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25/05/2019

As boas frases do Papa Francisco


As frases são do Papa Francisco. Concordo com elas. Mas não creio que o Papa concorde com o meu relativismo rortiano ou, talvez, meu exagero literário sloterdijkiano. 

A comunicação pela metade faz mal

Precisamos é de pontes, não de muros.

Ao ateu, não diria que sua vida está condenada, porque estou convencido de que não tenho direito de fazer juízo sobre a honestidade dessa pessoa.

Não existe mãe solteira. Mãe não é um estado civil.

Há uma porta de saída para os corruptos, para os corruptos políticos, para os empresários corruptos e para os corruptos da Igreja: pedir perdão! Isso agrada ao Senhor. O Senhor perdoa, mas perdoa quando os corrompidos fazem o que fez Zaqueu: ‘Eu roubei, Senhor! Darei quatro vezes aquilo que roubei.

Rezemos para ter um coração que abrace os imigrantes. Deus julgar-nos-á com base no modo como tivermos tratado os mais necessitados.

O consumismo incentivou-nos ao hábito do desperdício. Mas a comida que se deita fora é como se fosse roubada aos pobres e aos famintos!

Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?

Eu me responsabilizo por todo o mal que alguns padres fizeram.

Quando lemos sobre a Criação no livro do Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas não é bem assim.

Católicos não precisam procriar como coelhos.

Um mundo no qual as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril.

O mundo digital pode ser um ambiente rico em humanidade.

É preciso servir aos frágeis ao invés de se servir deles.

Eu não sou um super-homem.

Devemos batalhar contra a xenofobia e discriminação contra ciganos.

Os filhos precisam de pais que os acolham ao voltarem para casa com seus fracassos. E os pais terão que castigá-los ás vezes, mas nunca bater no rosto.

A pena de morte é um fracasso, porque obriga a matar em nome da justiça. Nunca se alcançará justiça matando um ser humano.

Não se pode fazer guerra em nome de Deus.

O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige.

Evolução da natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem.

As narrações da criação no livro do Génesis contêm, na sua linguagem simbólica e narrativa, ensinamentos profundos sobre a existência humana e a sua realidade histórica. Estas narrações sugerem que a existência humana se baseia sobre três relações fundamentais intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra. (grifo meu).

É importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a «cultivar e guardar» o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto «cultivar» quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, «guardar» significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. (grifos meus).

Paulo Ghiraldelli, 58, filósofo. As frases acima são do Papa Francisco. Concordo com elas. Mas não creio que o Papa concorde com o meu relativismo rortiano ou, talvez, meu exagero literário sloterdijkiano.

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12 Responses “As boas frases do Papa Francisco”

  1. Marcio Issler
    25/07/2016 at 21:30

    Leão Lobo?? Quem é?? Kkkkkkkkk

    • 26/07/2016 at 07:47

      Quem é ou o que é Leão Lobo?

    • Marcio Issler
      26/07/2016 at 09:46

      O que é o Leão Lobo para o vivente aí toma-lo como exemplo de Gay católico….

    • 26/07/2016 at 09:50

      Issler o que é o Leão Lobo, sinceramente, não sei, e sobre gay católico, não tenho a mínima ideia do que fala.

    • Marcio Issler
      26/07/2016 at 11:53

      A sim me refiro ao comentario do LMC…19/07/2016 at 10:41… “Existem
      muitos gays católicos,como por
      exemplo, o Leão Lobo,aqui no Brasil””…..

    • 26/07/2016 at 13:22

      Continuo não sabendo quem é Leão Lobo. É um apresentador de TV?

  2. LMC
    19/07/2016 at 10:41

    Pena que o Papa recusou o embaixador
    gay da França pro Vaticano.Existem
    muitos gays católicos,como por
    exemplo,o Leão Lobo,aqui no Brasil.

  3. Alexandre
    19/07/2016 at 02:08

    Você acredita em livre-arbítrio?

    • 19/07/2016 at 09:15

      A ética moderna acredita, vivo nela, somos discípulos da Agostinho. Não é uma questão de acreditar, é uma questão de estarmos sob leis que acreditam.

    • Alexandre
      27/07/2016 at 20:46

      Comecei a refletir mais sobre essa questão depois que li Laranja Mecânica. Se uma pessoa tem duas opções (a opção “A” e a opção “B”), é óbvio que o que a levou a escolher a opção “A” foi uma série de questões preexistentes ao ato de escolher; nisso podemos citar o contexto social em que a pessoa vive, o temperamento, a personalidade, as influências químicas/biológicas e outros fatores que determinam a opção que o indivíduo irá escolher.
      Nesse sentido, o ato de escolher entre a opção de fazer o bem ou fazer o mal não seria diferente da questão da sexualidade. Eu não acordo e fico pensando se devo ou não torturar animais, eu simplesmente não sinto vontade alguma de fazer isso e sinto repulsa por esse ato; do mesmo modo que eu não acordo e fico pensando se sentirei atração por homens, por mulheres ou por homens e mulheres, eu simplesmente sinto atração somente por homens e ponto final.
      Nesse exato momento você poderia pegar uma faca e vazar os próprios olhos, mas é óbvio que não irá fazer isso e é óbvio que não se trata de uma escolha no sentido real do termo, uma vez que você já possui uma série de mecanismos que determinam a “escolha” de não vazar os próprios olhos. Os exemplos que usei foram extremos.
      Portanto, o ser humano parece ser uma espécie de “robô de carne e osso”, com todas as suas características programadas; um robô programado para ser capaz de questionar suas próprias escolhas e “programações”.
      No meu dia a dia eu me sinto fazendo escolhas, como seu eu fosse capaz de fazer escolhas e não apenas “escolhas”, mas racionalmente falando eu não sei explicar o que me leva a me sentir assim. Talvez a minha sensação esteja correta ou talvez essa sensação de liberdade de escolha seja apenas uma ilusão.
      Supondo que livre-arbítrio não exista, as leis atuais são completamente injustas, pois pune pessoas que não possuem a possibilidade de escolher a opção “não cometer um crime”. Ainda com base na premissa de que não existe livre-arbítrio, deveríamos deixar de sentir raiva de pessoas como Bolsonaro e Hitler e passarmos a sentir somente pena. O Hitler passaria a ser visto da mesma forma que vemos um escorpião ou uma cobra venenosa; um ser capaz de nos machucar pelo simples fato de que “a natureza o fez assim”.
      Mas talvez o livre-arbítrio exista e eu apenas não possua uma linguagem suficientemente sofisticada para explicá-lo; eu prefiro que exista. Talvez o conceito de alma pudesse servir como base para o conceito de livre-arbítrio.

    • Alexandre
      30/07/2016 at 01:11

      O que você acha de tudo isso que eu falei? Sem sentido? Irrelevante?

    • Alexandre
      30/07/2016 at 19:02

      Deixa pra lá.

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