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24/03/2017

“Filosofia é aprender a morrer” ou O homem que levou a sério Platão


Filosofia é aprender a morrer. Montaigne disse isso. Ele assumiu essa definição de Platão e tentou cumpri-la à risca. Perto dos quarenta anos, procurou ir se retirando da vida pública e até mesmo dos afazeres domésticos. Cotidianamente, logo cedo, subia as escadas da torre de seu chateau e lá em seu escritório ficava a meditar, ler e escrever. Era o comportamento que mais tarde os manuais de filosofia iriam atribuir aos céticos de seu tipo: suspensão da ação e adiamento do juízo.

A filosofia para Montaigne exigia esse desgarrar-se da ação – a ataraxia. Mas também envolvia o que, mais tarde, Husserl nomeou tecnicamente como epoché, ou seja, época, período.

A época: um tempo na história em que as coisas não mudam ou, digamos de modo mais correto, dão a impressão de continuidade. Falamos em “épocas” ou “eras” como quem quer dizer: há história nesse tempo, é claro, mas é quase como se não houvesse, uma vez que os eventos cotidianos se sucedem quase como em repetição. Entre uma época e outra a linha de demarcação pode ser uma revolução, uma catástrofe natural, uma invenção, uma guerra etc. Epoché deve soar, então, como o que fica suspenso, segurado nas pontas por dois eventos diferentes. Ora, no campo do pensamento, ou seja, no âmbito da fenomenologia que se desdobra no fio do pensamento, a época – a epoché – abarca tudo que poderia merecer a emissão de uma decisão quanto ao verdadeiro e o falso, o certo e o errado, uma decisão que se de fato fosse emitida qualificaria o que se põe entre duas linhas divisórias, ou seja, entre dois fenômenos distintos dos abarcados internamente.

Husserl utilizou tal termo, tirando-o do ceticismo antigo, e dando-lhe um significado filosófico apropriado para a fenomenologia, sua corrente filosófica. Peter Sloterdijk enfatiza essa façanha husserliana dizendo que, no contexto mesmo da filosofia de Husserl, trata-se de quando “o filósofo distingue estados da vida da consciência como eles aparecem antes e depois de uma quebra fenomenológica”.[1]  Trata-se de escapar do que seria a ‘atitude natural’ que segue o fluxo dos fenômenos mentais sem dar-lhes uma quebra que permita a reflexão. Peter Sloterdijk aproveita para tirar uma casquinha no trabalho de crítica ao marxismo vulgar ou, melhor, à ontologia vulgar dos marxistas. Estes dizem que é a existência que determina a consciência, mas deveriam lembrar que a atividade da consciência pode segurar a existência, pode coloca-la à distância, e exatamente por isso, nesse exercício de epoché, refletir sem decidir, ou seja, filosofar.[2]

Dessa passagem de Montaigne para Husserl, na qual introduzo Sloterdijk, há então algo a se notar: a epoché é cética, antiga, mas Montaigne, ao se referir à filosofia como um todo copia uma definição que não é de um cético, mas de Platão. A filosofia é aprender a morrer. Sair da vida ainda em vida, não é, portanto, algo do cético, mas do próprio invento da filosofia como gênero literário e atividade de pesquisa universitária, uma criação de Platão. Pode haver diferenças, é claro, entre epoché e “aprender a morrer”, mas do modo como Sloterdijk faz, as semelhanças são muito maiores. Ele não deixa de ter razão, pois Platão, ao falar em aprender a morrer, se referiu ao que é o centro de sua filosofia: contemplação. Colocar-se quieto, sereno, e então contemplar as ideias, as formas.

Podemos fazer isso como quem morre em vida, quando não se é completamente platônico. Mas, quando se é platônico como Platão foi um dia, ao menos por algum tempo, então essa morte é morrer em vida e, também, efetivamente morrer. Sloterdijk sabe que são ambas as coisas, embora ele fale de uma morte em um texto e de outra em outro texto. Quando lemos seus textos conjuntamente, então temos certo que ele assume que a filosofia é um treinamento, uma prática, um trabalho em prol de uma performance na obtenção da epoché, mas é também uma prática de morrer aos poucos, de aprender a morrer. A filosofia tem como objetivo saber morrer. Não é que a filosofia seja uma atividade heroica de machos que podem morrer por ela. É que a filosofia, como Platão a quis fazer, é a prática de se preparar para uma “imigração”.

Ser imigrante como Sócrates. Foi assim que Platão poderia muito bem ter descrito a tarefa de seu mestre, na versão que Sloterdijk dá de sua análise da epoché. Sloterdijk assim pensa e busca um detalhe filológico para sua interpretação. Não precisaria disso, mas ele insiste. Ele lê o Fédon pela tradução de Gadamer para dizer que este traduziu o termo metoikesis por “translado”. [3]Sócrates é um homem que pratica uma cinética. Ele passa por alterações no ser, que são o filosofar enquanto um morrer aos poucos, mas também passa por uma alteração fundamental quando deixa de tentar eliminar o corpo ainda em vida, e então o elimina de uma vez pela morte. Todos os dias há que se eliminar o corpo, para ficar próximo do que é puro, fora do tempo e espaço, permanecendo na direção do que é sem história e geografia, livre, e então quase na beirada do muro do mundo do bem, da excelência – pode-se tentar contemplar ainda em vida as ideais ou formas em sua excelência. Pode-se, contra o sensível, abrir-se para o campo puramente intelectual. Mas, quando chega o momento da cicuta, então aí sim o corpo ficará para trás de uma vez. O imigrante Sócrates poderá não mais ficar diante das formas ou ideias como um estrangeiro, como quem olha um país de passagem, mas como alguém que migrou e, em uma grata surpresa, viu que o novo país nada era senão sua casa. Sócrates teria agido como o imigrante que, viajando para longe, viu-se em determinado momento como de volta ao seu próprio país. Fim da viagem corporal.

Filosofar é voltar ao ponto de partida. Sai-se do campo do não vivo para se estar vivo e, então, se gasta um tempo para aprender a voltar ao campo do não vivo. Sócrates brindou sua morte, como Nietzsche bem observou, porque era um cansado da vida. Sloterdijk conhece bem essa leitura que Nietzsche faz de Sócrates, mas a reconstrói sob o nome não de cansaço, mas de ascetismo. O ascetismo que a filosofia exige é um morrer em vida, o que se efetiva por meio das epochés. Trata-se de um treino para o morrer mesmo, de modo que a alma esteja já se acostumando a ser novamente só alma. Ela, a alma, é o substrato que veio do mundo não-vivo, passou pelo mundo vivo e então, pela cicuta, salta para o mundo em que, sendo só alma, encontra com todas as outras formas ou ideias no mundo em que tudo que há ontologicamente falando está em seu máximo de perfeição. Uma alma perfeita, então, se acomoda. Uma alma imperfeita tem de voltar para algum corpo e aprender mais. Caso aprenda com a filosofia, encurtará seu caminho nessas sucessivas re-incorporações.

Esse fundo misterioso, até religioso, que existe em Platão, e do qual Sócrates parece participar, não sobreviverá em Aristóteles, um filósofo já completamente desencantado, para usar o termo clássico weberiano. Mas, em Platão e Sócrates, a atitude mais científica de Husserl, a atitude que ele imaginava que faria da filosofia uma ciência, a epoché, é utilizada para um caminho nada científico, mas até místico. Filosofar é aprender a morrer nesse sentido: a cada dia suspendo meus juízos de modo a tentar contemplar aquilo que é incorpóreo – as formas – e então, um dia, pela cicuta, dou o passo fatal que me coloca do outro lado. Migro. Parto e fico feliz em saber que não deverei voltar, pois realmente minha alma como forma é uma forma como as outras formas, habitante de campo ontologicamente legítimo que a filosofia de Platão postula. As formas são eidos, essências.

A objetividade que se pode alcançar na filosofia de Platão, portanto, não é uma objetividade de quem está imerso na existência, de quem está acreditando que a existência determina a consciência, mas de quem pode fazer a consciência, pela epoché, determinar a existência, aquele que salta fora dela em treino, e que pula fora dela quando o treinamento, pela cicuta, se encerra.

Sócrates quis a morte porque entendia que estava pronto para morrer. Sabia que iria migrar para o mundo no qual se sentiria em casa. Sócrates foi um homem que na hora da morte viu que a saudades de casa, aquela vontade que Benjamin disse ser a saudade do futuro e da terra em que nunca se esteve, era algo que ele iria satisfazer. Por isso ele morreu sereno e tranquilo. Por isso ele recusou Críton e sua proposta de fuga. O treinamento havia acabado. As transformações de viagem estavam feitas o suficiente para que se pudesse passar pela transformação fatal, a da despedida do corpo. Afinal, como é sabido, em Platão o corpo nunca foi outra coisa senão a prisão da alma.

Temos uma enorme dificuldade de compreender Platão nesse aspecto central de seu trabalho não pela diferença de sua filosofia para com as que dominam o senso comum de nosso tempo. É a semelhança que atrapalha. Ou melhor, é uma semelhança que atrapalha. Nossa religião judaico-cristã e moderna dobrou Platão às dualidades do Velho e Novo Testamento. Essa cristianização de Platão nos atrapalha. Pois é difícil para nós imaginarmos alguém falando em um “translado” no qual a alma se livra do sensível sem eco dos Evangelhos. Mas é exatamente essa ideia de translado original, socrático-platônica, que teríamos de captar na sua originalidade, sem qualquer outro crivo ou filtro. Quando, na prisão, nos instantes finais, perguntam para Sócrates como que ele gostaria de ser enterrado, ele não deixa de mostrar ao perguntador a tolice de sua questão. Toda o filosofar teria sido sempre uma perda contínua do sensível, e então, ao final do processo, por que querer se preocupar com corpo? Que péssimos aprendizes estariam ali esperando sua morte! Que discípulos descuidados e incompetentes!

Tendemos a não dar a devida atenção a essa ideia que, para Sloterdijk, é fundamental, porque a vemos já como que uma degradação do platonismo no interior da religião do senso comum. Rejeitamos essa banalidade. Queremos parar a filosofia na morte de Sócrates como se ele não tivesse estado calmo e dissertativo a respeito do “translado” no Fédon. Mas, se pudermos imaginar Platão e Sócrates aliados a um outro tipo de futuro, diferente do que ocorreu, então toda nossa compreensão pode melhorar. Um Sócrates sem Jesus não teria morrido heroicamente. Um Sócrates sem Jesus, não teria, talvez, na sua morte, sido descrito por meio da “transmigração”, na tradução standard de Scheleiermacher. Sloterdijk insiste na versão gadameriana para que a ideia de metoikeses como “translado” seja preferida. Tratar-se-ia de uma mudança, porque o que ocorre é efetivamente uma mudança: Sócrates passa por uma alteração em que do conjunto alma e corpo, que é efetivamente Sócrates, o corpo se anula definitivamente e então a alma, em seu estado de maior aprendizado, pode seguir seu destino e advir para o mundo real, o mundo das formas. Vir para o mundo real exatamente na medida em que este é o essencial, o campo das essências – este sim é o fim da filosofia. Ela não é um método de reflexão e nem mesmo um caminho para a sabedoria em um sentido cerebral do termo. A filosofia é o trabalho que em determinado momento chamará por uma mística. Isso nos irrita, enquanto pensadores pós-iluministas.

Nossa versão laica e iluminista, temperada pelo cristianismo, nos atrapalha na compreensão disso tudo. Quando nos livramos da dualidade cristã, ainda assim ficamos com a nossa versão altamente desconfiada da parte religiosa e mística de Platão. Somos frutos do século XIX, o século da ciência. Somos os últimos dos homens, os positivistas que viram sem espanto algum Nietzsche comunicar a morte de Deus. Preferimos acreditar na filosofia enquanto uma preparação para a morte, tomando essa expressão como uma metáfora. Mas ela não é uma metáfora o tempo todo. Confesso, isso nos irrita.

A preparação para a morte desemboca, ao menos no caso do filósofo, para uma morte assumida como morte. A cicuta tomada deliberadamente, ainda que por destino, é ingerida como um auxiliar farmacêutico para que a viagem se complete uma vez que o passageiro já nem quer mais a bagagem velha, aquela bagagem que serve para se chegar a estação, mas não serve para pegar o trem final. O corpo é uma escada que se joga fora ao se pular do último degrau para o campo real prometido ao filósofo. Sem essa passagem mística e ao mesmo tempo racional e filosófica, não há platonismo, muito menos há a filosofia. “Filósofo” é uma expressão vinda da confraria de Pitágoras, uma seita mística, e isso chegou a Platão, de modo a coloca-lo como inventor da filosofia, segundo essa atitude racional e ao mesmo tempo mística.

Bureau-de-MontaigneNós nos esquecemos de que Platão jamais definiu as formas como algo do intelecto, tomando este na acepção aristotélica. Aristóteles começou com o conceito de conceito. Platão não. Platão não via a mente humana operando abstrações, operando uma linguagem enquanto o que não é outra coisa senão meio para o pensamento. Nada disso. Platão via o mundo intelectual como um efetivo mundo, com estatuto ontológico superior ao próprio mundo sensível e corpóreo. Cada coisa no nosso mundo tinha, para ele, alguma semelhança com ela própria enquanto esta mesmidade expressasse algo da matriz excelente, e isso por meio da “participação” do elemento do mundo no âmbito da forma matriz, ou seja, a participação da cópia no real. O mundo das formas ou das ideias, abraçado pela forma das formas, ou seja, o bem ou a excelência, não seria um mundo de pensamento na “cabeça do homem”, mas efetivamente um mundo. A cicuta teria dado a Sócrates o diploma de filósofo, dizendo para ele algo como “agora sim, agora é a última aula, aquela na qual nada mais é treinamento, mas é, sim, já a própria atuação profissional”. Agora você não tem mais que driblar o corpo, pois ele não vai junto no trem, ele não vai saltar junto o último degrau da escada, ele finalmente vai ficar para trás e parar com suas cobranças ilusionistas. Eis o salto final para a fora da caverna. A caverna, quem diria? é a vida! Ser filósofo é uma possibilidade do vivente, mas ser sábio é um dote do filósofo que morre na hora que está preparado para a morte.

Há aí uma metafísica da alma que é muito mais mística que qualquer outra metafísica posterior no mundo grego e não cristão.

Perto dos quarenta anos, Montaigne resolver começar a se preparar para a metoikeses. As pessoas que visitam a torre do seu chateau imaginam ali um filósofo profissional, como que alguém que gostaria de escrever um livro ou um artigo universitário ou um comentário para um jornal local. Tudo isso tem a ver com Kant e Hegel, mas não com Montaigne. Ele foi um homem autêntico do Renascimento. Ele levou Platão a sério de uma maneira que nenhum outro homem depois dele poderia levar. A torre do chateau não guardou um professor de filosofia filosofando, mas um filósofo em busca da cicuta, do diploma final de filósofo, aquele diploma que permite se por como sábio.

O que é um sábio? Alguém que sabe da realidade. Alguém que é real e por isso em meio à realidade sabe dela. Essa realidade é abarcada pela excelência, pelo Bem. A torre do Chateau foi, para Montaigne, um lugar quase que infantil, como uma casa na árvore. Ali, Montaigne procurou de toda maneira um alçapão, uma passagem secreta, uma saída da caverna, uma cicuta, uma volta ao útero, um diluir-se no cosmos, como que disse Freud ao criar o instinto de morte para dialetizar sua teoria.

Paulo Ghiraldelli, filósofo


[1] Sloterdijk, P. The art of Philosophy. New York: Columbia University Press, 2012, p. 23.

[2] Idem, ibidem, 23-4.

[3] Sloterdijk, P. Extranamento del mundo. Valencia: Pretextos, 2008, pp. 87-90.

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8 Responses ““Filosofia é aprender a morrer” ou O homem que levou a sério Platão”

  1. Alexandre
    07/12/2013 at 01:21

    Se nós temos uma alma, podemos concluir que temos uma natureza, mas será que existe relação entre a nossa natureza e a vida?
    Por exemplo, eu nunca gostei do conceito de karma, sendo assim, será que eu posso concluir que é da minha natureza não gostar do conceito de karma? Supondo que não é da minha natureza/alma gostar do conceito de karma, será que eu poderia concluir que karma não existe?
    Ou seja, será que o “real” e a minha natureza andam de mãos dadas? Ou será que eu tenho uma natureza diferente do que é real(do modo como a vida funciona)? No primeiro caso eu poderia concluir que a vida é boa, pois está de acordo com o que me encanta, no segundo caso eu poderia concluir que a vida é ruim/má, pois eu sou obrigado a fazer parte de um universo/vida que funciona de um modo diferente do que agrada a minha alma, ou seja, no segundo caso a vida é opressora, pois eu sou obrigado a fazer parte de algo que não gosto.

    • 07/12/2013 at 01:51

      Bem, no texto, a alma de Platão, já caracterizada de modo tripartite, indica uma “natureza”. Só.

    • Alexandre
      07/12/2013 at 02:05

      Você concorda com Platão?

    • 07/12/2013 at 02:09

      Essa não é uma questão que possamos colocar.

  2. Mario Luis
    27/11/2013 at 22:43

    Duas coisas comento:
    Uma, que Sócrates, ao tomar cicuta, disse: -“Quanto mais aproximo esse cálice, mais urgentes se tornam os conceitos.”
    A segunda, que o tédio, não esse tédio objetal (tédio da TV ou livro), mas o profundo, nesse, dizia M. Heidegger:”Esse é o que revela o existente em sua totalidade…”

    • 28/11/2013 at 02:42

      Então, pela via que peguei, Heidegger iria pelo caminho da vida, da existência, do posicionamento. Sócrates, pela saída da vida. Agora, a frase de Sócrates que você citou é estranha, pois Sócrates e Platão não trabalham com conceitos, embora, depois, o que ele procuram possa ser assimilado a conceitos.

  3. 27/11/2013 at 16:16

    Palmas! Assistir essa palestra foi como ouvir uma orquestra tocando uma das mais esclarecedoras e emocionantes sinfonias da sabedoria. “Luz, mais luz”. No final da sua reflexão, fiz uma conexão com o que o Contardo Calligaris disse a respeito do tédio, que sem ele não construímos uma vida interior e Ensaios como Montaigne, e disso surgiram as questões: do ponto de vista filosófico você acha que o tédio pode ser visto como um estranhamento da alma dizendo ao corpo que precisamos filosofar para não morrermos (ou matarmos a nossa alma)? Nesse sentido o tédio poderia estar a favor da vida?

    • 27/11/2013 at 16:28

      Não creio, Sócrates estava eufórico ao morrer, não estava entendiado. O tédio é tematizado por uma vertente filosófica que não pratica a epoché nesse sentido, que se engaja na existência. Bem, ao menos à primeira vista penso assim.

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