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28/02/2020

Dilma, “assassino” e haxixe!


Os franceses buscaram na seita drogada dos aschachin a palavra assassin. Assim, foi uma seita árabe quem nos deu a palavra em português “assassino” – aquele que mata.

Desse modo, a droga é o motor da palavra “assassino”. O haxixe, o que a seita do “asxaxim” consumia e, daí seu nome. E assim é que sem a droga poderia haver assassinato, mas a palavra seria outra e isso comprometeria menos a droga, e talvez “aquele que mata” fosse visto com olhos diferentes. Não sabemos.

Há quem deseje salvar a droga. Diz que “assassino” não vem de haxixe, mas de árabes de uma seita que seguia Hassan, seu líder. Eram matadores impiedosos.

Todavia, não é necessário tal saída para fazer a droga ficar menos culpada. Ela tem aval para pedir não a inocência, mas clamar pela redescrição. Afinal, as descrições do que a seita fazia não podem ser tomadas como crueldade sem que se fale em euforia e fuga da dor. Mata-se pelo amortecimento do matador que, uma vez sem dor, também acredita que o outro está morrendo sem dor. Jogada fora a identidade entre atacante e atacado, matar sempre fica mais fácil. Um segredo de Polichinelo bem contado no filme O Albergue. Quem escapa da morte, ali, é porque consegue pronunciar palavras na língua do algoz, que perde por um momento a desidentificação com a vítima e titubeia.

O truque de todo assassino é usar o véu do haxixe. Os pelotões não querem olhar para o rosto dos que vão executar. Capuzes são usados. Aliás, o grupo terrorista mais temido atualmente, exceto pela Dilma, mata descaradamente e, no entanto, o faz mantendo o rosto da vítima fora de seus olhos. Falta haxixe.

De qualquer maneira, não devemos esquecer o quanto tudo isso pesa, e que tipo de peso tem. Vejam: assassino é árabe, drogado e cruel. Assassino é drogado e árabe. Assassino é cruel e árabe. O Ocidente sempre foi imperdoavelmente o Ocidente. Por mais que as Cruzadas fossem assassinas, como elas não voltavam senão esfarrapadas, o outro lado era o cruel, lá estavam os assassinos. Os que matavam porque nada sentiam.

Assim, quando o grupo terrorista não temido pela Dilma agora mata, ele horroriza – e não é para menos – mais ainda por ser árabe, ainda que vários dos matadores sejam filhos de classe média britânica, bem escolarizada. Não olham, pois falta haxixe.

Só Dilma olha. Acho que olha. Ela já olhou a morte de perto. Está acostumada. Mas essa sua frieza em nome da paz deveria ser banhada pela identidade. Ela veria então que o seu lado, sua identificação, deveria ser com a vítima. Nesse aspecto, ao menos nesse, o modo ocidental de pensar, com preconceitos, acaba por chegar no conceito.

Aliás, diga-se de passagem, não somos um povo que não sabe o que é não poder negociar. Sabemos. Lutamos contra Hitler. Perdemos gente lá em Monte Castelo.

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17 Responses “Dilma, “assassino” e haxixe!”

  1. Richard
    01/10/2014 at 00:32

    Por falar em Dilma, ela pelo jeito vai levar. Serão mais 4 anos de economia parada e alta inflação. Dilma conseguiu formar o pior dos mundos em economia: alta inflação e economia estagnada. O Brasil vai voltar a ser 10 economia e vai perder o grau de investimento. A decadência econômica é flagrante.

    • 01/10/2014 at 01:07

      Richard você está vendo propaganda de seus ídolos da direita demais. Menos vai, menos. Não precisa endossar tudo.

    • Richard
      02/10/2014 at 18:31

      O dólar atingiu 2,49 hj. É o risco Dilma. O mercado está preocupado com a possibilidade da Cristina K brasileira se reeleger e o descalabro na gestão econômica continuar. Dilma solapou o que FHC fez e que trouxe estabilidade econômica ao país.

    • 02/10/2014 at 19:42

      Richard, tem dó, vá encher o saco de outro. Este blog não é de disputa eleitoral e menos ainda de coisa imbecil da sua cabeça. Cansei dessa sua imbecilidade. adeus.

    • Richard
      02/10/2014 at 18:37

      Os fatos falam por si:

      “Segundo a agência de notícias Reuters, têm impulsionado a alta do dólar as preocupações com as crescentes chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), cuja política econômica é alvo de críticas nos mercados.”

      Como um país vai crescer sem a confiança dos investidores? O Brasil não cresceu em nenhum ano do governo Dilma. Isso é fato. Não é questão de ser direitista. Enquanto outros latino americanos não bolivarianos cresceram, como Colômbia e Chile.

  2. LMC
    30/09/2014 at 16:37

    Sim,PG,lembro da opinião
    do Pondé sobre os animais.
    Mas aquela Luisa Mell
    parece aquelas militantes
    feministas que vêm
    machismo em tudo.

    • 30/09/2014 at 20:34

      LMC você se imagina dialético fazendo isso, mas não é. Luiza Mell presta um serviço que você NÃO consegue prestar. Abaixe a cabeça diante dela, que é superior a você.

    • LMC
      01/10/2014 at 10:59

      Abaixar a cabeça pro pessoal
      dela que na internet quer
      que,em vez de usar
      animais em pesquisas,use
      presidiários e internos da
      Febem?Não,não sou
      dessa direita Jeca Tatu
      que vai na missa do
      Padre Marcelo,que vê
      o Sílvio Santos e que
      diz que “o mundo
      hoje tá cheio de bicha
      e sapatão”.

      *Ah,tem jeito de fazer
      pesquisas científicas
      sem usar seres
      humanos e/ou
      animais,sim.
      Procurem na net.

  3. Carlos Bengio Neto
    29/09/2014 at 00:34

    Paulo é o seguinte, amo o seu trabalho, e reconheço que você é uma das poucas pessoas nesse país que disponibiliza gratuitamente um conteúdo cultural de altíssimo nível, mostra possui um real apreço pela cultura, coisa muito rara por essas terras hoje em dia. Agora acho um pouco chato pontuar isso, mas não entenda como uma crítica, me deixe esclarecer, refiro-me a alguns textos seus de 2010: Lembro que naquela época o senhor acreditava que a candidata Dilma era a melhor opção para o país, escreveu em vários artigos nesse site como que apostando em um futuro brilhante dessa gestão presidencial. Pois bem, não só esse futuro brilhante não veio, como a atual presidente se revelou uma “abominação moral, ética e cognitiva”, Chauí deveria olhar melhor para sua patroa e menos par a classe média. Ainda que a Coluna do Pondé esteja chata, justiça seja feita, ele foi um dos poucos caras que, pelas razões certas ou erradas estava certo! Principalmente em relação ao modo como criticava as politicas econômicas do PT, o pseudo-esclarecedor cinismo ideológico da esquerda e uma série de outras coisas que são realidades do país/mundo e isso é fato. Não sou pessimista, por mim aqueles sonhos ainda me fazem muito mais sentido do que a realidade de hoje – não chamaria isso de covardia- Mas queria saber de você sobre como foi o seu contato com essa realidade que murchou nossas expectativas. Não publique isso ou publique sei lá!

    • 29/09/2014 at 14:18

      Carlos! Dilma não é uma decepção. Nem Lula. Nem Sarney foi! Eu vejo as coisas com olhar longo. Como filósofo. Agora, claror que, no cotidiano, tenho de pontuar. Nessas eleições a oposição se revelou melhor que Dilma? Não! Eu não voto!. Agora, sobre Pondé, este sim é uma decepção em parte. Pois ele erra em filosofia e parece não querer aprender. Não há ligação entre pensamento trágico e posição política, como ele faz crer. Ele nunca esteve certo em nada na política, porque ele vê o mundo a partir do mundinho dele lá na PUC. Eu sou filósofo, não posso fazer isso. Não posse escrever que Rousseau é marqueteiro só porque marxistas chatos da PUC ou da UFRRJ falam em nome de um Marx que leu Rousseau. Pondé faz isso. Porque ele não é um filósofo. Ele é o marqueteiro. Obrigado por ler minhas coisas e ponderar seriamente. Eu sou um cara que me alimento das críticas.

    • Carlos Bengio Neto
      29/09/2014 at 23:11

      Em relação ao Pondé me admira o modo como ele mostrou-se apático ao debate filosófico. Inúmeras vezes ele foi citado aqui nesse site sem nunca responder ou alterar aquilo ele vinha repetindo compulsivamente em sua coluna, optou por cristalizar seu discurso. Uma pena. Agora, será que a Dilma não é uma decepção? Será que essas politicas econômicas já não se mostraram uma decepção? Sei muito bem o seu ponto Paulo – o tal do Bolsa Família – mas será que agora não é uma infantilidade tentar negociar com a miséria? Quer dizer o sujeito é pobre, daí o Estado pega e fixa arbitrariamente que – “A sua pobreza vale X reais, isto é, em razão de sua condição inalienável de cidadão vamos te pagar X”. Tá mas por que essa condição de cidadão vale X? Que deus determina que esse valor corresponda à condição de cidadão? Na prática é mais complicado ainda porque a qualidade do cidadão é nivelada pelo valor fixado do programa; perceba que nesse sentido ocorre uma falta ética, pois se houvessem dois cidadãos de qualidades diferentes aristotelicamente, então o valor não poderia ser igual. Seria justo e razoável que o cidadão de qualidade superior levasse uma parte maior do bolo e veja que isso é impossível de ser avaliada pelo Estado, essa avaliação da qualidade do cidadão para fazer justiça à distribuição dos bens da Polis. Num primeiro momento isso deu certo, mas nós não estamos encontrando mais virtude alguma nessa politica, e nem mesmo uma filosofia mais moderna marxista consegue justificar essa barganha com a realidade traumática do miserável.

    • 30/09/2014 at 01:44

      Nenhum presidente da República para mim foi decepção. Eu conheço o Brasil. Eu tenho noção administrativa. Eu tive negócios. Não sou um filósofo puramente acadêmico que não sabe o que é lidar com administração e negociação de interesses. Então, talvez por isso eu seja sempre menos bravo com o Brasil. Agora, isso não me faz ter de votar útil. Eu voto se tenho candidato. Quando não tenho, não voto. Além disso, o filósofo tem por vocação ser um crítico da democracia. No meu caso, eu gosto dele. Critico para ampliá-la. Agora, sobre o tal Pondé, eu creio que talvez a gente tenha superestimado sua capacidade. Talvez ele não tenha a competência que dizia ter. Talvez ele tenha feito fanfarronice demais, o que levou a alguns de nós dar voz para ele, só que ele não tinha nada a dizer. Hoje muita gente acha isso.

    • LMC
      30/09/2014 at 12:04

      Pelo menos o Pondé
      é a favor da vida.
      É contra o aborto e a
      pena de morte.Pouca
      gente pensa assim,
      hoje em dia.
      Se você é contra
      o aborto,você é
      “reaça” e se você
      é contra a pena de
      morte,você está
      do lado dos bandidos.
      E a PUC é uma das
      melhores coisas
      que a Igreja
      Católica fez no
      Brasil,
      inegavelmente.

    • 30/09/2014 at 14:14

      LMC o Pondé NÃO É A FAVOR DA VIDA. Ele foi o primeiro a ir a favor do Instituto Royal que matava animais, deixe de ser ingênuo com os conservadores.

  4. Wagner
    26/09/2014 at 20:46

    Costumo delirar umas cinco ou seis vezes por mês. E olha que em minha pequena cidade os fantasmas são broncos e ainda sobrevivem sem estatuto. Se aparecer algum fantasma mais espertinho e der um estatuto aos fantasminhas, minha região vai ter o prazer de parir um Godzilla! Todos são fantasmas até a elaboração do estatuto. Depois do estatuto tudo se materializa.

  5. Wagner
    26/09/2014 at 17:21

    Se os nossos traficantes e milicianos gostarem da ideia oriental, veremos que qualquer estado no mundo pode ter o próprio estado islâmico para chamar de seu. É uma questão de vontades e imagens circulando. Temos um estado islâmico tão cruel quanto qualquer outro em nossas próprias vísceras e qualquer um que saiba colher vídeos e fotos na internet pode montar seu próprio estado islâmico e enviar para seus amigos na rede.
    O estado islâmico funciona bem como um manicômio. Lá cabe a loucura que fingimos não estar a entre nós.

    • 26/09/2014 at 17:47

      Wagner eu acho que você extrapolou e está vendo fantasma onde não existe.

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