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11/11/2019

Filosofia

Subjetividade: narciso melancólico e narciso histérico

O homem moderno é melancólico ou histérico? Ambos qualificativos já foram usados para descrever condições patológicas. Hoje, estão mais distantes dos consultórios. Sumiram? Há filósofos que dizem que estes termos desapareceram das salas de terapia à medida que se tornaram nomes para condições que se universalizaram. Viraram qualificativos de gente normal! Todos nós poderíamos ser

O eu dinâmico em creme da Natura

Hegel comemorou o feito de Descartes. Foi ele, Hegel, quem ensinou todos nós a marcarmos a modernidade, ao menos no campo filosófico, como tendo sido inaugurada pela ideia cartesiana de criação do eu absoluto. O Cogito ou o Eu que se pensa e, então, se ontologiza como “substância pensante” geraram o nosso tempo. Todavia, também

Modernidade, Economia e Filosofia

Todo nós acreditamos na lei de oferta e procura. Ela é uma lei válida. O senso comum se refestela com tal sabedoria. Entre o final do século XIX e início do século XX, ela se instaurou na academia. Hoje em dia, é o que é ensinado nas escolas de economia. Virou parte de uma teoria!

Bolsonaro é o presidente pornográfico (1)

[Artigo para o público acadêmico] Bolsonaro tem horror ao sexo e, no quadro do moralismo conservador em que vive, mostra pavor da pornografia. Todavia, Bolsonaro não sabe, mas ele é o primeiro candidato à presidência da República que é totalmente pornográfico. Ele é o fruto do nosso pedido ético por transparência. Ele é a exposição

A biologia de Nietzsche sem aspas

[Para o público acadêmico] Considero a professora Scarlet Marton a maior autoridade em Nietzsche da América Latina. Foi com ela que aprendi a dar atenção para a “fisiologia” de Nietzsche, a “biologia” de Nietzsche. Utilizei desses conhecimentos para escrever livros e artigos sobre o corpo, em especial o meu O corpo de Ulisses (Escuta, 1995),

Fim do Ministério do Trabalho?

[Artigo para o público em geral] Um ano antes do advento da República o Brasil eliminou o trabalho escravo, ao menos nos moldes tradicionais. Com a República, vivemos quarenta anos sem que o governo tivesse uma instância capaz de se entrepor na chamada disputa entre capital e trabalho. Do lado de patrões e do governo,

Karnal ensina errado o imperativo categórico

[Artigo para o público acadêmico] Não sirvo para patrão. Nem para chefe. Por uma razão simples: não sei mandar e odeio corrigir. Dou o exemplo, ensino, mas mandar e ficar corrigindo não é meu forte. Quando estava na universidade, ensinava dez vezes o mesmo aluno. Mas quando tinha de corrigi-lo no sentido de dizer para

Como ler Marx de maneira inteligente, ou seja, normal?

[Artigo para o leitor acadêmico] Marx é o filósofo que fez uma terrível e contundente crítica ao liberalismo. Essa crítica nunca foi anti-liberal. Era uma crítica pós-liberal, motivada pois claros desejos: primeiro, o de tentar dizer que o liberalismo não havia cumprido o prometido, em especial quanto à liberdade e à igualdade das pessoas, dos

Hume, o bibliotecário incendiário, o ego desinflado

[Artigo para o público acadêmico] Hume foi filósofo e trabalhou como bibliotecário. Que se saiba, não jogou livros fora ou os colocou em fogueiras. Mas deixou um escrito espantoso, ao menos para anti-nazistas e bibliotecários. Ele disse que muitos livros, especialmente os de metafísica e teologia, deveriam ir para as chamas. A fúria incendiária de

A civilização criada pelas mulheres mais velhas

[Artigo para o público em geral] Uma pequena reportagem da Folha de S. Paulo notou que as novelas da Globo estão apresentando, já há algum tempo, casais formados por mulheres mais velhas com homens mais novos, não necessariamente como personagens, ou seja, como tipos esporádicos. Essa revolução está ocorrendo no mundo todo, ela não é

La Casa de Papel – por que o sucesso?

[Artigo para o público em geral] “A tomada de consciência da individualidade é o verdadeiro individualismo” – Peter Sloterdijk Cruzei o parque Villa Lobos, aqui em São Paulo, escutando “Bela Ciao”. Era um grupo de jovens, todos negros, cantando. Sinal dos tempos. Época do êxito da série La Casa de Papel , onde a canção

A visão do baile a partir do senhor Karl Marx

[Artigo preferencialmente para o público acadêmico] Em uma nota de rodapé de O Capital, Marx escreve: “Quando o mundo parecia estar tranquilo, recorde-se, a China e as mesas começaram a bailar, pour encourager les autres” (1). Na época desse escrito, havia rebeliões anti-feudais na China e, na Europa, uma febre de misticismo do “Espiritismo”, nas

Joel Pinheiro e a saga dos meninos liberais

[Artigo indicado para o público em geral] Há um problema com os liberais jovens brasileiros. Eles não entendem o conflito. Ou pior, eles não suportam viver em conflito. E mais ainda, eles se acham acima de ideologias, uma vez que o liberalismo, como doutrina e ideologia hegemônica no Ocidente, se passa como o pensamento de

A conversação e a sociedade democrática americana

[Artigo preferencialmente indicado para o público acadêmico] A doutrina liberal tem um sucesso enorme nos Estados Unidos. Sabemos bem disso. Mas nem sempre nos lembramos de algumas peculiaridades dos americanos na adoção do termo “liberal”, e do como o ideário de John Locke acabou nas mãos de filósofos como John Dewey, John Rawls e Richard

O gênero literário inventado por Platão: a filosofia

[Artigo indicado preferencialmente para o público acadêmico] Tradicionalmente a filosofia se põe como um ir além. Ser filósofo é, ao menos segundo a fórmula consagrada pelo inventor do gênero literário chamado filosofia, Platão, um caminho de inquietação com o status quo presente, e uma tendência no sentido de ultrapassá-lo. Nesse afã, a história da filosofia

Marielle repõe o Brasil na sua polaridade correta

[Artigo para o público em geral] A política brasileira não pode se resumir a uma polaridade sobre “prender Lula” ou não. A terrível morte da vereadora Marielle, do PSOL, em 24 horas, remodelou tudo – e parece ter corrigido isso. A polaridade recolocada é a de “defensores dos Direitos Humanos e da civilização”, de um

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