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11/12/2018

Menos Médicos: até agora, só “viés ideológico”.


Fui um dos primeiros a escrever criticando o Mais Médicos com cubanos. Eu disse, na época, que era necessário acertar parâmetros da legislação deles com a nossa e, além do mais, ver a questão legal dos diplomas. Isso poderia ser feito. Bastava a criação de uma comissão de estudos, mesmo com o programa já iniciado.

O governo Dilma não fez isso e, pior, não deu condições de trabalho para os cubanos. A esquerda me atacou, dizendo o de sempre: “antes um médico que nenhum”. Eu respondi: “um médico sem condições pode cometer erros médicos e ter de ser responsabilizado individualmente por isso”. A esquerda triplicou: “você é coxinha!” Deixei de lado. Petista é um animal inconversável.

Agora, o problema voltou. E Janaína Paschoal soltou uma nota horrível, dizendo que se os cubanos quiserem ficar, podem ficar, que Bolsonaro os salvará do “trabalho escravo”. Tive de responder. É o que segue.

O QUE JANAÍNA PASCHOAL NÃO ENTENDE?

Ainda que professora da USP, minha colega portanto, Janaína não sabe o que é um convênio de profissionais, acertado entre dois países. Os cubanos trabalham com repasse de dinheiro para Cuba, claro, pois eles querem contribuir para o país, para a faculdade em que estudaram de graça. É a chamada “contrapartida social” que, enfim, de certa forma, também existe no ensino brasileiro para mestrado e doutorado. Aliás, existe em todo lugar do mundo. Agora, se isso não é aceito na legislação brasileira, é fácil montar uma comissão bilateral que estude o caso e proponha formas de convívio entre a Medicina Cubana e a Medicina Brasileira, obedecendo a nossa legislação. Afinal, os cubanos estão em dezenas de outros países com o mesmo programa. 

O programa cubano não é interessante para Cuba somente, é muito mais interessante para o Brasil, na atual circunstâncias. Pois tirar o médicos das cidades onde estão, a essa altura do campeonato, é prejuízo para a população brasileira mais pobre. Não há no horizonte uma cobertura para o vazio que se vai abrir.

Poderíamos estudar formas de manter o convênio, e ao mesmo tempo mudar o eixo de fluxo de profissionais.  Aliás, poderíamos fazer como os americanos fizeram. Várias faculdades americanas criaram convênios e colocaram seus alunos em escolas cubanas, para se desenvolverem em medicina geral e medicina de família, que são de amplo caráter preventivo (um programa criado pelo médico Tchê Guevara). Com isso, poder-se-ia estabelecer uma situação de transição entre a volta desses estudantes para ocupar os lugares deixados pelos cubanos, num programa de médio e longo prazo. Enquanto isso, o governo brasileiro iria melhorando as condições dos locais onde esses cubanos hoje clinicam, que são locais que ninguém quer ficar. Tudo isso é fazer política, coisa que Bolsonaro e Janaína não querem. Pois atuam com viés ideológico à direita.

Paulo Ghiraldelli Jr. 61, filósofo.

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11 Responses “Menos Médicos: até agora, só “viés ideológico”.”

  1. luís gustavo
    19/11/2018 at 21:28

    Paulo tenho acompanhado seus vídeo sobre direita e esquerda. Concordo em muitos pontos. Acho pouco informada (para dizer o mínimo) a ideia de chamar o nazismo de esquerda. Todavia, acho também que alguns pensadores fizeram uma aproximação entre stalinismo (socialismo real) e o nazismo. A mais notável é Hannah Arendt. Por essa perspectiva ambas ideologias (totalitárias) quando transpostas para o âmbito das práticas políticas possuem muito em comum. Talvez por essa semelhança de práticas, pessoas tomam como verídica a aproximação de nazismo, socialismo real (stalinismo) e “esquerda” no sentido amplo. talvez vc deva trazer esse elemento nos seus vídeo para o público em geral. Obviamente que não concordo com essa associação, normalmente promovida pelos ideólogos de extrema-direita. Para eles toda esquerda são variações do stalinismo. Enfim.

    abraço

  2. Cruz
    19/11/2018 at 11:56

    Conhecendo o modelo cubano de Medicina familiar.

    A medicina de família em Cuba tem sido associada ao desenvolvimento do sistema de saúde que, durante o período revolucionário, garantiu a realização de sua ordem social mediante a implementação de um conjunto de programas destinados a alcançar um estado de saúde da população que corresponda à prioridade política estabelecida no país. Estes foram desenvolvidos na atenção primária à saúde porque tinham como objetivo promover a saúde, prevenir e controlar riscos, doenças e danos, sendo a maioria dessas ações realizadas por prestadores de serviços nesse nível. Estes incluem o programa de atenção materno-infantil, vacinação, prevenção e controle de doenças infecciosas e transmissíveis, o controle de doenças crônicas, o cuidado ao idoso.

    Com base nas condições criadas na esfera social e, em particular, no sistema de saúde, o modelo de médico de família foi implementado em 1984, gerando uma importante mudança na organização e nos métodos de saúde pública. Era necessário colocar esse profissional como responsável pela saúde dos indivíduos, das famílias e do meio ambiente. Isso respondeu à ideia do comandante em chefe, Fidel Castro Ruz, de criar um médico diferente e um novo especialista que ajudaria a alcançar melhores níveis de saúde e aumentar o nível de satisfação da população.

    Em 1988, foi elaborado o Programa de Trabalho do Médico da Família e da Enfermeira, da Policlínica e do Hospital. Este programa integrou em um sistema único ações que respondiam às ideias que nortearam a implementação do novo modelo de atendimento.

    Nos anos 80, surgiu uma nova especialidade médica, a medicina geral abrangente, como especialidade efetora dos serviços de atenção primária à saúde. Devido à sua origem, esta especialidade constitui um elemento renovador e revolucionário dentro do sistema, tanto no bem-estar quanto na ordem de ensino. A presença deste especialista permitiu uma importante modificação do quadro de saúde da população cubana, melhorando notavelmente nestas cinco décadas.

    Com base no desenvolvimento alcançado na atenção primária à saúde, no quadro de saúde da população e nas mudanças realizadas no sistema de saúde com base em sua melhoria contínua em 2011, foi realizada uma melhora que resultou em um documento denominado ” Programa do Doutor e da Enfermeira da Família “ratificando-se como uma versão renovada do programa implementado nos anos oitenta.
    Situação de saúde em Cuba pré-revolucionária e início dos anos sessenta
    Antes de 1959, Cuba foi a falta de higiene ambiental, os níveis nutricionais muito baixas, elevadas taxas de mortalidade infantil e materna, a expectativa de vida de baixo, elevada morbidade e mortalidade de doenças infecciosas e parasitárias, fraco desenvolvimento de sistemas de serviço com um atenção médica limitada ao consultório particular e alguns serviços externos em hospitais e clínicas com um caráter eminentemente curativo. A atividade docente foi realizada apenas em Havana, fundamentalmente reduzida à teoria, desconectada dos problemas de saúde, da saúde e realidade social da população.

    Quando a Revolução triunfou, havia cerca de 6 mil médicos concentrados na capital do país. Como parte das manobras do governo dos Estados Unidos para derrotar o processo triunfante, o êxodo de quase metade desses profissionais foi promovido.
    O Sistema Nacional de Saúde foi fundado na década de 1960 e estabelece seis princípios básicos até hoje:

    Estado e natureza social da medicina

    Acessibilidade e serviços de saúde gratuitos

    Orientação profilática e promocional

    Aplicação adequada de avanços em ciência e tecnologia

    Participação da comunidade

    Colaboração internacional

    Estes princípios representam um Sistema Nacional de Saúde universal, livre, acessível, regionalizado e abrangente, disponível a todos os cidadãos, independentemente da sua afiliação política, cor da pele, sexo ou crença religiosa; com ampla participação social e intersetorial e uma profunda concepção internacionalista.
    Modelo do médico de família
    Em resposta à necessidade gerada pelas condições de saúde e padrões de vida alcançados na década de oitenta, inicia-se o modelo do médico de família. Além disso, o programa é estabelecido em sua primeira versão e a General Comprehensive Medicine surge como uma especialidade médica. Em 1984 este modelo começou como o plano das 120 famílias. Em 1988, passou a fazer parte do “Programa de trabalho do médico de família e enfermeiro, da policlínica e do hospital”.

    Com a incorporação do médico e do enfermeiro da família à clínica na comunidade e em outros locais, há transformações positivas no atendimento médico ambulatorial. Isso levou a mudanças nos programas de saúde e nas formas de avaliação e controle, valorizando os resultados por meio das ações realizadas e das modificações qualitativas alcançadas e não no alcance de metas numéricas.

    As atividades foram programadas a partir das famílias, sem esquecer as ações individuais que correspondem aos grupos priorizados. Nos objetivos do programa, o pensamento médico foi agrupado em fins de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento oportuno e reabilitação. Os aspectos higiênico-sanitários e sociais foram incluídos levando em conta a integração com todos os fatores da comunidade. Os profissionais tiveram que alcançar o status de especialistas altamente qualificados através de um processo de ensino baseado nas experiências de sua prática na comunidade.

    Desde sua implementação, o programa levou em conta os componentes, os instrumentos e os direcionadores da atenção primária à saúde, bem como os princípios da saúde pública e as particularidades da medicina familiar cubana. Seu limite geográfico era o território nacional e seu universo incluía a população residente no país. Cada policlínica, concebida como área de saúde, define o número de clínicas para garantir atendimento integral a uma população que não ultrapassa 1.500 habitantes.
    O médico de família e enfermeiro compõem a equipe básica de saúde que organiza seu trabalho de acordo com as necessidades de sua população usando a dispensarização. o dispensarization como o processo organizado dinâmico, contínuo e permite a avaliação ea intervenção planeada no estado de saúde dos indivíduos e das famílias, bem como classificação de grupo é definido como a condição de supostamente saudável, com riscos, doentes ou deficientes em o caso de pessoas e famílias com ou sem problemas de saúde.

    A equipe básica de saúde utiliza a análise da situação de saúde de sua comunidade para desenvolver ações que contribuam para a sua solução. Esta análise tem como objetivo identificar as características que afetam a saúde da população, bem como os problemas apresentados por indivíduos, famílias e comunidade como um todo. Este processo visa compreender as causas e consequências dos diferentes problemas identificados, concebidos como um tratamento interdisciplinar e flexível na sua aplicação. Para sua realização é necessária uma análise integral relacionada ao contexto, aos riscos, aos serviços de saúde, aos danos à saúde das pessoas e famílias, bem como à participação da população e de outros setores na solução dos problemas presente na comunidade.

    O grupo de trabalho básico é uma unidade organizacional da policlínica composta por no máximo 20 equipes básicas de saúde que se ajustam de acordo com as características da comunidade. Também integra um especialista em medicina interna, ginecologia e obstetrícia, pediatra, psicólogo, enfermeira licenciada, dentista, estatísticas técnicos, um ou dois técnicos de higiene e epidemiologia e assistente social. Um médico especialista em medicina geral, com categoria docente, dirige esse grupo, pois desenvolvem e participam dos processos de ensino pré e pós-graduação, além das funções assistenciais e administrativas.
    As atividades da equipe básica de saúde são organizadas em consulta e no campo, desenvolvem a renda no domicílio, realizam a guarda médica, interconsultas e outras atividades na policlínica. Além das atividades do escritório, o programa estabelece as da policlínica e do hospital.

    A partir do desenvolvimento alcançado, tornou-se pertinente renovar este programa. Sua atualização baseou-se nas transformações do sistema e nos estados de opinião da população, mantendo a concepção do médico de família como “guardião da saúde” e integrando os elementos essenciais dos anteriores. Em 2011, o Programa Médico de Família e Enfermeira foi apresentado como uma versão renovada do programa implementado na década de 1980.
    Medicina geral abrangente como especialidade médica efectora do modelo do médico de família

    A implementação e generalização em todo o território nacional do modelo de médico de família, juntamente com as transformações na estrutura assistencial, exigiram uma importante revolução na área acadêmica.

    Entre as mudanças no processo educacional, foi estabelecido que a maioria dos formandos completou seus primeiros anos de serviço na atenção primária à saúde e uma alta porcentagem deveria ser treinada como especialistas em medicina geral abrangente. As primeiras experiências começaram com um grupo de residentes fazendo a especialidade da policlínica. Outro grupo semelhante foi localizado em seus escritórios, fazendo o seu trabalho como médicos das 120 famílias.

    O programa de especialização tornou-se massivo para conseguir uma cobertura de quase 100% da população com cuidado pelo médico de família. A nova especialidade envolveu projetar como cenários de ensino a policlínica e a clínica na comunidade, ampliando assim os limites da universidade.

    A comunidade, a família e o indivíduo constituem o objeto de estudo e o trabalho da medicina geral abrangente como especialidade. O residente é treinado sob o princípio da educação no trabalho, localizado como um médico de família em um escritório onde ele desenvolve seu programa de treinamento realizando rotações através da policlínica e hospitais.
    O programa de treinamento da especialidade em medicina geral abrangente teve em 1985 a primeira versão7. Em 1990, uma versão provisória foi publicada8 e, em 1999, foi modificada novamente. A partir das transformações realizadas no curso de graduação, em 2004, uma nova melhoria foi realizada, sendo a aplicada hoje.
    Impacto da atenção primária à saúde, o modelo do médico de família e a medicina geral abrangente em indicadores de saúde selecionados
    Ao longo de cinco décadas e meia, a população cubana mostra expectativa de vida ao nascer de 77,97 anos. Com o desenvolvimento do Programa Médico e da enfermeira da família, especializada em medicina geral e todas as alterações feitas no fortalecimento da atenção primária de saúde, um aumento sustentado neste importante indicador ocorre. Como conseqüência, hoje, um dos problemas de saúde de maior prioridade em Cuba é o envelhecimento da população.

    A taxa de mortalidade infantil em menores de 1 ano em 1959 foi superior a 60 x 1.000 nascidos vivos, em 1985 foi de 16,5 x 1.000 nascidos vivos e no final de 2010 era de 4,5 x 1.000 nascidos vivos. Destaca-se a diminuição que ocorre após os anos 80, que corresponde ao nível atingido nos serviços hospitalares e com a implantação do modelo assistencial do médico de família. Juntamente com o indicador anterior, esses números são uma expressão concreta do grau de desenvolvimento alcançado em geral em toda a sociedade.
    De acordo com o Anuário Estatístico do Ministério da Saúde Pública de 2010, as cinco principais causas de morte são doenças cardíacas, tumores malignos, doença vascular cerebral, acidentes, gripe e pneumonia, sendo responsável por 72% de todas as mortes esse ano. Isso mostra a transformação do padrão de mortalidade da população cubana em cinco décadas, de um quadro caracterizado por doenças infecciosas e evitáveis nos anos 60, para indicadores relacionados às doenças crônicas e relacionados às idades avançadas de vida. Os maiores aumentos nas taxas de mortalidade e nos anos de vida potencialmente perdidos ocorrem para doenças cardíacas e malignidade.

    Quinze doenças infecciosas são erradicadas e outras oito não constituem problemas de saúde, pois apresentam taxas inferiores a 0,1 por 100 mil habitantes. Leptospirose, lepra e brucelose mantêm baixa incidência. A hipertensão arterial, o diabetes mellitus e a asma brônquica apresentam uma prevalência que reflete o comportamento esperado de acordo com o nível de envelhecimento populacional, de modo que os serviços de atenção primária à saúde são direcionados para a promoção da saúde e prevenção seus fatores de risco.

    Entre 1980 e 2010, as consultas ambulatoriais mostraram uma redução notável de quase 50% em nível hospitalar, com um aumento no nível de policlínicas e consultórios médicos de família. Entre outros resultados, isso explica a relevância do modelo e o nível de aceitação da população pelos serviços prestados.

    O número de médicos que atuam na medicina de família constitui 47,7% do total de profissionais do sistema.

    O maior recurso utilizado neste modelo são os homens e mulheres treinados pela empresa nos últimos cinquenta anos como profissionais de alto nível técnico e científico e com excelentes qualidades humanas. Este é um modelo que foi possível porque surge em um país que sabe distribuir o pouco entre muitos e onde não há lucro na saúde, os recursos disponíveis são distribuídos com um senso de justiça. Em Cuba tudo é feito e será feito para encontrar uma solução para os problemas que afetam toda a população. Estamos convencidos de que o que a Organização Pan-Americana da Saúde está promovendo hoje, pedindo uma atenção primária à saúde renovada, é uma realidade para nós e mostra que esses objetivos são possíveis de serem alcançados.
    Nos últimos dois anos, a menor taxa de mortalidade infantil na história foi atingida, com 5,3 por mil nascidos vivos. De acordo com estatísticas coletadas no relatório Situação Mundial da Infância 2007 publicado pela UNICEF, globalmente a taxa é de 52 e a da América Latina é de 26. A África Ocidental é de 108. Cuba também reduziu a mortalidade infantil por doenças cardíacas congênitas. 3,5 por mil nascidos vivos, em 1980, para 0,5 em 2005, graças ao Programa Nacional de Atenção à Criança Cardiopata.

    No ano de 2006, Cuba sendo um país do terceiro mundo bloqueado com sérios problemas econômicos, alcançou a menor taxa de mortalidade infantil na história com 4, 81, bem abaixo de muitos países desenvolvidos no mundo.

    Cada mulher durante a gravidez, é feita pelo menos 17 consultas e 30 testes de diagnóstico para evitar que seus filhos sofram de doenças graves ou malformações congênitas, o que é conseguido que gozam de boa saúde. Cada criança nascida não apenas vacinou contra as 13 doenças erradicadas no arquipélago, mas testes também são aplicados para detectar seis outras doenças, um direito ao qual apenas algumas pessoas muito ricas têm acesso nos países mais desenvolvidos do planeta. A expectativa de vida ao nascer é de 76,8 anos e espera-se que nos próximos cinco anos chegue a 80. Este é, em geral, o desenvolvimento histórico da administração da saúde pública em Cuba e suas atuais conquistas. Que o vosso conhecimento e experiência adquiridos neste estudo nos estimulem e nos ajudem no trabalho diário de melhorar o estado de saúde do nosso povo e da humanidade em geral.
    Dependendo das necessidades do Sistema Nacional de Saúde em Cuba, eles continuarão a produzir mudanças qualitativas na formação de profissionais, ligando estudante de medicina com APS está sendo implementado e gradualmente melhorar ao longo dos anos 90, que estabelece as bases de modo que em 2004 foram criadas as condições para a aplicação do Programa de Policlinico Universitario, então vem o Universitario Projeto Policlinico, o que favorece o desenvolvimento das unidades de APS, especialmente policlínicas, que são fornecidos com novos serviços e recursos diagnósticos mais especializadas, onde o aluno é formado na comunidade e começa sua prática teórica ligação desde os primeiros anos da corrida, e onde o médico de família é o facilitador dessa atividade, tanto em sala de aula e no escritório, cujo principal objetivo é a formação de um profissional que responde às necessidades sociais, co n um alto nível de formação científica e técnica e ação médica integral, que engloba ações voltadas para a promoção da saúde, prevenção de doenças, cura e reabilitação, com especial destaque para as duas primeiras, uma vez que possui uma concepção antecipatória.

    Em Cuba, 21.000 jovens da América Latina já estudam medicina e em 10 anos o país planeja treinar 100 mil médicos para o Terceiro Mundo. Tal propósito está se tornando mais ambicioso com a ajuda da Venezuela, em um esforço comum que daria cerca de 200 mil médicos dentro de 10 anos o mundo pobre. As maneiras em que executa o projeto varia de ensino tradicional com 21 faculdades Ciências médicas de Cuba existentes, a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM) e duas outras formas: o estudo em policlínicas e convertendo antigas escolas na zona rural nas escolas médicas equipadas com a última tecnologia, métodos audiovisuais e meios interativos Os antigos alunos pré-universitários têm capacidade para abrigar cerca de 50.000 estudantes de medicina, e as 500 policlínicas são centros universitários cujos estudantes vivem, em muitos casos, com famílias cubanas.

    Programas de cooperação.
    Desde os primeiros anos da Revolução em Cuba houve uma alta sensibilidade para a saúde pública acompanhado por uma ética de apoio a solidariedade ea colaboração com os países mais pobres e mais necessitados em todos os continentes.

    Cuba pagou ajuda solidária para vários países como é o caso: em 1980 para Angola durante o terremoto no fortes enchentes na Bolívia e no Equador e terramoto na Colômbia em 1983, em 1985 o México e a de El Salvador em 1986. na Etiópia foi criado em 1980 uma unidade de nefrologia e de que o tempo está trabalhando na campanha que o Ministério da Saúde daquele país tem realizado contra a difteria, coqueluche, sarampo, tétano, poliomielite e tuberculose.

    educação médica também tem estado presente em nossas internacionalistas colaborações em 1976 com o apoio de Cuba, uma escola de medicina foi fundada em República Popular Democrática do Iêmen, com a participação de Cuba e yemenistas professores médicos treinados em nosso ensino país ciências básicas, deu seus primeiros frutos em 1982 com a formatura de 52 médicos. Atualmente, mais de cinquenta e dois mil trabalhadores do setor forneceram seu apoio, incluindo trinta e oito mil médicos em noventa e dois países. Ao longo destes anos, eles formaram mais de dois mil médicos em Cuba, de várias nações, e os professores cubanos organizados e inaugurou oito faculdades de medicina, principalmente em países africanos, onde centenas de médicos são treinados. O causada pelos furacões “George” e “Match” em 1998, que profundamente afetadas as economias da América Central e do Caribe, e também causou a perda irreparável de milhares de vidas, desastre teve a resposta cubana de conceber um programa abrangente de Saúde, um projeto de cooperação que levou ao envio de brigadas compostas por médicos e paramédicos para os lugares e seções mais afetados desses territórios.

    É nesse contexto iniciativas parecem ter sido consolidada em alguns anos como a criação da Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM) para formar livre como jovens médicos nesses países; Cubano-venezuelano projeto Missão Milagre, que começou em julho de 2004 para o cuidado dos olhos livres para pacientes pobres, principalmente na América Latina (de Julho de 2004 até à data beneficiou mais de um milhão 300 mil pacientes de 32 países), e a criação da Brigada “Henry Reeve”.

    Referénça: Alejandro J. Sanchez Garcia. Manografias.com, colega Cubano.

    • 19/11/2018 at 14:07

      Amigo, apesar de seu texto ter um cheiro de chapa branca, eu acredito nele, em termos de dados.

  3. Renata
    17/11/2018 at 22:37

    Parece até que a Janaína andou se inspirando no seu artigo de 24/08/2013, intitulado “O Navio negreiro da saúde” né?

  4. Helder Gondim
    17/11/2018 at 15:23

    Dr. Paulo, qual o percentual do valor de consulta repassado pela UNIMED e outras “operadoras de saúde” aos médicos conveniados por elas?

  5. LMC
    17/11/2018 at 11:34

    Petistas são inconversáveis?Deve ser
    por isso que o Suplicy perdeu duas
    eleições seguidas pra Senador.kkkkkkk

  6. 17/11/2018 at 00:17

    O tipo de corrente ideológica do futuro governo eleito (…), infelizmente tem demonstrado instabilidade política, actuando sem plano estrutural de fundo em todas as áreas da sociedade brasileira realçando publicamente estar totalmente descoordenado. Ou seja, os problemas que tem surgido, em volta das prioridades populistas usadas na campanha eleitoral, na realidade só tem evidenciado que o futuro governante (…) foi induzido por terceiros a uma propaganda sem raíz política continuada de quem assumiu a governação pós Impeachment.

    Toda a campanha foi alvo de falsas informações sobre dados estatísticos por parte dos candidatos. Todos tentaram estar informados sem valores numéricos reais do IBGE. Este erro de certa forma levou a que o eleitorado olha-se para os programas como utopias ilusórias contra quem usou atacar com a realidade de um país em decadência.

    Para o colega (…) autor deste site, que tem procurado aliar a sua carreira académica filosófica a ciência politica, aprofundando temas criticos contundentes, tem focado na rede Youtube — https://www.youtube.com/user/pgjr23 — , que na realidade não é o candidato a presidente o mentor do que se espera deste governo, mas toda uma equipa que o rodeia de irresponsáveis, uma vez que da ignorância não se pode exigir mais do que a imagem publicitária que foi passada para o público.

    Tudo o que o Paulo tentou dizer há época (…) e actualmente neste documento é que este tipo de acordos que mexem com políticas de ministérios, não são uma solução definitiva nos moldes que a esquerda apresentou, como uma solução rápida, mas remendos estruturais mediante políticas provisórias.

    Porém, para o brasileiro centrista que hoje pubilicita mudanças de qualquer forma e feitio, deixou de haver a preocupação que no passado parecia ser passos gigantes da esquerda a caminho de políticas radicais.

    Atenciosamente
    pro.ferochhas, (…)

  7. Luis Hagemeyer
    16/11/2018 at 21:22

    Olha o último twitter da Janaina:

    “Se soubermos lidar com essa situação envolvendo os médicos cubanos, o Brasil pode se tornar um símbolo da resistência! Aliás, peço ao futuro Chanceler que nos ajude a tomar o depoimento dos venezuelanos, que se encontram no Brasil, para levar provas ao TPI, para processar Maduro”.

    Estou dando muita risada com isso, resistência…? Resistência contra o que?

  8. 16/11/2018 at 17:23

    Dr. Paulo cada dia mais contundente, jamais pensei em sua atuação tão enérgica.

  9. Eraldo Luiz Evangelista dos Santos
    16/11/2018 at 16:46

    Olá Professor. Primeira vez aqui no seu Blog. Alguém precisa dizer a Jair “Afonso de Mello Quadros” – nome que inventei (Rs!!) – que a Guerra Fria acabou há quase trinta anos. Sempre assisto seus vídeos no YouTube. Tudo de Bom.

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