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01/05/2017

A lógica da vitória de Genoíno


José Genoíno está preso, mas, estranhamente, há muita gente com inveja dele. Gente que está se mostrando bem esquisita, pois deu de escrever na Internet com raiva porque ele conseguiu, por meio de solidariedade e de uma família maravilhosamente unida, o dinheiro para pagar sua dívida diante do estado.

Da perspectiva da filosofia, é diferente, trata-se de compreender o “caso Genoíno”.

Genoíno foi um deputado sempre muito bem votado. Elegeu-se mesmo depois do “mensalão”. Sua combatividade e sua capacidade de diálogo sempre foram elogiadas, inclusive pelos seus opositores honestos. Não à toa chegou à presidência do PT. Na presidência, assinou um bocado de coisas, muitas sem ler, e terminou condenado no processo do “mensalão”. Não roubou para si, e intencionalmente nem para o partido. Não corrompeu a democracia intencionalmente. Mas, não podia deixar de ser condenado, uma vez que sua assinatura estava em todo o canto. Genoíno foi traído por duas coisas, próprias de um moço que foi guerrilheiro: desprendimento e confiança.

O desprendimento é próprio de quem se mete em aventuras armadas contra um inimigo muito mais poderoso. Esse tipo de desprendimento, não raro, traz consigo uma profunda ingenuidade perante o mundo. Isso leva a uma confiança em ideais e pessoas. Esse foi seu erro. Genoíno errou, em princípio, antes por virtude que por vício. Sei do que estou falando.

Genoíno podia até saber do “caixa dois”, afinal, quem não sabia e quem não sabe? Mas, como Lula, ele não sabia do “mensalão” como forma de corrupção do Congresso do modo que as coisas se fizeram, embora pudesse saber que há muito o PT fazia “maracutaia”. Todavia, diferente de Lula, ele não sabia corretamente quem era Zé Dirceu.  Lula sabia bem mais quem era e quem é Zé Dirceu, mas Lula é daqueles que finge não ver o que, se visto, dá trabalho e cria inimizades perigosas (Francisco Weffort escreveu sobre Lula na Folha, certa vez, contando casos sobre ex-presidente, para explicar o “mensalão”, que vão no mesmo sentido de minha análise do ex-presidente, exposta aqui neste blog no passado: O “mensalão”, o “marxismo” e a cadeia).

É claro que quando digo que Genoíno errou por virtude, estou circunscrevendo o termo virtude segundo um escopo particular. É necessário explicar. Então, cabe um pouco de filosofia política e uma mente minimamente aberta do leitor, para compreender filigranas da doutrina da esquerda, ou parte dela.

O relevante e central que fez com que Genoíno se metesse na enrascada em que se meteu é o que, paradoxalmente, o fez conseguir o dinheiro que conseguiu agora, com as doações. Trata-se de um pecado conhecido: muitas pessoas de esquerda não colocam a democracia parlamentar como alguma coisa imaculada e sagrada, não participam do conceito de “democracia burguesa” e não o levam a sério para a construção de uma sociedade melhor. Essas pessoas nunca acharam ou acharão que o PT fez qualquer crime quando instaurou o “mensalão”. São pessoas que pensam do seguinte modo: os deputados corruptos da base aliada do governo iriam se vender de qualquer maneira, o que o PT fez, por meio de um grupo, foi o de compra-las antes que elas se bandeassem para junto do PSDB. Quem dentro do PT não pensa assim de Roberto Jefferson e de partidos como o PTB ou outros? Pouca gente!

O problema, então, é saber se o PT está errado ou certo ao pensar que o próprio mensalão não foi um crime. Em outras palavras: a questão é saber se podemos ou não participar da ética política da prática do marxismo-leninismo.

Para uma boa parte da esquerda, principalmente os educados em um tipo de marxismo-leninismo, o parlamento socialista irá funcionar como um conjunto de funcionários do governo, fazendo um trabalho burocrático, discutindo tudo tecnicamente uma vez que a própria política, no comunismo, deverá acabar. Política tem a ver com poder que se disputa entre classes, e classes se formam quando há propriedade privada dos meios de produção. Em um regime sem propriedade privada, em que só há um grupo social, os humanos, não há sentido ver um parlamento com partidos querendo substituir o governo como um todo. Então, o parlamente deve funcionar com “críticas construtivas” e com “trabalho de funcionário”, como são os funcionários do correio público, dizia Lênin. Pessoas educadas pensando assim do parlamento socialista, também entendem que a “democracia burguesa” é apenas formal. Elas têm para si mesmas que o parlamento atual representa uma democracia formal e necessariamente corrupta, que deve ser uma porta para o desenvolvimento da hegemonia do pensamento socialista e então, nesse processo, destruída ou pelas armas ou por estratégias outras, por exemplo, a do “mensalão”. Tudo estará melhor em outra democracia, a chamada “democracia popular” ou “socialismo” ou “comunismo” (os termos aqui podem ser intercambiáveis, em uma discussão genérica e não necessariamente dentro do cânones da cartilha histórica do marxismo-leninismo).

Todos que pensam assim – e o militante do PT, não raro, tem essa doutrina política na cabeça – não podem considerar que o “mensalão” tenha sido um crime contra o país ou contra o povo ou contra os cofres públicos. Alguns dizem isso abertamente. Outros poucos, ainda impactados pela retórica jornalística do ano 2005, francamente condenatória ao “mensalão”, tentam aqui e ali dizer que “o mensalão nunca existiu”.

Esse desdém pela democracia como a temos hoje, que é próprio da esquerda leninista (estalinista? Ora bolas!) e que atrai a direita a ponto de fazer com que elementos autoritários, próximos do fascismo moral, gostem do Lula, se agrupam para dizer o seguinte: o que vale é ter um governo forte! Vargas aprendeu isso e surfou. Lula também. Aumentam então os que podem dizer: “não houve crime algum no ‘mensalão’, o que ocorreu foi corrupção, mas, enfim, isso sempre há.”

Assim, não havendo crime algum, não é só a solidariedade que funcionou no caso de Genoíno, mas também a justiça. Os militantes fizeram justiça, ou assim se viram fazendo: Genoíno está preso porque assinou em branco, mas ele não errou assinando em branco porque o PT fez o que tinha de fazer, ou seja, tentou vencer e permanecer no governo por todos os meios lícitos dentro do processo revolucionário, em sua nova fase, a de Lula presidente. Assim se fecham as sinapses de petistas e até de não petistas autoritários.

É difícil para aquele que aposta na democracia discutir com essa lógica dos que, à direita e à esquerda, acham que a democracia só seria um bom regime se o vizinho não votasse errado, ou seja, votasse como eles, e não da própria cabeça. Essas pessoas teimam em não ter apreço pela democracia em que vivemos, pois acham que seus vizinhos são “alienados”, e que, portanto, não sabendo votar, poderão carregar o país para lugares ruins. Dentre estes, os que são de esquerda, e principalmente os que já votaram no Genoíno alguma vez, há muitos que poderiam contribuir para com o deputado – e assim fizeram.

© 2014 Paulo Ghiraldelli, filósofo

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33 Responses “A lógica da vitória de Genoíno”

  1. Lino
    28/01/2014 at 10:41

    Bom dia, Paulo.
    Seus textos são simples e ao mesmo tempo profundos. O pessoal deveria aproveitar o espaço democrático para trocar ideias e aprofundar conceitos. Eu aprendo muito com você. Qual era o projeto do Dirceu? Este projeto está no ostracismo? O Genuíno errou ao expulsar os companheiros do PT que não votassem conforme o partido determinava, mas poderia ser diferente?

    • 28/01/2014 at 10:48

      Lino, obrigado. Hoje há um grupo enorme de leitores meus que já não sou leitores, são interlocutores. Participe sempre. Principalmente no Hora da Coruja – conhece né?
      Bem, eu escrevi certa vez que o Dirceu queria ser o sucessor de Lula. E seria. Por Lula mesmo, o mensalão jamais se faria. Lula NÃO precisava dele. Não estou dizendo que não haveria corrupção, o que estou dizendo é que o controle do Congresso era desnecessário. Lula obteria apoio sem o dinheiro, na base de cargo e pressão. Agora, no caso do Genoíno, ele veio de uma tendência mais à esquerda para a Articulação, e quando fez isso, ficou refém do projeto de Dirceu. Dizer que Dirceu não é um cara que faz relações é bobagem. Faz, e dentro do partido, sabia isolar e conquistar. Genoíno foi entrando na dele.

  2. José das Beiras
    23/01/2014 at 12:37

    Seu texto é apenas um texto de fábula, uma historinha para boi dormir.

    • 23/01/2014 at 13:07

      José das Beiras, às vezes os bois dormem mesmo. E às vezes não os bois, mas os asnos, acabam palpitando. Agora, há quem comece a gostar de filosofia política para entender as coisas, para além de odiosinhos pessoais.

    • C. S. Junior
      24/01/2014 at 09:21

      Para ser sincero, esse para mim eh um dos seus melhores textos. Detesto politica de toda sorte. Mora na europa e tenho colegas de trabalho russos. O que voce falou sobre delubio ser um subserviente e exatemente o perfil do que eu vejo entre algumas dessas pessoas que creceram na uniao sovietica.

      Eu nao acho que o problema eh a falta de entendimento sobre como a esquerda funciona, mas que em decadas recentes ha um esforco maior de nao se adimitir o que nao eh nenhum misterio se voce ler um livro de historia.

      O conceito moderno eh que o sistema eh corrupito e devemos usar essa corrupcao para contruir uma causa nobre. O problema, eh que esse tipo de pensamento eventualmente justifica todo tipo de crime e corrupcao se de uma forma ou de outra isso promova uma causa nobre.

      Pensamentos similares sao vistos em todos espectros da politica, embora seja mais comum entre pensadores de esquerda.

    • 24/01/2014 at 10:41

      C.S. Júnior eu acho que no simples é assim como você disse. Mas a esquerda é mais sofisticada. Ela tem sim a teoria da consciência de classe na direção de seu trabalho. Esse teoria dá um valor imenso para a capacidade do partido e, dentro dele, da vanguarda, de dizer o que o proletariado ou, no caso, os filiados e o “povo” querem – querem não por querer, mas querem através do que seria uma atitude racional desse “povo”. Essa imputação é weberiana, como método, mas quando se torna lukcasiana, e então é feita operativa, dá rolo. Pois aí a imputação do que é a racionalidade do povo é praticamente uma advinhação, uma advinhação conveniente. Entende?

  3. Romualdo
    23/01/2014 at 08:07

    Ótimo texto Professor, AGORA consegui entender pq algumas pessoas defendem o que eu vejo como crime. Meios lícitos dentro do processo revolucionário x meios lícitos dentro do processo legal (ou mesmo moral). São formas diferentes de encarar o mesmo fato.

    Abraços!

  4. Thiago Leite
    22/01/2014 at 22:52

    Paulo, tu tens algum texto falando de Hobbes e Foulcault sobre poder? Caso não tenha tu não tem interesse em fazer um não?
    ;]

  5. Rodolfo
    22/01/2014 at 22:27

    Paulo,
    Não consigo entender seu raciocínio que tenta amenizar o crime cometido pelo Genoino, Lula, Zé Dirceu e o resto gangue, alegando que numa visão de esquerda leninista a manipulação toda seria plausível.
    Se continuarmos esta linha de raciocínio, um regime ditatorial implantado por uma elite ruralista seria plausível, pois em suas terras estes “coronéis” mandam e desmandam. Me parece absurdo pensar assim.
    Prefiro a abordagem que caracteriza o que eles fizeram como crime hediondo. Uma grande traição aos que votaram neles com base em suas promessas de campanha…. Ou algum deles prometeu agir desta maneira ?

    • 23/01/2014 at 01:05

      Rodolfo, eu compreendo que não consiga entender o que escrevo. Ou seja, você vê amenização onde eu vejo a explicação doutrinária para eles se acharem certos. Meu texto obriga a pessoa a deixar a raivinha pessoal de lado e mergulhar na filosofia política. Claro, esse é meu papel. O papel do jornalista raivosinho, é outro. Eu não repito o jornalista, caso eu fizesse isso, seria inútil a filosofia. Se o caso se desse fora do Brasil, você ficaria menos tocado pelo antipetismo e talvez pudesse entender ideias que funcionam. Muita gente acha que ideias não movem pessoas. Eu ainda sou do tempo que filósofo achava que ideias moviam pessoas.
      Outra coisa que as pessoas não entendem é que o marxismo-leninismo, e também doutrinas de direita, funcionam “por telepatia”. É lícito para muitos militantes petistas que o seu eleito faça coisas que ele não pode dizer em campanha. O partido ou o líder se tornam donos do certo e do errado a ponto do militante apostar que eles estão agindo em função de um bem maior, sempre, e que não poderiam dizer o que é já de início na campanha, pois iria ser usado contra eles. O que permite ao marxismo-leninismo funcionar assim está implícito na sua teoria a respeito da v vanguarda (partido ou pessoa), que é o máximo de “consciência de classe” substancializada que se conseguiu.

  6. Thiago Leite
    22/01/2014 at 21:45

    Paulo, e Delúbio? Ele entra em algum lugar nessa colocação feita no teu texto sobre Genoíno e Dirceu?

    • 23/01/2014 at 01:06

      Delúbio é apenas um burocrata, completamente subserviente. Quem conhece um partido estalinista funcionando vê a cara de Delúbio em todos os membros.

  7. Danilo Henrique
    22/01/2014 at 17:29

    Isso deixa claro que o nosso governo não acredita em processo democrático e tende a tutelar a população

    E como já dizia Kant: “…é tão fácil ser menor”.

    Nossa população, que carece de esclarecimento, se coloca assim, submissa a governos autoritários, estados fortes e qualquer um que se habilite a conduzir o país a mãos de ferro rumo ao “‘progresso”!

    Pena que nesse “progresso” nem de longe está na pauta um ensino público de qualidade!

    Bons professores bem remunerados, uma estrutura que permita aos aluno condições dignas de aulas e principalmente uma educação pautada na razão, na crítica, na formação de um bom profissional mas acima de tudo um bom pensador.

    Aliás, o dia o governo conceder a razão aos seus súditos eles perceberão que não precisam de tutores!

    Poderão se conduzir pelas próprias pernas!

    • 22/01/2014 at 18:17

      Danilo, caso você leia o final do artigo, ele é um recado direto para gente que pensa como você. Você é o cara que acha que o vizinho não vota certo.

    • Danilo Henrique
      23/01/2014 at 10:34

      Não professor, eu não acho que o vizinho vota errado, eu tenho certeza que ele vota errado!

      Mas eu não pretendo interferir no que ele vota para sobrepor meu pensamento ao dele.

      Isso porque eu também tenho absoluta certeza de que eu, cidadão assim como ele, voto errado da mesma forma!

      Então professor o que busco não é impor minha cosmovisão burguesa mas sim o diálogo!

      O diálogo nos levará a constatar que ambos votamos errados e que poderemos votar melhor! Jamais votaremos certo! Sempre estaremos, todos, errados!

      A natureza humana é social, nascemos inacabados. Isso porque precisamos do outro para nos fazer

      É a dialética entre as consciências que realiza a completude do saber! Agora pergunto professor, como existir consciência sem autonomia?Como existir consciência em um estado que propõe, de cima para baixo, o que vamos fazer, como vamos viver e o que e como vamos pensar?

      É a da liberdade que vem a autonomia professor. Somente em um estado livre o homem pode conceber sua própria consciência, e portanto dialogar, e constatar o erro de sua própria consciência

      Quando a esquerda propõe um estado forte ela propõe encerrar a autonomia, e portanto a consciência, e portanto o diálogo!

    • 23/01/2014 at 11:25

      Danilo, sua primeira frase diz tudo, o resto fica inútil diante dela. É o que falei. A última frase sua é como nos partidos de esquerda estalinistas: vamos discutir tudo, mas ao final, tiramos uma diretriz correta, já escolhida pelo secretário geral.

  8. David
    22/01/2014 at 17:25

    Paulo, fica a impressão de que político de esquerda sente prazer em ser preso e falar que é preso político. O fato do mensalão não ter sido para enriquecimento ilícito, mas sim para controle do congresso, fortalece ainda mais esse desejo por ser um preso.

    • 22/01/2014 at 17:28

      David, nenhum dos presos atuais precisam disso no currículo. Que tal ler um pouco de história do Brasil. Você não está lidando com moleques. São pessoas com quem você pode discordar, como eu, mas não pode desrespeitar a biografia deles. A juventude atual, de classe média, que se acha o máximo se definindo de direita ou esquerda,não sabe nada a respeito de prisão na ditadura ou de adorar dizer que foi preso.

    • David
      23/01/2014 at 10:31

      Vou reforçar essa matéria Paulo, obrigado.

    • MARCELO CIOTI
      24/01/2014 at 10:44

      É que enquanto a classe baixa tem o Bolsa
      Família e a classe alta tem o Bolsa Juros,a
      classe média só leva bolsa na cara.
      Há vários livros bons a respeito do que
      houve no regime militar.Mas,como a
      maioria do povo não lê-ou não gosta
      de ler-fica difícil.

    • 24/01/2014 at 12:03

      A classe média no Brasil é muito grande Marcelo em termos estatísticos, pega faixas muito diferentes com rendas diferenciadas demais.

  9. Bonhausen
    22/01/2014 at 15:21

    Um texto ‘genuinamente’ PTista!
    Confesse logo que todo mundo era santo e queriam fazer do país um paraíso na Terra.

    • 22/01/2014 at 15:56

      Bo, o fato de você não conseguir entender um texto simples é um sinal para mim, percebo que para alguns por mais que a gente tente explicar as coisas de modo fácil, não adianta. A mãe de uma pessoa como você tinha um parasita no útero que afetou mesmo a sua cabeça. Há um grupo na sociedade que é assim. Não são limítrofes propriamente, mas quase. Têm dificuldade com matemática e interpretação de texto.

  10. Fernando J.
    22/01/2014 at 15:04

    Pois é, jogaram Kant no lixo, aliaram-se às igrejas adoradoras da moral teleológica e estamos conversados. Daí que o pessoal fica admirado de ”progressistas” sentarem na mesa de Felicianos, Macedos et caterva para fazer o jogo.

    • MARCELO CIOTI
      23/01/2014 at 11:56

      Falou tudo,Fernando.Fico as vezes matutando,
      o que leva alguém como Paulo Henrique
      Amorim a trabalhar com Edir Macedo?Em
      89,apoiou Collor contra Lula,porque ele
      achava que o petista era o candidato do
      Demônio.Ah,esses evanjegues……

  11. Nelson Felipe
    22/01/2014 at 14:10

    Paulo, há um problema no seu texto: acaba rápido demais, pô!

    Mesmo não tendo um posicionamento político a priori, me sensibilizei com a situação do Genoíno.

    Conversei bastante com um pessoal ligado ao PT, na época, sobre o assunto. Eles falam exatamente isso: não houve crime propriamente dito, houve essa prática imoral, mas que que acabaria sendo feita de qualquer maneira, por outro partido.

    Um abraço!

    • 22/01/2014 at 14:20

      Nelson, nem chega a ser imoral para um marxista leninista, pois a corrupção de alguém já corrupto, no “processo revolucionário”, é lícita.

  12. Hugo Ramos Pedrosa
    22/01/2014 at 13:42

    Genoíno assinou sem ler? Acho muito pouco provável, ele poderia não ter se beneficiado financeiramente do esquema, mas se beneficiou politicamente e ainda se beneficia. É um triste caso da nossa pífia democracia.

    • 22/01/2014 at 14:01

      Hugo Ramos, você é ingênuo. O esquema do mensalão era uma bomba relógio, só uma besta ou então alguém imbuído da ideia de revolução entraria no esquema. Nem Lula e Genoíno precisavam daquele esquema, ambos eram bem votados e tinham maioria no Congresso. O projeto de Dirceu era outro. Mas já vi que filosofia política não é o que você quer.

    • Hugo Ramos Pedrosa
      22/01/2014 at 14:53

      O seu texto não tem nada de filosofia política, vc fica usando esses termos para dar bravatas. Seu texto é irrelevante do ponto de vista da filosofia política, é apenas um ensaio pessoal muito duvidoso.

    • 22/01/2014 at 15:15

      Hugo Ramos Pedrosa, ao ler o que escreveu sobre meu texto, percebo claramente que meu texto é bom e acertou o alvo. É um texto para deixar o ignorante nervoso. Eu esperava exatamente isso da mentalidade do ignorante que não sabe o que é filosofia política.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo