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21/11/2017

Sociologia

“Meu negrinho”

O título está aspado. Não é frase minha. É uma frase típica dos Estados Unidos. Negros às vezes dizem isso a outros negros, em lugares nada saudáveis. É uma forma de falar “você é meu, agora”, “meu serviçal”.

A vitória presa na garganta

As Olimpíadas antigas eram festa religiosa. As Olimpíadas modernas nasceram como uma das formas de substituição da religião. Em Du mußt dein Leben ändern (Suhrkamp, 2013) Peter Sloterdijk notou isso ao ver que a prática ascética é maior que a religião e a engloba, e não o inverso como Nietzsche afirmou. Sendo o lugar máximo da

A privatização do mal

Em Nova York, Roma ou São Paulo você encontra pessoas e seus cães morando na rua. Boa parte é pedinte. Vários homens e mulheres desse grupo, apesar de não estar envolvida com drogas, foi castigada pela dureza da rua de tal modo que não têm mais condições de assumir trabalho. Dentes infeccionados trouxeram para a

Obama e o porte de arma

ATIRAR EM OUTROS em universidades, estádios, boates etc., virou festa macabra corriqueira nos Estados Unidos. Mas isso nada tem a ver, de modo direto, com qualquer American Way of Life que inclua violência, mas sim com a maneira que a indústria de armas floresceu nas costas da tradição de um povo que desde o início

Sem ministério da Cultura não existe ministério da Agricultura

Nossa sociedade é a do filisteu da cultura. Ele não gosta da arte em si, ele tenta gostar da arte por alguma razão utilitária, de subir na carreira, aparecer, etc. Mas, ainda assim, esse indivíduo típico de nossos dias, dá algum valor para a arte que vale a pena considerar legítimo.

A moda agora é cuspir no outro?

Jean Wyllys foi provocado por Bolsonaro e vingou-se por meio de uma cusparada. Retribuindo, um filho de Bolsonaro cuspiu em Wyllys. Até aí, parecia apenas ser uma modo típico desse pessoal se relacionar. Algo “deles” – familiar a esse grupinho da família Wyllys em relacionamento com a família Bolsonaro. Mas agora, diante de uma provocação

O que fazer com Fernandinha Torres?

Fernanda Torres fez um belo texto – de escritora, claro, não de socióloga – falando o que toda feminista deveria saber falar. Enalteceu a mulher que pode ser mulher, que pode ser sensual, que pode ser negra sensual. Ou seja, fez um texto libertário no sentido de oferecer o “pode” para a mulher. A mulher

A sociedade dos guruzinhos estressados

Sem conseguir inferências não se vai longe. Indução e dedução são nosso destino. Vamos do particular para o geral e descemos do geral para o particular. Dizer “não vale generalizar” é uma advertência estúpida, é descabida. Até pelo fato de que, não raro, nem estamos generalizando, mas apenas usando de uma sinédoque. Quando alguém usa uma expressão

Amós Oz e seu conceito de fanatismo

Se a definição de Amós Oz for correta a respeito do que são os fanáticos, e do que somos nós em comparação com eles, certos livros do filósofo Giorgio Agamben (e de Foucault e outros), deverão ser postos de lado.

A lista de coisas para fazer antes de morrer

Só no espaço em que o experimento substitui a experiência é possível de surgir a esdrúxula lista de “coisas que você tem que fazer antes de morrer”. Em um espaço como o da paidéia grega ou da Bildung alemã nenhum agenda desse tipo, associada ao calendário de gozos, faria sentido. O espaço de mimo requisitava

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