Go to ...

on YouTubeRSS Feed

16/11/2018

Moro só será inteligível para os bons historiadores


[Artigo para o público acadêmico]

MORO nunca foi político. Durante muito tempo, jamais cogitou uma tal profissão.Todavia, como juiz, adquiriu fama e, em um dado momento, passou a considerar essa possibilidade. Não a de se tornar político pela via de um cargo no legislativo, mas por alguma oportunidade no STF ou em algum ministério. Creio que não chegou a fazer planos e levar a sério um tal pensamento. Mas viu que tinha potencial. Deixou a ideia na gaveta. Chegou mesmo a se esquecer dela no dia-a-dia, e não trabalhou por ela tenazmente, como muitos ambiciosos fazem.

Mas nós todos não somos donos das teias em que nos enredamos, mesmo sendo nós as aranhas que as ajudam a se constituir. E então, a trama do destino fez ele, Moro, ser o que o PT queria que ele fosse. Moro nunca conversou com Bolsonaro e, de certo, se é que passou pela sua cabeça que um dia poderia ter portas abertas para algum cargo maior, pensou que isso viria pelas mãos do PSDB. Mas eis que a coisa veio por onde ele não esperava, nem nós: Bolsonaro. O presente saiu melhor que a encomenda, ainda que a encomenda nem tenha sido feita. Vindo por Bolsonaro, um tal presente trouxe para Moro, também, o álibi que não serve para o PT, mas que serve para ele próprio, para a sua consciência. Qual? Este: ele nunca esteve próximo de Bolsonaro.

Moro agora é o ministro da Justiça. Pode ter o desprazer de conviver com muitos que ele julgou e condenou, ou com outros que ele facilmente condenaria. Mas isso tudo é passado, agora Moro perdeu para a historiografia que virá. Não conseguirá contar comigo para ajudá-lo. Não terei forças. Ninguém terá. Nós todos, intelectuais, seremos devorados pela versão petista que já está pronta, a do “golpe”.

Não entender essa história de Moro é não ser apto para as ciências humanas. É não compreender como que algumas pessoas realizam seu destino de uma maneira que nos faz realmente acreditar em destino traçado; é e não perceber que, por conta desse tipo de enredo em certas histórias, é que nasceu a literatura trágica.

O trágico é exatamente isso: o personagem não pega o caminho do destino, mas eis que, em determinado momento, tudo conflui para que os observadores possam dizer que ele não só pegou o caminho do destino mas, também, não tinha como não ser assim. Os observadores dizem: “ora ora, eu já sabia, ele não iria escapar disso, cumpriu seu destino”. Não é propriamente a verdade, talvez, mas a literatura trágica adora fazer isso. Essa é a principal característica do tragicismo.

Alguns entenderão as coisas como as descrevo aqui. Ponho hipóteses e sofistico o texto por meio da ideia de comparar a história de Moro com a história de um esquema da tragédia. Mas uma boa parte irá preferir a narrativa do senso comum, que favorece a versão do PT, e que será a de dizer que Moro não cumpriu seu destino, ele fabricou seu destino; nessa versão, ele mesmo desde o início teria tentado prender Lula para que a eleição fosse feita sem o ex-presidente. Moro não conseguirá fazer valer a minha versão, essa metanarrativa que tracei, usando a ideia do esquema trágico. A versão do PT ganhará a população e irá completar uma outra, talvez até mais tola, mas muito eficaz, a de que a atitude de Moro completou o que já se vinha fazendo pela “trama das elites”, por meio do Impeachment, ou seja, do “golpe”. Moro no governo Bolsonaro seria, então, a apoteose do “golpe”. Caso o PT disputasse com Alckmin ou com Ciro ou com Marina e ocorresse então o mesmo convite para Moro, o PT diria a mesma coisa.

O resultado disso tudo, para as ciências humanas, é que temos mais um episódio daqueles que fazem o historiador ter de saber literatura e filosofia. Ao mesmo tempo, para a própria história dos historiadores profissionais, tudo isso irá provocar uma baixa teórica na produção historiográfica a respeito do ciclo iniciado em 2013 e encerrado agora, em 2018. Muitos endossarão a ideia de um Moro jamais honesto, sempre mancomunado com “forças ocultas”, voltadas contra Lula.

Por sua vez, Lula aposta nisso. Aposta também em tirar Ciro da jogada, mais uma vez, e sair da prisão um dia como um Mandela. Não apostem muito contra essa minha hipótese aí, podem perder. Quem sabe se Lula não tem um pacto com o demônio? Ninguém sabe. Pois a sorte dele sempre retorna!

Paulo Ghiraldelli Jr., 61, filósofo.  Escrito às 03 da manhã do dia 01, antes da conversa de Moro com Bolsonaro sobre o ministério, ou cargo no STF.

PS. O GRANDE PROBLEMA DAS histórias em que tudo, ao final, aparece como tendo sido um plano (da “mão invisível”, da “astúcia da razão” ou mesmo de um gabinete de deuses manipuladores), é que elas, se fossem verídicas, logo virariam uma pedagogia para cada um de nós. Então, aprendida uma tal pedagogia, nenhum povo ou indivíduo erraria em sua vida. Os mais velhos planejariam tudo, com tal pedagogia, e cumpriríamos nossa passagem na Terra como comandantes supremos. Explicar isso para um petista ou bolsonarista é impossível. Mas não desisto. Pois há petista ou bolsonarista cuja mãe descuidou, e ele foi criado por uma tia e não ficou tão imbecil.

Tags: , , ,

74 Responses “Moro só será inteligível para os bons historiadores”

  1. Luciano
    01/11/2018 at 20:52

    24 anos de magistratura jogados na latrina pra se subordinar ao Bolsonaro! Repercutiu muito mal na imprensa internacional, que comprou a tese do PT sem o esforço do partido. O prestígio da Lava Jato vai pro ralo. Olha o que o ego do sujeito fez.

  2. Letswine
    01/11/2018 at 19:38

    Então na sua análise o Moro estaria vagando por aí sem se dar o mínimo de discernimento próprio? Ou seria só mais uma possibilidade nessa série de outros caminhos? Então que como observador as coisas pareçam às vezes mais esclarecidas mas ainda acho desconfio em parte da ingenuidade do Moro, me contaminei pela versão do pt inconscientemente kkkkkk
    Muito obrigado pela análise de toda forma

    • 02/11/2018 at 00:27

      O que um filósofo pode fazer é fornecer narrativas que colocam outras narrativas em confronto, nada além disso.

  3. Luís Otávio Bau Macedo
    01/11/2018 at 18:55

    Considero que as ações de Moro na condução do caso Lula favoreceram a argumentação petista. Parece que a Lava-jato frente à possibilidade da eleição de Lula, considerou válido adotar ações juridicamente heterodoxas. O sr. não considera que foi uma estratégia mal-sucedida, pois além de possibilitar o fenômeno Bolsonaro, ao mesmo tempo tornou crível o argumento de vitimização do PT?

  4. AS
    01/11/2018 at 18:54

    Nao moro no Brasil ha’ muito tempo… e escuto, leio do roubo do PT. Houve roubo ? Todos dizem… claro !! Ok… onde esta’ o dinheiro roubado ? Acharam alguma conta em algum paraiso fiscal ?
    So’ tenho essa duvida… obrigado pela atencao.

  5. Mauricio Müller
    01/11/2018 at 18:28

    Boa Tarde Paulo. Não sei se “nem ele sabia”, mas, no decorrer de sua fama, ele deu muitas mostras de seu “apetite” por holofotes. Temos que considerar os personagens a sua volta, também. A esposa, não parou mais de dar mostras de deslumbramento exacerbado e pueril há bastante tempo. Arrisco a dizer, sem falsa modéstia, que eu sabia que ele almejava a fama e o poder há alguns anos (talvez, desde sempre) e que ele aceitaria um cargo de relevância do vencedor, fosse ele quem fosse (não do Haddad, evidentemente. Abraço

    • 01/11/2018 at 19:22

      Um bom historiador terá de considerar esses elementos, mas nunca achar que ele mentiu sempre.

  6. Fábio
    01/11/2018 at 18:20

    Desculpa professor, mas a narrativa do Lawfare de nada tem a ver com o Moro aceitar ou não ser ministro do presidente eleito. Ela apenas reforçam rumores, mas sua existência remota anos atrás. Muitos intelectuais do direito internacionalmente (que reconhecem o Direito nacional como exemplar) e nacionalmente defendiam que o juiz sob suspeita deveria deixar para outro julgar. É impossível só ter um juiz bom nesse Brasil. Ao invés disso continuaram e “vazar” informações em horas oportunas etc. Em resumo, se você quiser defender essa narrativa do trágico, da história de Ulisses (aquele do James Joyce em que na vida do homem moderno acontece de tudo não em 10 anos, mas em um único dia) vai ter que fechar os olhos para muitas coisa do passado.

    • 01/11/2018 at 19:23

      Fábio, meu assunto não é esse, acho que você não entendeu o meu texto. Meu texto é sobre o trágico.

  7. Nilo Garcia Silveira
    01/11/2018 at 17:45

    Boa tarde Prof. Paulo Ghiraldelli. Tenho assistido seus vídeos e tenho apreciado muito suas provocações, que me causam várias reflexões. Lógico que não concordo em 100% com seus pensamentos. Agora, essa sua posição de apoiador do Juíz Moro diverge frontalmente da minha. Esse juíz vem exercendo atividades políticas desde o início da tal operação lava-jato. Alguns exemplos: vazamentos para a mídia (são ilegais segundo a lei), condução coercitiva sem a prévia convocação para depoimentos (também ilegal), escuta telefônica da presidente (estava fora do seu foro) ilegal, fora do horário, tudo isso coincidindo com momentos políticos críticos. Que ele não tinha essa pretensão de ser ministro, legislador, político, tudo bem, mas ignorar que ele vem exercendo atitudes políticas é ser tolerante demais. No meu entendimento, um juíz deve exercer o direito e não a justiça. Se um juíz agir como justiceiro ele está fadado a exercer a sua justiça, e não o direito ditado pelas leis. Graças as várias excessões desse processo, vários corruptos e corruptores ganharão o atestado de inocência pelo Estado Brasileiro, quando não, já desfrutam de boa parte da riqueza, fruto dos seus roubos, em suas luxuosas prisões domiciliares. Eu não sou PTista, e também não acredito que o Lula seja um anjo, agora, ele precisa ser julgado e preso, conforme a constituição dita: após transito em julgado, segundo as leis e não segundo o senso de justiça de um juiz. Até parece que o Moro é o único juíz no país apto a tal julgamento. Para mim, o Moro é suspenso desde o início. Eu gostaria muito que houvesse um movimento da justiça brasileira completamente imparcial, sereno, sem a luz dos holofotes, rigoroso, racional com relação a manutenção das empresas e a punição das pessoas, e que atingisse a todos, independente da sigla partidária ou do espectro ideológico.?

    • 01/11/2018 at 19:24

      Nilo, acho que você não entendeu que meu blog é de filosofia e meu texto não é sobre “a verdade de quem
      é Moro”, mas sobre a narrativa trágica e outras, e quem terá mais chance com suas narrativas.

  8. 01/11/2018 at 17:39

    Creio que a narrativa que prevalecerá será ditada pelo rumo que os próximos anos tomarão. Por isso concordo que será a versão do PT.

    No mais, um baita texto. Obrigado por ele, atacando os melindres, mas não inocentando ou condenando os atores.

  9. Cosme José
    01/11/2018 at 17:30

    Professor, será que o Moro foi tragado pelo pecado da Luxúria “deixar-se dominar pelas paixões” mesmo sabendo que não é Político deixou-se ser seduzido pelo canto da sereia.

  10. Denis Amauri
    01/11/2018 at 17:23

    O tempo é senhor dos senhores, ligamos os pontos, mudamos os pontos e existem pontos obscuros que ficam para depois. Assim se constrói um história e, os historiadores terão um grande pepino, para elencar quais foram os acasos do destino desse mecanismo, no qual adentrou Sérgio Moro. Será vilão? Será Herói? Será apenas mais um superego? Ou superministro? Enfim essa história terá um final sinistro.

  11. Evandro Ramalho
    01/11/2018 at 17:19

    Professor Paulo Ghiraldelli te agradeço muito pq comecei assistir seus videos e vc conseguiu abrir
    minha cabeça te agradeço muito

  12. 01/11/2018 at 16:11

    Boa Tarde Professor Paulo Ghiraldelli,

    Sou inscrito no seu canal e sempre assisto os seus vídeos. Gostaria que o senhor explicasse um tema que me é muito caro. HUMANISMO. É possível ser HUMANISTA sem se ligar a partidos ou ideologias? Se esse assunto puder ser explicado em um dos seus próximos videos seria muito proveitoso em tempos tão radicalizados como o que vivemos. Obrigado pela atenção.

    • 01/11/2018 at 19:28

      Claro que sim, o Humanismo é uma perspectiva que nasce no Renascimento, desloca Deus e coloca o homem no centro do universo. Erasmo de Roterdã é seu propagandista e seu crítico, no Elogio à loucura.

  13. Augusto Andrade
    01/11/2018 at 15:14

    Professor, o senhor acha que, após o fracasso da operação BANESTADO, caso de corrupção muito mais volumoso em termos de grana e corrupção, o Lula se transformou em uma obsessão, em um troféu para o Moro?

    • 01/11/2018 at 15:36

      Era um troféu para vários, e ele, Lula, confiou na sua popularidade para continuar roubando e achando que não pegariam o troféu. Pegaram, mas estão para devolver.

  14. Douglas Aparecido de Morais
    01/11/2018 at 14:58

    No atual cenário a impressão que tenho, é que duas forças disputam o poder e se retro alimentam, usando as instituições democráticas.

  15. alexandre duarte rodrigues
    01/11/2018 at 14:48

    A vaidade apareceu agora mas certamente ela já se mostrava, então qual é o sentido de abrir mão de uma postura isenta e apartidária para agora ser alguém contestado em seus julgamentos, agora aceita um cargo de ministro para um ministério de superpoderes da Justiça, de um governante corrupto, misógino, machista, racista sendo que tudo isto é proibido na lei, e pior vai eternizar a dúvida que o PT realmente errou e se corrompeu. Lula que de bobo não tem nada já tinha dito a ele para ser político e que deveria se candidatar pq certamente já tinha visto um certo reflexo na vaidade. Será que somos todos ingênuos ou somos otários mesmo neste enredo, será que Moro quer ser o principal personagem desta tragédia. Me lembrei também do filme Advogado do Diabo com a parte “Vaidade é meu pecado Favorito”

    • 01/11/2018 at 14:53

      A gente muda no decorrer da nossa história e não sabemos quando vamos nos desmentir.

  16. Luciano
    01/11/2018 at 14:21

    Eu entendi, Paulo. Mas não concordo com sua visão. O primeiro ato político foi a divulgação daquele áudio ilegal da Dilma com o Lula, que não deveria nem ter sido gravado, quanto mais ser divulgado. Além disso na mesma ocasião ele divulgou um áudio da dona Marisa criticando as manifestações que a direita fazia naquele momento. Foram movimentos calculados pra inflar mais as ruas. Mas independente do que eu ou vc pense, e vc pode estar certo em tudo no seu texto e eu totalmente equivocado, a versão petista vai colar. É uma questão de ego, o objetivo final é ser ministro do STF, pra isso usou a lava jato e o Lula como trampolim. É um canalha no final das contas.

    • 01/11/2018 at 14:23

      Luciano, essa sua versão é a do PT e essa vai vingar, mas está errada. Nem Moro sabe que ele queria o poder. Se as coisas fossem simples como você quer, se pudéssemos planejar nossas vidas assim, nossa história humana seria fácil.

  17. Tony Bocão
    01/11/2018 at 14:16

    Mas ele tem coragem em pedir exoneração de um cargo estável para uma aventura com o Bolsa de coco, quem me garante que ele não pode dar uma louca e demiti-lo em um estalar de dedos, antes de aparecer uma vaga no STF? E se um provável fracasso do governo, o povo esquecer os crimes do PT (bate na madeira) e voltarem fortes em 2022 ? Será que ele teve nem um frio na barriga ? nenhum corvo gritou ?

  18. RAFAEL CABRAL RIBEIRO
    01/11/2018 at 14:11

    Mestre, eu sou avesso a teorias conspiratórias, mas não posso deixar de, neste momento, unir vários fatos que ocorreram e que talvez devam ser visto de forma sistêmica e não isolada. A atuação do Moro e dos Promotores da lava jato no intuito feroz de condenar o Lula, a intensa agenda dos mesmos com agentes americanos(politicos, juridicos, diplomaticos,…), rápidas denúncia e condenação em primeira e segunda instância do Lula, liberações estratégicas de telefonemas e delações, ajuda americana na campanha do Bolsonaro, admiração explícita(quase subserviente) do mesmo com o Trump, aproximação imediata com as pautas americanas(jerusalem, china, armas, venezuela,..), reunião ontem com diplomata americano, “nomeação” hoje do Juiz Moro. O Sr. enxerga alguma ligação possível entre estes fatos? pois a mim me parece minimamente uma intervenção americana nas eleições, podendo ser algo maior. Abs

    • 01/11/2018 at 14:19

      Rafael, meu texto diz o que eu penso. Meu vídeo ajuda, já viu? Nem Moro sabia que ele queria o poder que quis agora.

  19. Caetano
    01/11/2018 at 14:02

    Pois é professor, um acontecimento curioso. As acusações do PT mudaram de pura retórica em profecia. E Moro, tragado por um enredo trágico, deu ouvidos à vaidade. Possivelmente não haverá um deus ex machina que salve sua biografia. Mas parece que Lula teve seu salvamento.

    • 01/11/2018 at 14:06

      Caetano, gosto quando um leitor entende meu texto. Obrigado.

  20. JOSÉ FERNANDO DA SILVA
    01/11/2018 at 13:57

    O PT é uma agremiação que se nutre da proliferação de ideias inadequadas (no sentido spinozista).

  21. Claudiana Silva LIma
    01/11/2018 at 13:45

    Paulo, você pode está certo e Moro não queria ser politico, mas na minha opinião ele sempre quis poder. E mesmo que o Bolsonaro não estivesse nos planos dele lá atrás, alguém estava. Onde fica o Temer e seus aliados neste cenário de planejamento?

    • 01/11/2018 at 14:06

      Claudiana, nem ele mesmo, Moro, sabia que ele queria isso que quis agora.

  22. LMC
    01/11/2018 at 13:32

    O modelo de governo do Bolsonazi
    vai ser uma mistureba dos EUA de
    Trump com o Chile de Pinochet.Aguardem.

  23. Giuliano Garcia
    01/11/2018 at 13:07
    • 01/11/2018 at 13:17

      Garcia, sim, o esquema de utilização do PT será este.

  24. Hilquias Honório
    01/11/2018 at 12:52

    Sim, eu falo da “máscara” como a teoria que o PT e boa parte das esquerdas vão usar para atacar o presidente e Moro. O Luciano já foi por esse caminho. Ha ha ha…

  25. Leomar
    01/11/2018 at 12:38

    Olá Paulo Ghiraldelli, tenho inúmeras discordâncias em relação as suas análises, porém algumas concordâncias, afinal é as diferenças que também nos constroem. Apesar de não ser filiado ao PT, tenho inúmeras críticas aos governos petistas (assim como você, porém algumas diferenças nas mesmas). No entanto, preciso discordar de você, Moro sempre foi político (não vejo problemas nisso) o problema é usar a toga para isso, o PT sofreu um golpe parlamentar, jurídico, midiático etc. Moro, assim como a hegemonia do aparato judiciário e das forças armadas e polícias militares e civis odeiam povo, ainda é uma relação entre senhores e escravizados que tem seus intermediários como capitães do mato nas funções estratégicas do aparato burocrático do Estado e em algumas frações da classe média.

  26. Renato Ferreira de Faria
    01/11/2018 at 12:21

    Professor ! Obrigado… Mas mesmo que o Moro não tinha ambição tal, fato é que o mesmo conseguiu. Idto, todabia, prova que devemos tomar cuidado com o que desejamos. Na minha humilde manifestação eu acredito que o governo Bolsonaro será corrupto e esta imagem imaculada de todos se perderá… Por fim, o Moro no poder é como o mestre disse, a apoteose do golpe.

  27. Luciano
    01/11/2018 at 11:38

    A máscara caiu . A versão petista vai colar.

    • 01/11/2018 at 12:44

      Eu não falei que era máscara, se você assume que era, não entendeu meu texto.

  28. Hilquias Honório
    01/11/2018 at 11:24

    Moro acaba de aceitar! Não gostei, mas fazer o que? E esse Edson foi engraçado! (Cada coisa…)
    E vai ser como o professor diz mesmo: ontem na sua entrevista para a Folha, o Ciro comentou algo do tipo “finalmente ele se assumiu político, juiz nunca foi”. Quase que esperando o momento de a “máscara do Moro cair”. Tempos estranhos!

    • 01/11/2018 at 12:45

      Não há máscara, Moro não queria ser político.

  29. LMC
    01/11/2018 at 11:19

    Pois é,a esposa do Moro comemorou
    a vitória do Bozonaro no Instagram,o
    pai do Moro foi do PSDB e o Ciro disse
    que Moro não é juiz,é um político.Só
    falta chamar o Pondé pra Ministro da
    Educação.kkkkkkkkkkk

    • 01/11/2018 at 12:45

      Tudo isso que você falou não mostra nada, nadinha.

  30. Edson
    01/11/2018 at 09:39

    Assim como com a Jananaina você não entendeu que são apenas fanáticos inimigos das esquerdas,são Kataguris daqueles que vicejam na área jurídica. Só que quando esse Moro aí for buscar em Washington o troféu de destruidor das esqueedas brasileiras o Trump vai dizer que o trato foi firmado com Obama .

    • 01/11/2018 at 10:11

      Edson eu escrevi o texto exatamente para tentar educar pessoas como você, que são cabecinha dura. Não consegui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *