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21/02/2017

Mídia

Estamos no “tempo” da pós-verdade?

Verdade é a concordância entre o que se diz de uma coisa e a tal coisa. Grosso modo é isso. Mas os tempos modernos trouxeram uma segunda maneira de se pensar a verdade. Ela se tornou algo distante entre checar um enunciando com aquilo para o qual  ele aponta, e se constituiu em uma questão

Black Mirror contra a biopolítica de Agamben

A série britânica Black Mirror tem uma parte de seus episódios que desafia diretamente a noção de biopolítica. Pode ser que a biopolítica como Foucault a colocou na praça se mantenha um tanto intocada, mas a versão dada à noção a partir de Giorgio Agamben, no meu entender, sai arranhada. Explico. A biopolítica em Foucault

Fátima Bernardes: o caso do policial e do traficante

Devemos salvar um traficante ou um policial, se ambos correm perigo? Não foi essa a maneira como Fátima Bernardes apresentou a questão posta no seu programa. Ela colocou as coisas de forma clara: um policial levemente ferido e um traficante à beira de morte dão entrada em um hospital, então, quem deve ser operado primeiro?

O irmão gay-heroi de Vladimir Nabokov

Imagine uma mulher dando à luz ao fruto de um estupro. “São gêmeos!”, dizem as tias a respeito do que têm em mãos. Então, em meio ao sangue elas notam que algo saiu errado. Não são propriamente gêmeos, mas alguma coisa com um corpo e duas cabeças. E vive! Não sabendo direito o que fazer

A gaiola do intelectual carente

Midiagogos é intelectual que fica como papagaio em jornais televisivos. Outro dia, um desses midiagogos mandou-me por e-mail a seguinte pérola originalíssima: “a unanimidade é burra”. Meu Deus, nunca vi tanta sabedoria! Um guru! Toda vez que alguém usa de frase cliché a coisa vai mal, mas quando a frase é esta, então, não há

Não existe “complexo de vira-lata”

Os midiagogos inventaram de falar em “complexo de vira-lata”. Já vi um bocado de gente dizendo da existência disso que, enfim, não existe. “Complexo de vira-lata” é invenção de gente que não tem o que dizer, gente sem assunto. Não raro até professor que trabalha de graça de jornalista, anda falando disso. Falam disso baseados

As Olimpíadas desnudam mídia e visão dos midiagogos

O Jornal Nacional disse que a imprensa internacional não reclamou da torcida brasileira nas Olimpíadas. Já a Globo News, que é feita para o telespectador da classe média mais abonada, foi apresentada uma reportagem dizendo que toda a imprensa internacional reclamou da torcida brasileira.

Não contrarie o status quo e seja midiático

O colapso do intelectual midiático Os melhores filósofos sempre foram consciência de seus lugares. Assim fizeram por fustigar o status quo não contra o ethos local, mas a favor do melhor do ethos, às vezes posto de lado. Quando a mídia começou a crescer, os filósofos souberam se aproveitar dela para continuar nesse projeto. Até

O deslumbramento subserviente

Vou usar do êxtase do professor de História Karnal, ao escrever para o Estadão, para comentar aqui um dos terríveis efeitos da mídia e, ao mesmo tempo, do desprestígio da carreira de professor, pelo qual o Brasil está passando. 

De Lennon ao Scorpions

Há um fio que liga Lennon aos Scorpions, mas que não sabemos se pode alcançar mais alguém, já agora do lado de cá do século XXI.

O medo da forma que é fôrma!

Nos anos setenta popularizou-se a ideia de Marshall McLuhan expressa no dito “a forma é a mensagem”. Vários teóricos da época parafrasearam: “a fôrma é a mensagem” e “a forma é a massagem”.

O imaturo que não consegue ser meu leitor

Venho notando que não consigo falar com o imaturo. Ele entra aqui, não consegue conviver com o ambiente filosófico de crítica cultural, fica irritado porque é contrariado, xinga e começa a espernear. 

A Rede Globo continua, o PT não

O Globo Repórter fez hoje, dia 15/04, um programa sobre como que o brasileiro consegue “com trabalho e criatividade driblar a crise”. Caso eu tivesse hibernado nos anos setenta e acordado agora, salvo a cor da tela e o cabelo grisalho de Sérgio Champelin, não sentiria qualquer diferença. A ideia é a mesma de sempre:

O que fazer com Fernandinha Torres?

Fernanda Torres fez um belo texto – de escritora, claro, não de socióloga – falando o que toda feminista deveria saber falar. Enalteceu a mulher que pode ser mulher, que pode ser sensual, que pode ser negra sensual. Ou seja, fez um texto libertário no sentido de oferecer o “pode” para a mulher. A mulher

O caso Kim na Folha de S. Paulo

Tanto a Folha de S. Paulo quanto a rede Globo estão como barata tonta diante da Internet. Não conseguem se adaptar ao fenômeno, não o entenderam ainda, e então se perdem na ideia de correr atrás de quem eles acreditam que tenha popularidade. Mas popularidade é um coisa, jornalismo e entretenimento é outra. Um calango

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