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18/09/2019

MEC decreta o “fora Tábata”. O ataque à filosofia e à sociologia


Foi por conta do positivismo que adquirimos a ideia – pouco sábia – de que a ética deve ser antes de tudo ética profissional.

Durkheim incentivou a tese de que teríamos de nos formar moralmente por meio de nossas profissões, seguindo a divisão do trabalho, responsável pela melhor solidariedade social. Cada um com a sua profissão. Antes a ideia de ajuda específica de todos para com todos que a possibilidade da volta ao estado de natureza, da guerra de todos contra todos.

Essa ideia positivista foi absorvida pelo corporativismo de estilo fascista. Os estados com Constituições fascistas ou assemelhadas fundaram o sindicalismo atrelado institucionalmente ao governo. A ética da nação deveria estar baseada na ética do trabalho – o fascismo sempre foi o elogio do sacrifício e da vida dura. O trabalho seria, antes de tudo, o trabalho profissional, regulamentado pelos códigos de éticas profissionais. O Brasil conheceu muito bem esse tipo de organização, em especial a partir de meados dos anos trinta.

O reflexo disso no âmbito da educação foi a criação do ensino voltado para o trabalho, a educação profissionalizante. Todavia, diferentemente dos sistemas liberais de educação profissionalizante, o fascismo insistiu no engessamento dos grupos sociais. As famílias deveriam mandar seus filhos para o ensino básico ligado aos seus próprios limites regionais, econômicos, étnicos e profissionais. E se tais jovens pudessem, por sorte, chegar ao ensino superior, deveriam se encaminhar – por força de lei – às faculdades que continuassem na mesma linha de seus estudos anteriores. Assim, um garoto saído de um colégio agrícola deveria fazer a faculdade de agronomia, talvez veterinária. O jovem saído da escola normal deveria seguir pela faculdade de pedagogia. Assim ordenava a Reforma Capanema, do Estado Novo de Vargas (esse esquema, em forma de mapa, eu apresentei em vários dos meus livros sobre história da educação).

Bolsonaro e seu ministro da Educação querem reinstaurar tal situação no Brasil. Como não podem criar tal coisa por meio da lei, dado que as LDBs, todas elas, ficaram contra esse tipo de vinculação criada no Brasil pelo Estado Novo, resolveram instaurar essa estrutura fascista por meio de cortes econômicos nas universidades. O plano é, por exemplo, bem prático: extinguir cursos de filosofia e sociologia em lugares em que se espera que os filhos nunca sejam diferentes dos pais. A voz do ministro é clara: “como que pode o filho do agricultor ir para a faculdade e voltar para a casa, depois de quatro anos, com diploma de antropologia?”

Apesar de economista (!), o ministro não entende o funcionamento do capitalismo. O capitalismo precisa de gente com formação ampla, e a profissionalização deve, cada vez mais, ocorrer no próprio trabalho ou em faculdades já ligadas às empresas. Ninguém que é filho de agricultor tem de voltar para a casa dos pais após formado, até por uma razão simples: foi-se o tempo que o agricultor deveria viver do trabalho dos filhos. A máquina chegou ao campo. Isso é uma realidade. Os filhos dos agricultores podem e devem ter oportunidade, sim, de fazer Antropologia ou coisa parecida. Nenhum deles tem de voltar para casa. Nem há lugar para eles na casa dos pais. O mundo adulto de cada um não é o da volta para casa. O mundo da agricultura não é mais o mundo em que o filho herda a enxada do pai ou é o coadjuvante do arar a terra. Idolatrar esse mundo comunitário e nunca mutável é para os que não tem um pingo de visão histórica sobre a modernidade e o capitalismo.

O intuito dessa medida do MEC, ao menos em seus resultados, é um só: tirar dos setores mais pobres as possibilidades de criarem lideranças políticas instrumentalizadas por saberes humanísticos, em geral utilizados em serviços ligados ao controle social e à política. Esse tipo de ensino, diziam alguns teóricos do elitismo do Estado Novo, era para as “elites condutoras”. Em suma: na cabeça dos neofascistas que estão no poder o que não pode ocorrer é que surjam Tábatas por aí afora.

Paulo Ghiraldelli Jr, 62, filósofo. Autor, entre outros, de Filosofia e história da educação brasileira (Manole), Para ler Sloterdijk (Via Vérita) e Dez lições sobre Sloterdijk (Vozes).

Veja o vídeo

 

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23 Responses “MEC decreta o “fora Tábata”. O ataque à filosofia e à sociologia”

  1. mARCELO lIMA
    24/05/2019 at 15:15

    KKKK! eSSE TAL DE lULA TEM MUITOS ESQUELETOS EM SEU ARMÁRIO MAL ARRUMADO… E CHEIO DE TEIAS DE ARANHA… pAULO mLUF! pUTA QUE PARIU!

  2. Mathaus
    22/05/2019 at 20:35

    Vou acredita no conto do Jorge Paulo Lemann, o banqueiro bonzinho.
    Eu esperava mais desconfiança de um filósofo.

    • 23/05/2019 at 18:59

      Mathaus eu não esperava mais inteligência da sua parte, você há mostrou que não sabe pensar. Não adianta. Explicar como funciona o congresso e lobby, para uma cabeça como a sua, é perda de tempo. Tente se matar.

  3. Mathaus
    20/05/2019 at 14:10

    Bolsonaro está apenas acelerando um processo inevitável.

  4. Mathaus
    20/05/2019 at 14:07

    Tábata Amaral é só o rostinho bonito da New left haddadista.

    a sr. Meritocracia foi sustentada por um banqueiro (que também sustentou alguns estudantes da direita startup)e não por um programa do estado brasileiro.

  5. Thiago
    17/05/2019 at 00:28

    De fato, não é possível criar tal situação por força de lei. Mas a reforma do ensino médio veio por encomenda pra isso. No novo ENEM, a segunda fase está vinculada ao curso para o qual o aluno se candidata, sendo essa fase baseada nos itinerários formativos.

    Portanto, por exemplo, em uma região de economia agrícola, o poder público pode optar por oferecer somente itinerários formativos relacionados a essa realidade econômica. Na hora do ENEM, o aluno não terá como escolher um curso superior que não seja relacionado com o itinerário formativo que cursou pois não teria chance alguma de ser aprovado. Teria que escolher Agronomia, Veterinária ou coisa parecida.

    Engessamento social interessa a muita gente, inclusive aos “liberais” que dominaram a educação no governo Temer.

  6. Maria de Lourdes Fernandes
    01/05/2019 at 23:09

    Olá, Paulo.

    Cliquei em responder, embaixo de sua resposta para mim, mas não consegui abrir o campo. Por isto, lhe respondo aqui ao seu comentário e pergunta “será que o bicho aprende”. Não, Paulo, não aprende, eu conheço a pessoa. Mas meu objetivo aqui, na verdade é lhe falar sobre um livro muito bom a respeito da previdência. O nome é “Devolvam nossa Previdência”. É um livro fino, muito interessante, instrutivo, e de fácil leitura. Eu o recomendo. Autor: Serge Goulart

  7. Claudimara Cassoli Bortoloto
    30/04/2019 at 17:31

    Maria de Lourdes, adorei o texto do Paulo Giraldelli, mas o seu comentário e a comparação com seu colega me impressionou. Que maravilhosa comparação, que salto em relação ao colega na análise. Mais uma vez, viva a filosofia e a sociologia.

  8. 29/04/2019 at 19:17

    Esclarecedor, vou compartilhar, tenho amigos jovens escritores. Gemendo com tais bizarrices desse governo, assim também, se eles não o conhece, vão ter uma grande valia em conhecê-lo. Penso que a resistência o filósofo, professor e mestre está fazendo, mas a grande alternativa, não sei quais os termos técnicos a usar, mas em sobrevivência, usamos o plano B, ou seja criar novas escolas críticas, nascemos com dons e procurar a ajustá-las ou casá-las (somos livres) vejo tanto isso, em programas de outros países que vão rumo à modernização e seus ancestrais vem da idade média, e de séculos anteriores … parabéns! a você a Tábata beijo, beijos…

  9. Maria de Lourdes Fernandes
    27/04/2019 at 08:47

    Bom dia, Paulo!

    Enviei, de madrugada, um comentário. Por quê não está aqui? Ele será ainda analisado?

  10. Maria de Lourdes Fernandes
    27/04/2019 at 01:07

    Olá Paulo. Meses atrás eu descobri você no youtube e o tenho acompanhado. Sempre tive vontade de estudar filosofia e sempre afirmei que o pensamento crítico que muito advém da filosofia é necessário para todo ser humano. Sou graduada em ciências biológicas, odontologia e direito e estudei nestes cursos, um pouco de filosofia. Entendi a necessidade absoluta que temos, não só dela, como também da sociologia e outras disciplinas da área de humanas. Trabalhei em diferentes áreas e sou aposentada como Auditora fiscal da Receita Federal do Brasil. Mas, antes da fusão da fiscalização da Receita Federal com a fiscalização do INSS, eu era Auditora Fiscal da Previdência Social. Quero lhe deixar aqui um comentário que um colega meu postou no Facebook a respeito da reforma da previdência e minha resposta para ele. Você terá um exemplo concreto de como o estudo de filosofia, sociologia e afins é necessário, inclusive para entender a importância da Previdência Social. Meu colega, por ter somente o curso de contabilidade, entende que devemos aceitar a reforma que está sendo proposta. Para ele, tudo se resume em cálculos contábeis. Veja o que ele disse (Ele se chama Marcelo Fonseca Lima) e o que eu respondi:

    Marcelo Fonseca Lima – Eu sou a favor dessa reforma com a autoridade de quem contribuiu para todos os regimes de previdência durante quase cinquenta anos, (militar, geral e o regime próprio), se aposentou com quase setenta anos e aos setenta e um retornou ao mercado de trabalho na condição de auditor independente a servico de uma das maiores e mais conceituadas empresas de auditoria do mundo e por ser perito contábil e saber ler um Balanço que a maioria de vocês não sabe, sei exatamente porque o país precisa aprovar essa reforma. Se quiserem estender um pouco o motivo da necessidade dessa inadiável reforma, leiam a mensagem que enviei na semana passada para todos os deputados federais:
    ” FUNCIONÁRIO PÚBLICO APOSENTADO APÓS QUASE MEIO SÉCULO DE CONTRIBUIÇÃO, PREOCUPADO COM O FUTURO DO BRASIL, DIZ SIM À REFORMA DA PREVIDÊNCIA!
    Ilustríssimo senhor parlamentar. Penso no futuro do país e não nos meus interesses pessoais e imediatos, como infelizmente procede a maioria dos meus pares que lamentavelmente desconhecem os verdadeiros motivos que tornaram fundamental e urgente a mudança no atual e ameaçado sistema de previdência social do Brasil. Falo com o conhecimento de cálculo atuarial dependente e progressivo que tecnicamente não se sustentará por muito mais tempo na forma e nos regimes que hoje tendem a um iminente colapso.
    Com a autoridade e a convicção de um servidor público que se aposentou com mais de sessenta e cinco anos de idade e mais de quarenta e quatro anos e quatro meses de contribuição, cuja soma supera cento e dez anos, hoje com setenta e um anos de idade em plena condição física e extraordinária saúde mental, atua como auditor independente no mercado de trabalho do setor privado, sinto-me na obrigação cívica de contribuir com a minha modesta, segura e fundamentada opinião.
    Conheço bem o rito das execuções, nem sempre publicáveis, democráticas, transparentes e republicanas como atuam a maioria das entidades que se dizem representantes de categorias de funcionários públicos. Quase sempre sem ouvir a opinião esclarecida da maioria de seus filiados, associados e provedores das orgias de seus privilegiados dirigentes, tentam de todas as formas induzi-los a pensar e proceder em conformidade com o absurdo casuístico que sistematicamente praticam.
    Eu que não tive filhos nem herdeiros necessários e que muito provavelmente a minha linha de sucessão genealógica morrerá em mim, tenho mais interesse em proteger o futuro de nossas gerações do que a imensa maioria dos funcionários públicos de nível superior que equivocadamente criticam as propostas de alteração oportunamente submetidas à soberana apreciação do Congresso Nacional.
    Estou certo, certíssimo de que se não houver uma forte modificação na estrutura do atual sistema previdenciário brasileiro, não haverá investimentos minimamente necessários para reduzir a quantidade de desempregados em todo o país. A alta taxa de desemprego produzirá inevitavelmente a recessão e a partir daí a economia do Brasil estará exposta ao oportunismo da INFLAÇÃO MONETÁRIA, o pior dos mundos já vivido duramente pela população brasileira num passado não muito distante. Com a inflação os valores dos salários e demais rendimentos de todas as pessoas produtivas (ativos e aposentados) serão desvalorizados em proporções absolutamente descontroladas e a partir daí não dá para prever o tamanho e as consequências desse anunciado desastre econômico e todos os que de alguma forma se opuseram à reforma, amargarão o prejuízo moral e financeiro com a enorme perda de seu poder aquisitivo e aí, o arrependimento será profundo, tardio e irreversível.
    Vamos reagir enquanto há tempo !!!
    Senhores parlamentares eleitos no ano de 2018 , não acreditem no discurso fácil e mal intencionado da maioria desses representantes de entidades de classe que afirmam de forma falsa e dissimulada estarem defendendo o interesse da maioria menos favorecida. A grande maioria desses oportunistas de plantão, sequer se deram ao trabalho de ler atentamente a proposta que envolve com seriedade a vida da totalidade da população brasileira. O que eles de fato pretendem é defender o imediatismo dos seus interesses mesquinhos e com isso se passarem falsamente por defensores de suas enganadas categorias para então se manterem nos cargos e funções que ocupam sem o conhecimento minimamente técnico capaz de discutir com relativa profundidade tão importante assunto que eles insistem em abordar apenas superficialmente.
    Senhores deputados e senhoras deputadas, EM DEFESA DOS VERDADEIROS INTERESSES DA ESMAGADORA MAIORIA DOS BRASILEIROS, DIGAM SIM À REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL NA FORMA ORIGINALMENTE PROPOSTA !!!
    Marcelo Ferreira da Fonseca Lima, 71 – auditor aposentado da Receita Federal do Brasil”.

    E minha resposta:

    Dias atrás o colega Marcelo Fonseca Lima escreveu a favor da reforma da previdência e, inclusive, postou a carta que ele teria enviado aos parlamentares, manifestando apoio. Na oportunidade, o colega disse que é contador e que continua trabalhando na área, agora como auditor independente. Alegou que colegas que não são formados em contabilidade não teriam competência para se posicionarem contra a reforma da previdência e que, se o fazem, é por cunho completamente corporativista.
    Em que pese a competência do colega, eu, embora não sendo graduada em contabilidade, mas como ele, tendo sido Auditora Fiscal, o que significa que tive competência para ser aprovada no concurso do mesmo modo que os colegas contadores, e que tive competência para exercer o cargo até me aposentar, também como eles, ouso dizer que não é necessário a reforma e que não há déficit na Previdência Social. Exponho meus motivos:
    1 – Há inúmeros estudos de profissionais sérios como da Dra. Denise Gentil e mesmo de nossa associação ANFIP, entre tantos outros, mostrando que não há o famoso déficit.
    2 – Não é possível pensarmos em déficit da previdência social pública, sem pensarmos em déficit da previdência dos militares, policiais, etc. Ora, será que somente a previdência deles é bem gerenciada, não apresenta déficit e, consequentemente, não precisa de reforma?
    3 – É tão certo que não existe déficit que, a União tira parte da receita da previdência para utilizar como bem entender. É a famosa DRU que já conhecemos.
    4 – Além disto, sabemos que o dinheiro da previdência sai por diversos ralos que o governo não estanca, porque não quer estancar.
    5 – Obviamente que, com o envelhecimento da população e mesmo com as novas relações de emprego e tecnologias, podemos precisar de modificações na previdência. Mas estas modificações serão necessárias para todos os brasileiros, civis e militares, pois todos estão sujeitos ao envelhecimento e às mudanças de trabalho e tecnologias que o mundo traz.
    6 – Devemos levar em consideração também que o capitalismo não tem um rival atualmente, como tinha no passado, com o socialismo na antiga União Soviética, principalmente. Os países capitalistas aceitaram que os povos tivessem alguns direitos, muitas vezes com medo que as populações se revoltassem e instaurassem o socialismo em seus respectivos países. Ou seja, deram os anéis, para não darem os dedos. Diante deste fato, o capitalismo se tornou mais agressivo. Como diz um ditado: Achou bota larga, enfia os dois pés.
    7 – Mas o constituinte entendeu a importância da previdência e, por isto a dotou de várias fontes de financiamento. Justamente para evitar seu colapso.
    8 – Ao proceder desta forma, o constituinte organizou um sistema de anastomose. Como diz a Wikipedia anastomose é a “designação dada a uma rede de canais que se bifurcam e recombinam em vários pontos, tais como os vasos sanguíneos”. A natureza, sabedora da importância dos vasos sanguíneos para o corpo humano, os dotou de comunicação e, melhor ainda, deu a eles o poder de substituírem uns aos outros, quando perdemos alguns. Desta forma, ao ser tirado um vaso sanguíneo de nosso corpo, teremos a rede de vasos refeita e aquele vaso será substituído, sem prejuízos para o organismo.
    9 – Do mesmo modo é a previdência social. Ao ter várias bases de financiamento, inclusive do trabalhador que está em atividade, ela permite que aqueles que necessitam de seus benefícios, sejam suportados por ela. Assim é que, enquanto uns trabalham, outros que já trabalharam e contribuíram, podem usufruir da aposentadoria vinda das contribuições dos trabalhadores em atividade e de todas as outras formas de financiamento. Ou aquele que está impossibilitado de trabalhar, por doença, por acidente ou outro motivo, seja também sustentado por este sistema solidário contributivo. Se alguma destas fontes de financiamento falhar, como na anastomose, outra fonte, outro canal de financiamento, sustentará aquele que está necessitando da proteção da previdência. No nosso corpo há uma rede de vasos sanguíneos que se irmanam que se ajudam e que se substituem se necessário for para manter nossa vitalidade. Do mesmo modo, na previdência social as várias fontes de financiamento se unem, ajudando umas às outras, para manter a vitalidade daqueles que estão necessitando dela.
    10 – O sistema de capitalização, ao contrário, é um sistema egoísta, individualista. Se desta forma fosse nosso sistema sanguíneo, ao perdermos um vaso, perderíamos a vida.
    11 – A previdência social pública, além da maravilhosa lição de solidariedade que nos traz, permite que dela possamos usufruir sem ficarmos devendo a ninguém em especial, algum favor. Ela nos traz dignidade, quando, nas fases frágeis de nossas vidas, precisamos do auxílio doença, da aposentadoria ou de outro benefício. Não depender de alguém para nos sustentar, é um grande feito. Nos faz bem para a autoestima e traz tranquilidade para todos que saberão que estamos protegidos. Ao contrário, na capitalização, se não pudermos pagar nossa própria previdência, seja por qual motivo for, teremos que depender da boa vontade de outros para nos sustentar.
    12 – Não é por acaso que no ano 2000, a Revista Time listou a Previdência como uma das 100 melhores conquistas que os povos tiveram entre os anos 1000 e 2000. A Revista Veja também apresentou esta lista.
    13 – Em última análise temos que entender que o governo precisa acudir prioritariamente as necessidades básicas da população. Portanto, se tiver que cortar gastos, que cortem os supérfluos que todos sabemos que existem.
    14 – Não sou formada em contabilidade como meu colega Marcelo Fonseca Lima, mas penso que minhas diferentes graduações, em Biologia, Odontologia e Direito possibilitaram que eu tivesse uma visão mais filosófica, social e principalmente, humana, da necessidade da Previdência Social Pública, que ultrapassa meros cálculos contábeis, além de terem me permitido exercer o cargo de Auditora Fiscal, do mesmo modo que o colega contador.

    Caso queira, use à vontade o que lhe estou enviando. Obrigada.

    • 27/04/2019 at 15:10

      Você deu uma boa aula para ele, será o bicho aprende?

  11. Pedro Teixeira
    26/04/2019 at 21:44

    Um ex-aluno, mestrando em filosofia na UFMG, está com medo de não conseguir se sustentar depois, e pensa em abandonar a área por causa desse posicionamento do governo. É um rapaz brilhante, gosta muito de filosofia e lê muito, sempre leu. Ele pediu minha opinião, mas não sei como aconselhar. Alguma dica, professor?

    • 26/04/2019 at 23:55

      Não acho que ele serve para a filosofia, é muito covarde.

  12. Cícero
    26/04/2019 at 16:56

    Boa parte da extrema direita está escondida nas igrejas protestantes. Será necessário desmascarar muitos pastores e pastoras para que o povo pare de acreditar nesses estelionatários. Eles distorcem o cristianismo e transformam a fé num eterno ir para a igreja.

  13. alexandre duarte rodrigues
    26/04/2019 at 16:41

    Paulo! Nunca gostei dos Gurus da mídia e populares, receitas prontas de felicidade, risos e piadas para autoajuda, acredito que o saber não é para o Ser culto ser popular mas sim para levar um pequeno sopro de velhos e novos questionamentos de bem ou mal para nossa jornada, mas até agora não vi em nenhuma mídia algum destes pseudos Gurus uma manifestação minima para a importância destas “Humanas”, quanto a levar este seu canal a novos ouvintes, bom eu tento mais ultimamente me sinto que sou visto como um câncer que deve ser eliminado, o feitiço foi forte, se até no serviço público escuto apoio as maldades deste “Mito” minha esperança esvaiu-se. A situação deste governo é tao emblemática que ele conseguiu eliminar minha negação a violência a qualquer pessoa, mas olhar pra este governo e principalmente pra esta família que esta no poder é como socos e facadas no meu corpo que nem dor e chorar tenho mais a liberdade de sentir. As pessoas estão caminhando na Terra plana até o fim aonde não existe o paredão, e o mais triste que estamos caminhando em marcha ré sem ver o fim do caminho. Desculpa pelo desabafo, o importante agora é lutar! Tenha certeza que sua dedicação a este momento já colheu belos frutos, podemos discordar com respeito e admiração.

  14. André Luiz Martins
    26/04/2019 at 15:14

    A Tabata é o exemplo de que, filhos de pessoas sem segurança social, podem chegar aos mais altos níveis educacionais. Minha preocupação é que a Tabata, como muitos novatos na política, desta última eleição, seja manipulada pelos vários velhacos e não consiga manter seu foco. Acho que, inclusive, ela foi usada pelo Velhaco Doria, que representa o pior da política. “Merenda para os estudantes de Escolas Públicas ? Ração para eles” Esse é o Doria

    • 26/04/2019 at 20:23

      Você quer que eu mande fotos do Lula com Maluf e do Ciro com o Aécio para você, eu mando

  15. Hilquias Honório
    26/04/2019 at 14:20

    Sempre repassando vídeos e textos, para combater a DCP.
    Mas é preciso mais que isso, um movimento muito mais amplo. O Bozo e sua corja de olavetes vão destruir o MEC e o Itamaraty, se não fizermos nada. Essa conversa de estudar agronomia e não filosofia é a instituição do Império dos Caipiras. Mas o que esperar de obscurantistas, inimigos dos cosmopolitismo e da Revolução Francesa?
    Impeachment Já!

  16. LMC
    26/04/2019 at 13:41

    Isso que o Bozo quer vai atingir apenas
    as universidades federais?

  17. Carlos Ferreira
    26/04/2019 at 12:51

    Como combater este de pessoal de extrema direita?

    • 26/04/2019 at 12:56

      Carlos, passando e repassando o meu canal. E pedindo inscrição nele!

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