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16/12/2017

Cinema

Os dias NÃO eram assim

A Globo não conta a história da Ditadura Militar no Brasil na série Os dias eram assim. Conta uma narrativa sobre amor de algumas pessoas nos anos 70. Mas vamos escutar de muitos que ainda não aprenderam a ler o gênero literário chamado folhetim, dado a insuficiência do nosso ensino médio, que a Globo está ensinando

O eterno retorno em Black Mirror

A maior parte dos episódios de Black Mirror (TV Britânica, 2011-2014), que está agora na Netflix, diz respeito à interação homem-máquina. Mas não se trata de uma interação com qualquer máquina, e sim com as máquinas que funcionam no interior do cérebro humano, no casamento da inteligência artificial com a  inteligência natural. Associado a isso, uma

O meu professor abusador, ahh!

O magistério compensa? A frase agora é equivalente, desgraçadamente, àquela “o crime compensa?” O professor no Brasil ganha um salário de não-sobrevivência. A carreira não é mais atrativa. Falta professor. Os jovens que buscam a licenciatura logo tomam pé da situação e desistem. Com a deterioração salarial vem a moradia ruim, a roupa sem grife

Os “Oito odiados” não é um “Django livre”, infelizmente

Django livre é mais culto que Os oito odiados. E também mais sofisticado psicologicamente. No primeiro a trama tem como referência o que está na biblioteca da grande fazenda Candyland , o livro do escritor negro Alexandre Dumas (veja artigo), e também a complexa psicologia do vingativo negro capataz (Samuel Jackson), completamente diferente da vingança que move Django.

O macaco, minha esposa e eu

“O que é o macaco para o homem? Uma coisa ridícula ou vergonhosa”. Nietzsche confeccionou essa frase para lembrar que assim seria também quando o Übermensch viesse a se por diante do homem. Este, então, seria o ridículo e o vergonhoso.

O divórcio de Viviane para não sociólogos

Minha amiga do peito Susana de Castro, filósofa que trabalha na UFRJ, às vezes se insurge contra Israel. Por razões sentimentais e de formação, ela se alinha fácil a um vício da esquerda brasileira: fazer dos terroristas palestinos um problema inexistente, olhando apenas a população palestina sofrendo com as bombas israelenses. Quando isso começa a

“Diário da Esperança” estreia Peter Sloterdijk

Ao contrário do que as mais informadas e críticas sinopses indicam, Diário da esperança (A nagy füzet, Janoe Szasz, Hungria, 2013) (1) não é um filme de Guerra. Não tem a ver com a guerra. Se o tempo é o da II Guerra Mundial, isso é mero pretexto, não texto.

Alan Turing sem castração

Um colega contou que presenciou a seguinte cena ao sair do cinema, após ver O jogo da imitação (Morten Tyldum, Estados Unidos, 2014). Era um garoto informando outro de quanto o filme era bom, que contava a história da invenção do computador durante a Guerra etc., no entanto, ao final, alertou: “mas o Alan Turing,

O que é o ressentimento?

Tudo que se populariza sem cuidados dá frutos podres. O tema de ressentimento está nesse barco. Trata-se de uma noção tipicamente filosófica, mas por conta da popularização descuidada de Nietzsche, surgiram leituras incultas que só causam desserviço. Nessa linha, o ressentimento ganhou aspectos exclusivamente psicológicos e passou a ser utilizada numa guerra de todos contra

Finalmente chegamos ao mundo do divertimento

Estamos sem inimigos. Pela primeira vez em sua história, a burguesia e seus herdeiros, nós mesmos, os modernos escolarizados, estamos todos sem inimigos. Todas as doutrinas que faziam inimigos, o nacional socialismo, o comunismo e variantes disso já não existem mais. Bin Laden está morto. Talvez o próprio Terrorismo Internacional já tenha perdido sua condição

Sobre o que os homens falam

O feminismo mais inteligente ainda é aquele produzido pelos homens. Cesc Gay (não estranhem o nome!) é o diretor espanhol que produziu o que melhor vi do feminismo no cinema.  Falo da película Uma pistola en cada mano (Espanha, 2012) ou Do que os homens falam, no título brasileiro.

Capitão Nascimento é gay – só você não sabia!

Os negros têm o direito de ocupar o serviço público brasileiro sem que, para isso, tenham de deixar de serem negros. As mulheres também. Os travestis e anões também. Se um dia tivermos robôs por aí, eles também acabarão tendo direitos desse tipo. E para certos serviços, os cachorros já estão no serviço público, e

Estamos de rosto novo, Calligaris!

“Amor de máquina” não será um bom título no futuro. O artigo de Calligaris na Folha de S. Paulo (13/02/2014), principalmente pelo título, ainda neste século já não será mais entendido.

A internet é coisa do demônio

Woody Allen vira agora, nas mãos de moça magoada (como a mãe), e através de uma lembrança dela dos sete anos, um molestador de criança. Fácil! As pessoas com problemas querem acreditar nisso, e já divulgam na internet o veredito. Simples assim. Seymour ainda não esfriou no caixão e alguns já dizem que ele escolheu

O lobo de Wall Street

A ideia de que o mercado de ações é uma loucura é alguma coisa bem conhecida. A visão de que as pessoas ficam não só pobres e ricas, mas principalmente loucas quando aderem à vida do mundo da compra e venda de papéis, faz tempo que é amplamente divulgada. Todavia, com o filme The Wolf

O capitalismo de fêmeas

Um toque de pecado (Tian Zhu Ding, China, 2013) é um tipo de Pulp Fiction chinês? Paulo Francisco, meu filho que está estudando filosofia, acertou dizendo isso. O trabalho do diretor Jia Zhang-Ke lembra a película de Tarantino à medida que conta quatro histórias com desfechos sangrentos em um panorama de revolta e vingança. Todavia,

Blue Jasmine, mas para quem já viu o filme

Blue Jasmine, mas para quem não viu o filme Quase no final de Blue Jasmine (Woody Allen, US, 2013) ficamos sabendo que a heroína, Jasmine (Cate Blanchett), é quem detonou seu marido, Hal (Alec Baldwin) e, enfim, sua própria vida. Ela deu o telefonema para o FBI denunciando-o como sonegador (entre outras coisas).

Blue Jasmine, para quem ainda não viu o filme

Aqui: Blue Jasmine para quem já viu o filme Quando admitimos que a filosofia é uma invenção de Platão, então temos de vê-la como uma narrativa que busca a justiça – a cidade perfeitamente justa. Para que exista a justiça, ou seja, para que as coisas se ajustem, parece ser necessário que a verdade esteja presente.

A pedofilia de todos nós

Caçamos pedófilos. E às vezes covardemente. Isso porque não temos a coragem de perguntar qualquer coisa séria a nosso respeito. Como todas as outras patologias, pedofilia está em um espectro, não em um ponto. Isto é, há pedófilo e pedófilo. Mas não queremos saber disso. Não enfrentamos a pedofilia porque não enfrentamos a nós próprios,