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17/12/2017

Charlie Hebdo: a esquerda e a direita contra a arte do cartum


Alguns discursos da esquerda a respeito do atentado contra o jornal parisiense CH são iguais ou até mais sórdidos que os da extrema direita. A direita usa do atentado para fomentar o xenofobismo. A esquerda tem um tom mais intelectual. Começa condenando o atentado para, logo em seguida, dizer que antes de tudo devemos “entender o terrorismo”. Ora, quando entramos nisso com a esquerda para dar o passo para o “entendimento”, eis que as linhas desse grupo político nos levam para o resultado que nada tem a ver com “entender”: os cartunistas ofenderam a religião islâmica – isso é o que concluem. Ao final, entender, para esse pessoal, é antes de tudo equalizar o desenho com o assassinato, o lápis com a metralhadora, a tinta com o sangue. No término do falso entender a esquerda emerge com desejo da direita: olho por olho dente por dente, só que em sentidos inversos.

A direita culpa o Islã, como se o islamismo fosse todo ele fanatismo e como se outras religiões e até doutrinas nada religiosas não tivessem seus fanáticos. O próprio xenofobismo da direita é um fanatismo – e Hitler soube dizer o que tal coisa é capaz de fazer. A esquerda, por sua vez, usa da frase “condenamos o atentado” para em seguida falar da opressão capitalista (judaico-americana, em algumas bocas) contra o “mundo árabe”, e de como meia dúzia de cartunistas foram “irresponsáveis” e nos levaram todos a ficarmos expostos à vingança – que a essa altura é vista como uma reação “condenável”, mas agora, “entendida”. No frigir do ovos a esquerda mostra que nunca entendeu nada do que leu em filosofia, quando ainda lia filosofia. Sócrates e sua ironia são condenados pela esquerda.

Atenas condenou Sócrates. A Atenas antiga e que é o berço da civilização ocidental com sua democracia, não suportou o cartunista Sócrates. Historicamente há grandes questões sobre as causas da condenação de Sócrates, pertinentes às acusações e não pertinentes. Mas uma delas nunca deixou de ser verdadeira e apontada pelo próprio Sócrates: não conseguiram perdoar-me por eu ter inventado a palavra ironia no sentido que ela veio a adquirir, paguei com a vida por exercer a atividade irônica. A nossa democracia pode, justamente pela esquerda, pelo falso desejo de “entender”, terminar por merecer o que Diderot escreveu: “o talento é imperdoável”. A esquerda que ainda está com Stalin na cabeça, mesmo que diga o contrário (Trotsky é o mesmo lixo!), nunca gostou de pessoas inteligentes. O inteligente sorri, não precisa rir forçado. Isso é imperdoável. Desenhar a bunda de Deus é imperdoável, já que, sabe-se lá como, Deus adquiriu bunda!

Eis o impotente nanico. Não pode escrever. Não pode desenhar. Não conseguiu sofisticação intelectual suficiente para revidar, então revida armado. A última razão continua sendo, para o fanático, para o medíocre, a razão da espada.

Que não me venham acusar os não-ocidentais de porem a razão da espada antes da razão liberal. Os ocidentais sempre fizeram o mesmo, ainda que tenham ensinado os não-ocidentais a democracia liberal. Mas, antes disso, os não-ocidentais já haviam tido eles mesmos o seu “iluminismo”. Nunca devemos esquecer a cultura árabe como a cultura que nos devolveu Aristóteles. Por isso mesmo, por haver pontes iluministas entre o Ocidente e o “o lado de lá”, é que é válido cobrar de ambos os lados, e não só de um lado, que a razão liberal se ponha adiante da razão da espada. Nesse caso, cabe sim condenar o ataque em absoluto, sem relativizações do falso desejo de “entendimento”. A razão do cartum não é a razão da espada. O cartum não é só jornalismo, é antes de tudo arte. Quando a arte ofende a ponto de justificar a frase “se escuto a palavra cultura eu passo a mão no coldre”, atribuída a um nazista, a condenação é geral.

O cartum é também filosofia. Caso Sócrates escrevesse ele não colocaria nada no papel que fosse letra, só desenhos.

Que a direita continue sempre a mesma, querendo culpar a religião e a nação do “outro”, isso já era esperado. O que eu não esperava é ver a esquerda ainda se repetindo. A esquerda que tentou “entender” Bin Laden agora quer “entender” os fanáticos e, para tal, faz o mesmo da direita, diz: são adeptos do islamismo, por isso agiram assim. Não, não são. São do reino do assassinato. São do reino da eliminação. São do reino das seitas fanáticas que a esquerda e a direita conhecem bem, pois não raro elas estão nisso, no fanatismo.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

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43 Responses “Charlie Hebdo: a esquerda e a direita contra a arte do cartum”

  1. 26/01/2015 at 12:25

    Por favor, Paulo, responda-me se você concorda com a tese segundo a qual “o jihadismo é uma nova forma de fascismo”. Outra: dizem que o papa Francisco ficou ofendido com uma charge do Charlie Hebdo que mostrava-o segurando uma camisinha no lugar da óstia consagrada.

    • 26/01/2015 at 13:09

      Martinelli o jihad é guerra santa. Guerra santa é dizimação, genocídio, portato crime contra a humanidade. O papa ficar ofendido, eu também ficaria no lugar dele, mas nós ocidentais lapidamos nosso humor segundo a vitória do liberalismo.

  2. Allan
    13/01/2015 at 14:52

    Paulo, o historiador e colunista da Veja Marco Antonio Villa falou num programa via web da revista que o governo brasileiro simpatiza com o terrorismo islâmico e que o PT é um Estado Islâmico tupiniquim. Ele fez referência ao discurso de Dilma na ONU em que supostamente ela propôs diálogo com o EI para dizer que o governo simpatiza com os grupos terroristas. Na contemporaneidade vejo o Brasil como um Estado pacífico, não beligerante. Vc acha prudente o governo defender ações militares publicamente? Pois é isso que Villa e a Veja gostariam que fosse feito. Acho que ele pirou o cabeção em dizer que o Brasil é um EI tupiniquim. O que vc pensa sobre, Paulo?

    • 13/01/2015 at 14:56

      Allan por que você lê mentiras? A Veja? O Villa? Porra! Você despreza o comunicado oficial da Dilma sobre o atentado e pega esse historiador que escreve na VEja? Por que você faz isso? É tonteira mesmo ou você quer ser ganho ideologicamente? Você leva Veja e Carta Capital a sério?

    • Allan
      13/01/2015 at 15:46

      rsrs.. Calma, Paulo! Nem uma coisa nem outra. Não leio nenhuma das revistas, essa fala sem nexo dele apareceu na minha timeline compartilhada por um amigo que é um olavete maluco. Fiquei curioso em ver o que o Villa falou tamanha a esquizofrenia do título da matéria.

    • 13/01/2015 at 15:50

      Allan eu estou mais calmo do que o necessário. Pois você consegue fica curioso com o Villa? O Villa? Se o cara escreve na Veja, há de despertar algo de curioso? Estamos só sendo canais para esse tipo de gente?

    • LMC
      15/01/2015 at 11:53

      Pelo menos o Villa não é
      daqueles que repetem
      sem parar que o golpe
      de 64 teve o apoio da
      CIA e dos EUA.

    • 15/01/2015 at 12:14

      LMC não há “pelo menos” no pessoal da direita, são uns chatos ignorantes.

    • LMC
      15/01/2015 at 13:49

      O Villa gosta tanto da
      direita que ele pega no
      pé do Sarney,Maluf
      e Collor,e admira o
      Montoro e o Covas.
      Pode isso,Arnaldo?
      kkk

    • LMC
      13/01/2015 at 15:22

      Por isso mesmo,Allan,acho
      que Dilma deveria estar
      naquele ato contra o
      terrorismo no último
      domingo em Paris.
      Nem o famoso Mujica
      do Uruguai,nenhum
      presidente latino-
      americano esteve lá.
      Terrorismo não é
      coisa de europeu ou
      americano,não.
      Lembram quando
      jogavam bombas
      em bancas de
      jornais que vendiam
      o Pasquim?Putz….

    • 13/01/2015 at 15:54

      LMC você está confundindo as coisas. Tá lendo demais a Veja. Um chefe de estado não tem que estar em ato nenhum que o leve a se comprometer para além do necessário. Dilma NÃO tem que fazer a nossa vontade individual, ela tem de pensar que o Brasil se relaciona com o mundo árabe TAMBÉM. É isso que devemos querer da Dilma, quando algum ato terrorista não atinge brasileiros. A condenação imediata dele é o suficiente. Não transformem a Dilma num militante dos Direitos Humanos. Ela não é e não tem de ser. Nenhum presidente tem o dever de fazer isso.

  3. Luan
    13/01/2015 at 13:37

    Paulo, não sei se estou viajando, mas depois de ler alguns textos fico com a impressão que a esquerda brasileira perde mais um momento para mostrar apreço pelo liberdade. Me lembra muito um texto que você escreveu a pouco tempo sobre Cuba e como a esquerda não consegue fazer uma critica em relação a falta de liberdade.

    • 13/01/2015 at 13:40

      Luan nossa esquerda destrói a si mesma. Não precisa de adversário.

  4. 13/01/2015 at 13:33

    Olha mas q texto esquisito. Não era você que dizia que nem tudo é política, meu caro? Ou será q eu não entendi o texto direito????

    • 13/01/2015 at 13:41

      Cão-burrão! Você ainda está tentando ler texto meu? Não percebeu que sua cabecinha não dá?

  5. Fabio
    13/01/2015 at 12:38

    Eu fico impressionado quando pessoas supostamente cultas, lançam opiniões baseadas no senso comum. Sinceramente, acreditar que esse atentado foi motivado unica e exclusivamente por charges que ofendem “o profeta” é o cumulo da alianação, acaso alguem já leu a Charlei dos 10 ou 15 ultimos anos? Não só charges, as materias literalmente insitam e justificam a violencia ao povo arabe. Mas não se trata apenas disso, por que essa revista se insere num contesto, e esse contexto é a “guerra contra o terror” que justificou as maiores violencias aos povos do Oriente Medio nas ultimas decadas… Mas oras, só um tolo não vê que nesse contexto a “caneta” é uma parte da “estada”, e é inclusiva mais poderosa. Anotem o que digo, não seria de se espantar se essas manifestações que se dizem democrticas e pela liberdade de expressão (ancabeçadas por lideres de estado que apoiam o Estado assassino de Israel, ocupam Paises alheios, e até mesmo que negam a liberdade de expressão em seus territorios) se transforme em uma “cruzada” (termo usado por Bush) contra os povos do Oriente Medio, seja em suas terras, seja nas periferias Europeias… Dai os liberais, que acham que sabem muito, mas não veem nada, lamentaram o que eles mesmos apoiaram… Será que eles não cansam de se lamentar? Será que nunca aprenderão que a logica formal, quando aplicada a politica, só consegue acumular erros?

    • 13/01/2015 at 13:42

      Fábio o terrorismo escolhe a vítima a partir do objetivo, o terror. Nesse caso você está certo.

    • LMC
      13/01/2015 at 15:07

      Fábio,o pessoal do CH que foi
      morto era de esquerda,são da
      geração que viveu aquele
      1968 intensamente.Não é
      como o Pondé diz que foi
      uma revolução de mimados.
      E chamar Israel de estado
      assassino é um dos
      esportes que a esquerda
      nacional pratica há anos.
      Quem vai se aproveitar
      disso,é a famiglia Le Pen,
      sem dúvida nenhuma.

    • 13/01/2015 at 15:55

      LMC Pondé é uma mula ao falar de revoluçoes e de tudo o mais. Ele já deu.

  6. Gabriel
    13/01/2015 at 12:21

    Por acaso o senhor está se referindo ao texto divulgado por Leonardo Boff. “Je ne suis pa Charlie”? Ora simplificar o argumento da esquerda para ataca-la é meio que desonestidade intelectual. Para criticar o terrorismo já existem filósofos do nada (ou de nada), liberais geleia, mídia marrom e consortes para fazer isso. Se fazer uma crítica genérica ao terrorismo para posteriormente tentar compreender a realidade de minorias étnicas marginalizadas na França é justificar o terrorismo então a mesma lógica deve ser aplicada a seu texto e argumentação que faz uma crítica genérica ao xenofobismo e centrou fogo na “esquerda que não lê filosofia” (sic) e não critica o terrorismo. Sendo assim você é xenofóbico? Tem preconceito com um povo e religião? Não! Eu não me dou direito de pensar dessa forma estúpida.

    • 13/01/2015 at 13:43

      Gabriel eu não leio o Boff, meu tempo não dá para ser jogado fora. Agora, quanto ao seu texto aí, ele é um amontoado de não entendimento do que escrevi. Cabeça cheia meu caro. Você tem a cabeça cheia.

    • Usp10
      13/01/2015 at 15:22

      Putz professor! Agora a esquerda não consegue mais fazer um texto com coerência! Cheguei ao final sem entender o que o Gabriel disse.

    • 13/01/2015 at 15:51

      USP10 isso não é problema da esquerda né? Isso é problema mais da direita, que é repetente. Temos de ver que o analfabetismo se generaliza.

  7. Idi Amin Dada
    13/01/2015 at 11:36

    Absurdo! Selvageria! Desatino! Estava comentando com meu amigo Pinochet, aqui no inferno, que no nosso tempo só mandaríamos cortar as mãos dos cartunistas e pronto…
    Esse mundo de vocês está muito mau, credo!

    • 13/01/2015 at 13:44

      Id Amin Dada você era um bom homem, agora é que vemos.

  8. LMC
    13/01/2015 at 11:07

    Na Folha de hoje,um leitor
    que se diz advogado,
    chamado Antônio Carlos
    Ramozzi,diz que o que é
    sagrado não deve ser
    objeto de deboche.
    Só faltou parabenizar
    os terroristas por terem
    matado os cartunistas.
    Cadê a OAB?Isso não
    vai contra a ética que
    eles tanto adoram falar?
    Jesus….

    • 13/01/2015 at 13:45

      Marcelo, putz, o cara é advogado. Mas tá cheio disso no Direito. É o lugar que mais dá gente assim, que não sabe o que é a lei.

  9. 12/01/2015 at 23:07

    Para além das mortes seja lá de quem for, o que gera o fanático? Seria os não fanáticos? Tipo, o primeiro ministro de Israel? Como a cultura islâmica pode responder com a inteligência que você esperaria que responde-se se só temos conhecimento deles pelas caricaturas que livros didáticos, mídia e etc fazem deles? Em outros termos: se a troca cultural é tão desigual? Até parece que não interessa aos governantes de esquerda e de direita que o fanatismo acabe de fato.

    • 12/01/2015 at 23:43

      Peixoto leia meu artigo mais vezes, veja o Hora da Coruja (fizemos um ou dois sobre fanatismo, sobre Islamismo) e leia alguns livros meus. Acho que ajuda você ter uma visão mais ampla e aí comentar de modo a dar conversa. OK? Obrigado!

  10. Wagner
    12/01/2015 at 20:52

    Tanto quem atira ou explode, quanto quem desenha ou escreve, usa de ferramentas de extensão dos corpos.
    A mente rígida, que não quer se esforçar, é aquela que se entrega e carrega a certeza. Às vezes a certeza me parece um pedido de descanso. A mente rígida quer tornar todos rígidos e usa das extensões do corpo para disciplinar os demais corpos, seja pela intimidação ou pelo Rigor mortis, e assim atingir a mente.
    Aquele que escreve ou desenha, que ironiza ou contradiz, que pergunta e que duvida para se manter flexível, tenta caminhar e se comunicar nesse terreno rígido, nessas fortalezas mentais.
    A grande disputa é antes mental. O grande território é o mental. Os ataques físicos, os atentados, são resultados do pavor diante da dúvida, do questionamento do outro ganhar espaço em si mesmo.
    A mente rígida quer espalhar sua rigidez. E se sentir medo, se sentir algo se aproximar de seu território, espalha medo e ataca territórios.

    • 12/01/2015 at 23:45

      Wagner o terrorismo depois de desencadeado sempre vence. Está vencendo. Veja como nós já estamos na defensiva. Estamos nos defendendo não dos terroristas mais, mas de nós mesmos, os “ocidentais”.

  11. Allan
    12/01/2015 at 17:29

    Paulo, Olavo de Carvalho praticamente reduziu o islamismo a terrorismo. Ele acha que o cristianismo é a salvação da humanidade contra o terror muçulmano e a propagação do comunismo pelo globo… O que dizer de um pobre coitado desse? Por que a direita é tão burra?
    Lamento muito que a esquerda de outros modos esteja caminhando para a mesma senilidade. Não há nenhum entendimento para o fanatismo. Nada justifica o assassinato de 17 pessoas. No Estado de Direito atual há formas de punir excessos da mídia nos tribunais, então porque é preciso recorrer ao homicídio? Nenhum rabisco de lápis justifica doentes mentais sair atirando em quem vê pela frente. Por que a esquerda relativiza isso? Tenta um entendimento?

    • 12/01/2015 at 17:32

      Allan a esquerda é tão burra quanto. Agora, o caso do Olavo é diferente, ele sequer conseguiu terminar a sétima série. Você vai levá-lo a sério?

  12. Thiago Carlos
    12/01/2015 at 16:48

    De um comentário que eu li no facebook e achei grotesco:

    “o primeiro ministro de Israel esteve marchando em Paris. Ele, primeiro ministro de Israel é um exemplo de pacifista, pricipalmente com sua força aérea e seus fuzis AR-15 que disparam pétalas e beijos aos palestinos há anos…então, como sou um tosco e um coxinha, gostaria de perguntar a todos esses pacifistas : quem pode reagir a provovações e matar : a polícia, os israelences, o terroristas brasileiros que lutaram contra a ditadura, os policiais franceses que mataram os suspeitos aina não oficialmente confirmados , enfim…quem pode matar em nome do valor da liberdade?? Quem disse que o estado de Israel é fisicamente pertencente aos Judeus : a bílbia, o Torá , a ONU? E por que essas mesmas razões históricas que garantiram a posse de Israel e a tomada dos territórios ocupados não valeu para os Cheiennes e Siox , ou mesmo para os nossos sub-desenvolvidos Xavantes ? Não estou justificando não, de forma alguma…pergunto mais ; o que é satirizar, o que é ironizar, o que é debochar ? Debochar eu posso, mas matar não? Posso matar sem debochar? nao estou nadinha triste….lamento pelos mortos , pois ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, mas deboche tem limites.”

    • 12/01/2015 at 17:27

      Thiago ele aí, o cara de quem você copiou isos, não lamenta pelos mortos. É falso. A última frase diz tudo. Ele está comemorando as mortes. Veja que ele esbraveja anti-semitismo e anti-democracia ocidental. É exatamente nisso que a direita e a esquerda podem casar, como já casaram em outros tempos.

  13. Manoel Lino
    12/01/2015 at 16:03

    Boa tarde Paulo,

    ainda bem que existe você para ajudar a refletir sobre os acontecimentos do dia. Você colocou tão bem a sua ideia que mudou minha opinião, já estava achando que o Charlie e outros tinha errados nos desenhos por não respeitar o ícone do outro, no caso Maomé, por que desenhar ele se beijando com outro homem na boca? Não seria provocação? Mas, nada justifica este atentado. Humor se combate com humor, ideias se combate com ideias, desenhos se combate com desenhos.
    Você fechou: “A última razão continua sendo, para o fanático, para o medíocre, a razão da espada.” ou “O inteligente sorri, não precisa rir forçado. Isso é imperdoável.”

    • 12/01/2015 at 16:35

      Manoel Lino você sacou bem: a direita e a esquerda tentam equalizar as atitudes, e isso é um erro crasso.

  14. LMC
    12/01/2015 at 14:13

    A direita,diga-se,a extrema-
    direita,claro.David Cameron,
    Angela Merkel e Mariano
    Rajoy são chefes de estado
    de direita e estiveram em
    Paris no protesto contra o
    terrorismo.Hoje,quem faz
    xenofobia na Europa é a
    extrema-direita,não os
    conservadores tradicionais.

    • 12/01/2015 at 15:08

      Extrema direita e extrema esquerda são termos que eu nem sempre usam. Às vezes não dá para fazer isso. Força um pouco.

  15. João Pedro
    12/01/2015 at 13:53

    Concordo com você Paulo. Esse pessoal não consegue mais rir, como também condenaram o humorista Renato Aragão por dizer que antigamente se fazia piada com negros e gays e ninguém se ofendia. Colocar limites no humor é o fim da picada!

    • 12/01/2015 at 14:04

      João Pedro o humorista já está sob legislação, pode ser processado etc. Danilo Gentili não faz humor, é pura propaganda política. Mas aí fica de quem escuta o cara ou de quem se incomoda e dá o troco na forma da lei. Ultrapassar isso, pedir censura ou partir para a violência é injustificável.

    • João Pedro
      12/01/2015 at 14:22

      Sim Paulo mas é que esse pessoal acha que só existe o humor político, tipo Porta dos Fundos ou Pasquim, em que há um crítica social. Se dependesse desses caras o Chaves ou o Monty Phyton nunca teria existido.

    • 12/01/2015 at 15:07

      Os cartunistas melhores são os não políticos. Mas é claro que os políticos podem ser bons. O Pasquim foi bom.

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