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27/03/2017

5 Responses “Ensino de filosofia: a história que a direita e a esquerda não aprendem”

  1. 24/09/2016 at 00:34

    Esse texto seu professor é muito esclarecedor a respeito da questão do ensino de filosofia nas escolas e nas faculdades. Eu acho que o senhor deveria participar do CNPq e do aprimoramento do ensino de humanidades no ensino médio e nas faculdades. É por conta da falta de consulta aos mestres melhor formados, como o senhor e outros formados até 1971 , em colégios públicos de excelência.
    Eu não estudei filosofia a partir do fim do Classico, em meados de 1971 ,quando optei pelo cientifico e foi até bom porque aprendi o que era necessário para fazer geografia física e analise ambiental, mas precisei da filosofia da ciência ,que li por conta própria,a partir dos dicionários de filosofia e da historia da filosofia publicados na Espanha e importados .No doutorado, quando precisei advogar a teoria dos geossistemas ,da escola soviética, que soube da existência graças a geografia da USP que havia publicado em português, dois artigos de Sotchava no inicio da década de setenta.A partir de uma profunda pesquisa de artigos da escola soviética ( todos publicados em inglês pela escola Americana dos EUA),que continua mantendo a teoria de Sotchava para explicar a natureza e a estrutura das geosferas de modo integrado ,formando geossistemas planetário , regionais e locais, pude com a leitura de uma tese de geografia física defendida na Russia por um geografo cubano, defender a minha tese de doutorado a partir da definição de geossistemas como objetos de estudo da geografia física e ,assim,definir geografia e estupefata de saber que na Russia há bem delimitado o objeto de estudo da geografia física e os da geografia humana sendo que ambas podem e devem estudar a ação antrópica sobre a natureza e dos impactosnaturais nas obras de arte man made.Mas na geografia humana há geografias que se definem por fluxos de Leis sócio-economicas e culturais,muitas vezes sem ter a ver com o subsolo.Estupefata porque no Brasil a maioria defende uma geografia que teria como objeto de estudo as interações homem e natureza como recursos maturais entre outras e não aceitam sequer se falar em materialismo filosófico aplicado ao estudo da natureza terrestre e que nada tem a ver com o marxismo e a ditadura do proletariado .Fui severamente criticada por quem nada entende disso e ficaram neutros outros que por serem de áreas fora da geografia ,mas que ensinam por exemplo solos na geografia , naõ tinham estudos na área de filosofia da geografia.Não se pode falar em materialismo e defender a geografia física como a ciência que descreve ,classifica e explica a geografia dos ecossistemas, a dos solos e a integradora teoria dos geossistemas que tem conceito bem distinto do de ecossistemas e nenhuma outra escola me ensinou esse conceito de geossistemas e o da propria geografia melhor do que a escola da geografia na Rússia.Fui duramente criticada ao delimitar os objetos da geografia física além de afirmar que não há método para se estudar as relações homemX natureza, com toda a delimitação do espaço geográfico pela vontade do pesquisador e não a geografia que se descreve no campo e nos mapas a partir de geossistemas que se diferenciavam na superfície por paisagens naturais como retratos da produção biogegrafica diferenciadas conforme as interações entre fluxos de matéria e de energia nos diferentes domínios de rochas e de climas .Muito bem, a historia é longa e ninguém quase debateu isso porque querem até os anarquistas de esquerda e os neo-comunistas que sem saberem são contrários a definição e a grade curricular da geografia na URSS comunista.Eu não li Marx,mas li Darcy Ribeiro e folosofia da ciencoa em filosofos franceses que empregam o materialismo filosófico como uma maneira de explicar a deficiencia de uma mesa redonda de especialistas discutindo o que desconhecem ou seja o todo integrado, na chamada filosofia expontanea dos cientistas.Foi e continua sendo por motivos preconceituosos do materialismo filosófico nos estudos da natureza terrestre que no Brasil se defenderam muito mais teses baseadas no conceito de geossistemas modificado pelos geografos franceses e pelos brasileiros .Então fui orientada ,em resposta, num congresso ,por um aluno da graduação embebido de Marx , a ler o capital enquanto aposentada ,para aprender que lá eu encontraria o método do materialismo dialético para explicar as relações homemX natureza.Sim, mas de que ponto de vista do homem,do homem explorador dos recursos naturais para enriquecimento de poucos .Mas o homem pode ser analisado como aquele que modifica a natureza para o seu próprio bem e os animais não humanos dependem do equilibrio ecologico do seu habitat. as relações sociais e culturais por conta da diferença cultural entre cultos e não cultos,entre ricos quatrocentões e os que ostentam após a aquisição de riqueza como a dos novos ricos,são personagens diferentes, assim como os nacionalistas e os não nacionalistas.A diversidade cultural está ligada ao nível de conhecimento cientifico e cultural-filosófico que é muito diferente entre as classes sociais e não ao tipo de rocha e de chuvas ou de temperaturas aonde moram.È complexo para discutir com um não geografo e com bitolados pela doutrinação marxista-comunista.
    Fomos proibidos de estudar o Capital de Marx ,na ditadura civil/militar,na década de 70 e de 80.Mas fiz antropologia cultural e estudávamos nos DAs tudo sobre a ditadura do proleteriado,sobre a revolução na URSS e na CHINA,e li Mao-tsí tung com a revolução cultural, após criticarmos os que entraram na luta armada contra as forças armadas nacionais e a contra corrente da geopolítica que nos dominava na guerra fria.E , o comunismo não deixa de destruir a natureza como num capitalismo de Estado,ficam ricos nos vendendo produtos industrializados.O Brasil perdeu o bonde da historia e ficou longe da riqueza dos tigres asiáticos. Agora só matemática e português e inglês?E em escola integral e chata? Os meninos pobres querem estudar teatro ,cinema,alcançar a riqueza como estão vendo na musica e nas novelas.A fragmentação das ciências foi ruim, a volta do modelo anterior ao da reforma do ensino médio, de 1971, seria correto ,mas e os salários baixos?Quem quer? Somente os idealistas e não saõ todos comunistas e nem anarquistas de esquerda.Há os humanistas , os moralistas e etc.Afinal poucos são os que conhecem com sabedoria a questão do conteúdo da grade curricular e das diciplinas da grade adequadas para o Brasil..
    Desculpe-me se escrevi assim .foi com rapidez e espero que tenha colocado para o senhor o meu dilema frente as quaroes colocadas e enquanto educadora com bacharelado e licenciatura em geografia.Grata pela atenção .Apoendo muito com o senhor.
    Dirce Ribeiro de melo, no facebook me esqueci de colocar o b em ribeiro e ficou Dirce.m.ribeiro e no perfil ficou como Dirce Ri_
    eiro de melo

    • 24/09/2016 at 07:23

      Em 1971 já não existia mais o Clássico. Podíamos é criar um terceiro ano colegial de ciências humanas. Lembra? Sobre eu participar do CNPq, já fui consultor, quando jovem. Pois quando jovem é fácil, mas quando ficamos mais velhos, mais inteligentes, aí é claro que nossa opinião não deve contar mais. Só ficam os velhos que são puxa sacos de políticos e os ávidos por dinheiro. Não é meu caso. Sou filósofo, quero minha vida para mim.

  2. Claudio
    20/03/2015 at 15:31

    Professor, desculpe fugir do assunto… O senhor comentou sobre aquela coleção “Os Pensadores”, do qual meu pai possui. Acha que é conteúdo adequado para quem inicia no estudo da filosofia? Estou começando com o seu “A Aventura na Filosofia” e pretendo depois começar a ler a coleção.

    • 20/03/2015 at 15:35

      Claudio não adiante ler sozinho,sem estar na confraria dos filósofos, não adianta.

    • Claudio
      20/03/2015 at 17:17

      Ok Paulo, vc já havia comentado sobre isso. Faculdade pra mim só em 2016, se for 🙁

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo