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21/08/2017

Júlia Coller não morreu em uma sociedade qualquer


Julia CollerJúlia Coller está morta. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio. As comunidades virtuais conheceram Julia Coller pelo ativismo; ela foi uma das pessoas acorrentadas ao Instituto Royal, na luta pela libertação dos animais do falso laboratório. Nessas mesmas comunidades, há os que especulam sobre a sua morte. Mas à medida que os jornais dizem que ela consumiu “álcool e drogas” em uma festa no dia anterior, e que já havia tentado o suicídio antes, tudo se resolve. É só enterrar a bela menina de olhos verdes.

O Brasil é o país em que a vítima fica culpada com uma facilidade incrível. Sendo mulher, então, nem é preciso lançar mão do elemento fatal para instalar o preconceito, as drogas. Junto com drogas, o ativismo em favor de … animais! Ora, nem mesmo em favor de humanos, mas de animais! Eis que se forma o quadro na cabeça dos conservadores que, agora, estão com tudo na mídia, e até poderiam escrever: “menina porra louca”.

Júlia Coller apareceu morta diante de um namorado e uma amiga. Estava em seu quarto, ligou para o namorado, mas não falou com a amiga que estava na mesma casa. Amarrou uma gravata na janela e conseguiu se matar com tal instrumento. Isso após uma noite sem dormir e já de ressaca. A garota deve ter feito um curso de marinheiro, por isso foi impecável ao construir o nó fatal para morrer, mesmo sendo bem leve. Posso aceitar a morte de Júlia Coller, mas não consigo ficar tranquilo se a morte vem acompanhada de um julgamento sobre ela, tão fácil que faz alguns chegarem a dizer  de modo cinicamente tranquilo “ah, quando tem droga no meio, tudo é possível”.

Não dá mais para culpar as drogas pelo fim de uma pessoa sensível. Entre a droga e a uma pessoa há um mundo, ou melhor, há a nossa sociedade. Essa sociedade em que vivemos e na qual achamos que tudo se resolve com polícia. Basta colocar a polícia contra tudo que cheira errado e tudo ficar certo. Assim pensam agora os intelectuais da modinha.

Ora, não vou por aí não. Não visto canga. Já passou da época em que tínhamos de ceder aos que exigiam de nós um comportamento do tipo “é assim mesmo, afinal, era uma garota que ficou lá no Royal, acorrentada”. Sim, é esse o juízo que os conservadores estão fazendo agora, no bar, e só não vão escrever isso porque o caso Royal já não dá mais “ibope”. Todavia, os que foram contra o resgate dos beagles nem precisam dizer nada, já os escuto culpando a vítima.

Em nossa sociedade em que a regra não é a maldade voluntária, mas a apatia da insensibilidade produzida por um pensamento que se acha importante por colocar a política acima da vida humana, pessoas como Coller não podem usar por muito tempo seus olhos verdes. Tais olhos matam de vergonha, ainda, os que já não são capazes de nenhum choro, de nenhum gozo, de nenhuma capacidade de ver nos cães nossos amigos. Olhos assim, fitados pelos conservadores que condenaram o ativismo que fechou o Royal na base da lei, são  como que faróis em um túnel escuro e silencioso.

Adorno chamou a nossa sociedade de “sociedade administrada”. Nela, tudo é administrado e não vivido. Adorno punha a administração de um lado e a vida de outro. Pois administração é para empresas, não para vidas. Nossa sociedade tem empresariado nossas vidas e, então, quer que a vida não tenha nenhum laço que não seja o de sobrevivência. Nessa sociedade, tem de vigorar o que ele chamava de “feliz apatia” da “frieza burguesa”. Todos se arrastam. Só os adultos riem. Estão nos shoppings. As crianças brincam sem sorrir. Esse é um sinal de nossos tempos. Podem reparar.

Jovens como Júlia Coller não querem entrar em um partido. Não estão comprando o Mein Kampf atual, que no seu mais radical ressentimento nutre outros ressentidos diante dos escolarizados. Esses ressentidos acham que nas escolas se serve Marx, maconha e caviar. Ora, como eles nunca conseguiram ler o primeiro por não entenderem Platão ou qualquer outro clássico, como eles consumiram só maconha ruim e, enfim, como jamais viram caviar senão na TV, se ressentem contra os que gozaram a vida.

Não! Julia não foi dos que podem entrar para o partido dos ressentidos. Ela se deprimia com esse mundo, pois ela ainda era uma moça velha, uma moça com sentimentos. Nos olhos dos cães ela via o que existe. Existe amor. Ah, mas quão babaca é esse sentimento para esses novos homens que, agora, deixaram os púlpitos e comentam sobre a vida social e política. Eles são os que culpam vítimas. Diante deles, Júlias perecerão sempre.

Paulo Ghiraldelli, filósofo.

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80 Responses “Júlia Coller não morreu em uma sociedade qualquer”

  1. fatima chuecco
    19/04/2015 at 19:23

    Essa semana, abril de 2015, lembrei desse episódio. Na época achei um bocado estranho uma garota linda e que acabara de conquistar uma vitória memorável no Instituto Royal liberando os beagles, se matar em seguida. Acho q nem drogada faria isso. Mas na época simplesmente esqueci. Essa semana, do nada, a história dessa moça não me saiu da cabeça e eu não sei por que. Talvez um contato dela? Uma sensação? Será que captei inconscientemente algum pedido de justiça? Não sei. Se alguém tiver algum detalhe me avise.

    • 19/04/2015 at 23:54

      Fátima tudo ficou esquecido. Grandes heróis de pequenas grandes lutas … esquecidos.

  2. Mayne
    27/11/2013 at 22:28

    sem palavras…

  3. Daniella Talarico Cidade Zacchi
    19/11/2013 at 11:14

    *aceitam tudo que a mídia impõe

  4. Daniella Talarico Cidade Zacchi
    19/11/2013 at 11:13

    Paulo….Me emocionei com o seu texto! Meus Parabéns! De forma alguma quero criticar alguns comentários acima, respeito e entendo….Mas não entendo teu texto como esclarecedor (como algumas pessoas colocaram). Penso, do meu ponto de vista que ele é contestador, inquietante, no sentido de fazer-nos pensar, questionar. Não vejo nenhuma solução, até pq a solução para isto é muito complexa, beirando à utopia, visto que a sociedade em que vivemos está doente. Mas a coisa mais importante que eu vejo em todo processo é a dúvida, o questionar….o fazer pensar. Eu como profissional e estudante (desde que me conheço por gente estou sempre estudando) tenho medo das certezas, das respostas prontas. Penso que só conseguimos ter alguma dimensão de entendimento de alguma qualquer coisa quando, paradoxalmente, conseguimos ter dúvidas, questionar. Eu sempre pensei que quando eu não entendia nada do assunto eu não conseguia nem ter dúvidas, questionar. Parabéns mais uma vez! Méritos para quem algum dia resolveu estudar filosofia por entende-la como base… Méritos para uma pessoa de bem, méritos para uma pessoa que consegue entender o sentimento de quem se preocupa com os animais (sim, neste caso sou uma delas AMO aniamis…luto, canso, mas faço a minha parte). Acho incrível como uma leitura como esta nos transforma de alguma forma. Fantástico.
    Mais um comentário. Fico feliz em ler tal parte “Todos se arrastam. Só os adultos riem. Estão nos shoppings. As crianças brincam sem sorrir. Esse é um sinal de nossos tempos. Podem reparar”. Graças a Deus, minha filha Ri…ri muito, nunca vi criança tão feliz… ri de doer a barriga. Ri, chora, fica brava, chega a fazer birra. Cabe a nós tentar conduzir. Digo TENTAR, para que ela não se molde a essa sociedade doente, para que ela se faça feliz. Fico feliz, porque estamos à procura de um caminho para lhe dar instrumentos para que ela tente se fazer feliz! PS: Fico pasma como as pessoas aceiutam tudo que a mídia impõe. REde Globo, Revista VEJA, etc, etc, etc…são sinônimos hoje em dia de verdade absoluta. Pena, muita pena dessas pessoas.

  5. Clarissa
    18/11/2013 at 13:06

    Agradeço, de coração, imensamente. Chorei…

    • 18/11/2013 at 14:35

      Clarissa, temos de reconhecer né, somos uns babacas que não conseguimos ajudar os vivos.

  6. sandra gasparro
    18/11/2013 at 01:20

    parabens pelo texto, infelizmente foi-se uma guerreira , mas a luta há de continuar sempre e com mais garra. Qto mais conheço os humanos mais amo os animais.

    • 18/11/2013 at 14:37

      Sandra, entendo você, mas não descuide dos direitos humanos. Sem eles, nao há direitos dos animais.

  7. Jussara Araujo de Almeida
    17/11/2013 at 20:28

    Perfeito meu caro! Mais nada a dizer!

  8. Ane Hope
    17/11/2013 at 16:31

    Paulo Ghiraldelli você disse tudo,cara.Parabéns pelo texto.Adorei essa parte”Nessa sociedade, tem de vigorar o que ele chamava de “feliz apatia” da “frieza burguesa”. Todos se arrastam. Só os adultos riem. Estão nos shoppings. As crianças brincam sem sorrir. Esse é um sinal de nossos tempos. Podem reparar”.
    É estranho,mas hoje em dia,na minha humilde opinião,parece que as pessoas estão sendo criadas em fábricas.Todo mundo parece entorpecidos,quase ninguém olha para o lado,nem parece sentir a dor do outro,muito menos de um animal que para as mesmas não tem valor algum.Para que tanto conhecimento,tecnologia se as pessoas estão se tornando cada vez mais manipuláveis pela mídia tendenciosa,mídia essa,que chamam os ativistas de bandidos.Enfim,prefiro ser chamada de louca por pensar diferente do que ser um robozinho que finge que a vida é perfeita o tempo todo.

  9. Rogério
    15/11/2013 at 17:29

    o laboratório era falso??? Confesso que essa notícia eu não tinha lido em lugar algum…Será que é falsa também essa notícia aqui no link embaixo também? Tudo nesta droga de país é falso? Sinceramente, o que está acontecendo com a juventude desse país? O que está acontecendo com esse país?

    http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/11/apanhamos-muito-diz-vigilante-do-instituto-royal-em-sao-roque.html

    • 15/11/2013 at 17:54

      Rogério, o laboratório foi fechado. Ele foi fechado porque era verdadeiro, ele fazia o que dizia. Não, não fazia. E você é um idiota.

    • Clarissa
      18/11/2013 at 12:54

      Rogério, se você acredita em tudo que vem via Rede Globo e Cia., disse tudo sobre si mesmo. Você é o perfeito alienado que eles se esforçam tanto em produzir. Nunca é tarde para despertar.

    • 18/11/2013 at 14:37

      Clarissa, a Rede Globo diz muita coisa boa. Como tudo na vida, é preciso que tenhamos alguma formação, e não só informação, para poder ler as coisas né?

  10. Yuri Takehara Chemale
    15/11/2013 at 13:12

    Bom texto, gostei de ler ainda mais por ter opiniões contrárias a minha (acho isso algo construtivo). Entretanto, achei ele muito tendencioso. Com certeza irei acompanhar este blog, pois há muito o que aprender lendo textos de opiniões contrárias!

    • 15/11/2013 at 13:17

      Yuri, tendencioso? Acorda! O texto não é sobre uma boneca enforcada minha cara. O texto tem alma. Para ficar no blog tem de ter sangue nos olhos quando se trata da vida em perigo. E inteligência. Porque o blog é jornalístico, mas é de filósofo.

  11. Marina Nogueira
    15/11/2013 at 12:41

    Dentre todas as coisas citadas acima, verdades do nosso mundinho atual, é que as crianças hoje brincam sem sorrir! Verdade pura, minha infância foi de muuito amor cercada por animais, eu passava horas brincando e sorrindo com os animais e os amo até hoje. Ali eu era a mãe, a irmã, a amiga e dava e recebia muito amor deles e também da minha família, aprendi a respeitar e amar a natureza e as outras espécies, a preservar… Hoje quando vejo uma criança ignorar um cachorrinho que late para ela fazendo festa, pergunto logo, você não tem um bichinho?!, muitas das vezes me respondem, não sou alérgica, não moro em apartamento, não dá ou não gosto, é nojento!!! Isso me choca 🙁

    • 15/11/2013 at 13:13

      Marina, sempre é possível encontrar a mãe e dar um tapa bem dado na cabeça dela.

  12. Gustavo
    15/11/2013 at 12:39

    Gostaria de saber em qual obra se encontra essa reflexão de Adorno, sobre uma “sociedade adiministrada”?

    abs

  13. Virna
    14/11/2013 at 10:37

    Simplesmente perfeito! Nada abordou tão bem o tema como esse texto.
    Agora, com certeza, ela descansará em paz. Alguém não a tratou somente como uma ativista baderneira drogada.
    Essa menina foi deveras importante para o país. Talvez não vejam ou compreendam o que ela fez, mas, sem dúvidas, mudou algumas coisa.
    E tornando minhas as palavras da Camilla “Com o perdão da palavra, VOCÊ É FODA!”( para caralho! 😉 )

    • 14/11/2013 at 12:43

      Virna, não tenho retribuído todos os elogios que ganhei com esse texto. Mas não é mérito meu. É que as pessoas que lidam com animais são diferentes, elas não tem inveja, são disponíveis, então, sabem reconhecer na Júlia uma figura de herói. Bom isso. Ao menos isso.

  14. Rick
    14/11/2013 at 06:06

    “Eis que se forma o quadro na cabeça dos conservadores que, agora, estão com tudo na mídia”

    A que vc atribui esse crescente espaço que a mídia brasileira está dando aos conservadores?

    Não podemos enxergar um lado positivo nisso, embora eu não seja conservador? Não podemos ver como um sinal de avanço deste país em direção a uma maturidade democrática? Afinal, numa democracia, todos os lados devem estar representados, por mais antagônicos que sejam. Nos EUA, por exemplo, é assim.

    • 14/11/2013 at 12:48

      Rick, eu gostaria que fosse positivo. Mas o que os conservadores estão fazendo é pura propaganda e, portanto, em nada diferente do que a esquerda fazia. Claro que a esquerda tinha um Alfredo Bosi e colegas, coisa que a direita não tem. Mas, no geral, hoje há uma propaganda somente. O PT no governo faz a direita sair da toca e até comprar livro. É isso. Eu sigo na filosofia. Propaganda não é commigo.

    • noNato
      16/11/2013 at 01:17

      Paulo, não sei se você ficou sabendo, mas o conservadorismo fez hoje, indiretmante, mais uma vítima( sei que não foi o caso do texto seu ), em pleno século XXI, pois é… Uma garota teve o mesmo fim, mesmas vias de fato, por ter seu vídeo postado num site adulto fazendo “tripulias” com outros adolescentes. Coisa de jovem, na flor da idade. Deixou uma carta triste para os pais, cheia de culpa e pedindo desculpas. Minha nossa, por um momento achei que estivéssemos no séc. XV. Mas que paradoxo! A gente que já ficou acostumado a ver e ouvir cada uma dessa geração, até mesmo na escola, e agora temos isso. Difícil entender.
      Ano passado, outro caso que ficou bem conhecido nas redes sociais, de uma jovem que, por ter virado atéia, e ter discutido sucessivas vezes com a mãe intransigente, nesse contexto, ameaçando-a pô-la pra fora de casa, decidiu por um ponto final na sua já curta vida.

    • 16/11/2013 at 10:48

      Sim, fiquei sabendo. Nem tive coragem de escrever.

  15. Elza A.
    14/11/2013 at 03:23

    Expressou a dura realidade.
    Verdade que vivemos hoje, com a falta de amor, honra, empatia.
    Disse tudo.

  16. marilene Zulo
    13/11/2013 at 22:29

    Lindo texto. Onde quer que Julia esteja tenho certeza que sentirá as vibracoes de amor. Descanse em paz Julia e receba nossas vibracoes em forma de luz.

  17. Ricardo Naman
    13/11/2013 at 21:04

    cara que sensibilidade! Vc é fera do bem. Parabéns ao grande filósofo. Ricardo Naman ( ex diretor da Sociedade União Internacional dos Animais. (SUIPA-RJ)

  18. Fodão
    13/11/2013 at 20:39

    Vc é um zé bosta e se auto-intitula filósofo? Essa mina se drogava e enchia o rabo de pinga, só adiantou o processo suicida que ela já praticava.

    • 13/11/2013 at 20:50

      Fodão, vou deixar sua frase aí para que os leitores saibam que gente como você tem medo de colocar o verdadeiro nome aqui. Eu sou filósofo, figura pública, vida aberta. Você, uma sombra da covardia que se remói na escuridão. Sofre aí sozinho cara.

    • MARCELO CIOTI
      14/11/2013 at 10:01

      Não conheço ninguém que se chama Fodão.Parece nome de palhaço.
      Daqui a pouco,até a Xuxa vai postar algo aqui,com alguma frase
      tatibitati ou sentimentalóide.

    • 14/11/2013 at 12:43

      Fodão aí no caso foi sinônimo de covardão.

  19. Carla Sampaio
    13/11/2013 at 19:18

    Ninguém se suicida depois de uma vitória da magnitude desta que elas tiveram com o Instituto Royal. As pessoas se suicidam quando nada dá certo, quando a luta não produz resultados, quando não há mais nada a fazer. O caso Royal foi um marco histórico para a proteção animal, encheu de esperança e de fôlego novo todos os ativistas do país. Meu medo é que outras meninas que participaram da ação “se suicidem” nos próximos dias. Todo o cuidado é pouco.

    • 13/11/2013 at 19:29

      Carla, suicida sim. O problema é duplo. Peguei por um lado. O outro, vamos aguardar mais.

  20. Gisela Alves
    13/11/2013 at 17:39

    Simplismente maravilhoso! Expressa exatamente o que sentimos diante da perda dessa linda menina e de tantas outras que lutam por seus ideais, que lutam pela vida, pelos sonhos! Bravo, bravíssimo!

  21. 13/11/2013 at 16:41

    Boa tarde. Simplesmente digno do brilho que incendeia a alma dos idealistas. Um texto magnífico. Protetores de animais são. Isso. Simplesmente são. Agem na omissão do Estado opressor e da sociedade tantas vezes hipócrita. Agem pelos vulneráveis. Julia Coller era uma ativista. Lutava pelo que acreditava. Para mim pouco importa como morreu. Só sei que fará falta. E nada recuperará o valor que teve e sempre terá. Prefiro um idealista que muitos que se conformam em possuírem ao invés de construírem. Julia Coller sempre viverá. Sempre. pelos animais. Pelo equilíbrio. Por uma sociedade igualitária e justa.

    • MARCELO CIOTI
      14/11/2013 at 09:57

      Essa tua última frase parece ter saído de algum candidato no
      horário político.Só faltou você dizer:Vote em Rogério Gonçalves,
      meu número é 171-171.Com Sicrano pra presidente e Fulano pra
      governador.kkkk

  22. Danilo Henrique
    13/11/2013 at 15:14

    A realidade apolínea as vezes precisa beber um pouco de vinho. Mas ainda assim, o mundo é implacável: beber demais incorre em riscos!

    Novamente, vez ou outra, mandar os riscos a merda é essencial para viver…
    E se morrer, que não haja dedos que apontam, afinal quem nunca correu esses riscos morre de vontade!

    Na vida, no dia-a-dia, a beleza se mata diante de uma “realidade” fria e ausente de significado. O reino da constatação imediata e dos cálculos precisos não tolera “falhas”. Afinal, o quanto alguma corporação qualquer não investiu em Julia? O quanto o Estado não investiu, quando sua família não investiu? Sem lucro algum!

    Ela falhou em não ser uma planilha! E ao constatar essa “falha”, ela deve ser enquadrada, necessariamente em alguma estatística!

  23. Clara
    13/11/2013 at 12:45

    “Nos olhos dos cães ela via o que existe. Existe amor. Ah, mas quão babaca é esse sentimento para esses novos homens que, agora, deixaram os púlpitos e comentam sobre a vida social e política. Eles são os que culpam vítimas.” LINDO DEMAIS ISSO…PARABÉNS.
    Infelizmente vivemos nesse país onde a vítima é sempre a culpada. Lamentável.

  24. Pawer
    13/11/2013 at 12:04

    Que bom que meu comentário na sua pagina suscitou nesse artigo.Foi útil!

    • 13/11/2013 at 12:10

      Não sei se foi o seu o primeiro, mas quando começou a coisa a rolar na grande imprensa, vi que ia virar merda. Aí, tive de escrever.

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