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22/10/2017

A impossibilidade do filósofo de ser de esquerda


É fácil ou difícil ser de esquerda como filósofo? Talvez seja impossível.

Não é difícil ser de esquerda em um mundo com valores cristãos que implicam em justiça social pensada como democracia econômica e social. Não achamos somente “essencialmente humano” que os pobres não estejam tão distantes dos ricos, mas, mais que isso, nós pensamos que romper com tal distância é algo razoável, ou mesmo racional. Há tanta riqueza no mundo e ela é fruto não só dos ricos, mas fundamentalmente dos pobres que lidam com a parte mais dura do trabalho, então é difícil, para boa muitos de nós, nos agarrarmos a princípios mesquinhos que negam que exista participação popular na política e, com isso, forças no sentido de proporcionar maior distribuição de renda. Por isso mesmo, em termos de princípios, é fácil se ver como sendo bom quando se é de esquerda, como tendo “coração” à medida que se quer uma sociedade mais igualitária.

Ora, quando isso não se torna um fanatismo que nos faz achar que, por cumprir os objetivos da esquerda temos uma missão, então eu não penso que ser de esquerda traz poucos benefícios para todo mundo. Se por tudo isso não nos acharmos melhores que todos os outros que não estão dispostos a serem de esquerda, então não penso que se colocar à esquerda é desinteressante.

Ora, mas para além de determinações assim, gerais, nada cria problema. É no específico e nos pensamentos fronteiriços que a vida traz preocupações.

Quando saímos desse campo genérico aí o paraíso acaba. Por quê? Porque o dogma e a proibição ao pensamento logo surge. Dou dois exemplos.

Ser de esquerda é não deixar que mulheres e homens sejam diferentes a ponto de que exista sobrecarga de um lado. Assim, se a gravidez indesejada é um fardo, que advoguemos como um princípio de esquerda o slogan feminista “meu corpo minhas regras”. Que a mulher tenha direito de por fim à gestação, sem interferência do estado, ou seja, da lei.  Fácil não? Basta declarar que a vida começa dia X na hora Y e pode-se arrancar o feto que, por tal declaração da agora sacrossanta voz da ciência, ainda não era algo vivo ou ao menos não era um animal vivo. O corpo da mulher e do feto são propriedades da mulher. Nessa hora a esquerda esquece que não considera o corpo de homens e mulheres sendo deles quando se trata de obrigar o uso do cinto de segurança ou quando se proíbe o comércio de órgãos ou até mesmo quando se proíbe o empregado de vender suas férias para não se tornar mais explorado pelo patrão.

Ser de esquerda é não deixar que homens e mulheres sejam proibidos de pensar pelas suas próprias cabeças. Desse modo, se a mídia puder ser vista como “manipuladora”, a primeira ideia que ocorre não é a de apostar que todo mundo pode se educar no sentido de não cair de joelhos e sofrer algum tipo de lavagem cerebral. Não! Parece ser mais fácil pensar que o correto é proibir as TVs de estarem nas mãos de particulares, que venham todos para o campo estatal, direta ou indiretamente, com a promessa de que não se exerceria nenhuma censura, mas apenas uma adaptação de seus conteúdos aos “interesses populares”. Nessa hora a esquerda jura de pés juntos que “o povo” estará sendo bem representado no estado por gente do partido da esquerda que não irá censurar, mas apenas “adaptar os conteúdos” de modo a colocá-los sobre o crivo “do que é saudável”. É fácil aí argumentar que isso se faz em favor das crianças!

Só esses dois exemplos já mostram o quanto que, se caminhamos caso a caso, toda a facilidade de ser de esquerda já se transforma, ao menos aos que não abdicaram de pensar, um problema. Não é tão tranquilo ser de esquerda para quem pensa. Não é fácil, para quem pensa mesmo, aquele que enfrenta  as questões pondo em dúvida as certezas apresentadas pelo pensamento dito de esquerda, continuar aí, no caso a caso, sendo de esquerda. Quem duvida ou quem não tem certezas, aquele que ousa refletir, este começa não a ir para a direita, até porque a direita é, por definição, avessa ao pensar livre, mas dá passos para se tornar um dissidente da esquerda.

Inicia-se aí a peregrinação que tantos outros filósofos e pensadores tiveram que assumir. Ao menos aqueles que quiseram continuar honestos com a filosofia. Quem tem dúvidas começa a perceber que talvez, para ser filósofo, não se deva deixar a política batizar tudo. Talvez se possa tomar partido da inteligência, ao invés de ter de tomar partido por partidos políticos, mesmo em sentido amplo. Rapidamente, nesse trajeto, ser de esquerda perde o encanto, a aura. Então logo se descobre que, ao contrário do que se pensava, se estava sim sendo de esquerda porque já se estava imaginando ser herói, ser melhor que os outros, ser missionário, um quase filho antes de Marx com Madalena do que desta com Jesus.

Nunca deveríamos nos esquecer de que Sócrates foi um filósofo popular, da rua, e que, no entanto, foi morto por leis de uma democracia. Isso não se deveu a um julgamento falso, mas, antes de tudo, porque Sócrates se recusou parar de filosofar.

Os filósofos são os que percebem que todos, ao menos de vez em quando, podem ser de esquerda ou de direita se quiserem, menos ele. Sua inquietude e dúvidas não permitiria um tal êxtase francês com a política. Os filósofos são treinados para se engajarem no não engajamento – até mesmo os que estiveram ligados a filosofias de engajamento. São aqueles que, de alguma forma, abocanharam algum aspecto da epoché husserliana e até mesmo anterior, a epoché cética, mantendo assim uma terrível dificuldade de colocarem a política acima de tudo.

Para os filósofos ser de esquerda é terrível. Ser de direita é descartado. Resta continuar sendo os que acreditam que a vida diz mais que a política.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

PS: espero que não apareça aqui nenhum leitor que não sabe ler expondo frases do tipo: “Mas Sartre não era de esquerda?”. “Mas Rorty não era de esquerda?” etc. Peço por favor que usem o cérebro e entendam que meu texto vai para um lado, e a complexidade da vida de cada filósofo vai por outra. No geral, todos os filósofos que assumiram posições políticas tiveram algum nível de arrependimento ou de necessária relativização.

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39 Responses “A impossibilidade do filósofo de ser de esquerda”

  1. Steiner
    23/05/2017 at 04:37

    Não concordo com um monte de coisas que você diz, mas esse texto eu faço questão de salvar nos meus arquivos e mostrar para os meus alunos no ano que vem, quando eu assumir uma turma. Continue postando textos assim, com essa lucidez. O filósofo que não desafia suas crenças, suas convicções e os dogmas que pairam sobre cabeças doutrinadas por aí, não pode ser considerado filósofo.

    • 23/05/2017 at 09:19

      Steiner você está preso a ideologias, caso não estivesse, concordaria mais com o que eu digo. Aposto. Tomara que quando for assumir uma turma você mude.

  2. Bruno
    22/07/2016 at 22:51

    Por que consideras que a direita por definição é avessa ao livre pensar?

    • 23/07/2016 at 14:09

      Pelo que expliquei: pensamento é movimento. Pensamento que não pensa, que não vai adiante, que vai e volta para o mesmo ponto, na direita ou na esquerda, é não filosófico e, no fundo, não pensamento. O pensamento procura o lugar-nenhum.

  3. Marília Feldhues
    30/05/2016 at 10:10

    Professor, gostaria de fazer uma pergunta leiga, mas que para fazê-la vou precisar descrever um raciocínio. Se eu pressupor algo que discorde, por favor, pode me informar.

    Nossas experiências moldam a forma com que vemos e interagimos com o mundo. Cada nova experiência pode alterar a forma com que ocorre essa interação. Nossas experiências não são formadas apenas por aquilo com que se interage direta e objetivamente, mas também por aquilo que não está na realidade objetiva, como uma história ouvida, lida, assistida.
    Nesse sentido, tudo que nos é mediado se incorpora a nossa experiência e modifica a maneira com que lidamos com o mundo.
    Acho que nesse contexto pode-se pensar em identidade cultural, como uma identidade compartilhada entre um povo que interage de determinada maneira, tendo como base determinadas experiências em comum.
    Tudo que foge dessa base comum, é taxado de ideologia, doutrinação, enquanto que o que está dentro dessa base é considerado neutralidade.
    Mas acredito que neutralidade não existe. Neutralidade não seria também uma escolha política?
    Todo posicionamento não é um posicionamento político?
    O Senhor poderia dizer como entende esse assunto ou sugerir leituras pra mim?
    Muito obrigada!

    • 30/05/2016 at 11:17

      Marília essa é a diferença enter ética, que vem de ethos, e moral, que vem de mores. E também a distinção entre o senso comum que se mostra como bom senso, acriticamente, e a capacidade filosófica de ir por outras questões na jogada. A questão sua da neutralidade não está bem posta. Ou seja,não somos presos à política. Não cheiramos um perfume ou vemos uma flor por meio da política. O mundo é maior que isso. Talvez o livro Filosofia Política para educadores (manole) ajude você. BAixe agora pela Cultura. Um texto mais técnico: http://ghiraldelli.pro.br/objetividade-de-valores-para-donald-davidson/

  4. William Vallentin
    23/02/2016 at 11:21

    Nietzsche pode ser considerado um filósofo da direita?

    • 23/02/2016 at 13:21

      Filósofos não são de direita ou esquerda. Os grandes filósofos não são medidos por política.

    • William Valentin
      23/02/2016 at 18:05

      Ok. Mas não é possível identificar aspectos do pensamento de Nietzsche com nenhuma das duas ideologias?

    • 23/02/2016 at 20:02

      Valentin, não é útil fazer isso.

  5. Sidinei
    26/01/2016 at 16:45

    Filósofos de direita são verdadeiros bajuladores: para terem destaque ao aparecem na mídia, devem adotar o discurso dominante. Estes filósofos do mercado ficam ao lado dos poderosos, sustentando o sistema como explorados bobos. Não valem um peido de um gato.

  6. antonio euridan
    04/01/2016 at 17:54

    Primeiro vamos lá , o que é ser de direita e ser de esquerda . Ser de esquerda é querer que não se tenha só uma visão de mundo mas sim uma visão pluralista e que todos possam ter o direito de com base nessa pluralidade tomar a decisão acertada . Querer uma televisão democrática e não estatal como você disse pois a função do estado é manter a dominação de uma classe social sobre a sociedade como um todo , e querer uma televisão que mostre a diversidade de visão de mundo e de opinião

    • 04/01/2016 at 19:14

      Euridan, há uns vinte ou trinta anos o escrito Enzensberger, num livro traduzido, mostrou de modo claro como não temos muito o que oferecer sobre a ideia de que somos manipulados pela mídia etc. Sobre direita e esquerda, se o artigo não lhe deu clareza, pode recorrer a outros semelhantes no blog ou, melhor ainda, pegar o livro “Filosofia política para educadores” (Manole). Beleza? Aguardo sua leitura. Vamos conversar.

    • 04/01/2016 at 19:16
  7. Sandra Regina
    02/12/2014 at 20:42

    O professor Olavo de Carvalho é um bom filósofo da direita?

    • 02/12/2014 at 21:35

      Sandra ele não é professor muito menos filósofo. Não terminou o primário e é um completo maluco.

  8. Ana Paula
    29/11/2014 at 01:13

    Prof. Paulo,

    Muitas coisas que você disse, tem tudo haver com fatos cotidianos publicados nas redes sociais, e pra ser bem sincera ficar lendo o que algumas pessoas que se proclamam como “esquerdistas sábios” é um verdadeiro “saco”, eu percebo em algumas pessoas tanto de esquerda e até mesmo de direita um “achismo” exacerbado, mais voltado para o ego da pessoa do que para o próprio contexto e suas vertentes. Sem querer generalizar, mas é lamentável como algumas pessoas não se esforçam para pensar um pouco além, hoje em dia dizer que é de esquerda virou moda para fazer propaganda de solidário, infelizmente muitas pessoas agem dessa forma.

    Abraço!

    • 29/11/2014 at 01:46

      Ana Paula, você diz “até mesmo de direita”? Ora, a direita é tradicionalmente mais burra que a esquerda. É só agora, porque estamos vivendo tempos conservadores, que a direita põe o nariz aí, querendo posar de intelectual. Ela sempre foi inferior. Mas agora, com essa esquerda que não estuda mais nada, então surge uma direita que, lendo a Veja, bota banca!

    • 01/12/2014 at 12:25

      Existem escritores e pensadores conservadores com elaborações conceituais muito mais abstratas, difíceis e instigantes do que qualquer coisa que jamais foi escrita nas páginas de Veja.

    • 01/12/2014 at 17:40

      Fonseca, meu caro, esqueça os politicamente conservadores brilhantes que aparecem por aí. Fique com os tradicionais: Heidegger, Nietzsche e por aí vai. Acorda!

  9. 26/11/2014 at 13:38

    Professor Paulo, aproveitando a reflexão sobre o lugar do filósofo nos pólos esquerda e direita, gostaria de fazer uma pergunta: a assim chamada Filosofia da Libertação oferece substratos adequados para se pensar política? Enrique Dussel é um nome propício para se pensar nesse terreno?

    • 26/11/2014 at 19:08

      Breno não acho aquilo uma filosofia. Sinceramente, acho doutrinação, com um pé forte no que podemos chamar de mera ideologia. Filosofia é filosofia e política é política, são coisas separadas e, para juntá-las, ou fazemos como Platão, metafisicamente, ou fazemos como boa parte dos contemporâneos, ao menos os pragmatistas, por meio de vinculações “ad hoc”.

    • 27/11/2014 at 15:33

      Professor, não terá essa corrente filosófica qualquer relação com a Teologia da Libertação de Boff e Frei Betto, ou ainda, com a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire?

    • 27/11/2014 at 23:06

      Breno sim existe. O Terceiro Mundismo foi um panorama comum. Eu penso que Paulo Freire pode ser lido sem esse pano de fundo. Foi isso que fiz no livro Lições de Paulo Freire.

  10. Wagner
    25/11/2014 at 23:13

    A Antropologia pode auxiliar o filósofo a não se distanciar da filosofia?

    • 25/11/2014 at 23:29

      Wagner, da maneira que eu faço filosofia, sim.

  11. 25/11/2014 at 21:34

    Pergunto se não existiria diferentes tipos de direita, alguns mais absurdos outros mais razoáveis. Ou, se for razoável, aí já não se trata mais de direita?

    • 25/11/2014 at 23:30

      Leia o texto de Rorty “O fedor de Heidegger”. Encontrará uma boa resposta.

    • 26/11/2014 at 01:53

      Obrigado pela indicação. Pretendia me tornar leitor de Rorty e de ler mais livros de Ghiraldelli. Existe algum livro do professor que trate especificamente e exclusivamente do pragmatismo de Rorty?

    • 26/11/2014 at 03:53

      Fonseca, o “Richard Rorty” da Editora Vozes.

  12. LMC
    25/11/2014 at 14:38

    Reparem,leitores,quantos
    coxinhas são contra o
    aborto no Brasil:Pondé,
    Malafaia,Olavo de
    Carvalho e o pessoal
    da Veja.Tudo pra eles
    é bolivariano,marxista
    e socialista,até o
    aborto.Só rindo mesmo.

    • 25/11/2014 at 17:55

      O problema é que os “fundamentos” nos parecem ridículos quando não são os nossos e, por isso mesmo, Rorty tem aconselhado parar de fundamentar. Melhor justificar.

    • João Pedro
      26/11/2014 at 14:53

      Pior é ver o Pondé pensando que o senhor está perseguindo ele por ser de direita.

    • 26/11/2014 at 19:06

      João! Ele pensa isso? Não, não creio. Acho que ele se acha o máximo, acima de todos. Inclusive dos grandes filósofos. Talvez Deus possa competir com ele, um pouco. Ele chega a falar de Marx marqueteiro, Rousseau. Não dá para levar isso a sério. Eu dou desconto para o Pondé. Tenho boa vontade.

  13. 25/11/2014 at 10:38

    Acabei de postar em um grupo aqui da cidade. O pessoal da direita tá todo agitado pensando que é um post partidário contra a esquerda, mas não leram! Quando chegarem no final hahahahahah

    • 25/11/2014 at 12:14

      A direita não conta, né Kelson! São feitos apenas para o divertimento.

  14. Cesar Marques - RJ
    25/11/2014 at 09:16

    Bom, o Hora da Coruja de ontem foi o melhor do ano. Como sempre Paulo, você fez colocações e reflexões muito pertinentes, assim como o Boulos trouxe dados e fatos interessantes que não devem ser descartados e com os quais eu concordo, porém, gostaria de fazer a principio, duas rápidas ponderações:

    – Embora ele seja formado em Filosofia, eu não enquadraria o Boulos na categoria “Filósofo”. Ele é um militante, a frente e acima de qualquer coisa, portanto, não se deveria cobrar dele a equidistância que muitas vezes exigem de um Filósofo.

    – Quando ele foi questionado a fazer uma rápida colocação a respeito de uma frase que o Nelson Rodrigues cunhou sobre o Socialismo, ele ao invés de analisar o conteúdo dela para ver se procedia ou não, ele partiu para desqualificar o Nelson Rodrigues rotulando- de reacionário. Nelson nunca escondeu o seu Direitismo, mas isso não invalida a priori, tudo o que ele disse e escreveu.

    P.S.: Em entrevista recentíssima, Ciro Gomes afirmou que a Globo recebe 1 bilhão de Reais por ano, dos cofres públicos. Nisso concordo com o Boulos, pois sustentamos o Nassif mas sustentamos a Globo e o resto também.

    • 25/11/2014 at 12:15

      Cesar temos levado várias pessoas com formação em filosofia que usam da formação para diversas atividades. Fizemos um convite uma vez para o presidente do Bradesco. Talvez um dia ele vá. Ele é formando nos anos 60, o Trabuco. Agora, realmente a resposta do Boulos sobre o Nelson Rodrigues, em uma das poucas boas frases de Nelson, mostra uma terrível limitação. Caso a URSS já não fosse uma piada no tempo de Nelson, poderíamos dizer que ele foi profético nisso. Mas outros melhores que ele fizeram isso, bem antes.

  15. Cesar Marques - RJ
    25/11/2014 at 09:15

    Bom, o Hora da Coruja de ontem foi o melhor do ano. Como sempre Paulo, você fez colocações e reflexões muito pertinentes, assim como o Boulos trouxe dados e fatos interessantes que não devem ser descartados e com os quais eu concordo, porém, gostaria de fazer a principio, duas rápidas ponderações:

    – Embora ele seja formado em Filosofia, eu não enquadraria o Boulos na categoria “Filósofo”. Ele é um militante, a frente e acima de qualquer coisa, portanto, não se deveria cobrar dele a equidistância que muitas vezes exigem de um Filósofo.

    – Quando ele foi questionado a fazer uma rápida colocação a respeito de uma frase que o Nelson Rodrigues cunhou sobre o Socialismo, ele ao invés de analisar o conteúdo dela para ver se procedia ou não, ele partiu para desqualificar o Nelson Rodrigues rotulando- de reacionário. Nelson nunca escondeu o seu Direitismo, mas isso não invalida a priori, tudo o que ele disse e escreveu.

    P.S.: Em entrevista recentíssima, Ciro Gomes afirmou que a Globo recebe 1 bilhão de Reais por anos, dos cofres públicos. Nisso concordo com o Boulos, pois sustentamos o Nassif mas sustentamos a Globo e o resto também.

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