobre essas experiências?

    • 10/02/2016 at 16:23

      Albuquerque sou contra zoológicos. Não Vejo TV. E é expedição é com você. Agora, Macaquinhos não tem a ver com macacos, mas com humanos que exageraram em serem humanos, digamos assim.

    • Valtércio Albuquerque
      11/02/2016 at 01:15

      Mas você não respondeu a nenhuma de minhas perguntas…

    • 11/02/2016 at 03:32

      Valtércio Albuquerque tu aprende algo?

    • Valtércio Albuquerque
      11/02/2016 at 13:25

      Posso então assumir que você nunca viu uma aglomeração de macacos?
      Pelo menos leu algo a respeito?

    • 11/02/2016 at 13:28

      Foto da sua família, mande. Assim posso formar uma ideia.

  17. Luiz Costa
    02/02/2016 at 10:22

    O que me choca é não poder discordar. No facebook não pode ‘não-curtir’. A massa precisa andar como procissão atrás do andor olhando com fervor e gratidão para aquilo que chamam de privilégio. E ninguém pode pensar de outra forma sem correr o risco de virar estátua de sal. Paira no ar uma atmosfera religiosa onde é um pecado mortal não aceitar o que foi carimbado como arte. A religião impõe o ‘ouça, aceite e não fale nada’. Parece que os estudiosos querem se valer desse expediente tenebroso do dogma xiita para ganharem o pão de cada dia. Arte é como o alimento: tenho o direito de gostar ou não gostar. Independente se foi feito em Paris pelo maior chefe de cozinha do mundo. Meu medo não é ser chamado de iletrado, mas de ser obrigado a participar dessa roda porque a classe intelectual acha que para ser inteligente é preciso aceitar o modelo de intelectualidade que uma classe dominante no passado criou e classificou como ‘arte’. (‘O conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las’. – Mario Sergio Cortella)

    • 02/02/2016 at 13:38

      Costa você pode discordar aqui, agora, no caso do meu texto você opta por ser iletrado se lê-lo para avaliar o que é arte, todos os meus textos sobre esse assunto não tocam no tema de arte e não-arte.

  18. Julio Cesar
    23/01/2016 at 15:18

    Que fino!!!!

    Nunca vi tantas respostas top!
    Nunca vi tantos comentários top !

    Dilmais.kkk

    Parabéns !

  19. Vicente
    15/01/2016 at 20:56

    Meu DEUS nunca vi tanta idiotice e falta do que fazer!!!! A minha opinião é que esses caras que ficam “pensando” essas coisas e os outros imbecis que fazem a “performance” deveriam fazer algo mais produtivo… quem sabe um trabalho voluntário, uma distribuição de cestas básicas, doação de remédios, trabalho em asilos, orfanatos …
    E pior que os caras gastam uma grana nessa bobagem!!!!!!!
    Só tem maluco nessa p… !!!!!!!!!

  20. Claudia Leão
    10/01/2016 at 19:44

    Não vi, não verei, mas de fato, como os macacos, fiquei curiosa, fui buscar, e encontrei opiniões que me fizeram pensar. Valeu.

  21. Reis
    05/01/2016 at 09:24

    Nossa auto percepção que causa tds essas reações, negar que isso seja arte, já demonstra o quanto é, gostei muito de sua interpretação, concordo em grau e gênero, atualmente a liberdade, no quesito sexual promovido pela internet expressa esse desejo que exploração interior, mescla de desejo, curiosidade, violência, de explorar os limites ou até mesmo transpor, na qual expressamos através de varias situações que consideramos normais e aceitáveis, colocamos a bunda (cú) em cima do pedestal e depois viemos com moralismo. achei a peça muito curiosa, provocante e ambiciosa, pura arte, mas claro que alguns não iram concordar, mas o objetivo foi atingido isso não se pode negar, quanto aos que condenaram… só demonstram seus conflitos pessoais.

  22. Ricardo
    28/12/2015 at 13:41

    Achei horrível.
    Achei estranho.
    Achei bizarro.
    Achei interessante.
    Fui tentar entender o porquê.
    Então, ela incomoda e faz pensar.
    Arte é isso. É expressão, que pode até desagradar.
    Opiniões minhas, claro.

  23. Leandro
    22/12/2015 at 15:59

    Esses caras fumam um baseado e ficam achando que enfiar o dedo no cu do outro virou arte. Me poupe dessa idiotice.
    Não venham com esse papinho de tentar se passar por intelectual, isso não cola. Essa bosta dessa peça não passa nenhuma mensagem, aliás não passa nada de positivo, mas somente uma “retardadice”. A diferença dos humanos e macacos é que nós somos racionais, por isso não enfiamos o dedo no cu do outro. Cu é um orifício que tem uma única utilidade de defecar, não me venha comparar com macaco. Apesar de que sua mente não difere muito de um primata.

    • 22/12/2015 at 16:37

      Leandro eu não vou com o papinho de passar por intelectual, com você nada que é intelectual se põe. Você é o cara que realmente quer só enfiar o dedo no cu e pronto, não tem o que fazer além disso. Nada. Livro, filme, filosofia, mulher, vida, geografia, história, adereço, adorno, vestidos e tartarugas não tem nada a ver com você. Sua vida é isso: o cu. Só isso o preocupa. Sua pobreza não o permite ter o necessário para cometer suicídio. Que seria seu natural, caso pudesse ver a pobreza em que vive.

    • Leandro
      23/12/2015 at 21:00

      Paulo, se você não percebeu o teatro está com aspas, até por que não sei descrever o que é essa obscenidade.
      Não tinha necessidade disso, mas vou falar algumas qualificações minhas pessoais e profissionais: Fui advogado, pós-graduado, hoje larguei a advocacia, pois sou concursado do Estado, sou casado e tenho filho.
      Agora, deixa eu tentar descrever a sua personalidade: Solitário, depressivo, filósofo ou sociólogo, homosexual e maconheiro.

    • 24/12/2015 at 01:13

      Leandro sua necessidade de se mostrar alguém para mim ficou boa: casado, ex-advogado (ha ha ha). Mas volto ao meu texto: ele não sobre arte, teatro ou coisa assim. Tente ler mais vezes. Quanto a você ter filho, bom, há amigos aí que ajudaram você. Fico feliz, você é uma pessoa querida em seu meio. Vai Leandro tenta ler mais vezes e força aí, na décima acho que você vai começar a pegar algo.

  24. Ma
    17/12/2015 at 02:55

    Adorei vocês brigando tão eloquentemente! Continuem assim eu fico mais apaixonada pela filosofia! E de lambuja vejo alguém lidando magistralmente com narciso e outro com paixão recolhida. Bjo adorei.

    • 17/12/2015 at 11:25

      Ma infelizmente você não sabe o que é “Narciso”.

  25. Laíza
    15/12/2015 at 23:27

    Achei perturbador, mas acho que a arte é isso. Perturbar as pessoas. Mexer com os sentimentos… e essa apresentação conseguiu isso.

    • 16/12/2015 at 09:50

      Laíza obrigado pela sua opinião, mas, enfim, como viu, meu texto não é sobre arte propriamente.

  26. Joice Estarlino
    03/12/2015 at 10:26

    Paulo, adorei ler tudo isso! As pessoas, não generalizando, ainda tem pouca informação e muito preconceito, engraçado, com o próprio corpo..rs
    Queria poder ver a peça..

  27. 02/12/2015 at 11:50

    Talis sinto lhe informar mas Paulo tem razão quanto a sua atitude!

    Sr. Paulo Ghitaldelli.

    Então o texto acima tenta explicar o ponto de vista do criador da obra e que o mesmo tenha sido tentar quebrar o tabu que assola a “civilização”, a sexualidade relacionada ao nosso corpo e aquele anseio de explorar além dos limites… E que talvez se as pessoas se comportassem um pouco mais como os macacos em relação ao corpo do próximo, não averia tanto preconceito quanto a exposição de determinadas partes?

    • 02/12/2015 at 12:49

      Bem Caio, a peça tem um lado sexual, digamos assim. Mas a leitura que fiz, que é da filosofia, tem a ver com o “dentro-fora” que abarrota a semãntica moderna. Obrigado por ler minhas coisAS.

  28. TALIS
    29/11/2015 at 22:16

    Nada contra a obra, tão pouco a favor. Vim aqui só pra fazer a constatação de que esse Paulo Ghiraldelli é um babaca, arrogante, prepotente e todos os piores adjetivos que eu poderia imaginar. É repulsivo que um senhor nesta idade, se comporte como um adolescente mimado, que não aceita nenhuma opinião contrária a sua. Se o teor das suas resposta é só pra atrair público (mais pela indignação), eu até compreendo a estratégia de marketing, que por sinal acho bem errada, mas se esse realmente é seu modo de pensar, sinto pena de quem tem que conviver com você.

    • 29/11/2015 at 22:19

      Talis eu sei que não veio aqui para ler o texto, não consegue. Agora, essa sua mágoa de mim, que no fundo é tesão e paixão por mim, vai deixá-lo louco. Estou lhe dando um pouco de atenção para não se matar. Mas, no fundo, se se matar, ninguém vai notar sua falta. Não se mate não. Você é engraçado gemendo. Escreva mais. Pretendo fazer um vídeo só com esse tipo de manifestação de desespero. Beijos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *