A crueldade diante de seus olhos

Sunday, November 15, 2009
By Paulo Ghiraldelli

Foi descoberta água na Lua. Falta menos que um passo para a cura do câncer. Essas duas notícias são esperadas há muitos anos. Como sempre vem fazendo, principalmente a partir do século XVII, a ciência traz os milagres que, para muitos, nunca sairiam do plano das utopias. Todavia, a ciência parece não poder lidar com situações como esta: “cão cego abandonado na rua de São Paulo pelo dono”. Pois aí entra a questão da crueldade, que parece não poder ser equacionada pela ciência e, enfim, de nem mais ser tema da religião.

Por que o exemplo do cão e não da criança abandonada em lata de lixo ou de pessoas que atacaram velhinhos que lhes deram de comer? Por que o exemplo do cão e não dos jovens ricos que atearam fogo ao índio ou os que fizeram o mesmo com a empregada doméstica? Por que o cão e não as muitas estudantes de uma Uniban que são diariamente perseguidas por turbas nazistas?

Pego o exemplo do cão porque ele implica naquele tipo de crueldade que está na raiz de todas as outras. É a crueldade que é praticada sem que exista qualquer explicação ou, melhor dizendo, qualquer elemento que se possa apontar, de modo complexo, de bom ou de ruim sobre o praticante. No caso da mãe que joga o bebê no lixo, pode-se dizer que ela estava abalada psicologicamente, sem rumo ou até mesmo drogada. No caso dos que atacaram os velhinhos que os serviram, pode-se dizer que vieram ali para tal, eram de fato bandidos profissionais. Quanto aos jovens que atacaram o índio e a doméstica, pode-se afirmar que foram guiados por uma educação bárbara. No caso de uma estudante perseguida, há mil e uma hipóteses sobre o comportamento nazista. Agora, sobre o cão cego abandonado, não se pode dizer nada, pois qual o incômodo de se ter a simples tarefa de colocar um prato de resto de comida para um cão paradinho no lugar, todos os dias? Inúmeros mendigos fazem isso todos os dias no centro de São Paulo.

A crueldade do abandono do cão cego é aquela na qual não há doutrina, não há discussão teórica envolvida. Em todos os outros episódios, a nossa condenação dos agressores é imediata. No entanto, sabemos bem, que ainda que eles devam ser punidos pelo que fizeram, teremos de ouvir argumentos de explicação que, enfim, poderão até servir para o advogado de defesa. Não é errado pensar que em todos os casos, exceto o do cão, agressores e vítimas estiveram em posições de confronto, como quem está em uma guerra. Pois, é claro, podemos bem lançar mão de uma série de dados para dizer que, por exemplo, um agressor viu em sua vítima alguém que ele aprendeu a odiar ou a alguém que ele viu como uma ameaça ou alguma coisa em relação a qual ele desenvolveu um tipo de amor-ódio. Agora, no caso do cão, tendo sido ele, até ontem, um animal de estimação de uma pessoa de classe média e, uma vez cego, é então descartado em favor da rua, nada há para se dizer. Neste caso, temos aquele tipo de ação que somente a palavra “crueldade” associada à palavra “covardia” podem descrever. Descrever, não explicar – nada aquém e nada além.

Em todos os exemplos acima, exceto o do cão, há um “antes” e um “depois”, há uma possível história a ser contada a respeito de como que o agressor se tornou o algoz daquele tipo de pessoa que, então, veio a ser a sua vítima. Ou seja, são exemplos que, de uma forma ou de outra, dão espaço para certa teorização. Mas, no caso do cão, o que se pode contar de relevante? Qualquer coisa que dissermos, não soará convincente. No caso do cão, parece que não temos como sair do plano puramente descritivo – trata-se de crueldade, e nada mais.

Essa crueldade que não é notada ou que é considerada secundária é a crueldade banal. É aí que a filosofia tem de atuar.

É este tipo de crueldade que penetra os poros de uma sociedade já cruel para vê-la se tornar ainda mais endurecida. Este tipo de ato cruel, que jamais é condenado com veemência, uma vez que há conjunto significativo de vozes achando que há “tantas outras maldades mais graves”, é o vírus que se desenvolveu em uma sociedade que jamais irá cuidar de suas grandes maldades.

A filosofia pode falar e, enfim, fala mesmo, da estudante perseguida na Uniban, da doméstica, dos velhinhos e do índio atacados. A filosofia pode falar e, de fato, fala mesmo, de uma mãe que joga o bebê no lixo. Mas isso também os não-filósofos falam. O que os não-filósofos não falam é sobre o cachorro cego abandonado no meio da cidade de São Paulo por alguém que, até meia hora antes, o tomava como animal de estimação. Todos os outros agressores recebem alguma acusação de estarem infringindo o nosso ethos, e talvez possam ser tomados como pessoas que estão sob estado patológico. O dono do cão não! Ele volta para sua casa tranqüilo. Nenhum jornal o acusará ou o entrevistará. Caso o faça, irá aparecer como um caso de “maldade” tomada folcloricamente, um tipo de assunto para passar na TV mais ou menos no horário conjunto da Sessão da Tarde.

Todos os casos de agressão, exceto o do cão, ocuparão lugares de destaque no cinema, teatro, jornais e artigos filosóficos. O caso do cão abandonado, não. No máximo irá para uma historieta infantil para apontar o “homem mau” que, ao final, será castigado – pelo destino, não por nós. Apesar de Disney ter cultivado esse romantismo hiper-tardio, este seu grande feito não calou o suficiente em nós para que pudéssemos tomar a sério a crueldade desse tipo. Essa é a crueldade pura, que se torna banal. É a crueldade que a filosofia focaliza. Isto se por filosofia entendemos algo que vale a pena de se fazer em um mundo como o nosso.

Quando largado na rua à sua própria sorte, um cão cego irá morrer no escuro, com medo e com frio. Tremerá todo o seu corpo, será atropelado e, enfim, quebrado. Vai ser mordido por ratos e virará uma carniça ambulante pelas ruas de São Paulo. Mas poucas horas antes ele era tido, pelo seu dono, como um companheiro. E ele sabia disso. Veio então a pior das traições. Ele não tinha noção de que o seu dono era um monstro. Isso é bem pior que não saber que seu marido é um monstro ou que seu pai ou filho é um monstro. Pois nós, humanos, mesmo com dificuldades, aprendemos que os monstros existem e podem estar na nossa cama! Todavia, um cão só sabe disso após ter sido abandonado. A grande covardia é que se o dono aparecer, ele, cão, voltará ao dono, sem qualquer tipo de acusação.  É exatamente este fato que faz com que o dono seja um monstro. Sua crueldade é a crueldade da covardia. Ele conta com o silêncio do cão. Ele, o agressor, conta não somente com a impunidade, ele conta com o fato de não ter o que o faça se sentir culpado, uma vez que o cão jamais o tomará com desaprovação.

No caso, a filosofia tem de intervir para levantar algo do senso comum, e que às vezes fica amortecido: o grau de inocência de uma vítima, uma vez ampliado, também faz crescer em muito o tamanho da punição merecida pelo agressor. Não se trata de adotar o enunciado “olho por olho e dente por dente”. Não, estou longe dessa regra pré-cristã. Pois não falei em tamanho do dano para mensurar tamanho da punição. Apontei, sim, para o tamanho da inocência da vítima. Para que essa crueldade que tende a ser banal ganhe o rumo da desbanalização, a filosofia não precisa nada além de procurar no próprio vocabulário do senso comum os elementos para trazer tudo que precisa à tona. Afinal, somos conscientes de uma regra que diz o seguinte: quanto mais inocente e sem defesa é a vítima, mais hedionda se torna a crueldade contra ela.

A ciência não quer saber de males banais. A religião não quer mais saber de nada. Que a filosofia não se acovarde diante do mal banal. Este é, sim, um caso central para a sua intervenção.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

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30 Responses to “A crueldade diante de seus olhos”

  1. eu acuso.
    quem abandona o cão, cego ou não
    quem maltrata idosos e crianças
    quem estupra, quem agride, quem mata…
    eu acuso
    a crueldade intrinseca do homem.

    mas não consigo acusar quem rouba numa loja um bocado de pão, umas uvas ou etc…e têm fome…mas vão presos na mesma.

    #79
  2. Bosco Ferreira

    Para a religião o que importa é colaborar para a obra do Senhor. Religião nunca colocou os animais, vegetais, ou os recursos naturais como coisas importantes no mundo. Por isso o homem só os respeita se essas forem úteis a ele.

    #80
  3. Não existem mais os porquês, as causas, as ações são automáticas e desprovidas da vida que um pensamento objetivo pode lhe trazer.

    Há muito tempo que a minha própria perplexidade diante de tais fatos também já não encontra justificativa plausível.

    Por que ficaria eu perplexo com algo sem motivo?? O que é sem motivo, sem motivo permanecerá, e não adianta procurar emendar isso ou aquilo. Os animais não tem motivo para predar outros. Mas são guiados pelo instinto, que soa como um distintivo coletivo quase imponderável, mas ainda assim com um padrão definido.

    Os seres de que você fala, classificados (apenas por convenção científica) como humanos, não parecem ter um padrão, mas agem caóticamente, levados que são por uma maré abrupta de ódio.

    Bem, já falei demais, e muito besteira também!!! Boa Noite!!

    Abçs!!

    #81
  4. Bosco Ferreira

    Para a religião o que importa é colaborar para a obra do Senhor. Religião nunca colocou os animais, os vegetais, ou os recursos naturais como coisas importantes no mundo. Por isso o homem só os respeita quando precisa de sua sombra.

    #82
  5. Tente ler a filosofia de uma forma mais inteligente, menos colada no literal, entende?

    #83
  6. Bom, a idéia do filósofo é não acusar, nem ir tão longe, mas ficar no banal. O resto, há gente como você para olhar, e acusar, entende?

    #84
  7. Thiago Hansen

    Fruto do antropocentrismo arraigado sobretudo com o advento da modernidade. A questão do cachorro ainda tem implicações éticas, haja vista que a sociedade ocidental adiciona caracteres éticos na relação homem-cachorro. Talvez esse seja o motivo de se ter revolta a cenas como essa. Muito embora pouco, ou quase nada, seja tomado como providência para consertar tal brutalidade.
    Agora, o que falar dos bilhões de animais mortos para a alimentação humana?
    É o que Gary Francione vai chamar de “Moral Schizophrenia”, ou seja, amamos uns animais, comemos outros.
    Para finalizar, o sentido de crueldade está intimamente ligado a atitudes totalitárias. A desconsideração do estatuto moral dos animais, não respeitando assim seus interesses, cria solo fértil para agir cruelmente sem se sentir internamente responsabilizado. É o que Peter Singer, utilizando-se de Richard Ryder, vai chamar de Especismo. Só mais uma faceta do racismo, antissemitismo, sexismo etc.

    #85
  8. Você destruiu meu artigo com sua explicação rápida. É exatamente este tipo de explicação que, ao meu ver, estão do lado do agressor, não da filosofia.

    #86
  9. Thiago Hansen

    O objetivo não era escrever um tratado sobre a questão do antropocentrismo e o especismo. A idéia era apenas fazer um breve comentário sobre esta análise que o sr. fez, cuja qual observo todos os dias. A banalização da crueldade referente aos animais possui raízes culturais e filosóficas sobretudo na modernidade. Afinal, nunca é tarde para lembrar que Descartes disse: Animais não sentem dor. Eles são apenas máquinas.

    #87
  10. Gustavo

    e se o caozinho estiver fugido?

    #88
  11. Ivone Ana Larentis

    A crueldade é uma faceta do Homem, somente ele age assim conscientemente. Ela se encontra em maior ou menor grau dentro de sua concepção de maldade.
    Quando o Homem tem uma percepção muito estreita em relação a Vida como um todo ele não se inclui na modalidade de comportamento perverso, cruel.
    Ele se considera superior na hierarquia da Vida e atos e comportamentos cruéis para com outrem passam à margem de sua consciência, levando-o a agressões insanas e injustificadas como no caso do cão abandonado. E não havendo punição adequada a todo e qualquer ato cruel ele a pratica sem o menor constrangimento sabendo que na grande maioria das vezes a crueldade passa até em “branco” e por não fazer parte da consciência coletiva torna-se banal e aceitável pela sociedade mal sabendo o quanto esse ato degrada o Homem.

    #89
  12. caro filósofo, lhe parabenizo mais uma vez pelo teu olhar, ao mesmo tempo criativo e interpretativo, sobre o banal. nesse espírito de felicitação, me permitirei um pequeno luxo: como experimento embaralharei algumas idéias como se fosse um bom carteado e darei a cada uma o meu justo valor: “crueldade”, “covardia” e “monstro”. ah, esses nossos professores tão insultados e desprezados… pois bem, esse cãozinho cego abandonado nos traz um paradoxo – o pensamento de uma insuficiência da realidade: carência de causa. uma espécie de certeza de seu nada. e, uma realidade plena e inteira em seu caráter doloroso: suficiência do efeito. nesse paradoxo canino, de súbito uma realidade nos é lançada ao rosto, insuportável e terrível. pois é a visão das coisas como são: únicas. assim, crua e idigesta. o cãozinho cego abandonado nos é cruel – cruor, crudelis, crudus. seu dono, apanhado pela surpresa de sua própria covardia: liquidação mágica que lhe permite afrontar serenamente a realidade. assim, fez-se monstro – em sentido etimológico do termo: aquele que mostra. e… o que é mostrado pelo monstro? o constrangimento de um “dever ser” frente a realidade que não protesta e nem se retira para se tornar algo agradável. eis que surge a crueldade – a vontade de retrucar contra “que isto assim seja”, independente se experimentado com alegria ou tristeza.
    obrigado e um brinde

    #90
  13. Bosco Ferreira

    Prof Paulo Ghiraldelli, meu vizinho um professor aposentado (70 anos), que mora solitariamente e que adora fazer longas caminhadas pelas clçadas, envenenou quase todos os meus animais de estimação. Não satisfeito, entregou um pedaço de carne envenenado para um gato e em seguida espantou o animal para o meu quintal. Os filhotes e a minha cadela de estimação tomaram e comeram do grande filé envenenado trazido pelo gato espantado e começaram a agonizar, a morte veio alguns minutos depois de forma tão violenta que minha esposa passou mau. Fui perguntar o motivo da crueldade dele e ele calmamente negou a autoria. Foi quando avistei um gato morto atrás dele, foi aí que eu disse-lhe que eu não poderia impedir que matasse os gatos em seu quintal mas, mandar veneno para a minha casa e atingir os cachorros que em nada encomodavam era uma violência inaceitavel, uma invasão, e pedí para ele não repetir mais isso. Ele começou a gritar: eu sou é homem, ouviu? Me retirei calado para não ter que fazer uma tolice enquanto ele repetia que era homem! Será mesmo? Pelo menos um professor aposentado sei que ele é!

    #91
  14. [...] Tweets about this great post on TwittLink.com [...]

    #92
  15. Creio que é um ótimo artigo realemnte, como tantos outros que o Paulo escreveu. No entanto a sua intenção de desbanalizar o banal, caiu muito bem aí! Um trabalho muito mais sutil, e que se embrenha pelas veredas da mente humana, em tirar do banal, circulos viciosos, de atos, pensamentos,
    posturas, que temos, cultivamos, e nem percebemos!
    Isso é ótimo realmente, porque nessas pequenas banalizações de atos crueis como esse, e que até de uma forma inconsciente, acabamos por fazer maiores, já que nem dos pequenos damos conta de tratar! Agora, o que nosso amigo falou ali em cima Thiago Hansen, eu concordo plenamente no fato de, vamos apontar alguns erros, e os outros a gente engole com uma boa cerveja e àgua tratada. Descordo que um comentario como o dele, esta do lado do agressor, o que ele fez ali em cima, foi exatamente desbanalizar o banal, não há respeito pela vida(em sentido completo -não só dos humanos; mas de organismos vivos), a maioria das pessoas comem animais, indiscriminadamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo, nós somos os únicos mamiferos que ainda continuam a se alimentar de leite, mesmo quando nossa fonte já nos foi retitada pela própria natuza, já na infancia. É a tipica coisa de desbanalizar o banal, por que todos não param pra ver que a crueldade já começa em nossas mesas, em nossos pratos, em nossos habitos?
    Pra não sair do assunto, parabens Paulo, pelo trabalho de conscientização, sempre com suas palavras sábias e muito bem observadas!
    Agora pelo simples fato dedesbanalizar o banal,
    sempre vamos ser tomados por tolos? Como no caso da Uniban em que eu disse; que os professores, e a diretoria da escola tinha parcela na culpa da turba, mas meu comentario foi tomado por uma coisa mal argumentada, e um tato sem visão periferica, mas no final os professores apoiaram as atitudes de seus alunos não é? Desbanalizar o banal, sempre vai implicar em ver algumas de nossas coisas destruidas!

    #93
  16. Thiago

    Penso que essa crueldade sem justificativa é aquela que revela a nossa falha enquanto seres humanos. Revela nossa falha no processo educacional dos jovens.
    As pessoas, de maneira geral, vêem o mal e o reproduzem com extrema naturalidade. Temos, realmente, que desbanalizar essa conduta.

    Abraços

    #94
  17. Carmen Ferraz

    Se fecho os olhos e imagino que de olhos fechados nada mais existe ao meu redor, me fecho em mim mesma e passo a criar o meu mundo imaginário, o meu sonho. Não quero ver o mundo dos outros, quero o meu. O meu desejo é de ver a perfeição. Aquilo que não vejo eu não sei e se não sei não me responsabilizo, embora devia saber, porque quiz e desejei o sonho. Indiferença! Faz diferença o meu desejo?

    #95
  18. Bela reflexão Paulo, aliás, já tinhamos feito este exercício filosófico aqui em Passo Fundo, quando a tua visita nos trouxe muitas reflexões. Aliás, é uma discussão interessante para levar para a sala de aula…

    Abraços

    Guilherme

    #96
  19. Se uma imagem vale mais que mil palavras, aí vai um discurso do Fidel Castro: http://www.youtube.com/watch?v=fDiSR0LGry8

    #97
  20. Guilherme, na esqueça de frequentar o twitter, OK? Agora a coisa é lá! siga lá! o ghiraldelli e eu passo para você mais gente da filô!

    #99
  21. O problema é que você não fecha os olhos, finge que fecha!

    #100
  22. Pergunte para eles quantos alunos ele envenenou?

    #102
  23. Quando dizemos que a crueldade é uma faceta do Homem, principalmente o homem assim, com “H”, isso adianta algumas coisa? Ou ao fazermos isso “explicamos” e, então, podemos ficar tranquilos? Cuidado!

    #104
  24. Muita teoria! Muita filosofia afirmativa! Não seria melhor tentar ver se o fato causa indignação? Entende meu ponto de vista?

    #105
  25. Não, não era o caso, o fato do qual parti não é o de fuga.

    #106
  26. Tenho dificuldade em ver “desbanalização do banal” em discursos taxativos. O que ele faz parece mais “filosofia crítica”, que analisa, critica, explica, não o que eu faço.

    #107
  27. Relamente mais uma vez você esta certo!
    Sempre com o pensar bem iluminado. Muito diferente mesmo o que você faz como filosofia, e o que foi feito sobre analisar, criticar, e explicar. Agora consigo compreender com mais clareza as entrelinhas e interpretação da intenção real! Muito Obrigado Ghiraldelli!
    Mais um acerto, em cheio. Muito bom como sempre!
    Nos colocando pra pensar, “comendo literalmente as nossas mentes” Grandioso Filósofo!
    Grande Ambraço!

    Martins.

    #108

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