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A pedofilia de todos nós


Kate WinsletCaçamos pedófilos. E às vezes covardemente. Isso porque não temos a coragem de perguntar qualquer coisa séria a nosso respeito. Como todas as outras patologias, pedofilia está em um espectro, não em um ponto. Isto é, há pedófilo e pedófilo. Mas não queremos saber disso. Não enfrentamos a pedofilia porque não enfrentamos a nós próprios, nem a Rousseau.

Não nos enfrentamos. Isso quer dizer o seguinte: não nos tornamos tão adultos quanto propagandeamos que somos ou quanto queremos que nossos filhos acreditem que somos. Nenhum de nós.  E fugimos de ter de pensar nessa nossa condição. Além disso, não enfrentamos o filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau. No seguinte sentido: mais que um romântico, talvez ele tenha sido o inventor do Romantismo, ou doutrina que, entre outras coisas, alterou a nossa concepção de infância, tornando-a uma fase natural, inocente e criativa.

Podemos nos proteger nos dizendo adultos, ainda que tenhamos sérias desconfianças de que somosO caçador de pedófilo apenas crianças grandes. Ora, mas se vamos nos passar por crianças, segundo conveniências ou escorregões do momento, podemos nos enaltecer porque nos lembramos de Rousseau, que diz que criança é tudo de bom, e que merecemos, como crianças grandes, porém crianças, proteção e ao mesmo tempo liberdade. Nossa vida moderna, ou melhor, contemporânea, não nos deixa crescer. Então, agarramos Rousseau, ou senso comum impregnado dos ideais do genebrino, como uma vitamina compensatória diante de refeições fracas que não nos deixaram crescer, ainda que não queiramos revelar essa nossa infantilidade. Rousseau nos faz vitoriosos na nossa derrota.

No entanto, quando apanhados em um trânsito narrativo que vai do interior de nossas casas e quartos para a sociedade, para a casa dos outros e nos devolve para nossa casa, então, tudo se revela. Na correia de transmissão entre psicologia e sociologia, entre um “eu” e um “outros”, como na trama de Little Children (Estados Unidos, Toddd Field, 2006), tudo se esclarece. Nossa condição de crianças grandes é exposta sem dó.

Nesse filme há um pedófilo. O que é um pedófilo? O filme não mente, ao contrário, diz muito e Jennifer Connelly (a traída pelo marido)explica bem a vida de um pedófilo. Trata-se de uma pessoa cronologicamente adulta, mas emocionalmente infantil, ou melhor: patologicamente infantil. Uma pessoa assim, uma vez diante da vida sexual, ao invés de progredir, de se superar, regride e se confunde. Ao regredir mentalmente, torna-se ridículo diante do adulto que está em relação com ele, e pode se tornar monstruoso para a criança com quem ele quer brincar de sexo. O pedófilo do filme amedronta os pais das crianças. Não há cena dele molestando criança. Ele aparece na trama como já tendo feito algo assim, ou seja, como alguém que já cumpriu uma pena. Mas há cena dele tentando se relacionar com adultos. Há ele tentando ser adulto e fracassando. Sai com uma moça e na volta, no carro, excitado, se masturba como um garoto de nove anos.

Ele pede desculpas para a moça, mas não adianta mais. Ele fracassou mais uma vez na dura arte de crescer. Volta para casa. Sabe-se derrotado. Mais dia ou menos dia, estará na cadeia ou numa clínica.  É o que pensa e é o que o tortura.

O pedófilo e sua mãeA desgraça da narrativa de vida do pedófilo não é uma desgraça solitária. Nem a desgraça dessa narrativa é somente a de quem porventura acabe sendo sua vítima – alguém que ele às vezes pode até matar, tentando fugir da polícia ou perdendo a noção de sua força (o que ocorre com frequência com os pedófilos). A desgraça da vida do pedófilo é que ele não nasceu de chocadeira. Exato! No filme, sua mãe velha o ama. Atacada pela cidade, ela se defende e defende o filho. Todos ali querem proteger as suas crianças e não são capazes de entender que ela, a mãe do pedófilo, não faz outra coisa senão o mesmo que eles. Afinal, eles estão defendendo suas crianças e ela também! Quem diria que ela não está fazendo isso? Ora, de certo modo ela está defendendo a única criança ali do bairro que realmente é desprotegida, o pedófilo, a criança patologicamente criança. A criança sem Rousseau. Todos os outros, ali, são adultos que se comportam como crianças grandes ou são realmente crianças. Então, todos são protegidos de Rousseau. O pedófilo não, ele é a criança que só tem a velha mãe.

A tensão do filme aumenta quando a cena se desloca para uma garotinha que espera a mãe no Patrick Wilson, o amanteparque. Enquanto esta a procura, o pedófilo está por ali. Mas como a mãe conseguiu perder a garotinha? Simples: ela havia marcado para fugir com o seu amante, tão casado quanto ela. Sim, iriam fugir. Pegariam a menina e fugiriam. Há muito estavam namorando como adolescentes. Ela indo vê-lo jogar futebol à noite, como uma colegial. E ele se exibindo para ela, como um garoto mesmo. O filme gasta bom tempo nisso, para que fique claro a infantilidade de ambos.

No entanto, a fuga não dá certo, porque adolescente é adolescente. Ele, o amante, é advogado formado. Mas sua infantilidade não o deixa passar no exame da Ordem. Nunca consegue. Marca para fugir e, no entanto, não vai ao encontro da moça que o espera, mas que naquele momento está procurando a filha. Não vai por uma razão: vê garotos num skate e não suporta não parar para dar uma volta. Cai e se arrebenta. Nada além de um garotão machucado sobra ali.

Enquanto isso a moça que iria fugir com ele finalmente acha a filha no parque. Ela, a garota, jáCom a filhinha estava próxima do pedófilo. Acreditamos que então o final do filme é aquele, a moça salva a criança, sua filha, e pronto. Mas não é. Ficamos sabendo então que o pedófilo não iria atacar a menina ou, se iria, desistiu bem antes dela ser achada pela mãe. Ali no parque mesmo, ele corta seu pênis fora. Há crianças que fazem isso quando associam erros ditos pelos pais com o que fizeram com o pênis. Ora, se o pênis é o culpado de tudo, então, que ele caia fora. É assim que um pedófilo pensa, como uma  criança.

Caso se deseje mais pessoas infantis, basta percorrer o que cada um dos outros personagens fazem na trama. Nenhum é plenamente adulto. O marido da moça que iria fugir é um aficionado por sexoKate Winslet na internet. A esposa do rapaz quer iria fugir parece adulta, mas é apenas uma moça teleguiada pela mãe, a sogra do rapaz. O homem conservador, até meio fascistóide, que prega cartazes no bairro contra o pedófilo e que quer invadir a casa do doente nada é senão alguém que nunca superou traumas infantis. Não à toa quer resolver as coisas de modo fascista, que é de certa maneira um comportamento infantil. O filme realmente trata de “little children”. Todos tem ou um lado infantil ou estão dominados pelo não crescimento.

Todos ali no bairro, ao final, parecem voltar aos seus lares, após as cenas de clímax. As cenas são duas: a do sumiço da garotinha, então achada no parque, e a da tentativa de intimidação de alguns contra a casa da mãe do pedófilo.  Terminado isso, eles voltam aos seus lares e, embora sejam todos culpados pelas relações de uma comunidade cimentada pelo egoísmo – um sentimento tipicamente infantil – eles não precisarão assumir isso. Afinal, pode-se ser culpado de agir como amante ou como pedófilo, mas nunca se é culpado por ser criança. Rousseau está aí para olhar feio para quem disser o contrário. O romantismo é uma árvore frondosa.

Todos ali não precisariam enfrentar a si mesmos, pois estão sob a aura da natureza, do mundo romântico. Sendo crianças, são inocentes. Naturalmente bons e inocentes. Não se enfrentando, não poderão enfrentar a pedofilia do bairro, e bastará se voltarem apenas contra o pedófilo. Afinal, ele, se é o que é o mais infantil, que sirva de elemento de expiação da culpa de todos não terem crescido. Que aquele que não cresceu por patologia pague pelos que não cresceram porque simplesmente não cresceram.

© 2013 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

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102 Responses “A pedofilia de todos nós”

  1. A.Bjorn
    28/01/2016 at 22:28

    Caro Paulo, um detalhe interessante em que andei pensando ultimamente: Porque só há condicionamento e controle, apologia e coerção quando é para o “fazer”? Não há o mesmo condicionamento e controle, apologia e coerção quando é para o “não fazer”?

    Conservadorismo é um tipo de costume em projetar no outro o que não suporto em mim, uma trava em mim que preciso procurar por aí sem trava para queimar na fogueira da minha superioridade proibitiva.

    Algo que não deve ser estimulado não deve também ser silenciado como proibido citar. Quando alguém me pergunta se deve ou não fazer algo a única coisa que me vem a mente é se isso realmente fez uma vitima. No mundo, o judicialismo (jewdicialismo) é a condenação por violência vem violentado, é o martírio por assassinato sem assassinado. virou uma imaginação projetiva onde não há o mal, mas é preciso que ele esteja ali para que o homem seja facilmente descrito. O moralismo como vício é a tentativa tramática de resumir tudo a força para não entender absolutamente nada.

    • 29/01/2016 at 18:32

      Bjorn, sobre o nao fazer temos estudado no CEFA Sloterdijk, Cioran etc. Quer participar, entre em contato.

      • A. Bjorn
        15/02/2016 at 14:50

        Por favor. Envia-me informações.

  2. Rosana Vicente Ramos
    20/09/2015 at 00:11

    Olá prof. Ghiraldelli.

    Considerei bastante interessantes e ousadas as considerações desse texto. Me ofereceram elementos para pensar a questão da pedofilia de forma mais ampla, de fato, como imagino ter sido seu objetivo, como um fenômeno social que embora culmine na ação do pedófilo não se resume a ela.
    A minha questão é em relação a essa infantilidade, expressa em certos comportamentos dos “adultos” contemporâneos (como é possível ver em alguns comentários lastimáveis que se seguem a esse texto, por exemplo). Dito de outro modo, em relação a essa ausência de maturidade que toma o mundo contemporâneo, ao menos o mundo ocidental.
    O senhor vê algum tipo de caminho para que se possa sair dessa roda de vício?
    Rousseau nos diz que “as leis e a sociedade nos mergulharam novamente na infância” (Emílio ou da Educação, p.68). Portanto, seria a vida em sociedade, de acordo com Rousseau, que nos impediria de alcançar a plenitude, o ser adulto.
    Entendo que alcançar a maturidade significaria abandonar essa vida em sociedade que nos impele a ter comportamento de rebanho o tempo todo.
    Rousseau nos diz também algo aproximadamente nesse sentido: “de todos os animais, o homem é o que menos pode viver em rebanho”. idem, p.38.
    Sendo assim, o que restaria ao homem contemporâneo seria ou isolar-se ou condenar-se a uma eterna infância?
    O senhor acredita existir algum tipo de solução para esse paradoxo?

    Grande abraço!

    • 20/09/2015 at 13:50

      Rosana acho que pode pensar em Rousseau a partir dos artigos sobre infância que tenho, que são vários nesse blog, mas que acompanham minha produção há anos, em livros. Um deles: Filosofia política para educadores (Manole). Rousseau constrói uma utopia individualista, digamos, e assim, como toda utopia, é uma ideia diretriz exagerada para os exageros da realidade.

    • 20/09/2015 at 13:52

      Rosana, vamos conversar mais, OK? Apareça no facebook

  3. Lenin
    14/02/2015 at 10:39

    O que ele quis dizer é bem simples. Consiste em retratar atitudes erradas que infantilmente cometemos, mas por serem consideradas pela maioria como ”aceitável” se tornam permitidos e vice versa. Exemplo, a banalização do adultério nos dias de hoje. Somos todos uma ”Maria vai com as outras”!
    Assim as pessoas são infantis porque não discernem todo o tempo certo do errado mas de forma hipócrita, apenas em alguns pontos e em certos momentos.
    Na minha opinião o grande vilão dessa história toda é a maldita sociedade moderna pós segunda guerra em que entramos, onde aos poucos as pessoas foram sendo acostumadas a não serem mais auto-suficientes, como eram no passado. Produziam sua comida captavam sua água, literalmente metiam a mão na massa! Eram independentes! Produzir qualquer coisa, até mesmo esse texto, isso é o que nos faz crescer e não esse consumismo exacerbado dos dias atuais! Como crianças só recebemos e recebemos e nunca oferecemos nada de concreto ao mundo.
    Portanto a culpa não são das pessoas, porque coitadas, somos todos crianças mesmo! Gostamos de viver a copiar comportamentos alheios do que estabelecer nossas próprias verdades. Culpados são alguns homens que malignamente portam uma inteligência e amadurecimento que os destacam da maioria. E conduzem a humanidade que nasce infantil e inocente e assim permanece um abismo sem fim…

    • 14/02/2015 at 11:44

      Não Lenin, não somos todos crianças e não creio que é uma boa buscarmos vilões na história. Há muita desculpa no seu texto.

      • Lenin
        14/02/2015 at 14:48

        Paulo, quando digo ‘todos’ ao qual me incluo é a grande massa que é conduzida como uma boiada, agindo e pensando conforme diretrizes deixadas por porcos.

  4. Gelson Donisete Candido
    23/11/2014 at 13:12

    Gostei do texto e fiquei curioso por assistir o filme, as colocações sobre pedófilo são postas de uma forma que nunca havia lido, sempre temos o comportamento de ódio e repugnância quanto a estas pessoas.

    • 23/11/2014 at 15:29

      É um dos melhores filmes que já vi, independente da questão da pedofilia. O filme é sobre nossa dificuldade de sermos adultos. Cada um de um modo, inclusive o modo patológico.

  5. Aldi Vila Bela
    11/10/2014 at 01:26

    Eu adorei seu texto e concordei com muita coisa ali. Não vi o filme, mas vc confirma o que penso e acho. Como acadêmica de medicina tenho tido contato com a área da psiquiatria e com as mazelas da sociedade. Mt bom texto!!! Fiquei chocada com os comentários ofensivos direcionados, acredito que tais pessoas não sabem a diferença entre construir conhecimento, o que se faz discordando ou concordando, mas sempre acrescentando, e baixar o nível da intelectualidade falando baixarias. Tais pessoas realmente são infantis, acham que são adultas mas não saíram das fases psíquicas da infância.

    • 11/10/2014 at 04:23

      Aldi claro que como filósofo estou preparado para publicar e ser lido por você, sim, mas ser lido por gente que tem cabeça de bagre.

  6. ernest
    09/01/2014 at 22:41

    eu sou ,não pedi para ser assim,queria ser normal,e realmente preciso de ajuda

    • 10/01/2014 at 01:12

      Você pode procurar um psiquiatra – simples assim? Não! Por quê? Porque se for verdade, mesmo você não tendo feito nenhuma agressão a qualquer pessoa, seu IP será investigado por alguma pessoa maldosa ou legalista ao extremo ou simplesmente uma pessoa má e vingativa, com ódio do mundo. Isso é fácil fazer, e você será agarrado pela polícia – se tiver sorte. Se tiver azar, pode ser agarrado pelo próprio maldoso que quer se vingar do que ele recebeu ou do que ele é. Esse é o problema de todas as patologias de graus e que se tornam crimes hediondos a ponto do potencial criminoso ser punido mesmo não tendo feito o crime. Em outras palavras: a sociedade do filme Minorit Reporter se instala.

  7. Muzenga
    02/01/2014 at 01:16

    VAI TOMAR NO SEU CU SEU VIADINHO COVARDE! O SEU LUGAR É NA CADEIA SEU FILHO DE UMA PUTA. A VAGABUNDA DA VACA DA SUA MÃE CAGOU VOCÊ SEU VIADO.

    • 02/01/2014 at 02:09

      Muzenga, você está muito nervosa. PESSOAL, deixei esse post aí para vocês verem como que o que eu disse no texto se confirma, olha como fica enraivecido o cara que percebe que ele não entende o que eu escrevo.

  8. JB
    28/12/2013 at 14:05

    “Nesse filme há um pedófilo. O que é um pedófilo? O filme não mente, ao contrário, diz muito e Jennifer Connelly (a traída pelo marido)explica bem a vida de um pedófilo. Trata-se de uma pessoa cronologicamente adulta, mas emocionalmente infantil, ou melhor: patologicamente infantil. ”

    Parei de ler aqui porque é muito bizarro! (mentira li todo o artigo). Mas recortei este trecho pela incoerência do mesmo. O pedófilo não é somente um “adulto infantil” em psicologia é tratado como um desvio sexual. (Adultos emocionalmente infantis não são necessariamente “desviados sexualmente”).

    (Filmes são ficções, não deve ser tratados como fonte de conhecimento).

    Sei que o texto é uma análise do filme e creio que serei chamado de burro, analfabeto e pombas… (bobagem)… Discordar de uma ideia não torna um sujeito burro, burro é quem concorda com tudo e sequer é capaz de tecer uma crítica contrária!

    • 28/12/2013 at 15:44

      JB o texto não é uma análise do filme, e a frase pinçada por você não é uma frase científica. O texto é continuidade de outros e o objetivo do texto é ajudar as pessoas a encontrarem um campo semântico melhor para “pedófilo”. Mas, sabemos, essa não é a única palavra com a qual já tivemos problema. Sou do tempo que lutamos para tirar “homossexual”, “pederastia”, do campo semântico das patologias. Tudo isso é coisas de artigos e artigos, amadurecimentos. Não é coisa do plebiscito, por isso a filosofia pode ajudar, porque a filosofia também é lenta, reflexiva. Eu mesmo estou nisso, sobre esse termo, há mais de trinta anos.

  9. Marco
    09/12/2013 at 18:47

    Engraçado, quem elogia seu texto é por vc considerado inteligente, e quem discorda e mostra indignação e raiva, é taxado por vc de burrro e pedófilo kkk

    Como vc é é intelectualmente canalha. Vc realmente se comporta como um racionário esquerdista, que segue a máxima do relativismo moral, e dos escritos de Gramsci, nas Usp nas Universidade os jovens estão sofrendo uma fdoutrinação esquerdistas e de relativismo cultural, da Escola de Frankfurt, intelectuais que no geral são amorais e pretendem desconstruir os valores morais e espirituais da Sociedade, como vc cheio de vaidades intelectuais vazias e perversas.

    • 09/12/2013 at 19:05

      Marco vou deixar seu texto aqui porque ele confirma o que eu falei no meu. E vou deixar aqui porque seu palavreado é meio maluco, meio olavete, e isso faz muitos leitores meus, inteligentes, a rirem bastante. Mas não exagere, não comente mais e mais usando sempre a mesma coisa, pois aí perde a graça.

  10. Marco
    09/12/2013 at 17:25

    Esse pseudo-filósofo usa de sofismas, para revelar sua tara, e justificar a defesa de pedófilos, e taxando todos nós como pedófilos enrustidos e os tarados apenas como coitadinhos doentes que devem ser respeitados pela sociedade facista kkk Velho tarado e sujo. Tem que ser internado esse lixo moral.

    • 09/12/2013 at 18:14

      Querido Marco, seu palavreado e seu ódio denotam que você não está bem. Mas, antes de não esta bem psiquicamente, também não está bem do ponto de vista da alfabetizaçao. Você não foi capaz de entender um artigo simples, aliás, um artigo que deixa alguns furiosos mesmo, porque já no início do artigo eu faço a previsão de que os mais burrinhos irão espumar. Vou deixar seu texto aqui, Marco, porque é importante para o meu leitor inteligente perceber que o seu texto confirma o que eu disse no meu texto: há mais ódio nos que condenam a pedofilia do que no suposto pedófilo.

  11. 08/12/2013 at 15:52

    gente do céu, eu cheguei aqui por acaso, pois estou pesquisando algo relacionado a pedofilia, pedófilos, reação social, crianças vitimizadas, etc para um artigo e possível TCC, antes porém eu assisti o referido filme no youtube e gostei bastante, todavia, ao ler esse texto, eu consegui compreender de maneira imparcial o que o autor falou sobre o filme, eu realmente adorei, e como nao sou especialista em psicologia ou algo que o valha (fiz Letras e estou concluindo Direito) só posso dizer que o texto suso cumpre com o papel ao qual se propôs sim, e muito me acrescentou quanto a escrever artigos acadêmicos no tocante à imparcialidade. Lembrei da frase bíblica: “Examinai tudo, retende o bem.” E fiquei um pouco assustada com tantos comentários ofensivos e superficiais, meu Deus a que ponto chega algumas pessoas. Enfim, no final das contas eu adorei ler o texto acima, quanto aos coments eu ainda vou decidir. kkk Todavia quando eu precisar ler algo despretensioso e que me faça refletir fora da maneira convencional optarei pelo autor aqui referido, sei que conseguirei sair da leitura com outras ideias e visão de tema diferenciado.

    • 08/12/2013 at 16:02

      Izzie, há mais comentário, mas o blog elimina após um tempo. Isso mostra prá você como eu texto está certo, o texto “pedofilila para inteligentes”. Os comentários ofensivos confirmam o texto.

  12. Rafael
    30/11/2013 at 20:28

    A lógica do desejo que não encontra reconhecimento social, expõe à sociedade em geral áquilo que ela mais teme: o reconhecimento em si mesmo daquilo que abomina. É na recusa desse reflexo que se constrói seu reverso, ou seja, a abominação e necessidade de varrer para o fundo do tapete aquele que se goza na expiação. No mais o pedófilo apesar de “adulto” de fato era uma “criança”. Portanto, nada mais coerente que buscar se relacionar com outras. No mais, é mais fácil julgar do que entender. A verdade sempre é mais dolorosa.

  13. Mario
    19/11/2013 at 12:28

    Velho ridículo, pedófilo, ainda por cima! SEm falar que é um BURRO! VAGABUNDO, VOU TE DENUNCIAR, PODE ESPERAR!

    • 19/11/2013 at 13:40

      Mário, interessante que você me chama de burro e não entendeu o artigo. O texto é para aprimorarmos a noção de pedofilia. Putz.

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About Paulo Ghiraldelli

Filósofo