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20/11/2017

Filosofia social

O adeus ao rosto de Deus

Texto indicado preferencialmente para o público acadêmico Uma das mais significativas diferenças entre o mundo moderno e o mundo antigo diz respeito à face da divindade. Entre as inúmeras religiões, cada qual apresentando seus deuses, a religião de Moisés se destacou por uma esperta singularidade: a face de Deus ninguém vê. Por essa via, a

Filosofia social

O rosto entre Butler e Sloterdijk

Este texto é indicado preferencialmente para o público acadêmico Foi com Sócrates que “o rosto” entrou para a filosofia. E assim fez no âmbito dos dois grandes eixos do pensamento ocidental, formalizado principalmente após Aristóteles: um campo teórico ou do conhecimento e o campo prático ético-moral. Rosto no âmbito teórico. Zópiro, um sábio persa, disse

Ativismo

O que diz e o que não diz Judith Butler

Texto indicado preferencialmente para o público acadêmico Judith Butler é da minha geração. Ela é de 1956 e eu sou de 1957. Nossas leituras em filosofia não diferem muito. Hegel está na base. Ela encontrou a postura light em Derrida, e eu em Rorty. Ela está nos quadros de uma filosofia da não-violência, eu ainda

Antropologia

Mãe pobre e jovem – por quê?

Este artigo é indicado para o público em geral SER MÃE POBRE é uma maneira de criar companhia, respeito da comunidade, esperança de ter um homem, sociabilidade com outras jovens, apreço vindo de outras mulheres, reconsideração pela mãe, fuga de uma escola que parecia não ajudar em nada. Há toda uma esperança de aceitação nesse

Comportamento

É racismo sim, senhores!

Este texto é indicado para o público em geral “No Brasil não há racismo”. Essa frase tem meia verdade de um tal modo que se mostra mentira todo dia. Podemos dizer que há somente preconceito racial, e irmos dormir em paz, principalmente nós, brancos de classe média. Todavia, eu estava com a minha esposa na

Filosofia social

A onda de denúncias sobre assédio revela a morte da alteridade necessária

Este texto é indicado preferencialmente para a comunidade acadêmica Cresce de maneira assustadora a onda de denúncias sobre assédios de todo tipo, ocorridos num passado remoto. E nesta semana surgiram também casos de seguranças, câmeras etc., denunciando atrizes. O jornalismo fala disso, mas não explica. Não pode explicar. Os teóricos sociais jogam o fato para

Comportamento

William Waack cai e alivia a Globo

Este artigo é indicado para o público em geral William Waack é aquele que fazia entrevistas convidando só pessoas de direita para explicar o que é direita e esquerda. O show de pedantismo de seus convidados irritava qualquer um. Mas, mesmo assim, ele reinava sendo mais pedante ainda. À noite, levando adiante o jornal de

Filosofia social

A vitimização atual e o fim da hermenêutica tradicional

Este texto é indicado preferencialmente para o público acadêmico O psicanalista Francisco Daudt, meu amigo, escreveu na Folha (08/11/2017) sobre o “coitadismo”. O início do texto já diz tudo: “Parece haver uma epidemia mundial de suscetibilidades exacerbadas. Ou, em linguagem simples, o pessoal anda catando pelo em ovo para se mostrar ofendido.” Já escrevi sobre este

Educação

A surdez diante da redação do ENEM

Este texto é indicado para o público em geral Todos esperavam algum tema relativo à diversidade. Acertaram: educação do surdo. Mas ao se depararem com o papel em branco, alunos, professores e críticos começaram a gemer. Qual a razão: interpretaram o tema como assunto técnico. Aliás, achavam que só o gay, o negro e a

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Filosofia social

O óbvio de Antonio Gramsci

Este artigo é indicado para o público em geral Em um belo artigo na Folha, onde é seu diretor máximo, Otávio Frias Filho escreveu sobre Antonio Gramsci. Disse o óbvio. Mas como não falaria o óbvio? Gramsci é o autor do óbvio. O que Gramsci ofereceu aos comunistas como novidade, justamente contra certo tipo de

Antropologia

Ainda o pênis, esse maldoso!

O pênis parece uma seta. Do mesmo modo que a seta fere e mata, essa simbologia se transferiu para outros elementos semelhantes, principalmente para o pênis, também um agente da morte. Gozar é morrer – ao menos por um pequeno tempo, mas com efeitos duradouros para os dias seguintes, uma imensa boa vontade para com

Direito

Advogado – que animal é este no Brasil de hoje?

O pensamento político moderno nasceu sob o comando da dicotomia esquerda-direita em um sentido muito específico: a fixação ou não de hierarquias e supremacias, ligadas rapidamente ao mundo do trabalho. Estabeleceu-se no século XIX a ideia da política como resolução de conflitos estritamente trabalhistas. O movimento operário e a contra-revolução burguesa passaram a tratar apenas

Política

Os impotentes saem dos bueiros (*)

O que faz com que a direita, quando não ameaça chegar ao poder, pareça engraçada e foclórica, é o fato dela vir do âmbito da semi-escolarização. Não é raro conservadores virem desse campo. Um indivíduo assim pode criar algo que ele pensa que possui o estatuto de teoria, mas que nada é senão uma série

Comportamento

A direita não tolera o corpo dançante

A dança é um tabu para os conservadores. A direita política não dança. Não pode, pois dançar é atravessar o espaço fazendo-o homenagear o mimo e a liberdade. Os conservadores se recusam a qualquer ideia que diga que somos gerados pelo mimo e encantados pela liberdade. Eles sufocam a liberdade. Não à toa no portão

animais

“Hábitos alimentares” do cristão

Os platônicos pensaram a alma de modo tripartite, ilustrada de maneira maravilhosamente literária no Fedro, a imagem da biga com os cavalos branco e negro e o intrépido cocheiro. A visão tripartite só perdeu prestígio na modernidade, quanto o thymos praticamente desapareceu, e tudo foi reduzido ao dualismo razão-paixão ou, na linguagem da literatura de

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Educação

Proibida a Educação Artística no Brasil

Estamos em uma época estranha, de retrocesso cultural em vários setores. A filosofia e a sociologia estão sendo empurradas para a fora da escola. A educação artística já recebeu seu chute. Mas, nesse caso, foi expulsa da sua própria casa: o museu. Urinada até no calcanhar de medo dos reacionários gritões, a direção do MASP

Política

Você quer a ração do Dória?

Foi no tempo do começo do boom da soja! A soja havia entrado na vida, e estava para conquistar todos nós. Começava-se a dar soja aos humanos como já se dava aos outros animais. E eis então que o cambaleante governo da Ditadura Militar, precisando de alguma ideia simpática para apresentar na TV, recebeu uma

Educação

O desescolarizado aprende pela TV?

Chegamos a pensar, ao menos nos anos setenta, que a escola poderia ser substituída pelos mídia. A tese atingiu seu clímax com um seu defensor, Ivan Illich, e veio para o campo propriamente filosófico com o alerta contido no A condição pós-moderna, de Lyotard. Talvez só agora, nessa época em que a TV é de

Educação

A professora pedófila no banheiro

Para minha amiga Janaína Paschoal Dona Iracema era “das antigas”. Seu modo de ser professora, e não “tia”, ressoava pela escola. Estava para aposentar, andava doente. O magistério deixa as pessoas doentes, sabia? Mas mesmo em seus últimos dias, ela estava ela, junto da sua Caminho Suave, a cartilha que usava mesmo contra as indicações

Arte

O que é “Bicho”, de Lygia Clark?

Existe o “dentro” e o “fora”? Sabemos que no mundo ocidental essa pergunta não era importante com os gregos, mas que recebeu atenção quando Santo Agostinho inventou a interioridade. Com o filósofo-bispo Deus passou para dentro do homem, por meio de leis incrustadas no coração humano. Séculos depois, Rousseau deu ainda mais importância – como

Filosofia social

O caso do MAM: para os toscos não civilizados o nu sempre é agressivo

Foi o sociólogo Norbert Elias que falou do relaxamento quanto ao policiamento dos costumes em uma sociedade civilizada. Ou seja, uma vez estabelecida e consolidada, a civilização exige menos contenção, menos disciplina forçada. A consolidação significa que a civilização já realizou o seu trabalho de fazer valer o império de uma sublimação adequada. Dou um

Educação

O que ocorreu de fato com o ensino religioso?

POSTEI NO MEU FACEBOOK: “COMEÇAMOS COM O ‘ESCOLA SEM PARTIDO’. Fomos para a tirada da filosofia e da sociologia como disciplinas. Então, veio de novo a “cura gay” e, ainda por cima, generais sem serviço falando em Intervenção e o débeis do MBL buscando o fechamento da exposição de arte Queer do Santander. Agora, introduzimos

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