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22/10/2017

Inteligência de filhos tende ser mais materna que paterna – sabia?


As pesquisas últimas de cientistas que trabalham com neurologia, hereditariedade e inteligência, associados aos que trabalham com investigações sobre meio social e inteligência, mostram que traços tipicamente considerados como os da ordem da inteligência são passados pelo parceiro feminino. Essas pesquisas foram feitas em ratos, através de trabalho em genética, e com humanos, a partir de investigação psicossociológica (Veja a reportagem aqui, no Independent 05/10/2016).

Homens com gosto em fustigar feministas, diriam: a humanidade não evolui como esperávamos, em inteligência, porque justamente essa parte das características cerebrais, vem mais das mulheres. As feministas poderiam objetar: ora, mas quem disse que a humanidade não evoluiu? Há mais ainda para fustigar o feminismo, pois pode-se dizer: “veja aí o perigo de casar com mulher burra”. Chistes apenas!

O fato é que agora sabemos que a frase que uso para caracterizar uma das atenções centras da filosofia de Peter Slorterdijk, é até melhor do que eu pensava inicialmente. Trata-se de “o homem é um animal que tem mãe”. Sloterdijk diz isso porque ele vê o homem como animal rico, e isso por conta de ser fruto do útero, tendo esse útero se modificado exatamente por ser útero da fêmea que deixou de ser só progenitora para ser mãe. Esse processo, para Sloterdijk, se dá na integração da ontogênese quanto da filogênese. E o que faz isso ocorrer está no interior do que ele chama de antropotécnicas. Com esse conceito, ele mostra o que são as técnicas de produção humana sem ter que lançar mão das divisões entre o “biológico” e o “cultural”. Ora, mas se descobrimos que a mãe é também preponderante quanto à transmissão da carga genética responsável pela parte do córtex cerebral que é atinente a comportamentos que tem a ver exatamente QI alto, temos de elevar ao quadrado a importância da frase “o homem é o animal que tem mãe”. Ele, o homem, é o terrestre chamado de inteligente (claro que por ele mesmo!). É aquele que se faz como segundo aquilo que tanto lhe é valoroso, a inteligência – o que nos aproxima dos deuses antes do que dos animais. Aliás, há algo mais valoroso para nós que a inteligência? Não avaliamos os outros animais pela inteligência? Não chegamos a perdoar crimes bárbaros de pessoas inteligentes, se pudermos usar dessa inteligência? Ora, assim, se temos algo de nos orgulhar como nos orgulhamos, isso é parte das antropotécnicas que se associam à nossa condição de sermos animais que têm mães.

Assim, apesar dos “estudos de gênero”, não raro, caírem um tanto no ridículo ao ficar falando a todo segundo dos males da “sociedade patriarcal  e machista”, o que temos nas sociedades é, sim, uma inteligência propiciada por um silencioso e dominador matriarcado. Somos homens inteligentes ou, homens, antes por termos mães que por termos pais!  Matriarcado subterrâneo!

Ora, sabemos que QI não é algo fixo, mas que se altera, que pode se crescer. Tornar as mulheres mais inteligentes é fundamental para tornar toda a humanidade, decisivamente, mais inteligente. Não, não se trata aqui de um tolo lamarckismo. Mas sim de pensarmos que para tornarmos a humanidade mais inteligente o que temos que fazer é dar mais chance para as mulheres mais inteligentes se reproduzirem. Em uma sociedade mais igualitária em chances, as mulheres mais capazes vão se destacar, e são essas que não podemos perder para a ideia de não-maternidade. Interessante não? Pois, afinal, é justamente o oposto o que ocorre na nossa tendência moderna. Mulheres inteligentes, que sabemos que são inteligentes pelo destaque em sociedades mais igualitárias, tendem a fugir da maternidade.

Nossa espécie tem trabalhado agora, na modernidade, no seu desenvolvimento, não propriamente pelo emburrecimento, mas por uma tendência de diminuir sua velocidade de ampliação geral da inteligência. No ritmo que estamos, são as mulheres que menos se destacam e, portanto, em sociedades igualitárias, as possivelmente menos inteligentes, aquelas que tendem a ficar com o trabalho de reposição de humanos no mundo.

Vai ser um pouco difícil convencer as mulheres disso. Está mais fácil para elas terem filhos cachorros que humanos, mesmo sabendo, agora, que são elas as responsáveis maiores pelo que podemos fazer com a parte intelectual do cérebro.

Paulo Ghiraldelli, 59, filósofo. São Paulo, 04/11/2016

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14 Responses “Inteligência de filhos tende ser mais materna que paterna – sabia?”

  1. denis
    28/11/2016 at 00:23

    Kra sabia que eu fiquei sabendo a pouco tempo? Rs ?

  2. Orquidéia
    05/11/2016 at 08:14

    Nada disso é novidade, há algumas recomendações às gestantes que querem ter filhos inteligentes.[comer peixe, por ex…]
    Quase toda doença e saúde são herdadas da mãe.
    A genialidade vêm “por tabela”.

    • 05/11/2016 at 08:16

      Orquídea, é super novidade sim. Você tá falando por intuições que jamais foram cogitadas. O texto linkado explica.

    • Orquidéia
      05/11/2016 at 08:50

      Realmente,ainda vou ler ao texto. [mais tarde]

  3. Fernando Coelho
    04/11/2016 at 15:16

    Interessante é que só existem gênios, homens!! Nunca ouvi falar em uma gênia, Prefiro os fatos reais do que pesquisas de laboratório, a maioria cheia de erros!! Sou Físico pesquisador e sei que para tirar uma conclusão final, não é fácil!!

    • 04/11/2016 at 15:17

      Putz. Fernando! Você não conseguiu entender que os filhos nascem homens e mulheres, mas que a parte da inteligência vem mais da mulher que do homem, isso nada tem a ver com homem ou mulher serem gênios. Meu Deus! Meu Deus!

    • Orquidéia
      05/11/2016 at 08:52

      Fernando, a nossa genialidade[de nós mulheres] está “espraiada” no excesso de prolixidade.
      Quem tem olhos de ver,consegue.
      Se tirarmos nossa atenção dos duzentos temas que nos ocupam o tempo inteiro,por necessidade ou diversão_ ganhamos qualquer Nobel.

    • 05/11/2016 at 10:16

      Orquidea não acredito que você respondeu ao Fernando, o cara que não conseguiu entender o texto.

    • Luciano
      10/11/2016 at 10:47

      Físico que nunca ouviu falar de Marie Currie? Por exemplo…

    • Rebeca
      11/11/2016 at 06:10

      Fernando, tu já é exemplo do efeito das mulheres inteligentes que não fazem filho kkkk

    • 11/11/2016 at 08:35

      REbeca, em cheio!

  4. Luciano
    04/11/2016 at 14:45

    Paulo vc já viu as propostas do Holiday? Esse moleque está sendo um verdadeiro idiota útil. Pior do que qualquer saudoso do comunismo/socialismo.

    • 04/11/2016 at 15:16

      Dá um pouco de dó do cara, ele tem ódio de ser negro e gay.

    • Orquidéia
      05/11/2016 at 13:42

      Fiz isso porque fiquei com pena, prof.

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