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17/08/2017

O que as mulheres fazem no banheiro?


Não posso dizer como sei, mas eu sei o que as mulheres fazem ao irem juntas ao banheiro. Nada do que passa nos filmes. Nada do que você pensa que sabe após consultar o amigo gay delas, que talvez tenha ido junto a algum banheiro menos vigiado. Também não fazem o que contam – ao menos não tudo.

Ela não mente quando diz que vai ao banheiro “retocar a maquiagem”. Quando em dupla, fazem o mesmo. Todavia, o que fazem em dupla que não fazem sozinhas?

Sozinhas arrotam e soltam puns. Algumas forçam a barriga para soltar mais puns. Temem uma noite que termine mal por causa do pum, fora da cama e, pior ainda, na cama. Outras lavam o rosto, pois a bebida já as dominou. Há a que é apanhada por uma cólica e, não raro, se esculhamba em uma diarreia não muito bruta, mas substancial o bastante para se ocupar e se preocupar. Mas, afinal, em dupla, o que fazem?

Fazem tudo o que fazem individualmente, mas, de uns tempos para cá, fazem coisas diferentes do que faziam até os anos oitenta, até mesmo noventa.

Até os anos oitenta o comportamento das mulheres no banheiro do restaurante ou do clube ou mesmo da escola tinha um padrão básico de discrição. E a estadia no interior do recinto era rápida, se havia homens esperando, especialmente no restaurante. Mas a partir de meados dos anos noventa o comportamento veio se alterando. O comportamento atual é mais entusiasmante. Não para os da idade delas, os jovens, em geral assexuados; mas para os mais velhos, há o que falar.

A garota que vai ao banheiro hoje nasceu sob o ruído da Internet. Ela não deixa de se fotografar com a amiga. Fora da foto rola o beijo, se a opção lésbica não vai predominar. Mesmo entre as que não têm preferência lésbica a chance do beijo cresceu. Quando há bebida na jogada, aí o beijo sai mesmo. Também ocorre quase como regra a pergunta sobre os homens que as esperam. E não pensem que não falam do “como é o pau dele”. Perguntam, bisbilhotam, querem saber. Se ainda não sabem, perguntam para saber se a outra sabe, por informação direta ou indireta. A resposta vem sempre, certeira. E a avaliação de nota sobre o sexo vem junto como as estimativas e afirmações de tamanho. Aparece aí o desmentido de tudo que falam fora do banheiro, que o tamanho não importa. Importa e muito, para elas. Decide a noite por antecipação.

Também é comum no banheiro, hoje em dia, para a mulher bem jovem, a acentuação da maquiagem. Antes dos anos noventa “retocar a maquiagem” era retocar mesmo. Agora é fazer nova máscara. Elas mesmas dizem, “quanto mais cara de puta, melhor”. Em geral são garotas que nunca viram uma cara de puta, puta mesmo, de zona.

A preocupação grande também, que surge no banheiro, é o cocô. Elas saem preparadas para o sexo. Limpas. Mas se fazem o cocô básico no restaurante ou na festinha, começam a temer o que ocorrerá no sexo depois. Nunca há descarte, atualmente, do coito anal. Aliás, é um trunfo que oferecem! É algo como era antes dos anos oitenta a virgindade. No banheiro isso é comentado. As menos experientes perguntam para as mais experientes se é necessário dar ou se não, e como é que é a coisa. Nenhuma delas sabe direito, mesmo as que já fizeram o coito anal. Não raro, um amigo gay ensina tudo.

Por fim, uma revelação estranha para os homens jovens atuais, de classe média ou não: as garotas atuais lavam menos as mãos depois de pegarem na xoxota ou outros lugares que as moças dos anos oitenta e anteriormente. Elas são mais “porquinhas” atualmente. Não é questão de falta de higiene em um sentido bruto, mas de certa pressa, um modo mais voltado para o que aparece. Por isso mesmo entre as jovens também a questão da camisinha é secundária. Para elas, ninguém mais morre de AIDs – acreditam nisso! As conversas de banheiro sobre a camisinha, presente nos anos noventa, praticamente desapareceram. Não porque todo mundo está precavido, mas simplesmente porque a roleta russa é tomada como brincadeira!

Há mais o que contar, mas por hoje é isso.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

Post scriptum. Esqueça tudo que falei caso você possa ir ao banheiro de Diosa Canalles, a venezuelana. Aí não é para comentar, só para ver o sabonete dela.

diosa cannalles no banho

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3 Responses “O que as mulheres fazem no banheiro?”

  1. Baltazar Junkie Çangue Bão
    26/04/2015 at 18:00

    Caro Paulo Ghiraldelli, a discussão acerca do tamanho do membro é certeira em primeiros encontros nos quais amigas em comum também se fazem presentes… Após uma ida ao banheiro, acompanhada por sua amiga, uma moça com a qual estava flertando “misteriosamente” perdeu seu interesse por minha pessoa. A tal moça parecia impressionada por meus blefes intelectualóides (burrinha que era por se deixar impressionar por mim, veja bem…) inicialmente e acabou por se desencantar completamente após sua jornada ao STF (Supremo Tribunal Feminino), no qual certamente fui indiciado por “atentado ao prazer alheio por ausência de aptidão física”.

    • ghiraldelli
      26/04/2015 at 18:33

      Baltazar, o segredo nosso é ter uma rede de mentiras ao nosso favor. Pois pinto grande só ator pornô.

    • bony
      28/04/2015 at 16:10

      Quando, neste ilustre site, se fala em pinto grande, estamos falando de numeros precisos ou apenas de entidades de natureza teorica?

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