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18/11/2018

Mídia

Por que o fake news funciona?

[Artigo para o público em geral] Para um filósofo todas notícias são fofocas, e quem as lê e as edita são mulheres velhas durante o chá.  Henry Thoreau. Toda literatura é fofoca . Truman Capote A coqueluche do momento é dizer que o fake news não é só uma praga, por conta do número, mas uma

É a fofoca, cara! A fofoca!

[Artigo para o público em geral] O general Alcibíades, que sempre amou Sócrates, foi uma figura sem dúvida excêntrica. Chegou a trair a sua cidade e, no entanto, pairar sobre ela como um fantasma que deveria vir para “libertá-la”. Todos o esperavam como redentor. Por quê? Por sua fama de guerreiro, de salvador, de  intrépido.

Anitta em Harvard

[Artigo indicado para o público em geral] A primeira coisa que o brasileiro descobre ao começar a viver nos Estados Unidos é que o Brasil não tem importância nenhuma para os americanos. O americano não sabe onde fica o Brasil e não quer saber. O Brasil não é interessante como, por exemplo, o Japão, a

Maurício Stycer e a Rede Globo como TV Alternativa

[Artigo indicado para o público em geral] Imagine a CNN falando para o mundo e, principalmente, para os Estados Unidos, algo assim: “mande vídeos dizendo que mundo você quer para o futuro, mas não deixe de filmar uma situação crítica, degradante, miserável e horripilante do local onde vive”. O que iria ocorrer? Nada além do

Pablo Vittar é nossa Pin-up de fim de ano

[Artigo para o público em geral] Houve um tempo da Xuxa. Houve um tempo da Carla Perez. Agora é Pablo Vittar. Há algo no ar que ordena que se possa caricaturizar a sensualidade de Michel Jackson e de Anitta. Se o verbo “caricaturizar” for ofensivo a clubes de fãs (de qualquer lado), use “estilizar” então.

Filosofia, alteridade e mídias sociais

Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico “Menina dos olhos” ou “boneca dos olhos”. O nome é dado para a forma de espelho mais antiga do mundo. O espelho séculos antes do espelho. Olha-se nos olhos do outro e o que se vê é uma pequena figura lá no interior, “eu mesmo estou lá” –

A ontologia de Renata Vasconcelos ou Da Mídia como praxis

Texto para a profa. Heloiza Matos e seu Grupo de Pesquisa “Comunicação Pública e Comunicação Política” daECA/ USP A palavra “mídia” deixa claro nossa propensão em falar do fenômeno comunicacional como alguma coisa “entre”, que ocorre “por meio de”. Nossa intuição linguística, nesse caso, revela que notamos a comunicação, que hoje não vive sem a

Mário Sérgio Cortella e a demonização da Internet

Artigo indicado para o público em geral Pascal e Nietzsche filosofaram por aforismos. Posts no facebook são aforismos. Podem não ser filosóficos, claro, mas são o que se pode fazer com a cultura que temos, com a escola pública que temos ou, melhor dizendo, não temos. Escritores brasileiros foram brilhantes com aforismos. Quem nunca se

Não há anjinhos na Internet

Artigo destinado ao público em geral Virou modinha agora colunista, intelectual, professor, artista etc. virem falar de “linchamento virtual”. Cada um do seu troninho vira anjo e acusa “os internautas” de estarem “polarizando” ou “radicalizando” ou “disseminando ódio”. Todos os outros, fora ele próprio, do troninho, são “agressivos”. O problema é que mais agressivo mesmo

Síndrome de Joana D’Arc versus Anitta

Texto indicado para o público em geral Cantar é fácil. Jogar futebol, então, nem se fale! E ser ator? Bico! Tudo que se parece jogo, lúdico, parece fácil. Ainda que se reconheça que não é, na hora da avaliação geral, cai para o âmbito do suave e, perigosamente, para o campo da “mulher de vida

Defensores de Waack querem queimar a Bruxa-Internet

Este artigo é indicado para o público em geral Salvo engano, creio que foi nos anos cinquenta que especificamente, com a Folha da Manhã e O Estado de S. Paulo, surgiram as “cartas dos leitores” como efetiva matéria dos jornais. A interação cresceu e até a bem pouco tempo as “cartas” eram tão importantes quanto qualquer

William Waack cai e alivia a Globo

Este artigo é indicado para o público em geral William Waack é aquele que fazia entrevistas convidando só pessoas de direita para explicar o que é direita e esquerda. O show de pedantismo de seus convidados irritava qualquer um. Mas, mesmo assim, ele reinava sendo mais pedante ainda. À noite, levando adiante o jornal de

A imprensa na era da “pós-verdade”

Com o desenvolvimento da Internet, a partir de 1995, não demorou muito para que se notasse a perda de assinantes dos principais jornais do mundo. O filósofo alemão Jürgen Habermas chegou a anunciar o fim dos principais jornais alemães, que iriam perder a independência financeira e ter de ceder a alguma ajuda do Estado. Alguns

Os dias NÃO eram assim

A Globo não conta a história da Ditadura Militar no Brasil na série Os dias eram assim. Conta uma narrativa sobre amor de algumas pessoas nos anos 70. Mas vamos escutar de muitos que ainda não aprenderam a ler o gênero literário chamado folhetim, dado a insuficiência do nosso ensino médio, que a Globo está ensinando

Por que devemos cometer suicídio?

Caso estivéssemos nos anos 80, Jô Soares seria o mais indicado para dizer algo como “é claro que dá vontade de cometer suicídio após ver 13 Reasons Why na Net Flix, mas não só adolescentes, qualquer um!”. Vi só um pedacinho. Não é lá coisa boa. Mas filósofo crítico de arte não é o que

A execração pública de José Mayer

NOS ANOS 60 o periódico Seleções do Reader’s Digest tinha o hábito de publicar histórias de crianças soviéticas que deduravam os pais para as autoridades do estado. Antes o socialismo que o amor paterno – era o lema. O símbolo do heroísmo soviético, segundo o periódico, era a degradação dos valores mais profundos do Ocidente,

Estamos no “tempo” da pós-verdade?

Verdade é a concordância entre o que se diz de uma coisa e a tal coisa. Grosso modo é isso. Mas os tempos modernos trouxeram uma segunda maneira de se pensar a verdade. Ela se tornou algo distante entre checar um enunciando com aquilo para o qual  ele aponta, e se constituiu em uma questão

Black Mirror contra a biopolítica de Agamben

A série britânica Black Mirror tem uma parte de seus episódios que desafia diretamente a noção de biopolítica. Pode ser que a biopolítica como Foucault a colocou na praça se mantenha um tanto intocada, mas a versão dada à noção a partir de Giorgio Agamben, no meu entender, sai arranhada. Explico. A biopolítica em Foucault

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