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29/05/2017

6 Responses “Como vai se sair Janine no MEC?”

  1. Valdério
    29/03/2015 at 18:00

    Bela análise Paulo.

    Particularmente, não consigo dissociar esse momento daquele em que Francisco Welfort assumiui a Cultura. Se não der certo ou se não der tão certo, certamente não será por falta de qualidade do ocupante da pasta.

    Há luz no fim do túnel.

  2. ANTONIO CLÁUDIO
    29/03/2015 at 12:58

    Prezado amigo Paulo, achei extremamente pertinente suas análises e agora só nos resta esperar para ver o que irá acontecer, e desejar ao Roberto boa sorte.

  3. 28/03/2015 at 21:02

    Excelente e instigante análise do nosso polêmico colega Paulo Ghiraldelli, com diagnóstico e prognóstico acertados, a meu ver, sobre o cerne dos desafios que o nosso colega Professor Renato Janine Ribeiro deve enfrentar no Ministério da Educação, especialmente com relação ao programa estruturado pela Presidente Dilma. Segundo Paulo, trata-se de um embate em três frentes programáticas:
    1.Segundo a política educaional até agora adotada pela Presidente Dilma, o MEC devia enfocar no PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), ou seja, a prioridade para a educação em nossa jovem democracia seria o ensino técnico.
    2.Uma reforma na educação deveria iniciar pelo enxugamento do ensino médio, o que poderia implicar inclusive na eliminação do ensino obrigatório de filosofia e sociologia nas escolas (públicas e privadas) de ensino médio.
    3.Finalmente, o Ministério da Educação cuidaria apenas do ensino superior, especialmente do ensino público federal, já que Estados e municípios cuidam do ensino médio e fundamental, respectivamente.
    Se ficar apenas preso a esses três eixos, o novo Ministro teria grandes problemas com as disputas entre ministérios pelas fatias do orçamento, mesmo que apenas visando a administração do ensino superior. Mas o Professor Renato Janine poderia tentar puxar pela extensão, a partir do MEC, para uma maior integração do ensino superior com o ensino médio e fundamental –a meu ver, por exemplo, como tem sido discutido na Capes, inclusive no Portal da Anpof, sobre os programas de Mestrado Profissional. Concordo totalmente com o Paulo Ghiraldelli quanto ao problema fundamental e prioritário do salário do professor no ensino básico. A meu ver, este é de fato o grande punctum dolens de qualquer reforma política nesse País: ou reformatamos os salários de carreiras públicas de magistrados, senadores, deputados, vereadores etc segundo modelos vigentes, por ex, nas universidades públicas (com progressão salarial e bonificações por mérito) de maneira proporcional aos salários de noss@s professores e professoras de ensino fundamental e médio (também segundo critérios objetivos de mérito acadêmico, como qualificação, desempenho etc) ou esse país continuará uma República de bachareis e iletrados, onde os capitães do mato e os herdeiros de capitanias mantêm seus currais eleitorais como verdadeiros rebanhos em cativeiro. Não há, decerto, desenvolvimento sustentável nem igualitarismo democrático num País onde deputados, senadores e magistrados ganham salários vinte ou até quarenta vezes maiores do que a maior parte das professoras e professores do ensino fundamental e médio –isso me envergonha e deve envergonhar qualquer um de nós que ainda acredita em mudanças neste País. Como Paulo Ghiraldelli observa, nos estados pobres não tem sido cumprido o piso salarial por falta de verbas e nos estados com mais recursos, tampouco, por falta de prioridade ou falta de pudor cívico. O Brasil é ainda um dos países com piores salários de professores no ensino básico do planeta –levando em conta o seu PIB e os salários de carreiras públicas. Somente assim, com uma verdadeira reforma no sistema educacional, podemos apostar na qualificação de nossos professores e poderíamos responder à pergunta que não quer calar: quando é que Doutores em Matemática, Física e História vão escolher carreiras públicas no ensino médio e fundamental em nosso País, como acontece na Europa, EUA, Austrália, Japão, Coreia do Sul e países desenvolvidos?

    • 28/03/2015 at 21:07

      Obrigado por ler minhas coisas Nythamar.

    • 28/03/2015 at 22:11

      My pleasure –é isso que nos faz pensar! Eu ainda acrescentaria, reforçando a sua análise dos 3 eixos programáticos que desafiam o trabalho do Prof. Janine no MEC : Para além de programas geridos mais estratégica e tecnicamente do que conteudisticamente (como o Prouni, o SiSU e o Enem) e da Adminsitração Indireta (por ex, da Capes, Universidades Federais, Institutos e Centros Federais), o novo Ministro tem de lidar com a Adminsitração Direta, coordenando as Secretarias e Subsecretarias com o Conselho Nacional de Educação –e aí podem entrar prioridades ou metas definidas de maneira mais ou menos ideológica ou de acordo com o conteúdo que se queira dar ao verdadeiro papel de uma reforma em nosso sistema educacional.

    • 29/03/2015 at 06:41

      Nythamar pois é! Pois é! Obrigado por ler minhas coisas!

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo