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29/03/2017

Definição de autodidata: entidade responsável pela sua própria burrice


Nenhum país do mundo faria uma política educacional que envolvesse o autodidatismo. Só o Brasil tenta isso. Nos Estados Unidos, eleito um Presidente, a imprensa corre para descobrir sua primeira professora primária, sua escola, quer saber de sua universidade. Aqui, essa preocupação não aparece. Escola, professor, educação escolar básica, tudo isso não importa. Não temos uma cultura capaz de entender que o autodidatismo não funciona. Criamos a ilusão de um país de gênios, de jeitinho, de improvisação. Estamos nos últimos lugares do mundo em exames internacionais, e continuamos achando que podemos fazer educação por meio de fórmulas milagrosas, e não por meio de professores bons porque bem pagos.

No Brasil as pessoas acham que um Machado de Assis e um Bil Gates aparecem em cada esquina a cada hora. Aqui há ignorante dizendo que Sócrates não frequentou escola. Desconhecem o poder da educação pública e gratuita de Atenas. Desconhecem o quanto Sócrates frequentou escolas de outros filósofos. Acham que outros também se destacaram sem escola, ou seja, acreditam que Platão fundou a Academia à toa e não sabem que vinha gente do mundo todo para o Liceu de Aristóteles e outras escolas filosóficas do mundo grego. Não entendem que Pitágoras criou a palavra Philo Sofia, amigo do saber, exatamente por conta de que o amigo do saber era amigo do outro e do outro e de mais outro, ou seja, uma pessoa de uma confraria.

No site do MEC há tudo para você aprender – assim diz uma propaganda da TV. Nada de professor. Professor? Ora, professor é um animal xereta que nos viu fazer coisas na infância que nos envergonha e, por isso, uma vez adultos, queremos antes de tudo esquece-lo. Mesmo quando tivemos dos bons, falamos que aprendemos sozinhos. Mas quem diz isso, eu sei, é um tonto.

Podemos nos alfabetizar numa escola, com um professor e, então, abrirmos um manual e seguir seus passos para consertar um rádio. Autodidatismo? Não, fomos alfabetizados, e isso na escola, só então podemos optar pelo “faça você mesmo”, coisa que o Pato Donald adorava, não é verdade? Alfabetização solitária ou educação autodidata é o mesmo que masturbação. Quem pensa que fez sexo se masturbando está com problemas no aparelho sexual, na mão e na cabeça – neste último caso, o problema da falta sinapses.

Há uma série de coisas que aprendemos quase sozinhos. Pode-se aprender com o livro, claro. Todavia, não é o caso de filosofia e de uma série de outros saberes que dependem, antes de tudo, da conversa e da vivência. Sócrates deixou testemunho disso.

Sócrates dizia, contra o autodidatismo, que ele preferia que contassem o livro para ele, ou comentassem. Lia, claro, mas não dava prioridade para o livro. Podia se informar pelo livro, mas o exercício para o aprendizado inteligente, o aprender a aprender, isso ele fazia por meio da conversação investigativa. Utilizava o método investigativo chamado elenkhós (método da refutação. Ver: Sócrates: pensador e educador, Cortez, 2015). O livro, para ele, como insistiu dizer Platão no Fedro, era alguém que sempre respondia a mesma coisa diante das perguntas colocadas. O livro não conversava. Não conversa! Para ele, a dialética era melhor que o livro. Na dialética as respostas mudam, são refeitas, acompanham o fluxo do pensamento, dispõem-se para o refluxo do pensamento. A dialética permite o afloramento das contradições, pedra de toque do pensamento refeito.

O elenkhós socrático exigia antes de tudo a concordância sobre p e q. Ambos participantes concordavam inicialmente, consideravam p e q crenças suas, verdades. Então, consideravam poder acordar a respeito de r, e assim fazendo, voltavam e viam se ainda podiam manter, então, p e q. Poder-se-ia, sem contradição lógica, sustentar em uma mesma rede teórica p, q e r? Caso não, tomava-se a decisão sobre o que descartar. Às vezes a opção era descartar tudo e voltar a conversar sobre novas bases, sobre acreditar em s e t.  Isso nunca foi debate, e sim investigação conjunta. Popper mais tarde usou algo assim para falar em falsificacionismo. Colocamos hipóteses, formulamos teses e, em seguida, jogamos nosso empenho todo no sentido de mostrar que tais teses não são válidas se tivermos que manter outras, que são válidas. Esse procedimento é coletivo. Todos que trabalham com filosofia e ciências sabem disso. Os que não trabalham ou não trabalham direito, teimam em achar que isso pode ser feito na solidão do autodidatismo. Acreditam que escola só dá diploma. Em geral fazem isso ou porque não tiveram coragem ou competência para enfrentar a socialização do ambiente escolar, a competição interna, a atividade da pesquisa conjunta, ou então porque simplesmente fizeram uma escola ruim. O autodidata corriqueiro é, em geral, um fracassado ressentido. Em geral é isso. Raro o caso que foge disso.

Tudo isso que disse é fácil de ser entendido pelo não-autodidata. Mas o autodidata é, em geral, autodidata naquilo que não cabe ser autodidata e, portanto, não entende o que estou dizendo. Assim, virá aqui, no comentários, vomitar seu ódio. Ele é o cara que também não aprende sozinho, aprende com o pior, ou seja, com os midiagogos da TV. Os palhaços do circo da auto-ajuda ou da militância partidária aberta ou disfarçada acabam por ser seus professores. Nesse caso, pensa não ter professores e tem, mas da pior qualidade.

Paulo Ghiraldelli Jr., 59. São Paulo, 26/09/2016

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53 Responses “Definição de autodidata: entidade responsável pela sua própria burrice”

  1. Orquidéia
    18/10/2016 at 23:57

    Sou das que “conhecem o mundo inteiro pelo cartão postal”.
    Para mim,não tem escolha, por enquanto.

    Em filosofia, tema que me interessa há uns anos, a situação é chata.
    Nem mesmo lendo várias vezes certos livros,ou artigos em revistas_eu os entendo.
    Por isso invejo os autodidatas, mesmo que pareçam “cantores de chuveiro”.
    E acompanho o assunto pela internet,onde os textos são mais fáceis.
    Sonho,é claro,em fazer algum curso [de filosofia, é claro],on line.

    • Orquidéia
      18/10/2016 at 23:59

      Ops…fiz uma redundância sem ver…

  2. Fraga
    16/10/2016 at 18:00

    Paulo, e no caso do Rousseau? Não era o Jean-Jacques Rousseau um autodidata?
    Não é uma pergunta capciosa, é uma observação apenas. Não seria a vida e obra se Rousseau um exemplo de que é possivel ser filósofo por este caminho? Outro detalhe: se tomarmos a crítica de Sócrates sobre a escrita – e que faz sentido, em parte- qual é então a função do livro? Qual é a sua finalidade? E mais: é possível uma confraria fora da Universidade?
    No mais, como sempre, ótimo texto. Sempre acompanhando e aprendendo contigo.
    Uma sugestão de tema: quando tiveres tempo, escreva alguma coisa também sobre o Ensino à distância (o Ensino EaD, tão comentado nestes ultimos anos aqui no Brasil). Qual é a tua opinião sobre? Estou lendo teu livro de “Filosofia e História da Educação”, pela Manole. Muito bom! Aprendendo muito, mesmo sabendo que não tem como discutir com o livro (para lembrar de Sócrates).

    • 16/10/2016 at 18:20

      Fraga você mesmo pode dar a resposta para sua a pergunta, pois tenho certeza que entendeu o texto. Sobre Sócrates, consulte o meu Sócrates: pensador e educador (Cortez), oK? Sobre EAD (sem crase) escrevi sim, tá por aí.
      Sobre confraria: cefa.pro.br – é uma confraria, tem encontro entre 12-15 de novembro, venha!

    • Fraga
      17/10/2016 at 01:37

      Blz, vou procurar o texto sobre ead. Sobre o livro “Socrates: pensador e educador”, já comprei. Tá na lista de leitura para o mês de novembro. Putz! Uma pena morar distante de SP.

  3. Orivaldo
    08/10/2016 at 12:52

    E nessa briga quem escuta é o autodidata, seja ele inteligente ou não. Mesmo Paulo não o enxergando ele existe (o autodidata inteligente). O que difere o autodidata inteligente do outro é sua capacidade de se sentir intelectualmente inacabado pois tem ele noção do que fica faltando. Mesmo se achando mais inteligente que muitos acadêmicos, ele não deve se comparar com esses e sim com ele mesmo no caso de de ter frequentado a academia. Qualquer autodidata, sendo ele inteligente, sabe a falta que a escola lhe faz.

    • 08/10/2016 at 14:10

      Orivaldo eu não sei não, mas parece que você não entendeu meu texto não. Achar que existe o autodidata, a não ser para questões e assuntos muito específicos, é uma bobagem.

    • Orivaldo
      08/10/2016 at 16:50

      Paulo tudo que eu disse pode se referir ao autodidata para assuntos específicos.

    • 08/10/2016 at 17:32

      Orivaldo, vou me corrigir: alguns assuntos. 1) Poço pegar um manual e fazer um rádio. 2) Mas tive uma professora para me alfabetizar. 3) Não posso pegar um manual e me tornar filósofo.
      Isso do ponto de vista individual, agora, do ponto de vista da política educacional, não posso pensar em autodidatismo.

  4. Daniel Alencar dos Santos
    07/10/2016 at 18:16

    Olá professor Paulo,

    Meu nome é Daniel e é a primeira vez escrevo aqui, o tema chamou minha atenção. Vamos lá, pela primeira vez na vida comecei uma empreitada meio autodidata, em filosofia. Digo pela metade por estar seguindo o curso de filosofia do professor Lúcio Packter (criador da filosofia clínica e que mantém um curso de formação filosófica não acadêmico), que utilizo como referência e canal para diálogo, trocas de textos etc (estou começando). Também estou fazendo um grande esforço pessoal de leitura e estudo programado.

    Entendo sua crítica ao autodidata solitário, um tipo de “sniper” enlouquecido do saber, que sai desembastado lendo e atirando. Jà vi muito isso na física (minha área original). A academia exige muito, mas também cansa.

    Fiz bacharelado em Física (ufrj), mestrado em Física (puc), MBA, mestrado em Economia (ucam-rj) e cinco anos de doutorado em Física (ufrj, tese não concluída), além de um longo estudo de teologia e filosofia numa época de vida religiosa e infinitos cursos profissionais (sou servidor na área de finanças do governo federal). Vamos dizer que a minha paciência acabou, não sei se tenho energia para enfrentar novamente a sequência de aula, tarefas, provas etc. Só que minha paixão pela filosofia permanece viva, muito forte. Tenho a humilde pretensão de tapar buracos nas minhas leituras e, quem sabe, escrever algo, ir mais a fundo na filosofia da física, na filosofia prática, ainda não tenho certeza.

    O caminho do professor Lúcio Packter é sério e bem organizado. Claro que a exigência não é acadêmica, mas tem sido desafiante para mim (faço isso junto com o trabalho) e utilizo todas as referências que posso para complementar. Gostaria de saber sua opinião sobre o curso em questão, sobre os caminhos para ter acesso ao debate filosófico fora de um mestrado ou doutorado (se é que existem), sugestões bibliográficas (se for possível) e se o senhor ainda dá aulas no Rio.

    Uso muito seus livros, referências e materiais do site. Parabéns pelo trabalho didático e pelas opiniões diretas e claras. Se quiser, pode fazer contato por e-mail.

    Obrigado,

    Daniel

    • 07/10/2016 at 18:36

      Daniel, não creio que esse seja o melhor caminho para você. Você foi para a escola, mas a escola que viveu parece que não foi vida. Eu conheço bem o curso de física … fiz o bicho até uma última matéria, na UFSCar. Em filosofia a escola tem que ser uma escola – escola filosófica, confraria, entende? Olha, o CEFA (Centro de Estudos em Filosofia Americana) é em São Paulo, nós fazemos reuniões virtuais e presenciais. Está aberto para você. Tudo nele é gratuito. É um tipo de confraria, um pequeno centro de conversa e pesquisa filosófica só para quem gosta de filosofia. Dias 12, 13, 14 e 15 tem reunião. Vem gente do Rio sim. Estamos lendo Peter Sloterdijk. Ficamos uns quatro anos nele e essa reunião é praticamente para conversarmos sobre um livro meu que foi produzido nesse contexto: Para ler Sloterdijk (editora Via Verita, do Rio). É um filósofo contemporâneo que permite a expansão horizontal e vertical na filosofia. Bem, é isso! Venha. Eu sou aposentado da UFRRJ e leciono em São Paulo, na faculdade da igreja Católica, Paulo VI, onde só há filosofia e teologia, em Mogi das Cruzes.

    • Daniel Alencar dos Santos
      07/10/2016 at 19:04

      Olá professor,

      Obrigado pela pronta resposta. A física realmente é um universo fora da vida, lindo e estéril. Eu estudei relatividade e cosmologia no doutorado, em algum momento me senti vivendo num mundo paralelo, etéreo, um pouco louco. Por incrível que pareça, quando fui fazer algo mais simples e humano fiquei mais vivo. Mas a filosofia estava sempre lá, li Mario Bunge, Aristóteles, Ingleses, Kant, Kuhn e muito filosofia da ciência na faculdade. E tem sempre a filosofia da mecânica quântica, esse bicho indomado. Bem, esta é uma longa conversa.
      Vou olhar o filósofo que o senhor recomendou e como funciona o Centro. Recentemente descobri Rorty, estou lendo aos poucos a obra por referências que achei em seu site.
      Eu achei que o senhor estava no RIo, mas posso ir à São Paulo sim.
      O curso do professor Lúcio Packter tem um caráter existencial, mas está me obrigando a ler as coisas em ordem. Não tinha lido Platão direito, por exemplo, estou mergulhado nos diálogos. Programei dois anos de leituras, tapar buracos, rever as coisas. Aí vou pensar na escola, mas eu entendo seu alerta.

      Obrigado pela atenção e, novamente, parabéns pelo trabalho.

      Abraço,

      Daniel

    • 07/10/2016 at 19:07

      Pois é Daniel, filosofia, eu insisto, é confraria. Tem de ter o “ambiente”, ou seja, o grupo. Estamos esses dias meio paradas com o encontro virtual, mas podemo retomar. Basta o pessoal voltar a se organizar. Era aos domingos, 19 horas. Para se inteirar, basta entrar aqui: https://www.facebook.com/groups/cefa.ghiraldelli/

  5. Tomás Sobrinho
    29/09/2016 at 22:23

    Paulo é um autor cujos textos vem acompanhados de estudos de caso em seus comentários.

  6. Felipe
    28/09/2016 at 15:34

    Sou filósofo, anarquista, delegado do DCE, estou criando uma nova filosofia e sou autodidata. É possível sim ser um grande gênio sendo autodidata, só você que ainda não descobriu. Aliás todos os grandes gênios da humanidade criaram suas teorias de um lampejo, de uma ideia genial.
    Abs.

  7. 28/09/2016 at 13:47

    Acho apenas que uma luta contra o autodidata é um luta inglória. deixe as pessoas em paz, cada procura o desenvolvimento do jeito que quer, conhecimento é para todos

    • 28/09/2016 at 14:02

      Ronaldo eu sou uma pessoa responsável, gosto do meu país, sou old school, você é da turminha do “faço nada”. Tudo bem.

  8. Paulo
    27/09/2016 at 20:17

    Ok, eu gosto dos gênios incompreendidos como Sócrates, Diógenes, Rabelais, Schopenhauer, Nietzsche…não tenho nenhuma admiração pelos escolarizados do Século XX… mas respeito quem os admira como você.

    • 27/09/2016 at 22:59

      Todos eles foram escolarizados, o fato de você não saber disso é porque lhe falta escola.

  9. Edielson
    27/09/2016 at 17:53

    Então em um país onde a educação não é levado a sério não existe o filósofo? Então porque ele é sequestrado pelo mentor? Sócrates sabe a resposta! Percebe como você bobinho perdeu pra ele!

    • 27/09/2016 at 19:21

      Edieson, é “então por que …” Separado. Bem, faça uma escola, aí você vai poder escrever melhor e até será capaz de entender um texto simples, como este que fiz, oK? Faz isso.

    • Edielson
      28/09/2016 at 00:16

      Se você não reconhece o autodidata, então porque haveria algum filósofo em uma sociedade que precisa muito a progredir? Pergunto a quem se intitula o filósofo da cidade de São Paulo. Em minha pressa de deixar apenas um comentário eu acabei trocando o filósofo pelo mentor, e você é tão burro que não percebeu isso. Você precisa de ressonância para entender um simples comentário.

    • 28/09/2016 at 00:18

      Edielson toda vez que vejo um cara como você sei que é um repetente escolar com raiva por ter levado pau na escola.

    • Edielson
      04/10/2016 at 17:02

      Eu saquei qual é a sua, as mileides vem aqui ler as suas respostas e ver como seus interlocutores saem derrotados. Sabe você não me deixa irado, porque você sempre me diz que toda vez que você lê alguma coisa, o texto te faz lembrar da professora que te ensinou a ler. Eu sugiro a você tirar cinco minutinhos para lê a Bíblia, mas se você quiser tirar esse tempo pra ficar com sua namorada, acho que vc ainda vai ter tempo de começar a ler o Alcorão de ponta cabeça. Se que vc vai apagar esse comentário, então não tenha vergonha das suas fantasias!

    • 04/10/2016 at 17:06

      Edielson, se eu não deixo você irado, melhor. Agora, sobre a Bíblia, tem coisa. Se você gosta da Bíblia (eu gosto), procure no blog a palavra “bíblia”, no “Search”, e vai encontrar vários textos. Beijo.

  10. Paulo de Vasconcelos
    27/09/2016 at 16:18

    Paulo Ghiraldelli, Sabe, Paulo, se um dia realmente tiver a coragem de se autoconhecer, perceberá o quanto foi enganado e passado para trás na ”Educação”, um verdadeiro ”castelo de ilusões”. Mas pelo jeito você é muito ignorante para tanto… Ainda acredita que ”os donos do poder” colocaram o essencial da vida nas escolas e nas universidades… haahhaha

    • 27/09/2016 at 16:52

      Paulo de Vasconcelos, eu sonho por esse dia da minha onde encontrarei a luz que você encontrou no analfabetismo. Irei segui-lo, ó guru. Ensine-me a autodescoberta pela trilha da ignorância. Deve ser ótimo.

  11. Paulo
    27/09/2016 at 12:06

    Pois é né…Schopenhauer abandonou a Universidade para filosofar e Nietzsche fez o mesmo. Ninguém fez mais isso,, e veja onde estamos…quem são os pensadores que surgiram depois deles??? O mundo é totalmente escolarizado e é só olhar para o mundo e ver o que temos….mediocridade… Illich está muito a frente do que temos…Sua marginalização no mundo dos “especialistas” explica muito…

    • 27/09/2016 at 12:28

      Paulo todos os filósofos do século XX, fora Sartre, foram professores, o fato de você não conseguir ser professor pode levá-lo a ser apenas um maluco meio analfabeto, chamado Olavo-Repetente-de-Carvalho. A escola é para inteligentes e corajosos, os covardes e os “gênios incompreendidos” podem ficar de fora.

  12. Edson
    27/09/2016 at 12:04

    É uma época de autismo essa nossa em que ninguém quer ouvir nada que o possa contradizer. .E dai a força do autodidatismo e dai o bater panelas contra afala em contrario,dai o ficar no mesmo grupinho trazido pelo algoritimo do google.autodidatismo e fla-flu.

  13. Felipe Souza
    27/09/2016 at 05:47

    Bom dia Professor. Onde a autonomia no estudo se diferencia do autodidatismo?
    *Não sei se lembra de mim, mas entrei na academia agora e pela primeira vez peguei um livro do PF que ele fala da autonomia.

    • 27/09/2016 at 07:23

      Felipe, você sabe a resposta.

    • Felipe Souza
      27/09/2016 at 13:48

      Pela conversa de hoje com meu professor de Pedagogia, aparentemente sim. Ele também foi bem semelhante sobre o autodidata e a filosofia.

    • 27/09/2016 at 14:07

      Se o seu professor disse que autonomia é autodidatismo seu professor é burro. Aprenda: não existe aprendizado entre você e o livro, não conseguiu sequer entender a crítica de Sócrates ao livro, no texto? Nem isso?

    • Felipe Souza
      27/09/2016 at 14:36

      Eu coloquei em pedaços, professor Eu quis dizer que entendi sim a diferença e que ele (meu professor) concordou contigo.
      Abraço, boa tarde

    • 27/09/2016 at 15:48

      Eu achei que era isso, mas… sempre é bom reforçar.

  14. 27/09/2016 at 00:35

    Paulo Ghiraldelli!
    Estou decepcionado, pensei que você defendia a liberdade, inclusive de cada pessoa poder optar por educação formal ou se auto educar, ser livre da obrigação de estudar pelas mesmas metodologias tradicionais.
    Ninguém é perfeito, você vem nos provar isso. Abraço.

    • 27/09/2016 at 07:23

      Mayorca leia o texto 20 vezes e veja o exemplo de Sócrates. Também estou decepcionado com sua estupidez.

  15. Jose Delfino de Sampaio Neto
    26/09/2016 at 22:42

    Querendo ou não, para chegar a ser um autodidata precisa de um professor para que possa aprender a ler, escrever, analisar e refletir, que só se aprende depois de alguns anos de estudos. Todo ser humano para ser completo precisa de opiniões diversas para se debater, porque debater com um livro que não fala, penso eu deve ser ruim demais.

    O professor alem de ensinar, mostra a direção para que possa caminhar corretamente, sem ele fica difícil, mesmo estudando sozinho surge duvidas e nesse momento precisa-se do orientador.

  16. João
    26/09/2016 at 22:29

    Belo texto Paulo! Infelizmente o nosso ensino esta falido, aqueles que são bons já não se interessam mais pela “ESCOLA”, vão para outras áreas onde são melhor remunerados. Uma prova disso é que não conseguem entender um texto simples como esse, e ainda vem falar de Ivan Illich junto de Schopenhauer, tem dó né!

    Chegamos a tal ponto que devemos ensinar a importância da “ESCOLA” e do treinamento escolar, da investigação em conjunto, ou seja, da filiação de pessoas que se reúnem com o objetivo do aprendizado no diálogo, e não de forma autodidata.

    Só falta escrever um texto para ensinar o significado da “ESCOLA”, seja para a filosofia, ou para as outras áreas do conhecimento, até mesmos os marxistas podem se reunir para estudarem em conjunto. Sinceramente, não sei como você tem tanta paciência!

  17. Henrique
    26/09/2016 at 20:04

    Mais e uma pessoa que não está na Usp não é melhor ela aprender com os vídeos de filosofia do professor karnal ou do professor Olavo do que nada?

    • 27/09/2016 at 07:26

      Henrique o Olavo não é professor, é um analfabeto. Quem não está na USP sabe disso. Quer aprender errado, procure tais caras. Azar seu.

    • LMC
      27/09/2016 at 11:04

      Henrique,o Olavo disse que o
      Karnal é comunista.kkkkkkkkk
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Felipe Souza
      27/09/2016 at 14:46

      Olavo de Carvalho e seu cigarro são uma piada e o Pondé já vi cometer erros sobre conceitos para a História que aprendi em 3 meses no curso da mesma.
      Para não ficar muito no eu vi, se você quiser, posso passar o vídeo do Pondé que me fez parar de ver ele, mas ai eu teria que buscar, só se você quiser mesmo e no caso do Olavo é só ver todos os vídeos dele no youtube.

  18. Thiago Augusto
    26/09/2016 at 19:55

    Boa noite, Paulo.
    Sou desenvolvedor de software e gostaria de lhe fazer uma pergunta: Essa visão sobre o autodidatismo se aplicação apenas a filosofia ou, na sua opinião, se aplica a todas as áreas? Na minha área existem muitos autodidatas. Inclusive, as principais tecnologias do mundo do software são desenvolvidas de maneira colaborativa entre profissionais que são, em sua maioria, autodidatas. Uma olhada rápida nos principais repositórios do github.com irá lhe mostrar que as principais tecnologias do mundo são desenvolvidas com o auxílio de autodidatas de vários países. Um exemplo disso é o projeto WordPress, um CMS desenvolvido pela comunidade PHP. Se você pesquisar sobre o projeto, verá que boa parte dos principais colaboradores são autodidatas. O WordPress é a base na qual o seu site foi construído.

    Um abraço.

    • 26/09/2016 at 20:00

      O texto diz tudo, mas veja, o fato de você não perceber, já não é um certo efeito do autodidatismo? Sem ofensa, mas não é?

    • Alan
      27/09/2016 at 00:00

      No tem mais “autodidatismo” quando é necessária toda uma comunidade de pessoas, mesmo que sejam individualmente autodidatas. Além disso, tal comunidade precisa do PHP, que foi desenvolvido por terceiros, etc. etc.

  19. Paulo
    26/09/2016 at 19:27

    Prezado professor, gostaria de saber suas considerações sobre os seguintes pensadores e suas teorias: Ivan Illich e a teoria sobre a função da aprendizagem escolarizada na sociedade de consumo e o que Schopenhauer falou sobre a impossibilidade de ser filósofo na Universidade. Segundo ele na Universidade seria possível estudar História da Filosofia e não fazer filosofia

    • 26/09/2016 at 19:38

      Paulo, Schopenhauer era professo e queria ter seus alunos lá. Sobre Illich, já passou, já não tem mais sentido. Nossa sociedade mundial só aumenta os anos de escolaridade, inclusive no Brasil.

  20. Thiago
    26/09/2016 at 15:06

    Por que exatamente a preocupação a burrice alheia? Quis perguntar mesmo isto: por que o repetitivo problema de ir-se contra autodidatas? É evidente ser possível aprender só; toda aprendizagem é solitária, informalizada; mas também é evidente ser inexpressivo os reais, palpáveis, autodidatas. Insisto nisto por razões próprias. Uma delas foi uma professora de matemática dizer, ao me ver aprender matérias mais avançadas em matemática, solitariamente, ter-se algumas pessoas capazes mesmo de dispensar professor. Parece-me residir aí, na “luta” contra os autodidatas, certo medo irracional, por assim dizer. Afinal a maioria, eu mesmo, chega-se a um ponto, no qual aprender por própria conta torna-se árduo demais. Se possível me esclareça. Obrigado.

    • 26/09/2016 at 18:43

      Thiago o artigo explica tudo, e sua resposta também.

    • Alan
      26/09/2016 at 23:45

      Atualmente em cartaz em SP, o filme “O Homem que viu Infinito” baseia-se na história real de S. Ramanujan, que mesmo sendo um gênio da Matemática teve que procurar ajuda em Cambridge. (P.S. O resumo do filme nos jornais ou na publicidade do cinema não descreve propriamente o seu conteúdo.)

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Filósofo