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29/05/2017

Maconheira de primeira viagem


Maconheira de primeira viagem. Quem é? É aquela menina que fuma maconha e quando dizemos que faz mal, ela vira doutora no assunto e explica como a maconha é a salvação do mundo, da civilização e, enfim, do universo. Ela cita grandes nomes da história, cientistas e filósofos, que consumiram maconha. Ela acha que será um deles fumando maconha! Em minutos, ela passa a dizer que mesmo Deus depende da maconha para operar milagres (bem, isso é até mais plausível mesmo).

É incrível como pessoas que não gostam de estudar ficam logo diplomadas doutoras quando o assunto é maconha, especialmente quando a consomem. Há doutores e doutoras da maconha que a defendem com um argumento poderoso: nós falamos mal da erva por preconceito. Só falta acusar-nos de “machismo”, dado que é “a maconha” e não “o maconha”. Caso fosse “o”, não falaríamos nada, é o que as moças deusas da erva podem até dizer, se descuidarmos. Há outros doutores e doutoras da maconha que a defendem com o argumento de que existem outras drogas que fazem “muito mais mal”. Brilhante argumento, podemos dizer, se levarmos em conta de onde ele vem! Há aquelas garotas que dizem que a maconha até é algo bom, pois elas, quando fizeram uma prova maconhadas, se saíram bem. Sim, tiveram a sensação de ir bem porque ao menos escreveram algo, e sem maconha nunca tinham conseguido entregar a prova senão em branco!

Quando o assunto é maconha o consumidor vira um Einstein-Erva! Só perde em proselitismo que enche o saco para o evangélico ou o militante partidário.

Adoro ver que há pessoas que querem fazer a maconha virar santinha para legalizar. Mas aviso: não é necessário. A legalização dela virá por questões econômicas. Aliás, tem de vir. Uma sociedade não pode gastar dinheiro nisso, que é um buraco sem fundo. Como o álcool e o cigarro, a maconha legalizada pode ser policiada com aparato mais barato do que a repressão atual. Todo mundo já sabe disso. A legalização virá mais cedo ou mais tarde. As leis atuais já estão se adaptando para a descriminalização da coisa, por exemplo, está para vigorar a norma que exigirá do motorista que vai renovar carteira o exame toxicológico retroativo a três meses. Caso dê positivo, não renova a carteira.

Agora, de resto, sempre haverá os imbecis que consumirão e haverá os imbecis que pensam que uma droga arrebenta com uma pessoa pela maior velocidade e pelo fenomênico imediato. Como o crack é fenomenicamente mais devastador, então ele parece ser o grande cancro, mas não é. Para os inteligentes, há sempre como me entender. O que digo e o que os especialistas insistem em reiterar é que a maconha tem o problema de corroer sem apresentar sintomas extravagantes, por isso ela se torna perigosa. Ela é mineira: come quieta. O álcool e o cigarro mostram sintomas cedo, e o álcool deixa bêbado e, nisso, faz a pessoa “se tocar” ou ao menos ser policiada pela família, sociedade etc. A maconha não, ela é sutil. Mas num prazo de cinco anos de consumo quase diário, ela inviabiliza o cérebro de uma pessoa – com menos condição de retorno que aquilo que o cigarro faz no pulmão. Ela pega pela memória e depois pela dificuldade com a lógica. Faz o cérebro virar preguiçoso, emburrece muito. Sim, inviabiliza o cérebro de quem tem cérebro. Os que defendem seu consumo como algo que não faz mal, como “droga menor”, esses não tem cérebro e, portanto, tanto faz.

Bem, agora é só aguentar os maconheiros e maconheiras doutores e doutoras vir me xingar aqui no meu blog, falando tudo que eu descrevi acima que falam.

Paulo Ghiraldelli, 57, filósofo.

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19 Responses “Maconheira de primeira viagem”

  1. Luis Fernando
    24/05/2017 at 13:36

    A maconha deveria ser usada por todas as pessoas, todas, numa média de 1 vez a cada 10 anos , ou seja, no máximo umas 6 vezes a vida toda.

  2. Rosana
    25/10/2016 at 17:37

    Sou contra a legalização!

  3. Engenheira de Plantão
    16/10/2016 at 14:18

    Deve ser legal ter um blog e falar como se fosse o senhor das verdades do mundo! Espero que esteja se divertindo na frente dessa tela falando com pessoas que nao conhece ? vou ali queimar um e aprender Geologia

    • 16/10/2016 at 14:28

      Mdatome você disse tudo de si mesma, não precisa mais nada.

  4. rosa
    20/06/2016 at 01:42

    Resumindo se você fuma acenda seu cigarro e estude, não tem nada melhor para estudar do que uma erva.

    • 20/06/2016 at 15:30

      Rosa, para estudar não sei, para aprender, garanto, não funciona.

  5. bony
    27/05/2015 at 03:13

    Eu tive um professor maconheiro. O cara vivia em outra velocidade mental. Era triste. O maluco às vezes até para virar o pescoço para responder uma pergunta era lento. Às vezes ele entrava no mundo introspectivo dele e ficava lá, tentando pensar sobre uma maneira de tentar responder a perguntas simples. Eu acho que a questão da maconha no Brasil também tem a ver com modelos culturais adotados por certos segmentos da sociedade que querem se sentir “liberais”. Eu tive um outro professor que uma vez ficou chocado em relação ao meu desprezo por maconha e maconheiros. Na época em que ele era jovem, com a ditadura oprimindo gente com os ideais políticos dele, fumar maconha era comum entre os círculos dele, e eu acho que até fazia sentido como uma prática social onde se podia verificar quem eram os pares, quem estava realmente disposto a desestabilizar a sociedade e a ditadura de alguma maneira. Quer dizer, fumar maconha já foi um ato de transgressão. Mas hoje em dia nada disso faz mais sentido.

    • ghiraldelli
      27/05/2015 at 10:26

      Olha, maconha sempre foi um ator de fuga, a partir do momento que esteve fora do ritual, como na nossa sociedade moderna o ritual é sempre falso, creio que a desculpa mais sofisticada para a maconha não existe. Ela se enquadra no “quanto de verdade aguenta um homem”, de Nietzsche.

    • bony
      27/05/2015 at 17:00

      Eu tava tentando limpar a barra dos maconheiros, mas nao deu! vc ta certo!

    • ghiraldelli
      27/05/2015 at 18:23

      A sua limpada de barra tem lá seu sentido, mas, quando olhamos de mais longe, há mais elementos em jogo.

  6. Hayek
    25/05/2015 at 15:42

    Para de viagem Paulo… Se a maconha emburrece então porque a superinteressante:

    http://saude.terra.com.br/beneficios-maconha/

    • ghiraldelli
      25/05/2015 at 17:26

      A maconha emburrece? Bem Hayek acho que depois que você abriu a boca, minha tese acabou de ganhar mais um ponto a favor. Bem, agora, vá ler outro blog, este é para inteligentes.

    • Hayek
      25/05/2015 at 21:48

      Maconha é melhor do que mulher!

    • ghiraldelli
      26/05/2015 at 14:47

      Hayek não sei como comparar maconha e mulher, no meu vocabulário não há termos para tal coisa. Agora, entendo o que você disse, no seu caso, penso que tem razão.

  7. Elder Al Kondari Messora
    25/05/2015 at 14:41

    Creio que a legalização seja mesmo inevitável, hora ou outra virá, mas achei o escárnio com os “doutores” da maconha exagerado (até porque, creio, alguns têm razão) e também a ideia pura e simples de que maconha faz mal. Ora, não seria melhor partirmos de um suposto e uma obviedade que aceitamos hoje em dia, quase universalmente? Tudo em demasia faz mal. Isto é, não é a maconha em si, única e exclusivamente, mas o exagero do seu uso. Eu gostaria de relatar a experiência que tenho com um colega na universidade, usuário (dedica, segundo relato próprio, em torno de 300,00 reais por mês à maconha), e que mesmo assim, não deixo de considerá-lo uma das pessoas mais inteligentes que conheço, não com base no fato dele fumar, mas no quanto ele é capaz de ler, se concentrar, suas ideias e diálogos, espontaneidade e criatividade. É verdade que se trata de apenas um exemplo, e eu teria outro que se encaixaria melhor no modelo que você descreveu (considero-o bastante limitado intelectualmente, contudo ele encontrou seu próprio caminho na área do cinema e está se dando muito bem, fazendo filmes); contudo, informações qualitativas não são de se jogar fora.

    • ghiraldelli
      25/05/2015 at 17:29

      Elder não queira se enganar. Quando se é jovem, tudo parece não ter fim. Quer mais droga do que roqueiro velho consome e está aí fucionando? Agora, e quantos não estão mais? Essas questões nem se discute mais, sobre a questão do emburrecimento do maconheiro. Isso é sabido há anos. Só os tontos não querem ler estatística científica. Preferem papo de Super Interessante e sites do momento. Meu texto diz tudo que é preciso dizer.

    • Marck
      18/12/2015 at 01:36

      Olá. Você ignorou parte do argumento da colega acima: o excesso faz mal. O excesso de açúcar , de gordura, de alcool, de dieta, de sexo, etc etc etc. Beber uma garrafa de vinho é uma coisa, beber uma taça no almoço é outra. Seus argumentos são rasos, simplesmente porque mais da metade do seu texto é depreciativo para com aqueles que pensam o contrário e que iro icamente chama de doutores e doutoras.Bem, o unico argumento que você cita é de que, comparada a outras drogas, ela age de modo sutil. E em um dos comentarios vem dizer que “isso e sabido há anos, so os tontos não querem ler estatística científica. “Bem, um texto bem escrito busca afirmar apoindo-se em fontes fidedignas e ao menos a superinteresante faz isso, ainda que sirva apenas à vulgarização cientifica pra aluno da quarta série. Sinceramente: fico com o argumento da doutora maconheira que diz que a maconha foi usada por mentes brilhantes.

    • 18/12/2015 at 14:34

      Marck NINGUÉM está impedindo você de ser maconheirinho. Continue. Sobra mais espaço na competitividade.

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Filósofo