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18/09/2019

Se a narrativa do senso comum não muda para melhor, nada ganhamos de fato


[Artigo para o público em geral]

Rousseau é sempre lembrado, em especial pelos que não sabem lê-lo corretamente, em referência ao episódio com os seus filhos. Rousseau teve uma penca deles, e os colocou para a adoção. Eu já vi muita gente metida a intelectual colocando um tal fato como algo importante para se falar de Rousseau. Dizem algo assim: o homem que escreveu uma utopia a respeito da educação infantil era um hipócrita, que não deu conta de cuidar dos próprios filhos. Apresentar Rousseau dessa maneira não depõe contra Rousseau, mas contra o próprio apresentador. Trata-se de um néscio.

A prática individual de todos nós, que leva, não raro, a sermos acusados de hipócritas, quando defendemos certos princípios universais, não tem grande importância na história da filosofia ou da cultura. É apenas fofoca de quem quer falar de filosofia e não tem vocação para tal. Pois o funcionamento de nós todos, em meio à maquinaria ideológica, não se faz por conta disso que os sabichões adoram chamar de hipocrisia. O funcionamento se dá justamente pelo oposto.

O funcionamento ideológico se dá pela ocorrência de uma prática individual dita correta em concomitância com os enunciados de um discurso público visivelmente incorreto ou conservador ou discriminatório. Uma pessoa está em meio à maquinaria ideológica quando salva o mendigo da esquina e, ao mesmo tempo, no seu discurso público, condena qualquer política social que termine com a pobreza. Estranho? Pois é justamente aí que mora a ideologia.

Se Rousseau cuidasse de todos os seus filhos mas, no âmbito público, deixasse uma obra pedagógica de concordância com os dizeres sobre castigos físicos presente na pedagogia de inspiração em Locke – aí sim teríamos a maquinaria ideológica funcionando. O que faz com que uma sociedade funcione ideologicamente não é amenizada por práticas individuais, particulares, aqui e acolá, que se revelam piedosas ou boas ou justas. Mas, sim, que essas práticas existam da parte de alguns, justamente os que reiteram o senso comum, através do discurso público, quando este é impiedoso, mau e injusto.

Para que a legislação avance e traga todos, e não só alguns, para as boas práticas, é preciso que as narrativas do senso comum mudem. Se o senso comum possui narrativas boas, toda a legislação do país vai bem. Ela se forma a partir do senso comum. O texto do senso comum produz o texto legislativo. Não são as práticas individuais louváveis que fazem, mesmo que em boa quantidade, com que uma sociedade comece a pensar em uma legislação com mais direitos e mais justiça. As práticas importam, claro, elas mexem com as pessoas. Mas enquanto as pessoas não têm, no âmbito público, narrativas que possam substituir o senso comum velho e perverso, a legislação não anda e, enfim, toda a sociedade se vê como que tendo na lei não uma guardiã, mas uma inimiga geral do progresso moral.

Nos atuais governantes de direita, vemos alguns que podem se dar ao luxo de querer dizer que não são racistas porque, individualmente, possuem amigos negros. Mas são racistas sim e contribuem para uma sociedade racista se, no discurso público, apoiam ou reiteram as narrativas racistas ou criptorracistas. Assim funciona com a homofobia, a misoginia, o xenofobismo etc. Práticas individuais podem ajudar indivíduos a ficarem de bem com Deus, mas só ajudam as sociedades se não estiverem em oposição a discursos que reiteram o senso comum que, enfim, está de bem com o Diabo.

Paulo Ghiraldelli Jr., 61, filósofo

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32 Responses “Se a narrativa do senso comum não muda para melhor, nada ganhamos de fato”

  1. Elizeu Santos
    21/07/2019 at 00:50

    Estou lendo Rousseau e Pestalozzi, tão lindos! Me emociono ao ler os dois; o pessoal da direita, especialmente no Brasil, são incapazes de se emocionarem com esses dois clássicos! Forte abraço, professor.

  2. Ivo Câmargo
    22/12/2018 at 14:41

    O senhor sempre agressivo,gosta de ofender,eu sou formado em administração,na Unimar,tomo aspirina, crestor,tansulosina , alprazolam, todos os dias, não ofendo as pessoas e nem fico fazendo confusão, trocando nomes, tenho 53 anos, São Paulino,eleitor do Bolsonaro.

    • 22/12/2018 at 15:36

      Claro que não vai ofender ninguém, seu candidato faz isso por você. Pare de tomar remédio e tome juízo.

  3. Ivo Câmargo
    21/12/2018 at 13:38

    Estou vendo seu vídeo (Lula preso político),com todo respeito que o senhor merece não é Celso de Mello, é Marco Aurélio,com toda sua inteligência,errou feio.

    • 21/12/2018 at 20:41

      Isso nao é uma questão de inteligência sabidão, só de confusão. Não invente tonteira para dizer que é tonto.

  4. LUIS FELIPE BITTENCOURT
    19/12/2018 at 14:01

    Uma narrativa boa, NA MINHA ACEPÇÃO, é aquela nos faça mais criativos, com mais imaginação, e que tal imaginação diminua a humilhação dos mais pobres pelos que tem muito poder. Defendo um mundo com versões melhores de nós mesmos andando na rua.

    Entendo e compartilho deste sentimento, vejo a criatividade/imaginação como uma das bases da mudança. Podemos citar Moreno, com a base teórica do psicodrama que é algo, pra mim, muito importante pra vida social.

    No entanto, vejo sua resposta um tanto quanto generalista, mas também entendo que é apenas uma conversa de blog. A minha pergunta é: como seria esta narrativa? de quê modo é possível ser produzida? é possível esta narrativa ser originada no molde do pensamento ocidental e moderno?

    • 19/12/2018 at 14:35

      Luis Felipe, depois da URSS, nós da esquerda (Rorty à frente) sempre dizemos: nada de detalhar as coisas, pois passa um anjo torto e fala amém

  5. Aline Ribas
    19/12/2018 at 11:55

    Paulo você já escreveu e falou sobre a Amara Moira e sobre a Kéfera. O senhor podia escrever ou falar sobre a Sara Winter, que foi uma ex feminista do grupo fêmen anos atrás, e agora apoia Bolsonaro, é de seu partido e a pouco tempo criou o primeiro congresso antifeminista.
    Se o senhor não conhece procure saber sobre ela, tenho certeza que vai dar muita discussão filosófica sobre ela!

    • 19/12/2018 at 14:36

      Aline, eu acho que já escrevi sobre o feminismo de tantas maneiras que há artigo sobre a fase dessa moça.

  6. Thiago
    19/12/2018 at 11:36

    O conflito básico entre direita e esquerda, especificamente a esquerda moralmente evoluída a partir do pós-segunda merda, é o conflito entre o que é superficial e o que é essencial, entre o coletivo e o indivíduo. Exemplo básico: casamento homossexual ou aceitação de qualquer forma válida de amor. O que é essencial em qualquer relação de afeto ou mesmo de desejo sexual genuinamente aceitável, excluindo tipos como a bestialidade e a pedofilia, é o próprio afeto ou amor. Se, a priori, não faz mal, que mal há
    Esta é uma visão existencial da neo-esquerda, em comparação à visão falaciosamente animalista porém de certo modo, primitivo, não totalmente errado, da direita, em que a homossexualidade, em si mesma, é condenada por não ter valor utilitário e também por ser compreendida como um desvio da norma humana, isto é, um transtorno, não necessariamente uma doença.

    Este é exatamente o mesmo conflito que vemos por exemplo, quanto à ideia de beleza interior, em contraposição à exterior. A grande maioria dos extremo direitistas têm uma visão caracteristicamente superficial sobre a estética, preferindo pela exterior, um caráter utilitarista de apelo visual e sexual imediato, tipicamente masculino, mas em um sentido bronco. O que está subjacente à relação interpessoal é o afeto, o carinho, o amor ou o nível de equilíbrio em sua reciprocidade. O que a neo-esquerda defende. Por um lado, é evidente que a concepção essencialista ou existencialista está mais correto, mas, em termos práticos, há de se procurar não ir muito adentro dela, ou de acreditar que, ao se tornar a norma, irá, por encanto, tirar o ser humano de sua condição como um modo adaptativo que precisa de um predomínio de traços utilitários que corroborem para uma melhor saúde.

    • 19/12/2018 at 14:38

      O Calligaris, ao ouvir você falar que o o central é o amor, riria muito. Mas São Paulo, dizendo que “o amor é a única lei”, aprovaria.

  7. Ivo Câmargo
    19/12/2018 at 09:07

    O senhor,defende o terrorista Batistini,tem pena do Maduro,com todo seu currículo.

    • 19/12/2018 at 09:55

      Só um tonto muito tonto acha que eu defendo terrorismo. Eu estive na esquerda nos anos 70, e sou da parte que não seguiu a luta armada. ACorda meu caro! Contei isso em vídeo, mas você não conseguiu entender.

  8. Luis Felipe
    19/12/2018 at 06:01

    Ok, entendo seu ponto ao falar que é necessário ter uma “narrativa boa” no âmbito público que mude a estrutura ideológica atual -racista, homofobica,

    Mas o que seria uma “narrativa boa”? Porque eu penso que o modelo ocidental de pensar que é dualista – metafisico, hierarquico, bom e mal, certo e errado – é como se esse modelo fosse uma terra em que nasça apenas determinadas e específicas plantas. Ou seja, o que quero dizer é que esse modelo de pensar/sentir o real origina/produz narrativas precárias e “ruins?” para o âmbito público. As narrativas boas seriam inférteis, seriam apenas uma prática individual.

    • 19/12/2018 at 09:57

      Uma narrativa boa, NA MINHA ACEPÇÃO, é aquela nos faça mais criativos, com mais imaginação, e que tal imaginação diminua a humilhação dos mais pobres pelos que tem muito poder. Defendo um mundo com versões melhores de nós mesmos andando na rua.

  9. mARCELO gOMES
    18/12/2018 at 21:50

    O professor anda tão perdidamente apaixonado por Olavo, Pondé e Bolsonaro lá no seu canal do Yotube, que até se esquece de responder aos comentários aqui no seu blog!KKKKKKKKKKKKKKK!

    • 19/12/2018 at 09:58

      Gomes, parece que você é que está apaixonado por eles, e tenta defendê-los. Mas tente terminar o supletivo e volte.

  10. José Luiz
    18/12/2018 at 19:36

    O senso comum se faz necessário para exercer poder em qualquer instância, na sociedade. Os votantes em determinado candidato pensam como ele em grande parte das opiniões e objetivos por ele emitidos.

    • 19/12/2018 at 09:58

      Sim, as pessoas são mais adeptas do que pensam ser. Mas, convenhamos, o voto negativo também é uma força. Na última eleição o anti-petismo contou forte.

  11. marcondes
    18/12/2018 at 14:25

    por que o professor não trabalha com o conceito de “pós-moderno”, tão em voga até uns vinte anos?nunca entendi esse seu silêncio a respeito…

    • 19/12/2018 at 09:59

      É que você não me lê, começou agora. Eu estou na praça faz 40 anos escrevendo. Fiz dezenas de textos sobre isso, alguns viraram até referência bibliográfic a de concursos.

  12. 16/12/2018 at 20:57

    O Bolsonaro percebeu que o politicamente incorreto reforça o senso comum e assim se utiliza de uma persona tosca para ter legitimidade. Com o culto à personalidade instalado ele pode fazer o que quer e qualquer desculpa esfarrapada cola entre os adeptos. è como eu vejo. Saudações resistentes..

  13. mathaus
    16/12/2018 at 04:44

    O autor está pedindo para as pessoas deixarem de expor suas obscenidades, mas essas obscenidades já ganharam valor de troca e já legitimaram uma serie de valores….reacionários.

    Foi após a vitória de Richard Nixon que republicanos se tornaram reféns dos extremistas religiosos, não que eles tenham colaborado decisivamente para sua vitória, mas eles conseguira colar na imagem do candidato uma serie de valores que nem o próprio representava.

    No brasil será impossível para a direita não reacionária abrir mão desses valores legitimados nessa troca que tornou possível consumar a vingança eleitoral de 2006.

  14. Ivo Câmargo
    15/12/2018 at 11:20

    Fala típica de esquerdista,me ofendeu, chamando de tonto, aliás o senhor gosta de ofender às pessoas.

    • 15/12/2018 at 12:32

      Ivo, não seja mentiroso, não chamo não tontos de tontos, só os tontos eu chamo de tontos. E não sou “esquerdista”, caro tonto.

  15. Ivo Câmargo
    13/12/2018 at 22:19

    O senhor não comentar sobre o presidente petista da Alerj? apareceram 49.000.000,00, de movimentação nas contas dele, só fica falando do Bolsonaro.

    • 13/12/2018 at 23:31

      Ivo, você é tonto? Acho que é. Quer deixar de ser tonto? CAso queira, veja os artigos de crítica ao PT neste blog. Caso queira continuar tonto, não veja.

  16. andre ribeiro filho
    13/12/2018 at 12:19

    ESGOTANDO TODAS AS POSSIBILIDADES…..ÔÔÔ Professor…. o Sr fez um vídeo recentemente no Youtube…. por ocasião da visita do secretário americano na casa do Bolsa na Barra da Tijuca…. e o Sr continuou…. dizendo que o Bolsa se gaba tanto de escolas militares e que…. nem foi capaz de conseguir aprender a falar inglês na Academia militar…. depois eu ví um outro vídeo… gravado pelos assessores do bolsa convidando o Secretário…. perguntando toscamente em português se ele queria tomar um café…????”””” Só que…. eu fiquei pensando, professor…. Será que o fato dele não conseguir ter aprendido inglês na academia militar é uma verdade absoluta…???? será que estamos esgotando “”todas as possibilidades””” ao fazer tal afirmação do Bolsa…???? ÔÔÔ professor… a minha pergunta é a seguinte…. “””. Será que o Bolsa não está “”disfarçado”” esses anos todos ….. disfarçado de tosco….???? “”””” e continuaria o questionamento “””” Será que o Bolsa não é um estadista…???? … um estadista disfarçado…..e que interpreta um papel de tosco pra conseguir seu objetivo…???? um personagem …. ou seja…. um papel de “”trakina””” pra cativar seus eleitores e conseguir chegar lá…??? e continuaria “”” o que o Bolsa conseguiu não foi pouca coisa… de catador de palmito à Presidente da República….o Lula tentou três vezes pra conseguir… e o Bolsa foi de primeira… mesmo chacoteado… mesmo sem verba… mesmo sem tempo de televisão… etc….. e agora… o que eu acho que aconteceu nessa reunião…. ÔÔÔ Professor… acho que o Bolsa fez Cursos…. de maneira anônima…. na Nasa… na KGB…. e que ele tem um QI acima da média… acho até que a língua presa dele é tipo…. e que fala vários idiomas fluentemente…. E que quando ele soube que seus assessores terminaram as gravações …. aí ele se soltou… se mostrou realmente para o Secretário americano…. começou a conversar em inglês com o secretário com a maior naturalidade…. como se estivesse bebendo água…. e pra ser sincero… a fluência e a descontração foram tantas… que o Bolsa certamente deve ter contado umas piadas de putaria em inglês pro secretário americano.. … e que eles não falaram nem de assuntos sérios… o Bolsa deve ter até mandado ligar o Karaoquê da casa dele … e começou a cantar em inglês com o Secretário… ambos “”bebões”””….. o Bolsa cantando as músicas do Elvis Presley… rebolando em cima do palco… e o secretario americano também se empolgando… só que um pouco mais contido… cantando as musicas do Frank Sinatra….. e depois.. o Bolsa ensinando pro secretário americano…. ambos já cambaleantes de tanta cachaça…. os dois cantando juntos em português… um pagodezinho….. ou seja…. resumo… ou um gênio ou um burro…… acho que todos vão se surpreender com o Bolsa, professor…. positivamente…. tipo assim … exemplo… no último ano de mandato… ele passando o governo pro seu sucessor com a economia crescendo de 5 a 6 do PIB……

  17. Carlos Simões
    12/12/2018 at 21:23

    Professor, penso que um dos problemas que impedem, ou dificultam, a análise quanto ao descolamento da reflexão pública do senso comum, com a valorização da primeira (reflexão pública), advém do nosso modo de vida moderno, que se faz centrado no sujeito ao invés de ser mediado pela coletividade.
    Desta forma, o pensamento “analítico” oriundo do sendo comum e, inclusive, o elaborado por pensadores, obviamente fracos, tendem a focalizar o pontual, a parte, o individual etc. Assim, incorrendo em erro, ao tomar, quase sempre, o todo pela parte.
    Exemplos atuais são expressados pelas frases de impacto, as quais são consideradas “científicas”, expressões puras de “reflexão”, emitidas pela população em geral e até por intelectuais. Vejo a todo momento esse tipo de comportamento quando alguém diz, por exemplo, que “bandido bom é bandido morto”, “todo político é bandido”, “tem que torturar mesmo” etc. O que mais deprime são os intelectuais que se comportam também desta maneira, realizando reflexões rasas, que nos fazem aderir cada vez mais ao senso comum ao invés de nos libertar dele.
    Obrigado pela atenção,
    Carlos

  18. Jubal Livingstone
    12/12/2018 at 20:59

    Formidável! Ghiraldelli, obrigado por revelar a existência do “contrário da hipocrisia”. Poderíamos chamá-la de “hipocrisia pós-moderna? De fato, ela é mais danosa que à própria hipocrisia, assim como você revelou, pois constroi ideologias míopes. É isto: a prática do ator do “contrário da hipocrisia” parece ser coerente, mas o seu discurso é mais perverso e mais contaminante à sociedade, pois desorienta à muitos, enquanto mantém a aparência de ser originário de alguém digno e nobre? Eis um verdadeiro achado! Sinceramente, merece um livro seu com o enriquecimento de sua sabedoria e conhecimento! Parabéns!?

  19. Cleusa da Silva
    12/12/2018 at 15:44

    Como vc disse, em SP. o PSDB está no poder há muitos anos e nenhum escândalo, nenhuma investigação consegue tirá-los do poder, passamos por situações ruins, com a educação pior de um estado rico, por secas, por pedágios caríssimos e nada, então eu penso que os eleitores, ou são muito influenciados pela mídia ou concordam com as coisas que vêm acontecendo, queria saber sua opinião a respeito

  20. Sérgio de Souza Neres
    12/12/2018 at 15:41

    Eu sou licenciado em Filosofia (Puc – Goias), bacharel em Teologia (FAJ-Belo Horizonte – MG) e mestre em Ciências (Antropologia e Sociologia) da Religião (Puc – Goiás) e estou candidato a Doutor em Ciências da Religião (Puc – Goiás).

    Eu sou padre estigmatino, porém, têm três anos que não exerço o ministério de padre. Eu estou buscando a minha autonomia pessoal frente a instituição Igreja Católica.

    Eu gosto muito de suas reflexões. Me ajuda na “resistência” e na vida acadêmica.

    Parabéns pelo seu belo e árduo trabalho!

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