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24/04/2017

Sociologia

Sem ministério da Cultura não existe ministério da Agricultura

Nossa sociedade é a do filisteu da cultura. Ele não gosta da arte em si, ele tenta gostar da arte por alguma razão utilitária, de subir na carreira, aparecer, etc. Mas, ainda assim, esse indivíduo típico de nossos dias, dá algum valor para a arte que vale a pena considerar legítimo.

A moda agora é cuspir no outro?

Jean Wyllys foi provocado por Bolsonaro e vingou-se por meio de uma cusparada. Retribuindo, um filho de Bolsonaro cuspiu em Wyllys. Até aí, parecia apenas ser uma modo típico desse pessoal se relacionar. Algo “deles” – familiar a esse grupinho da família Wyllys em relacionamento com a família Bolsonaro. Mas agora, diante de uma provocação

O que fazer com Fernandinha Torres?

Fernanda Torres fez um belo texto – de escritora, claro, não de socióloga – falando o que toda feminista deveria saber falar. Enalteceu a mulher que pode ser mulher, que pode ser sensual, que pode ser negra sensual. Ou seja, fez um texto libertário no sentido de oferecer o “pode” para a mulher. A mulher

A sociedade dos guruzinhos estressados

Sem conseguir inferências não se vai longe. Indução e dedução são nosso destino. Vamos do particular para o geral e descemos do geral para o particular. Dizer “não vale generalizar” é uma advertência estúpida, é descabida. Até pelo fato de que, não raro, nem estamos generalizando, mas apenas usando de uma sinédoque. Quando alguém usa uma expressão

Amós Oz e seu conceito de fanatismo

Se a definição de Amós Oz for correta a respeito do que são os fanáticos, e do que somos nós em comparação com eles, certos livros do filósofo Giorgio Agamben (e de Foucault e outros), deverão ser postos de lado.

A lista de coisas para fazer antes de morrer

Só no espaço em que o experimento substitui a experiência é possível de surgir a esdrúxula lista de “coisas que você tem que fazer antes de morrer”. Em um espaço como o da paidéia grega ou da Bildung alemã nenhum agenda desse tipo, associada ao calendário de gozos, faria sentido. O espaço de mimo requisitava

Minha vida viva no capitalismo

Ando pelos corredores do shopping. Passo diante de uma vitrine de loja de calçados. A vendedora percebe meu interesse por um tênis e rapidamente me diz, “entre e experimente”. Cedo ao convite, como se ela estivesse dizendo “entre e me experimente”. Juro que não ficaria tão boaquiaberto quanto eu diria ter ficado caso isso ocorresse.

Isso é machismo! Isso é crueldade penal

ISSO É MACHISMO. 87% das prisioneiras no Brasil não cometeram nenhum delito a não ser tentar levar droga para dentro da prisão onde estão seus maridos, para que eles possam pagar dívidas internar ou simplesmente evitar serem molestados. Essas mulheres são pessoas que nunca lidaram com tráfico. Em geral, gastaram tudo que tinham com a

Modernidade, pós-modernidade e pós-pós-modernidade.

“Pouco importa que a astúcia e o artifício sejam conhecidos de todos, se o sucesso está assegurado e o efeito é sempre irresistível” – Baudelaire, no “Elogio à maquiagem” (1) A modernidade se define pela “sociedade do trabalho” e pela “subjetivação do mundo”. A pós-modernidade se define pelo “fim das energias utópicas da sociedade do

Adorno, o filósofo que não ria

Para Adorno o sorriso podia não ser complicado, mas o riso, a gargalhada, sem dúvida era algo vindo de quem humilha e cultiva o escárnio. No seu sensacional livro Mínima Moralia, para o qual ele mesmo deu o nome de “ciência triste” ao oferecê-lo para Horkheimer, a observação sobre o riso nazista diante do judeu

A mulher gostosa feminista

A mulher vai ao ginecologista e passa por um exame super invasivo. Não faz mal. Não faz mesmo! Mas quando o homem vai fazer o necessário exame de próstata, com toque, aparecem vozes de todo lado – inclusive de mulheres – dizendo “sou médico (e portanto sabichão) e afirmo que o exame de toque causa

Se não fui assediada sexualmente, não sou gente!

A ideia de relatar o primeiro assédio ganhou os jornais no mesmo patamar que, no passado, se falava de “a primeira vez” ou “meu primeiro sutiã”. O jornalismo brasileiro (e mundial) está em crise. Ninguém lhe dá crédito, as vendas caíram e o desemprego é o horizonte. Já não se sabe mais o que fazer

“Puta não beija na boca”

Puta não beija na boca. Essa é uma lenda urbana. Lenda? “Puta não beija na boca” é um semáforo de cidade pequena. Indica horas de passagem e horas de transgressão. Indica que regras só existem se tiverem chances de serem quebradas. Indica que o entretenimento tem regras. Que até a o corpo posto a venda

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