Go to ...

on YouTubeRSS Feed

20/06/2018

Filosofia

La Casa de Papel – por que o sucesso?

[Artigo para o público em geral] “A tomada de consciência da individualidade é o verdadeiro individualismo” – Peter Sloterdijk Cruzei o parque Villa Lobos, aqui em São Paulo, escutando “Bela Ciao”. Era um grupo de jovens, todos negros, cantando. Sinal dos tempos. Época do êxito da série La Casa de Papel , onde a canção

A visão do baile a partir do senhor Karl Marx

[Artigo preferencialmente para o público acadêmico] Em uma nota de rodapé de O Capital, Marx escreve: “Quando o mundo parecia estar tranquilo, recorde-se, a China e as mesas começaram a bailar, pour encourager les autres” (1). Na época desse escrito, havia rebeliões anti-feudais na China e, na Europa, uma febre de misticismo do “Espiritismo”, nas

Joel Pinheiro e a saga dos meninos liberais

[Artigo indicado para o público em geral] Há um problema com os liberais jovens brasileiros. Eles não entendem o conflito. Ou pior, eles não suportam viver em conflito. E mais ainda, eles se acham acima de ideologias, uma vez que o liberalismo, como doutrina e ideologia hegemônica no Ocidente, se passa como o pensamento de

A conversação e a sociedade democrática americana

[Artigo preferencialmente indicado para o público acadêmico] A doutrina liberal tem um sucesso enorme nos Estados Unidos. Sabemos bem disso. Mas nem sempre nos lembramos de algumas peculiaridades dos americanos na adoção do termo “liberal”, e do como o ideário de John Locke acabou nas mãos de filósofos como John Dewey, John Rawls e Richard

O gênero literário inventado por Platão: a filosofia

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Tradicionalmente a filosofia se põe como um ir além. Ser filósofo é, ao menos segundo a fórmula consagrada pelo inventor do gênero literário chamado filosofia, Platão, um caminho de inquietação com o status quo presente, e uma tendência no sentido de ultrapassá-lo. Nesse afã, a história da filosofia

Marielle repõe o Brasil na sua polaridade correta

[Artigo para o público em geral] A política brasileira não pode se resumir a uma polaridade sobre “prender Lula” ou não. A terrível morte da vereadora Marielle, do PSOL, em 24 horas, remodelou tudo – e parece ter corrigido isso. A polaridade recolocada é a de “defensores dos Direitos Humanos e da civilização”, de um

A guerra semântica de 2016 está em curso

[Artigo indicado para o público em geral] Um professor americano que se diz “amigo de todo mundo no Brasil, menos de Jair Bolsonaro”, James Green, iniciou uma coleta de assinaturas para um manifesto contra algumas falas do ministro da Educação no Brasil, Mendonça Filho (Folha, 12/02/2018). Quais falas? Aqueles infelizes dizeres informando que iria investigar

Subjetividade pós-metafísica – um mini verbete

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] “Fim do sujeito” – eis aí um enunciado que pulou os muros da academia e chegou até à imprensa. Isso ocorreu principalmente a partir do final dos anos setenta, especialmente por conta do invólucro chamado “pós-moderno”. Mas, do que se trata? O sujeito não chegou ao seu fim,

Subjetividade – novo verbete

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Os psicólogos tomam o sujeito como o eu psíquico, os sociólogos o notam como o indivíduo humano. Não se trata de preferência, mas, não raro, de erro. Erro conceitual se esses profissionais se deixam envolver pelo mundo científico acriticamente, isto é, sem a análise necessária a respeito da

Introdução às ciências das cigarras

[Artigo destinado ao público acadêmico] As cigarras vieram de uma raça de homens que viveram antes do nascimento das Musas. Então, as Musas nasceram e a música foi criada. Alguns dos homens ficaram embevecidos com a música e se esqueceram de comer e beber. Morreram de inanição, sem perceber. Foi a partir destes que a

Introdução ao silêncio e à música

[Artigo indicado para o público acadêmico] O cachorro late, o gato mia, a ariranha regouga e a cigarra fretene. Cada animal tem sua voz. Dizem que o gato parou na porta da casa do rato e começou a latir. O rato saiu, achando-se seguro, e foi pego pelo gato que, enfim, havia percebido que no

Modernidade e silêncio: Kafka, Agamben e Sloterdijk

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Em um dos textos mais fantásticos – e talvez o mais curto – da literatura ocidental moderna, Kafka vislumbra as possibilidades de Ulisses no mar das Sereias.[1] Num primeiro momento, põe a ideia de que elas talvez não tenham cantado. Assim, Ulisses, preocupado com os estrategemas da racionalidade

Os neomagoados e a campanha contra os magistrados

[Artigo indicado para o público em geral] HÁ NO BRASIL não uma discussão séria sobre a moradia de juízes, mas apenas gente magoada choramingando. Repentinamente todos falam em justiça e injustiça. Mas cada pessoa que fala – inclusive os neoliberais – pertence a uma categoria profissional, e é um indivíduo que pede que seu sindicato

O que é a subjetividade moderna? Sloterdijk e Agamben

[Artigo indicado para o público acadêmico] Segue aqui dois aspectos da noção de subjetividade moderna. Em ambos os casos, o relato é exclusivamente não científico, e sim filosófico. Na filosofia as hipóteses nunca deixam de ter algo de mitológico e fantástico. Criada em uma dupla estrutura – feto-placenta – a intimidade é campo próprio para

A leitura do corpo do outro no novo contrato sexual

[Artigo indicado para o público em geral] Nossos filhos podem participar do novo contrato sexual? E nós? A psicanalista Vera Iaconelli chama a atenção nossa, na Folha (23/01/2018) (em artigo emparelhado com os de Mariliz Pereira Jorge e Sabine Righetti sobre o mesmo assunto, o assédio sexual), para as possibilidades da educação sexual hoje. De fato,

A “tormenta de merda” das redes sociais apavora!

Artigo para o público em geral Quem tem hoje até 20 anos não sabe de nada. Não sabe de nada sobre a Internet. Todos ridicularizavam a Internet, era algo “só de brincadeira”. E meus colegas filósofos tentavam me fustigar dizendo que eu perdia tempo tendo o meu site (desde o início da Internet). Isso mudou.

O preconceito não é uma questão de mais ou menos energia gasta

Este artigo é indicado preferencialmente para o pública acadêmico “Nos iludimos ao imaginar que o preconceito seja erradicável. Somos preconceituosos de saída, uma vez que nosso cérebro economiza energia ao catalogar nossas experiências”. Esta é fórmula da psicanalista Vera Iaconelli para explicar o preconceito, em seu blog na Folha (28/11/2017). Mas as coisas não funcionam

Bin Laden e seu crochê! A revelação dos arquivos da CIA

Hitler adorava a pintura que ele próprio fazia, e que nunca lhe deu outra fama senão a de medíocre. Na Internet os neofascistas e os desescolarizados de sempre, quando olham alguma coisa feita por Hitler, ficam deslumbrados. A concepção de arte dessa gente é a concepção infantil: “quem é?”, pergunta a criança diante do desenho

O que é arte e o que não é arte?

A diferença entre o erótico e o pornográfico todos sabem: o erótico mantém sutilizas que provocam a imaginação, o pornográfico elimina sutilezas e castra qualquer relação ficcional que o observador possa ter com o que é exibido. A diferença entre o que é arte e  o que não é arte tem algo dessa distinção, mas

Older Posts››