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26/09/2017

Simone de Beauvoir para além da Câmara de Vereadores de Campinas


O debate sobre o ENEM, a respeito de um trecho do livro O segundo sexo, de Simone de Beauvoir (lê-se Bôvuá, aprendam ao menos isso, vereadores de Campinas!), entrou na pauta política brasileira.

Olhando para o que se fez e se disse da existencialista francesa por conta disso, seria o caso de sentirmos vergonha alheia, vergonha do Brasil. Todavia, temos de engolir esse sentimento e, como professores e filósofos, voltarmos à carga para explicar o que está envolvido no problema. Isso por uma razão simples: se a direita, não raro inculta, fez o diabo com a fala da Simone, a defesa da esquerda foi talvez até pior, pois entrou na mesma linha de argumentação dos conservadores. Antes que algum professor-jornalista fale mais bobagem de Simone do que já fez com Paulo Freire, vamos nos adiantar e dar uma pistar para os jovens. É necessário, nessa hora, em favor dos estudantes que querem realmente aprender, sair dessa situação de ignorância do debate político.

Pois bem, li essa obra de Beauvoir ainda no colégio, por volta de 1975. Fiquei deslumbrado. Tinha 17 anos, era relativamente culto para a idade, mas até então não havia me dado conta do que é gênero e do que é sexo. Não discutíamos isso no colégio, ainda que tivesse, na época, professora de sociologia e professora de antropologia, e não professor.

Também não havia me dado conta, naquela época, que o universal era “o homem”, no sentido de macho, que abarcava a mulher, no sentido de fêmea, mas muitas vezes por meio não de uma síntese conceitual boa, mas por exclusão do feminino. Dizer “homem” ao invés de “homem” e “mulher”, mesmo que fosse para dizer “o humano”, deveria então ser posto na berlinda, não para chegarmos a desmentir o universal, mas para mostrarmos que no processo de criação do universal, algo ficou de fora, algo não entrou na síntese representada pelo nome “humano”. Foi o início do meu feminismo. Bem antes disso virar “lei” do “politicamente correto” americano que, enfim, chegou e logo foi embora ou se adequou ao bom termo, ainda que no Brasil tenha volta à baila por conta de livros incultos do “politicamente incorreto”.

De lá para cá muita água rolou por debaixo da ponte. Não só comigo, mas também com o feminismo e com a formação em ciências humanas e filosofia. Vale a pena, aqui, convidar o leitor para ler o trecho todo, em geral omitido pelo debate político, respeitando o texto clássico, mas submetendo-o a uma explicação atual.
“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um Outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Entre meninas e meninos, o corpo é, primeiramente, a irradiação de uma subjetividade, o instrumento que efetua a compreensão do mundo: é através dos olhos, das mãos e não das partes sexuais que apreendem o universo. O drama do nascimento, o da desmama desenvolvem-se da mesma maneira para as crianças dos dois sexos; têm elas os mesmos interesses, os mesmos prazeres; a sucção é, inicialmente, a fonte de suas sensações mais agradáveis; passam depois por uma fase anal em que tiram, das funções excretórias que lhe são comuns, as maiores satisfações; seu desenvolvimento genital é análogo; exploram o corpo com a mesma curiosidade e a mesma indiferença; do clitóris e do pênis tiram o mesmo prazer incerto; na medida em que já se objetiva sua sensibilidade, voltam–se para a mãe: é a carne feminina, suave, lisa, elástica que suscita desejos sexuais e esses desejos são preensivos; é de uma maneira agressiva que a menina, como o menino, beija a mãe, acaricia-a, apalpa-a; têm o mesmo ciúme se nasce outra criança; manifestam-no da mesma maneira: cólera, emburramento, distúrbios urinários; recorrem aos mesmos ardis para captar o amor dos adultos.” O Segundo Sexo, volume 2. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967, 2ª edição, pp. 9-10.
O inculto não gosta de ler. Por isso mesmo é inculto. Ele nunca passa, nesse trecho, das primeiras linhas. Aliás, antes de chegar na quinta linha ele tem sono. E mesmo quando tenta continuar a leitura, tudo lhe fica turvo. Todavia, o quase inculto, mas ainda com vontade de aprender, pode aqui ser desperto. Há algo para chamar a atenção do estudante, já mesmo no início do texto.
No texto, a mulher não aparece em contraponto com o homem, como um elemento do meio: há o homem e o homem castrado, e eis então a mulher. Ou seja: há homens que continuam homens mesmo sem o pênis. O que isso quer dizer? Ora, hoje talvez usássemos uma outra linguagem. Mas, na época, a expressão foi útil para Beauvoir expressar uma evidência, ao menos para ela, mas não para o leitor: se o homem se definisse pela posse de órgãos genitais, então o castrado não seria homem, mas ele é. A mulher aparece entre o homem e o castrado, mas isso ironicamente, pois, na verdade, o castrado é um homem sem genitálias. É um homem. Hoje temos a palavra “gênero” bem mais à mão. Basta então dizermos: há gênero e a sexo. “O homem” e “a mulher”, tomados pelo recorte sexo, podem ser definidos a partir de referências mais evidentes do sexo, do corpo, ou seja, genitálias. Mas isso não define o universo todo cultural do que é “o homem” e “a mulher” do ponto de vista de gênero. No caso, o gênero é o que engloba os aspectos amplos do “masculino” e do “feminino”, e são esses aspectos que são nitidamente culturais. Dizendo isso, então, a primeira frase “não se nasce mulher, torna-se mulher”, começa a ganhar uma conotação mais inteligível.
Dessa maneira, a partir da explicação acima, a frase pode ser lida melhor: não se nasce mulher enquanto um bípede-sem-penas, enquanto humano, pois mulher aqui não diz respeito a órgãos sexuais, mas indica a proprietária de um ethos feminino, ou seja, de um conjunto de práticas que definem, para cada sociedade, a feminilidade, isto é, o que é mulher e o que não é mulher, o que “de mulher” e o que não é. Pronto, feito isso, tanto conservadores quanto os liberais (evito aqui o termo “esquerda” ou “progressista”, pego “liberais”, para me manter na terminologia americana, mais apropriada para o caso), podem baixar a guarda: Simone de Beauvoir não está falando de possuidores de vagina ou não, está falando da construção social da feminilidade. Exemplo bem didático: é normal o uso do batom como apetrecho da feminilidade no Ocidente, e em contraste com a masculinidade. Esse exemplo não remete a nenhuma opressão. Mas posso dar um exemplo em que a questão da opressão aparece. Há tribos africanas que uma marca de feminilidade é usar um colar apertado, que afina o pescoço, e isso desde bem criança. Tais mulheres, uma vez adultas, caso tirem o colar, caem mortas, pois o pescoço não suporta a cabeça e, então, logo se quebra. Elas morrem de asfixia. Nós, do Ocidente, somos tentados a dizer: isso não é marca de feminilidade, isso é tornar o corpo da mulher uma prisão para ela mesma para além do que já dizemos comumente, que o corpo é prisão da alma. Todavia, não sabemos se as mulheres poderiam, naquela sociedade, se olharem no espelho e se verem como mulheres, caso criadas sem o colar. Toda uma discussão do relativismo antropológico e do universalismo humano se coloca aqui. É um debate vivo que, como debate, ganha antes o ensino universitário que o ensino médio, mas pode sim ser matéria do ensino médio.
Mas o texto de Beauvoir continua. E o que ela cita, então, são evidências para qualquer mãe e, hoje em dia, para muitos pais, pois hoje há mais pais acompanhando os filhos desde bebês. Todos sabemos que meninos e meninas, para uma série de coisas, enquanto bebês, não diferem em nada. Sabemos muito bem o quanto há uma luta maior ou menor, nossa, para convencê-los de que há dois gêneros, dois ethos a seguir: o feminino e o masculino. Mas sabemos, também, que esses dois ethos não existem factualmente como exclusivistas, especialmente em sociedade urbanizadas e industriais modernas. Muito do que é “masculino” se torna “feminino” e vice versa, e o tribalismo posto pela roupa, cabelo, tatuagem, estilo de andar, modos de sentar, gesticulações e entonações de voz, gostos literários e estéticos etc., vai se diversificando naturalmente em uma sociedade democrática e plural. Os padrões do que é “feminino” e “masculino” deixam de ser rígidos, como tudo que é cultural, e com isso o que ocorre é que o gênero passa a ser uma categoria em que o “feminino” e o “masculino” se deslocam cada vez mais para longe do crivo do sexo enquanto marca mais nitidamente biológica, ou seja, a posse de genitálias de um tipo ou outro. Possuir genitálias de um tipo ou outro continua importando para atividades de prazer sexual, mas vão interferindo cada vez mais na definição de masculino e feminino e, portanto, no que cabe em quadros sob a batuta do gênero.
O texto de Simone, nesse trecho, não discute nenhuma questão espinhosa. Não fala em situações sobre sexualidade, como estão postas nos debates que surgiram pelos conservadores no âmbito político, inclusive os que reclamaram da questão do ENEM (sendo que uns até reclamaram oficialmente para o ministro da Educação! Putz, que vergonha!). Não fala em “casamento gay” ou “ampliação da noção de família” ou de “homofobia” e coisas do tipo. Muito menos fala que algo que precise, como resposta, uma coisa tosca como “homem nasce homem e mulher nasce mulher”. Nada disso. O texto é sucintamente pudico, típico dos anos sessenta, ainda antes de Maio de 68. Todas as questões hoje colocadas pelos liberais ainda não eram tão problemas, não como delimitados hoje em dia pela antropologia, pela sociologia e pela filosofia social. No máximo, o que trecho do texto faz, ao final, é lembrar uma questão da psicologia que, tanto hoje quanto ontem, é básica: crianças podem ser seres com libido, como Freud ensinou no início do século XX, mas o prazer que querem é diferente do prazer genitalizado nosso, adulto, e o que de fato buscam é o amor paterno e materno, e vão fazer de tudo para conseguirem tais coisas. E suma: não há nada de normativo no texto. Não se está com ele dizendo coisas que um cristão não possa aceitar. Tudo que está no texto é aceito por um professor de filosofia argentino, tipo Bergóglio.
Infelizmente, nossa esquerda, ou seja, os que seriam os liberais na minha terminologia, não tem sabido interpretar o texto. Caem nas valas comuns de não entendimento dos incultos. E pior, não sabem explicar a razão pela qual o texto de Simone de Beauvoir está no ENEM. Os conservadores dizem que se trata de “ideologia de gênero”, de uma forma de imposição doutrinária da esquerda. E a esquerda responde que se trata sim de uma discussão de gênero, e que tem que ser feita, e então entram pelo discurso da “opressão da mulher” etc etc. Mas não é isso que está em jogo. Simone de Beauvoir entrou para o ENEM porque é um clássico, não por outra coisa. Se alguém de esquerda a colocou no exame por ser de esquerda, isso, no caso, é completamente irrelevante. Poderia colocar algo parecido a partir de uma filósofa como a neozelandesa Anette Baier ou como a filósofa americana Martha Nussbaum. Mas, nesse caso, teria menos legitimidade, pois tais autoras, apesar de excepcionais, ainda não podem ser consideradas clássicas. Simone de Beauvoir se tornou um clássico ainda em vida, especialmente essa sua obra, O segundo sexo. Mas, enfim, o que é um clássico?
Ora, é isso que nossa esquerda não consegue explicar e, então, fica vítima do discurso inculto dos conservadores, até dos mais tacanhos.
Um clássico? Trata-se de obra literária, científica ou filosófica que, expressando uma experiência particular, consegue universalizá-la e então ter a admiração e aproveitamento, para além do tempo e lugar, por toda a humanidade. Ora, no mundo todo, as grades curriculares e os exames do ensino médio usam desse critério para se nutrirem. Então, ao menos quanto à figura e à obras escolhida, o MEC acertou em cheio (neste caso e no de Paulo Freire, mas não posso dizer o mesmo de Zizek), e não deixou nenhum rabo de palha para a crítica. O que o MEC não esperava é que a crítica inculta fosse fazer tanto barulho, usando da desculpa de ser crítica anti-ideologia. Mas não sei se o MEC esperava que os partidários da esquerda também fossem incultos, e não soubessem participar do debate sem serem engolidos pelos mesmos pressupostos – só com setas invertidas – dos conservadores.
Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo.
PS 1: Meu texto não é para esse pessoal da política. Essa gente não tem salvação. Meu texto é para o estudante que não quer ser um estudante universitário tosco. (Veja o debate abaixo, da Câmara de Campinas)
PS 2: Peço desculpas ao estudante por fazê-lo ver esse deprimente debate na Câmara de Campinas, mas é necessário para que ele conheça o Brasil e percebe que os vereadores que ali estão não fizeram o ENEM, talvez nem mesmo os de esquerda. Se fizeram e passaram em alguma escola pública, Deus me livre, então temos que colocar uma nota de corte urgente.  Vídeo: https://youtu.be/NDEXfUBK0-k
PS 3:
Vale a pena ver esse texto de Simone: Philosophers Square
simone de beauvoir child5

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24 Responses “Simone de Beauvoir para além da Câmara de Vereadores de Campinas”

  1. Aristeu
    24/04/2016 at 04:36

    Como não ter sua obra ofuscada dada sua personalidade abjeta?

    Muitos dizem que as coisas não devem ser misturadas, mas não faz sentido aplicar lógica em um campo enquanto no outro não.

    Alguém que tinha a devassidão como horizonte não deveria ser tratada como ícone ético.

    • 24/04/2016 at 08:12

      Aristeu, você já conseguiu terminar o supletivo?

  2. 04/11/2015 at 19:02

    Professor, a grita contra uma mera redação no Enem elevou o nível de hidrofobia conservadora no Brasil.
    eu me deparei com esse “mimo” de um blog católico:
    http://blog.comshalom.org/carmadelio/48436-simone-de-beauvoir-defendia-a-destruicao-autoritaria-do-senso-de-maternidade-e-de-familia-e-era-a-favor-da-pedofilia#comment-35558
    eu não sei se é desonestidade, deficiência intelectual, ou simplesmente uma falácia do espantalho.
    eu gostaria de fazer alguma consideração a fazer dessa equação Beauvoir=feminismo=socialismo/comunismo=pedofilia, mas sem cair em clichês ou no óbvio, embora eu saiba que atrairia o mesmo tipo de pessoa que vive comentando seus textos sobre essa histeria/paranoia contemporânea.

  3. Ivandro Almeida de Gois
    02/11/2015 at 20:13

    Muito bom seu texto professor, é nestes momentos e em outros que sentimos o despreparo de alguns políticos brasileiros, confundir este clássico literário com a ideologia de gênero, entendo que Simone de Beauvoir viveu em uma época de grande turbulência sociopolítica, onde direitos femininos erram desconhecido drasticamente, penso que ela quis dizer por essa literatura o segundo sexo, que ninguém têm seu sexo definido biologicamente e sim socialmente, têm coerência meu entendimento?

    • 03/11/2015 at 08:23

      O que tentei explicar é que ela está diferenciando sexo e gênero, sem ainda uma vocabulário de hoje.

  4. 02/11/2015 at 06:50

    Essa vergonha virou matéria de jornal na França.
    Quem em sã consciência, elaboraria uma prova para cultos para testar gerações incultas ? Porque Simone de Beauvoir numa terra de Chimbinha e Joelma ? No país onde choram a morte de um tal de Cristiano Araújo mas ninguém sabe da morte de Fernando Brant na mesma semana ?
    Quem ousaria elaborar uma prova falando de existencialismo em plena batalha evangelista, bolsonarista, lulista, dilmista, cunhista, felicianista, martelo e foice ? Não acha que foi para gerar polêmica e perpetuar essa bipolaridade eleitoreira?
    Vereadores costumam ser incultos, até presidentes o são (vide o Lula)… Porque Simone de Beauvoir exatamente em meio a esse caldeirão de ódio ??? Alguém pode me responder ?

    • 03/11/2015 at 08:24

      Nana a burrice é de todo lado. A esquerda colabora com essa burrice.

  5. BRUNO ZOCA
    31/10/2015 at 17:05

    Excelente texto. Peço licença para usá-lo no ensino médio com meus aluno do 3º ano. Paulo, você acredita que esse texto pode ser relacionado com o pensamento de Foucault no que tange a construção das “práticas discursivas” ou isso foge muito?

    • 31/10/2015 at 18:17

      Não sei se texto diz tanto assim, é apenas uma coisa simples, que qualquer professor bem formado sabe, ou seja, como ler Simone.

  6. Luh
    31/10/2015 at 11:42

    Que linda a Simone criança =)
    Como é bom sair desses debates bipolares e ler um texto assim *_*

  7. Andyara
    31/10/2015 at 01:02

    Parabéns pela sua visão aberta e psicanalista sobre esse livro. Infelizmente não somos e estamos acostumados a mantermos as nossas mentes tão abertas para apreendermos certas diferenças, como agora é moda discursar sobre a diferença de gênero, que muitos levam para a sexualidade, onde existe uma distância entre um e outro. Acredito que um dia todos não só os estudantes como os professores e essa sociedade hipócrita a qual vivemos poderemos entender a diferença e parar de agredir sem fundamentos uns aos outros.

    • 31/10/2015 at 02:09

      Andyara isolado não faço nada, tenho de contar com a sua boa vontade e de outros para passar os artigos e manter vivo o debate. Escreve, repasse.

  8. João Batista Vibrio Neto
    31/10/2015 at 00:43

    Paulo, eu vi parte do video dos vereadores e não consegui terminar, fiquei chocado com o nível dos debates aí no Brasil. Como fico chocado com os comentários que vejo em qualquer discussão, noticia de site sobre qualquer assunto.
    Realmente te desejo forças e muita lucidez nessa tua missão de resgatar pessoas da escuridão da ignorancia e do analfabetismo literário e não só, você é um sujeito especial ao tenter resgatá-las da cegueira.
    Espero que a minha frase “em terra de cego, quem tem um olho….se desespera e sai correndo ou se suicida” não se aplique a ti, pois te considero um rei.
    Cumprimentos.
    J

    • 31/10/2015 at 02:10

      João não se preocupe, eu pretendo ficar nessa luta nos próximos 58 anos. Mas é necessário ajudar. Repasse o arrtigo

  9. Afonso
    30/10/2015 at 22:36

    Chega a ser assustador, Prof. Paulo – refiro-me às falas dos vereadores. É o caso de sentir vergonha alheia mesmo – uma miscelânia argumentativa (se se pode chamar de argumentos toda essa imbelicidade falada). Obrigado pelo texto esclarecedor, pela paciência de repetir e repetir.

    • 31/10/2015 at 02:11

      Afonso! Andorinha sozinha não faz verão. Ajude, repasse, converse e escreva.

  10. Isaias Bispo
    30/10/2015 at 20:23

    Ótimo texto, Paulo! Mas quanto as tribos onde as mulheres utilizam do colar gigante, não é na Tailândia? Ah sim, as mulheres girava da Tailândia. Mas aí não sei. O que sei é que originalmente isso era prática de tribos da África, e NÃO implicavam em punição.

    • 30/10/2015 at 20:36

      Isaias, na Tailândia não sei, o que sei é na África, o colar que prende o pescoço e o afina.

  11. Franklin
    30/10/2015 at 18:03

    Paulo, Admiro muito a sua paciência e persistência.

    Muito bom o texto. Voçê não cansa nunca. Volta e sempre explica novamente por diversos meios e gêneros. Voçê é um exemplo bastante raro de intelectual hoje em dia.

    • 30/10/2015 at 19:37

      Franklin, obrigado, mas eu canso sim. Perco a paciência. Às vezes mando um coxinha ou um esquerdete-soviético para a PQP. Mas depois volto, refaço, leio aqueles que percebo que podem se salvar, escrevo para ver se eles melhoram. Já consegui recuperar muita gente. Nietzsche dizia que ele conseguia ensinar até um aluno que fosse um urso. Rorty dizia que ele conseguiria, se não fosse Hitler, mudar um nazista. Não digo isso, mas é função do filósofo continuar tentando.

  12. Eduardo Rocha
    30/10/2015 at 16:29

    Excelente Paulo. Esse seu texto me lembrou Um Hora da Coruja em que você e a Fran falavam do papel da mulher na Filosofia. Do que é o universal e o particular. A frase da Simone é de cunho existencialista nos da uma ideia de projeto do “Eu” (existencial). A construção de si. Escolher aquilo que você quer ser como aquela imagem do Sartre andando e sua sombra projetada no chão.
    Só queria lhe fazer uma pergunta. De que forma eu poderia pegar o Peter Sloterdijk e encaixá-lo nessa frase da Simone? Apesar de ele não ser um existencialista como Sartre, o mundo para ele não seria algo que brota de mim mesmo ? Obrigado!

    • 30/10/2015 at 19:38

      Eduardo a Fran me lembrou desse programa, mas eu mesmo não lembro.

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