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29/05/2017

Comportamento

A era do Bobo da Corte ou O Martírio dos Tímidos

Não tenho dúvidas que uma cultura que não valoriza pessoas tímidas pode se transformar no inferno de  um vedetismo insuportável. Aliás, no Brasil de hoje, ninguém mais, com bom senso, aguenta a superexposição de pessoas que reiteram o senso comum na mídia, principalmente com título de professor e até, ainda que injustamente, de filósofo. Hélio

A execração pública de José Mayer

NOS ANOS 60 o periódico Seleções do Reader’s Digest tinha o hábito de publicar histórias de crianças soviéticas que deduravam os pais para as autoridades do estado. Antes o socialismo que o amor paterno – era o lema. O símbolo do heroísmo soviético, segundo o periódico, era a degradação dos valores mais profundos do Ocidente,

Amor e feras de Calligaris

O amor não transforma ninguém. Quando se ama alguém e se acredita que esse amor vai transformar o amado, fazendo dele uma pessoa melhor, já se deu o passo para um poço cujo fundo são os espinhos da mentira. Caso o amor transforme, só o faz em aparência, e tão logo as coisas esfriem o

A mulher que não sabe cuidar da casa serve para casar?

Para casar devemos escolher um mulher bonita, inteligente, polida e, claro, honesta. É a chamada “boa moça”. Tudo isso pode parecer tradicional, mas é nesse quadro que são procuradas as moças que servem “para casar”, ao menos na chamada classe média. Se um tal produto é encontrado ou não, isso é uma outra questão. Todavia,

Eu sofro, então sou! O falso ódio de todos contra todos

Não há nada mais tolo que a ideia corrente na mídia sobre a “expansão do ódio”. Nenhum estatística registra grandes alterações, em fatos concretos, sobre a violência por questões de opinião ou práticas éticas diferentes. Crimes homofóbicos não foram ampliados. Estudos mostram que o que foi ampliado foi o registro desses crimes. Crimes políticos no

Novamente o psicologismo – um cocô perigoso!

A avalanche do psicologismo em favor de posturas autoritárias, do “cala boca”, ganhou a nossa época mais recente. É a arma mais utilizada pelos palestrantes midiáticos. Eles se livram de críticas acusando outros de disfunções psíquico-sentimentais. Mas não só, é também o que têm nas mãos para fazer as palestras, para tentar expor o que

Reeducação do nosso comportamento ativista

O filósofo Peter Sloterdijk tem um modo de ver o mundo que nos autoriza a dizer que certos ativismos são uma forma de dar peso gravitacional para quem vive num mundo leve demais. Creio que há muita verdade nisso, e em nada uma tal coisa desmerece os ativismos. Que mais e mais gente cuide de

Não se nasce mulher, torna-se – com maquiagem!

Era difícil para o grego ver beleza como alguma coisa distinta de harmonia. E essa harmonia ele não encontrava senão na organização do todo, ou seja, do cosmos. Uma tal palavra, kosmos, tinha como oposição exatamente a desorganização, kaos. A geografia do Mediterrâneo, na parte relativa aos gregos e suas colônias, fornece um conjunto de

Luiz Carlos Ruas, o homem

Luiz Carlos Ruas, quem é? O mais triste é ver o jornalismo brasileiro não tendo a mínima preocupação de chamar Ruas pelo nome, usando “o ambulante”. Ou seja, “um popular”. Ou: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. “Atrapalhando o Natal”. A essa altura do campeonato, três dias após o Natal, quando morreu, já era para

Todo mundo é obrigado a ter filhos?

80% das críticas ao papa Francisco são coisas de ranhetas reacionários, 19% são de gente com informação torta, 1% são críticas com algum fundamento, mas, assim mesmo, nem sempre corretas. O papa disse que não deveríamos nos reproduzir como coelhos. Depois disse que as mães estavam evitando ter filhos para ficar com cachorros, pois os

Natal em família, mas sem o Calligaris por perto!

Para meu amigo Contardo Psicanalista sério tem a obrigação de dizer que o mundo é torto, e que é mais torto ainda porque é uma projeção de nós mesmos, todos tortos. Calligaris é um psicanalista sério, ou até mais que isso, é genial. Os imitadores baratos que ele tem no jornal que escreve deveriam parar

As mães podem diminuir a crueldade no mundo

“Pau que nasce torto morre torto”. Bobagem, árvores se dirigem segundo o sol, o vento e os alimentos. Não entorta aleatoriamente. Pode endireitar. Homens podem ser melhores por conta das antropotécnicas de sua produção, que contém um ingrediente sempre presente, fundamental e constituinte chamado mãe. Nesse caso, esse ingrediente precisa exercer sua função que não

Calligaris, o único pessimista inteligente

Calligaris é um dos nossos melhores ensaístas populares. Ele é uma década mais velho que eu e duas décadas mais velho que os que, mentindo, dizem terem vivido os anos 60 e posam agora de “os mais velhos”. Atualmente são as pessoas entre setenta e oitenta anos que realmente viveram a revolução dos Sixties. Calligaris

Moral conservadora e linguagem

Somos mais conservadores hoje? Meu amigo professor Manoel Lucas Marthos tem exposto na Internet, aqui e acolá, vários elementos a respeito de nosso “admirável mundo novo”, o mundo do futuro que é, enfim, o que vivemos. Esse mundo é, na conta de Marthos, visivelmente mais conservador. No que tange a moral sexual, então, nem se fale. Qualquer

Inteligência de filhos tende ser mais materna que paterna – sabia?

As pesquisas últimas de cientistas que trabalham com neurologia, hereditariedade e inteligência, associados aos que trabalham com investigações sobre meio social e inteligência, mostram que traços tipicamente considerados como os da ordem da inteligência são passados pelo parceiro feminino. Essas pesquisas foram feitas em ratos, através de trabalho em genética, e com humanos, a partir

“Gorda e burra” – é preconceito?

“Aquela mulher é gorda e burra”. Não há nenhum preconceito nessa frase. Ela é puramente descritiva. Uma mulher gorda é descrita como gorda, uma mulher burra é descrita como burra. Descrever não é conceituar ou preconceituar. É difícil entender isso? Preconceito haveria se a frase contivesse implicação: “Gorda, então burra”. A implicação tradicional: se p,

Fê Minazzi acaba mostrando a direita emburrecida

Conhecem o personagem Fernanda Minazzi, a Fê Minazzi? É uma garota que faz uma petista retardada (pleonasmo). É bem engraçado, criativo. A garota fala mole, meio errado, cheio de jargão próprio do que alguns chamam de “garotona maconhada da universidade”. Um tipo de filha de Renato Janine Ribeiro com Marilena Chauí. Não dá para não

Dia dos animais – 4 de outubro

Defendo animais. Até aqueles que alguns dizem não merecer! Mas que não me venham com o discurso às vezes pouco inteligente do especismo. O cachorro é realmente diferente. Ele tem a ver conosco de um modo especial. Ele e o cavalo possuem brancos nos olhos, por isso um olhar humanizado. Ele, o cão, e só

Não há nada mais chato que ser palestrante

Quando era garoto, queria seguir como filósofo, mas tinha pavor de ser professor. Achava aquele trabalho de entrar em várias salas de aula e se repetir, a coisa mais enfadonha do mundo, até mesmo degradante. Quando me tornei professor e vi realmente que tinha que me repetir, e que até mesmo na universidade tinha que

Afinal de contas, o que é bullying?

Todos nós nascidos nos anos cinquenta conhecíamos a regra paterna, que valia até para as meninas: “voltou chorando por conta de apanhar na escola, apanha dobrado em casa”. Não sei se criamos uma geração muito boa com tal regra. Eu tomo lá meus remédios psiquiátricos! O certo é que no meio do movimento libertário, mas

Da maconha à misoginia

Soninha Francine era da MTV. Fazia um bom programa. Aí foi para a TV Cultura. Bom trabalho também. Mas uma vez pega de surpresa em uma entrevista, respondeu “sim” à pergunta se fumava maconha. Foi demitida por “justa causa”. A TV Cultura alegou que ela lidava com um programa de jovens, e não poderia incentivar

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